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Posts com a tag "Zé Roberto"

O quarentão Zé Roberto

05 de julho de 2014 36
Zé completa 40 anos. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Zé completa 40 anos domingo. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Por Guilherme Mazui

A partir deste domingo, Zé Roberto é oficialmente o novo quarentão do futebol brasileiro. O Interminável Zé completa 40 anos, sendo 20 deles como jogador profissional. Desde 2012 veste azul, preto e branco. E merece os parabéns pela data, carreira e dedicação.

Podemos ter ressalvas ao desempenho atual do meia, porém, temos de reconhecer: Zé é um exemplo. Treina com vigor, mantém a forma, é discreto fora de campo e não costuma fazer chororô publicamente pela condição de reserva. Poucos profissionais têm comportamento similar.

O perfil garantiu a carreira longeva. Lembro de Zé na Portuguesa de 1996, derrotada pelo Grêmio no Brasileirão. Ele foi eleito o melhor lateral-esquerdo do campeonato. Avançando no calendário, virou volante e meia, disputou duas Copas (1998 e 2006, quando ficou na seleção do Mundial), vestiu as camisas de Real Madrid e Bayern de Munique. Feitos que não lhe tiraram o apetite por trabalhar.

Zé chegou ao Grêmio em 2012, com desconfianças sobre o possível fim de carreira. Pois naquele Brasileirão comeu a bola. Jogou demais, esbanjou categoria, marcou gols e deu assistências. Manteve a condição de centro técnico do time na temporada seguinte até a queda de Luxemburgo.

Com a chegada de Renato, somada a uma lesão, o meia perdeu o espaço que jamais retomou. Neste ano, quando parecia que voltava à melhor performance, outra lesão lhe tirou de campo. Estamos em julho e o veterano meia  ainda não recuperou seu melhor ritmo. Por isso, o empenho na intertemporada.

Depois de dois anos no clube, Zé sofre críticas, minhas, inclusive, por girar a bola demais e agredir de menos. De fato, seu ímpeto reduziu. Porém, cobramos dele a função do 10, as assistências, os passes açucarados para os atacante. Só que seu grande momento na carreira foi como volante, marcando e chegando com qualidade. No Grêmio, Zé foi mais efetivo finalizando do que criando.

Se a reserva atual é justa, o desejo do profissional por voltar ao time é mais do que legítimo. E aqui bato palmas para Zé Roberto. Aos 40 anos, 20 de uma carreira vitoriosa, quando muitos já estariam entediados pela rotina da bola, ele é elogiado na intertemporada, brada por titularidade. Mostra gana por jogar.

Zé vai comemorar o aniversário em campo. Deve iniciar na reserva o amistoso contra o Londrina, no Paraná, mas é provável que entre no decorrer da partida.

Aos 40 anos, o presente do Interminável Zé é jogar futebol. Parabéns!

>> Zé no Grêmio
2014: 19 jogos, 1 gol e três assistências
2013: 42 jogos, 10 gols e cinco assistências
2012: 33 jogos, quatro gols e sete assistências

Zé na Lusa, em 1996. FOTO: Alexandre Gimenez)

Zé na Lusa, em 1996. FOTO: Alexandre Gimenez)

Oportunidade para Ruiz e Deretti

21 de janeiro de 2014 16

Os titulares debutam no Gauchão fim de semana, contra o Aimoré na Arena. Zé Roberto pode ficar de fora, pois seu contrato não foi renovado e as tratativas para reduzir os direitos de imagem estão estacionadas. A estreia seria sem o meia. O que pode ser bom.

A ausência de Zé Roberto abriria espaço para Alán Ruiz ou Jean Deretti, no esquema que terá Kleber ajudando a fechar o meio e Barcos como centroavante. Quero observar os dois jovens em campo. Já afirmei que gostaria de ver Zé Roberto renovar, desde que entre na nova política salarial do clube. Contudo, estamos carecas de saber como Zé joga, no que é bom, no que é ruim, como pode agregar qualidade ao time. Contra o Aimoré, sua ausência ofertaria oportunidade para o novo.

Ruiz pode aproveitar ausência de Zé. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Ruiz pode aproveitar ausência de Zé. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

A direção acredita que neste ano Deretti vai, enfim, estourar. Marcou gol no jogo-treino passado, um ponto positivo. Já  Ruiz deixa bela impressão nos treinos da pré-temporada. Estou curioso para vê-los em ação. Só teremos condições de saber se a direção aposta certo quando os dois disputarem partidas oficiais.

Caso Zé Roberto e o empresário não ajudem a deslanchar a renovação, é mais do que prudente ter os garotos em forma e testados. Vai que Ruiz e Deretti rendam mais do que Zé Roberto? Existe a possibilidade. Mesmo em começo de trabalho, a oportunidade diante do Aimoré será boa. Jogo em casa, gramado lisinho, torcida a favor.

Os jovens precisam desbancar os medalhões no campo, jogando mais e sendo regulares, missão sempre ingrata. Em 2007, Carlos Eduardo passou por cima de Amoroso, que chegou ao Grêmio ainda sob os louros dos títulos com o São Paulo. Cadu virou titular porque sobrava em campo. Teve a carreira prejudicada por lesões, mas não era um futuro gênio, projeto de Bola de Ouro. Era um jogador acima da média local, que engoliu um veterano. Serve de espelho para quem busca seu lugar no time.

Zé Roberto vai ou fica?

15 de janeiro de 2014 28

Permanece a incógnita sobre a permanência de Zé Roberto no Grêmio. Ontem escrevi que, caso o meia de 39 anos deixe o clube, aumentará a responsabilidade de Maxi Rodríguez. Constatação que abriu uma discussão aqui no blog sobre manter ou não Zé Roberto. Vale a pena fica com o veterano mei0-campista ou é mais negócio liberá-lo para aliviar a folha?

Zé foi o vice-artilheiro do time em 2013, mesmo tendo passado boa parte do returno do Brasileirão no banco. Anotou 10 gols em 42 jogos, ficando atrás de Barcos, que marcou 13 vezes em 57 partidas. Zé ainda distribuiu cinco assistências. Logo, é um meia com mais qualidade para concluir a jogada do que para armá-la.

Zé vai ou fica na Arena? FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

Zé terá de reduzir o salário. FOTO: Lucas Uebel/Grêmio

O cerne da questão é o salário, já que futebol Zé Roberto sempre teve. As cifras divergem, por vezes sobem, por vezes baixam. Para ter certeza do salário do jogador, só vendo o seu contracheque. Digamos que Zé receba entre R$ 500 mil e R$ 600 mil, uma pequena fortuna mensal. É muito dinheiro pelo o que ele entrega.

A direção acerta ao tentar reduzir o valor de imagem, renovando até o final da temporada um vínculo que se encerra no meio do ano. Caso Zé Roberto aceite a redução, vale a pena mantê-lo no elenco. O problema é que a negociação não anda, o time se reapresentou e a situação segue indefinida.

Se o meia negar a proposta, que seja feliz em outros pagos. Contudo, não vejo um clube, num momento de retração do mercado brasileiro, bancando R$ 500 mil mensais para um jogador de 39 anos que vai agregar qualidade ao time, porém, sem histórico de feitos memoráveis em jogos decisivos. As propostas por Zé devem ficar na média do que o Grêmio vai oferecer.

Zé é experiente, tem qualidade técnica, marca seus golzinhos, vai concentrar as críticas e deixar os garotos (Maxi, Ruiz, Deretti, Guilherme Biteco) mais soltos para jogar. Como Maxi Rodríguez é um jogador capaz de distribuir assistências, vejo Zé desempenhando uma função de organizador do jogo, fazendo a bola rodar e chegando na boa para concluir, a exemplo do que Zinho fez na década passada.

Particularmente, torço por um desfecho positivo da negociação. Gostaria de ver Zé Roberto ficar, desde que reduzindo o salário. Agora, ele não pode receber como salvador da pátria, já que  não exerce essa função em campo. Zé precisa ser visto como um jogador técnico, que vai agregar qualidade ao time. Ponto. Precisa ganhar um salário equivalente ao seu desempenho, logo, bem abaixo de R$ 500 mil.

 

>> Zé Roberto em 2013
42 jogos
10 gols
5 assistências
9 cartões amarelos

Teste para o elenco

08 de outubro de 2013 11

O jogo de amanhã, contra o Criciúma na Arena, testará o plantel tricolor. Apesar de enfrentarmos um candidato ao rebaixamento, atuar com seis desfalques desafia qualquer treinador e elenco. E temos de vencer. Não podemos desperdiçar pontos preciosos dentro de casa. A vitória deixa a América ainda mais próxima da Arena.

Vamos sem Bressan, Alex Telles, Ramiro e Kleber, todos suspensos, mais Riveros e Vargas, que defendem suas seleções. Vamos sugar o banco de reservas. Independente da formação, Wendell substitui Alex Telles, tem a nossa confiança. Adriano deve entrar na vaga de Riveros, Lucas Coelho e Paulinho disputam o direito de acompanhar Barcos no ataque.

Se Renato mantiver o 3-5-2, Saimon assume o posto de Bressan. Do contrário, o técnico pode colocar mais um volante, quem sabe Matheus Biteco. E ainda sobra a vaga de Ramiro.

Fica a dúvida se Zé Roberto ganhará uma nova oportunidade diante de tantos desfalques, ou se Renato apostará em outro meia. Na verdade, é possível jogar com três zagueiros e três volantes (Adriano-Souza-Biteco), mas considero um exagero enfrentar o Criciúma, em casa, abdicando do ataque.

Renato tem as opções de Zé Roberto, Elano, Maxi Rodriguez, Guilherme Biteco e Jean Deretti. Gostaria de vê-lo escolher pelo menos um meia. Barcos e seu companheiro de ataque morrerão de inanição se o Grêmio atuar muito retrancando.

Não escondo aqui na blog a preferência por Zé Roberto. Entendo a reserva dele, respaldada pelos resultados de campo, mas, diante de tantos desfalques, vale ofertar a oportunidade ao veterano meio-campista. Do contrário, é mais fácil dispensá-lo de uma vez. Não irá jogar mais no Grêmio.

Zé Roberto acerta ao pensar em sair

26 de setembro de 2013 47

Zé Roberto cogita deixar o Grêmio. Faz bem. Eu tomaria a mesma atitude. Não ficaria em um clube no qual sou reserva de jogadores de qualidade técnica e física abaixo da minha. Procuraria outro lugar para jogar. O Grêmio está queimando Zé Roberto.

Zé vive ostracismo. Foto: Diego Vara

Zé vive ostracismo. Foto: Diego Vara

Concordo com as análises de que Zé Roberto, 39 anos, não faz a função do clássico camisa 10. Mas ele nunca a executou na carreira. É um meio-campista qualificado, um segundo volante com saída num 3-5-2, um terceiro homem de meio num 4-4-2.

Escalar Zé Roberto para distribuir assistências é cobrar o que ele não pode entregar. O erro é de quem escala. Zé é um meia que gira bem a bola, que marca gols (soma 10 na temporada) ao entrar de surpresa na área. Precisa jogar com estas duas missões. O armador será outro cidadão.

Até posso concordar com a reserva momentânea do Zé, mas ver Renato preferir colocar na segunda etapa Guilherme Biteco, Paulinho e Jean Deretti desafia a lógica. Um trio de jovens que joga menos do que o veterano meio-campista.

Se Renato voltar ao 3-5-2, entendo a opção de Zé no banco, apesar de preferir a formação com ele. O Grêmio não marca gols e erra passes demais. Por que abrir mão de um jogador que passa bem e faz gols?

Já se a opção for pelo 4-4-2, gostaria de ver Souza e Riveros como volantes, com Zé e Vargas nas meias, o chileno atuando solto, mais próximo de como joga na seleção de seu país. Ajudaria a corrigir o festival de passes errado. Contra o Corinthians, Ramiro passou a noite devolvendo a bola aos paulistas.

Analisando o ostracismo de Zé Roberto, parece que algo mais sério ocorreu, uma rusga interna, um desentendimento ainda resguardado no vestiário. É a explicação para começar a queimar um dos ídolos do time e  seguir apostando na ineficiência de Barcos, por exemplo. São dois pesos e duas medidas. Que vão colocar Zé Roberto nos braços de algum grande clube paulista.

A reação precisa vir fora de casa

21 de setembro de 2013 7

A reação pode começar em Salvador. Melhor, deve, precisa começar. Visitamos o Vitória neste sábado em busca de recuperação. Rodada para alimentar a pouca chance de título e manter a gordura do G-4.

Os resultados da rodada passada, em especial a derrota colorada, garantiram o fim de semana de sobrevida ao Grêmio na zona de classificação à Libertadores. Estamos em terceiro no campeonato com os mesmos 38 pontos do Atlético-PR, distante quatro do Inter e oito de Vitória, Corinthians, Coritiba e Goiás. Assim, mesmo com um revés em Salvador, vamos encerrar a rodada no G-4.

O risco do tropeço é queimar a pouca gordura que restou, ainda mais que o compromisso seguinte também é fora de casa contra o São Paulo. Corinthians, Inter e Goiás são mandantes na rodada, podem se aproximar. O líder Cruzeiro pega justamente o abalado Corinthians. Quem sabe tenha a série de vitórias interrompidas. Já o vice Botafogo recebe o Bahia, jogo para ganhar.

O fato de enfrentar o Vitória em Salvador pode ser animador. O esquema tricolor tem se mostrado eficiente em partidas fora de casa, excluindo a derrota para o Goiás. Quem sabe retrancado, à espera do erro do rival, o Grêmio repita o que fez com Vasco, Flamengo, Bahia e Náutico. É possível.

Teremos mudanças diante da lesão do zagueiro Gabriel, o que pode trocar o trio de zaga por um trio de volantes (Souza-Ramiro-Riveros), escolta para tentar liberar Zé Roberto. Outra opção seria retomar os dois meias, com a entrada de Elano, ou arriscar o recuo de Vargas, como alguns amigos do blog sugerem.

Gostaria de ver a formação com Vargas, contudo, creio que Renato será mais ortodoxo e defensivo, ficando com a possibilidade de abrir o time no decorrer do jogo. Independente da formação, o Grêmio precisa de postura, concentração. Se vamos ficar recuados, as poucas oportunidades que surgirem terão de ser aproveitadas. Condições de bater o Vitória nós temos. É hora de reagir.

 

A não articulação do Grêmio

17 de setembro de 2013 60

Nossa articulação inexiste. O Grêmio é um time desarticulado. Um time óbvio. E temos sofrido com essa falta de criatividade nos últimos jogos. Caso o Renato não faça correções, seguiremos sofrendo até dezembro. Com grandes chances de encerrarmos a temporada fora do G-4.

A derrota para o Atlético-MG reforçou o debate sobre os problemas de articulação do Grêmio. Abusamos do balão. Saíram 13 no primeiro e somente três acertaram o destino, como traz matéria de Zero Hora. Os problemas na articulação são rotineiros na temporada – com Luxemburgo e com Renato. Antes, no 4-4-2, abusávamos do lance de meio. Agora, no 3-5-2, da jogada de lado sem objetividade.

Ao longo da narração de domingo, o comentarista do SporTV falava da obviedade tricolor. A bola saía da defesa de duas maneiras: um balão para frente ou um passe até o Pará, que morria logo à frente. É um problema sério. Que prejudica o desempenho do time e testa a paciência do torcedor.

O Grêmio é um time sem armador. Zé Roberto, nosso principal meio-campista na temporada, não articula. Não parte do seu pé o passe terminal, que deixará o avante em condições de marcar. Zé é diferenciado ao entrar na área, de surpresa, para concluir. Por isso soma 10 gols no ano. Esse é o seu diferencial. Elano, idem. Melhor conclui do que distribui assistências.

Sem um articulador, o ataque padece (e ainda erra a maior parte das poucas chances que tem). O meio pouco se movimenta, força o balão da zaga. Os volantes são bons em destruir, mas não em armar. Assim, os dois volantes desarmam e entregam passes curtos, enquanto Zé flutua de um lado ao outro. Ninguém arrisca um passe mais ousado. Os passes só buscam os alas, que até encontram o fundo, mas não executam cruzamentos dos mais caprichados.

Pela descrição, temos um problema crônico. Que se reflete em campo. Alguém lembra da última assistência clássica do time? Fora a que o Betão deu para o Kleber, contra a Ponte Preta, a derradeira assistência foi em 28 de agosto. Duas na verdade, uma de Barcos e outra de Pará, no 2 a 0 sobre o Santos pela Copa do Brasil. No mais, gols em bola na área, pênalti, falta…

Zé Roberto, nosso 10, tem uma assistência clássica no campeonato, na distante segunda rodada, contra o Santos. Passe direto, rasteiro, para Vargas entrar e deslocar o goleiro. Isso foi em junho. É pouco, quase nada. O que traz a questão: vale encostar outro meia no Zé, como Maxi Rodríguez ou Elano? Vale tirá-lo? Ou recuá-lo como volante, longe do gol? Quem sabe abrir mão da maior segurança defensiva dos três zagueiros?

Sinceramente, é difícil abrir mão do Zé. Em especial, por não termos no elenco um bom articulador. Quem sabe valeria testá-lo mais recuado, num meio-campo com Souza, Zé e outro meia. É uma sugestão, mas não sou técnico, sou torcedor. O fato é um: está difícil resolver a não articulação do Grêmio. E vocês, como resolveriam?

 

Mais uma vez a falta de pontaria nos derrubou

15 de setembro de 2013 63

A chuvarada na Arena e as limitações técnicas do time afogaram nossas chances de título. Fomos afogados por nosso pé torto, rotina na temporada em andamento. Comemoramos 110 anos de forma amarga, com derrota em casa para o Atlético-MG por 1 a 0. Estacionamos nos 37 pontos, Cruzeiro disparou para 46 e Botafogo para 42. Ficou dificílimo.

Perdemos um jogo encardido, contra um time superior tecnicamente, que aproveitou a única chance clara que teve. Bem diferente do Grêmio. Vargas voltou a decepcionar. É um jogador tímido, não chama a responsabilidade quando veste a camisa tricolor. Concordo com as análises de que fica fora de posição e tal-e-coisa, mas o gol perdido por ele foi inaceitável.

Vargas custa caro, recebe polpudo salário. Precisa dar a contrapartida no campo. O chileno recebeu um presente da zaga. Entrou sozinho, pensou no que fazer e bateu em cima do goleiro. A posição em que ele joga é o que menos importa nesse lance. De zagueiro, lateral, meia ou atacante ele teria que fazer o gol.

Bueno, pois no minuto seguinte ao nosso erro ofensivo, a defesa também patinou. Bola no fundo rolada para Fernandinho, livre, fazer o que nosso ataque não faz: gol. A sequência de lances derrubou nosso ânimo. Contudo, ainda tivemos outra chance clara. Zé Roberto entrou livre e se livrou da bola. Bateu reto, onde estava o goleiro. Poderia ter concluído rasteiro, usando a qualidade que tem.

Com esse aproveitamento nas conclusões, jamais teremos condições de conquistar o Brasileirão. Se eu fosse o Renato, deixaria Vargas, Zé e Barcos treinando a semana toda finalizações. Também faria o time treinar passes. Ramiro passou a noite devolvendo a bola para o Galo. Nossos volantes só destruíram. No mais, passes errados e pouca movimentação. Fomos um time óbvio.

No post anterior lembrei que, em 110 anos, o Grêmio nos ensina a reagir. Terá de dar o exemplo outra vez. Vargas e Zé Roberto terão de reagir, o time e a torcida terão de reagir. Treino e serenidade, maturidade para reconhecer e corrigir os erros. Continuamos no G-4, precisamos manter a perseguição aos líderes, mesmo que seja difícil. A oportunidade de reagir é na quarta-feira, contra o Santos, mais uma vez na Arena. Levanta, Grêmio! Estamos contigo!

Sofrimento sem a menor necessidade

07 de setembro de 2013 33

Mais três pontos na conta. O 3 a 2, com uma dose de sofrimento desnecessária, sobre a Portuguesa nos levou aos 34 pontos, soma de equipe que briga por título e vaga na Libertadores. Vitória fundamental para nossas pretensões. Passadas 19 rodadas, encerramos o primeiro turno do Brasileirão dentro do G-4. No domingo, é secar os adversários diretos: Cruzeiro, Atlético-PR, Botafogo e Corinthians.

O resultado deste sábado na Arena foi melhor do que a apresentação. Quase entregamos uma vitória que parecia pavimentada. Demos vida à Portuguesa, quando, aos 25 minutos do segundo tempo, uma falha de marcação, somada a uma dose de azar de Rhodolfo, culminou no primeiro gol da Lusa. Até ali, vencíamos por 2 a 0, com Dida como mero espectador.

O gol colocou o rival no jogo, que buscou o empate em seguida. Acabamos salvos por um pênalti questionável e duas expulsões dos paulistas. Um sofrimento sem a menor necessidade. O primeiro tempo não foi um primor, mas o Grêmio teve posse de bola, martelou. Faltou criatividade, velocidade nas ultrapassagens, um time mais agudo. Ímpeto e lucidez que apareceram nos primeiros 11 minutos da etapa final.

Kleber, melhor jogador do Grêmio em campo, teve um gol mal anulado logo aos dois minutos. O auxiliar assinalou impedimento que não existiu. Já aos seis, Barcos escorou de cabeça a casquinha do escanteio. Aos 11, Zé Roberto, até então discreto, completou o cruzamento de Kleber. Parecia tudo encaminhado: 2 a 0 em casa, diante de um time que raramente passava da intermediária e que vive o campeonato trancafiado na zona de rebaixamento. Pois o excesso de confiança nos pregou uma peça.

Logo depois do segundo gol, Barcos perdeu uma chance claríssima, sozinho com Lauro diante da imensidão da goleira. Se tivesse marcado, seria o 3 a 0 e o fim da partida. Mas Barcos chutou por cima. E mais tarde veio a falha da defesa. A Lusa descontou e iniciou todo o sofrimento do restante da noite.

O Grêmio precisa aprender a matar o jogo. Sem misericórdia do adversário. Ao não aniquilar a partida, dá chances para que atuações seguras sejam rasgadas. Seria uma tragédia ter deixado escapar dois pontos ganhos. É um ponto a melhorar para o segundo turno. Estamos no páreo.

 

Serra Dourada expõe nossas falhas

03 de setembro de 2013 38

Teve fim nossa série de vitórias. O Grêmio se perdeu no latifúndio do Serra Dourada. Walter, o centroavante do panceps, marcou os dois gols da derrota para o Goiás, 2 a 0. Teremos de secar Cruzeiro, Atlético-PR, Botafogo e Corinthians.

A atuação foi ruim, mas é preciso evitar terra arrasada. O tropeço não significa que está tudo errado, pelo contrário, deve destacar nossas falhas para que possamos corrigi-las. O Grêmio faz um bom campeonato, ultrapassou a barreira dos 30 pontos no primeiro turno, o que deixa qualquer time na disputa por título e vaga na Libertadores. E ainda temos o confronto em casa com a Portuguesa no encerramento do turno.

Voltando ao jogo, Renato tentou manter a mesma dinâmica ao começar com três zagueiros e três volantes, surpreendendo com a presença de Matheus Biteco na vaga que seria de Zé Roberto. O raciocínio estava correto: jogo fora de casa, time fechado, Biteco está melhor fisicamente do que Zé, recém recuperado de lesão.

Na prática, tivemos a mesma entrega de sempre, o time correu e marcou, o meio-campo teve a dificuldade rotineira de armar jogadas, o ataque brigou e teve pouca inspiração. A diferença é que desta vez a defesa falhou. Foi amassada por Walter. Dida errou a reposição e deu o primeiro gol esmeraldino. Bressan foi deixado na saudade por Walter no segundo.

O sucesso do nosso esquema passa pela defesa não vazar. Pois vazou e perdemos. E ficou difícil de buscar. Temos de aprimorar, urgente, nossa articulação. Mesmo com a entrada de Zé no segundo tempo, a criatividade continuou pequena. Muita bola rolada de lado, poucos lances agudos. Os alas acertam um cruzamento a cada ano bissexto. São pontos a melhorar para enfrentar a Lusa.

Como disse, o momento não é de terra arrasada, é de reconhecer falhas e trabalhar para saná-las. O campeonato é longo, o Grêmio vem bem, Renato e os jogadores estão com crédito. Nosso papel é cobrar as melhoras e apoiar o time.