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Passes errados: o grande obstáculo para Zago implantar novo modelo de jogo no Inter

24 de março de 2017 0
Zago quer reduzir passes errados. Foto: André Ávila / Agência RBS

Zago quer reduzir passes errados. Foto: André Ávila / Agência RBS

O técnico do Internacional, Antônio Carlos Zago, está preocupado com o alto número de passes errados da equipe colorada.

Desde que assumiu o cargo, no início do ano, o treinador tenta mudar o modelo de jogo da equipe, colocando mais a bola no chão e trocando mais passes na construção de jogadas, em comparação com o fatídico ano de 2016.

Os números mostram já uma mudança na característica do time. Nos 16 jogos colorados na atual temporada, a média da equipe é de 400 passes certos por jogo, de acordo com o site Footstats.

Na vitória por 2 a 1 sobre o Brasil de Pelotas, pela Primeira Liga, por exemplo, foram 547 passes trocados.

Para efeito de comparação, nos últimos 16 jogos do Brasileirão 2016, o Inter acertava, em média, apenas 281 passes por jogo.

No Gre-Nal, que terminou empatado por 0 a 0, por exemplo, o time treinado pelo técnico Celso Roth trocou apenas 168 passes.

Porém, os passes errados ainda prejudicam esta mudança no modelo de jogo. Nos últimos jogos, Zago vem reclamando constantemente dos erros neste fundamento nas suas entrevistas coletivas.

Na Copa do Brasil, onde os adversários vem impondo menos dificuldades, a média de passes errados é de 31 por jogo.

No Gauchão, o número salta para 39,5, com picos de 48 no empate no Gre-Nal e na vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo-RG.

De acordo com o comentarista da Rádio Gaúcha, Gustavo Fogaça, titular do blog Esquemão, um problema do Inter é a pouca eficiência nos “passes de ruptura”, aqueles que cortam a última linha do adversário para criar chances de gol.

Além disso, a distância média entre os passes dados pelo time de Zago ainda é grande.

“Ele vai ter que compactar e aproximar mais o time, pois os passes ainda estão muito longos na média”, explica Fogaça.

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