Na imagem acima (via The Scoop) uma simulação de como ficaria o rosto de John Lennon, caso ele ainda estivesse entre nós, com 71 anos anos nas costas. O desenho digital usa como exemplo uma foto do ex-beatle de 1972, e avança no tempo, apostando que John seguiria no mesmo modelito do início dos anos 70.
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Ao ser designada para fazer o texto sobre o aniversário de 71 anos do nascimento de John Lennon fiquei entusiasmada, ainda que, com algumas dúvidas sobre de que forma iria conduzir minhas palavras. Quando parti para o trabalho fui munida das minhas fontes, minha biografia dos Beatles by Bob Spitz, a biografia do Lennon, escrita por Philip Norman, o livro sobre a história por trás das canções, de Steve Turner, minha coleção de revistas etc. Mas ao remexer em tudo isso, me dei conta de que cairia no mesmo ponto comum de todos os textos que serão escritos sobre o mentor dos Beatles neste dia especial. Ou seja, tentando contar a história de John, desvendar a importância de Yoko no fim da banda ou compreender a sua amizade com Paul.*
A verdade é que nada disso é ponto determinante para minha admiração por John. E é sobre o ponto de admiração verdadeiro que eu devo tratar neste texto. Sabe o que é?! John Lennon jamais deixou de acreditar que tinha uma missão em sua vida. E em tempos difíceis, nos quais o pensamento conformista e colonialista desestimula uma nação de jovens a lutar pelos seus ideais, é preciso lembrar de uma personalidade que antes de ser um “showman” era um “peaceman”.
É isto que faz de John meu beatle favorito. O mentor dos Beatles foi sempre fiel com suas convicções, valores e crenças. Ficou rico, é verdade, mas usou isso em favor de causas nobres e não em favor da manutenção da realidade desigual e imperialista propagada pelos Estados Unidos em tempos de guerra contra o Vietnã e ainda vigente até hoje.
Começou como o adolescente inconsequente de Liverpool que queria ser músico. Traumatizado com a infância difícil, John queria gritar ao mundo sua insatisfação. Ao mesmo tempo em que fora dos palcos era um jovem carente e inseguro. Ele queria se divertir, fazer músicas simples e fáceis, ser famoso e ter uma banda conhecida. Nos tempos dos Beatles, o produtor George Martin costumava comparar John a “suco de limão” e Paul a “azeite de oliva virgem”. Foi esse suco azedo que causou inúmeras reações diferentes entres seus fãs, até mesmo aquela que acabou com a sua vida. A rebeldia de John nos tempos da banda era também facilmente vista nas suas frases polêmicas disparadas em entrevistas e no seu comportamento que influenciou o movimento de contracultura da época.
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Aos poucos, Lennon foi amadurecendo e direcionando sua inquietude para causas diferentes que acabaram o tornando um ativista político. Depois do fim da banda e com sua união formal com Yoko Ono, o lado engajado do besouro tornou-se ainda mais evidente. Ele queria tornar sua obra de arte significante para o mundo de alguma maneira. Em 1971, com o álbum Imagine, ele consagrou o que pode ser considerado o hino de boa parte das manifestações pela paz mundial.
Sua carência também arranjou uma forma de ser mais bem expressada através da dedicação à família. Desde o nascimento de seu filho Sean, junto ao momento da reconciliação com Yoko, o besouro decidiu se dedicar apenas à vida doméstica durante cinco anos, cuidando do filho e das coisas da casa, abandonando completamente a vida pública. Quando voltou ao estúdio gravou com Yoko o álbum Double Fantasy e foi com seu retorno à mídia que ele acabou baleado no dia 8 de dezembro de 1980.
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O jornalista Anthony DeCurtis, que já trabalhou em publicações como a Rolling Stone e o The New York Times, escreveu um texto onde afirma que se Lennon tivesse sido apenas um dos quatro membros dos Beatles, sua imortalidade artística ainda assim já estaria assegurada. Mas para ele, o trabalho de Lennon não demonstrava apenas uma profunda sensibilidade literária e musical, mas uma visão de vida que reunia simultaneamente reflexão, utopia e uma realidade comovente. Um gênio em suma, afirma ele. E um gênio, em suma, concordo eu. Gênios são geralmente temperamentais, de personalidade forte, comportamento difícil. Mas são gênios. E no caso de Lennon, não apenas um gênio da música, mas também da luta pela transformação social.
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“Desde sua morte, a influência e importância simbólica de Lennon só têm crescido. Sua música, é claro, viverá para sempre. Mas ele sobreviveu principalmente como uma voz inquieta da mudança e do pensamento independente. Ele é um inimigo do status quo, um feixe de contradições que insistia em um mundo no qual todos os elementos diversos de sua personalidade poderiam encontrar expressão livre e selvagem. Inúmeras vezes desde sua morte, Lennon fez muita falta. E assim como muitas vezes ele tem estado presente - evocado por todos nós que nos encontramos uns aos outros na música que ele fez e com a visão que ele articulou e tentou tornar real.”
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Talvez se não tivesse levado à risca essa ideia de missão, Lennon teria ido embora dos Estados Unidos, onde era perseguido pelo FBI, desistido da obtenção do Green Card, e voltado para o Reino Unido. Talvez assim, ainda o tivéssemos conosco. Mas foi também em função da sua morte trágica que a figura de Lennon enquanto mártir foi reforçada. Desta forma, resta-nos abraçar as mensagens deixadas por este sujeito cheio de missão, ingenuidade e pragmatismo: amor e paz. Ouça o sábio John, dê uma chance à paz e compreenda que tudo que a gente precisa, no fim das contas, é de amor.
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Nossa homenagem ao eterno working class hero do pop.
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Seguem 10 momentos com o Fab 4 + 10 momentos em carreira solo.
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Com os Beatles:
Rock and Roll Music (1964)
In My Life (1965)
Nowhere man (1965)
Help (1965)
Revolution (1967)
I Am The Walrus (1967)
All You Need is Love (1967)
Don’t Let Me Down (1969)
One After 909 (1969)
Dig A Pony (1969)
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Em carreira solo:*
Give Peace of Change (1969)
Instant Karma (1970)
Jealous Guy (1971)
Imagine (1971)
Woman is the Nigger of the World (1972)
Mind Games (1973)
Stand By Me (1975)
Woman (1980)
Just Like Starting Over (1980)
Watching The Wheels (1980)









Acho que depois de um texto desses os comentários são dispensáveis. Quero apenas deixar os parabéns pra Fani, por sua sensibilidade em resgatar a figura de John Lennon, por sua escrita profunda, instigante, inteligente e que nos leva a pensar que a missão de Lennon ainda não acabou, mas sobrevive na sua obra. Obrigada Fani pelas palavras brilhantes...
REEEEEEEEEEEEEEEEI ♥
Ótimo post! Grande Lennon, deixou uma herança magnífica para o mundo como artista e ser humano.
O chefe do Paul.
é no mínimo irônico que um ativista que sempre cantou em defesa da paz tenha sido morto da maneira que aconteceu. e tem gente querendo dar liberdade pro Chapman...
Fanie, parabéns pela pesquisa e pelo post. belo começo de sábado com esta seleção que tu fez.
John Lennon era Satanista, apenas cumpriu seu papel perante maçons e iluminattis. Ver letra de "Imagine". Não faz falta nenhuma.
Acho que o Lenon, se vivo ainda estivesse, refutaria essa idolatria meio religiosa (ele tinha uma misao).
Putz, ficou a cara do Fernando Gabeira!
Não sei não. O John Lenon com 71 tá parecido com o Gabeira. Imagine...
pro inferno marcelo.
john lennon nao nao faz falta pra vc idiota
O comentário do tal Marcelo está, sem dúvida alguma, entre as dez maiores besteiras (chamar de asneiras seria ofender os asnos) já proferidas na história da humanidade.
Lennon me faz falta todo dia...só não peço cadeira elétrica pra esse tal de Chapman porque sei john não aprovaria...
Eu tinha uns 14 anos quando os caras foram lançados no Brasil e me lembro da busca insana por cada novo album que lançavam e tambem de não estar preocupado com qualquer tipo de hegemonia interna na banda, todos eram bons e suas peculiaridades não os desmereciam. Hoje porem, acho Mc Cartney e Ringo os melhores pois conseguiram manterem-se vivos e como prefiro cantar com vivos do que chorar com mortos, Lennon e Harrison que me esperem para continuar a admirá-los em outra vida (se é que esse troço existe).
Esse comentário desprezível do tal de Marcelo bem demonstra o porquê de a "Paz Mundial" ser uma eterna utopia... É justamente por existirem seres humanos como ele, como o assassino Chapman, entre tantas outras criaturas cuja existência não traz nada de positivo para a humanidade, muito antes pelo contrário... Seres apáticos à letra de "Imagine", que nos fazem lembrar o ditado de que "não adianta atirar pérolas aos porcos"; "satanistas", pra usar a expressão do imbecil ali, que são capazes de matar pacifistas como John Lennon ou Mahatma Gandhi, em síntese, fazem com que nós, pessoas de boa índole, tenhamos que nos dar conta da realidade: "The dream is over".
Ele disse que seria mais popular do que Jesus Cristo, por isso morreu do jeito que morreu, infelizmente, além de ter uma conduta de vida que qualquer pessoa de bem jamais iria querer que seus filhos seguissem como padrão. Minha opinião.
Ele voltará!!!
Os comentários do Marcelo e da Furby são dignos de pena, esse pensamento religioso xiita é simplesmente desprezível. Jesus foi um homem de carne e osso com todos nós e o que Lennon falou foi uma hipérbole tirada de contexto e usada por religiosos para tentar (em vão) diminuir a admiração que os Beatles conquistaram. Respeito de verdade todas as crenças, mas as vezes o pssoal se passa. Ah, também achei a cara do Gabeira.
Nunca foi deste planeta. Chegou aqui, cumpriu parte da sua missão (interrompido por um assassino imbecil), o que acabou antecipando seu retorno para o seu "orbe" de origem, onde hoje, se encontra. Mas teve tempo suficiente para dar o seu recado.
Quanto aos que o criticam, não passam de incompetentes, impotentes e RECALCADOS QUE NÃO TÊM A CAPACIDADE DE FAZER UM MILIONÉSIMO DE TUDO O QUE ELE FEZ DE BOM EM SUA PASSAGEM PELA TERRA.
SALVE JOHN. Vida longa e próspera ao lado do grande Pai.
Interessante....comentários OFENSIVOS À MEMÓRIA DE UM ÍDOLO MORTO, esses a Moderção aceita. Mas CENSURA QUEM DEFENDE JOHN, deletando os posts que atacam os foristas covardes que falam mal de um morto.
Parabéns Moderador, esse post que vc já vai deletar é mesmo apenas para vc ler, COVARDE. Pronto, pode deletar agora, seu fascista.
Vc deve ser tão medíocre quanto os demais.
Resposta: A moderação é feita ao longo do dia, e não imediatamente após o comentário postado.
ADEUS PRA SEMPRE.
XAU PRA SEMPRE, DESSA COLUNA TENDENCIOSA.
A falta que Lennon faz é a mesma falta que não se encontra mais no Rock and Roll, uma musica que sempre foi uma forma de insubordinação contra qualquer injustiça que se encontra no mundo. Certamente Lennon estaria falando hoje da política dominadora Americana onde invade países com desculpas esfarrapadas onde crianças e adultos são mortos como se na Invasão do afeganistãodo Iraque. Tambem estaria falando dos milhares de Africanos mortos diariamente por não terem nada que comer, coisas que as atuais bandas não se preocupam , se preocupam com a estética dos shows e mais nada.
Que saudades das letras e da atitude como ativista político, que sempre fara falta para nós nesta época de olharmos só o exterior sem enxergarmos o interior. Quanto ao comentário do Marcelo, pensa o seguinte meu camarada quem fala de amor não pode ser satanista
Fato!!! John sempre será lembrado com muito respeito, e sempre será exemplo de que há esperança para o bem. Difícilmente teremos outro gênio, agora teremos Justin's e Calipsos, alimentando (trofiando) mentes pequenas e vagas... Como de pessoas que vieram aqui deixar comentários de assuntos os quais são muito fortes para seu grau de "sabedoria".
Não irei citar os nomes destes pequenos, pois o que querem, é barraco, e serem citados aqui.
John, Paul, George e Ringo. MUDARAM A HISTÓRIA DA MÚSICA!!! ou melhor REENVENTARAM.....