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Bonnie & Clyde em livro, filme e música

10 de junho de 2012 0

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Na foto, os verdadeiros Clyde Barrow e Bonnie Parker, por volta do início dos anos 1930

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Acabei de ler “Bonnie & Clyde – A vida por trás da lenda” (editora Larousse), escrito por Paul Scheneider (as primeiras páginas você lê aqui). O livro é baseado em uma ampla pesquisa em arquivos, documentos do FBI e entrevistas, onde o autor esmiúça a vida de crimes do casal que assombrou o sul dos EUA, em plena Era da Depressão. Depois de finalizada a leitura, pude constatar, que no cinema, o filme de Arthur Penn – “Bonnie & Clyde” (1967), com Warren Beatty e Faye Dunaway, escrito por Robert Benton e David Newman, teve sua trama amaciada.

Lendo o livro (e revendo o filme), dá pra perceber as romantizadas e alterações que desviaram o público de detalhes interessantíssimos da vida de Bonnie e Clyde. Por exemplo, dois dos comparsas do casal, C.W. Moss e Henry Methvin foram mixados em apenas um personagem (C.W.).

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A Gangue Barrow no filme de Arthur Penn: Gene Hackman (Buck Barrow), Estele Parsons (Blanche Barrow), Warren Beatty (Clyde), Faye Dunaway (Bonnie) e Michael J. Pollard (C.W. Moss).

E tem outra, Blanche Barrow (que era uma mulher belíssima), esposa de Buck, foi transformada por Estele Parsons em uma mulher completamente diferente, e muito menos interessante que a verdadeira Blanche. Ironicamente,  Parsons ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Isso me fez pensar naquele velho lance que constatamos quando assistimos adaptações de livros, histórias reais e biografias nas telas: – o livro sempre será melhor que o filme.

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Bonnie gostava de escrever poemas e de escutar música country

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E quase sempre é. Em minha opinião, uma exceção que merece ser lembrada é a adaptação de Sean Penn para “Na Natureza Selvagem”, livro de Jon Krakauer que narra a incursão de Christopher McCandles, um jovem que abandona sua vida de conforto para se enfurnar no Alasca selvagem. Nesse caso, filme e publicação se completam, engendrando-se um ao outro e ajudando na elucidação da personalidade de McCandles.

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A verdadeira Blanche Barrow na segunda metade da década de 1920

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Voltando a Bonnie & Clyde, a veracidade dos fatos pode encontrar redenção no cinema em breve: Neil Burger, diretor de O Ilusionista, quer contar a “verdadeira história” do casal.  O roteiro segue os passos de outro livro – “Go Down Together: The True, Untold Story of Bonnie and Clyde”. O longa, que ainda está em fase de produção, deve ser lançado em 2013. Quem viver verá.

Reveja um dos trailers do filme de 1967.

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E falando no casal, lembrei da música de Serge Gainsbourg e Brigitte Bardot.

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