O baixista inglês Trevor Bolder perdeu a batalha contra o câncer no pâncreas e faleceu nesta quarta-feira (22) aos 62 anos de idade. Nascido em Hull (ING) a 9 de junho de 1950, o músico integrava o Uriah Heep, com o qual gravou álbuns de estúdio: "Firefly" (1977), "Innocent Victim" (1977), "Fallen Angel" (1978) e "Conquest" e "Into the Wild" (2011).
Bolder também tocou com as bandas The Spiders From Mars, Wishbone Ash, Cybernauts, Chicago Blues Style Band, Rono, Mick Ronson Band e com David Bowie e Dana Gillespie. Desde seu retorno definitivo ao Uriah Heep em abril de 1983 - o músico tinha permanecido na banda de 1976 a 1981, onde também atuou como produtor da banda, além de compositor e baixista/vocalista.
Atenção fãs do The Clash. Já está em pré-venda "The Clash Sound System", uma caixa mais do que especial, em formato de um rádio estéreo, que reúne toda a obra de uma das bandas mais marcantes do punk rock.
No conteúdo do pacote, os cinco discos de estúdio remasterizados + três discos com material extra, incluindo demos, singles, gravações raras e lados-B. Ainda, um DVD com cenas inéditas de bastidores, apresentações ao vivo e propagandas. Também estarão presentes um livreto, reimpressões do fanzine da banda e outros mimos que incluem adesivos, botons e pôster exclusivo.
Os CDs reproduzem réplicas dos álbuns originais lançados em LP, no entanto, o ponto negativo desse box, é justamente não apostar no relançamento em LPs 180g, um dos grandes baratos das reedições lançadas atualmente no mercado.
A edição tem lançamento previsto para 10 de setembro (US$ 290,31). Aos apressadinhos, pré-venda rolando nesse link. Confira um vídeo ilustrativo sobre o material em questão.
Depois de lançar modelos que homenagearam Bob Dylan e Steven Tyler (Aerosmith), a linha Signature Series, da tradicional fábrica de harmônicas Hohner, anunciou o lançamento do modelo “IMAGINE - John Lennon Signature Series”. Foi ano passado que esse instrumento foi lançado, e só acabei tomando conhecimento disso através do amigo Sal Ariston Jr.
John Lennon começou a tocar harmônica quando ainda era um garoto em Liverpool e durante os anos 1960 foi fortemente influenciado pelo blues norte-americano. Seu modo de usar a gaita de boca em canções dos Beatles como “Love Me Do", "From Me to You", "Please Please Me" e "I Should Have Known Better" inspirou toda uma nova geração de tocadores de harmônica. No Brasil, o modelo pode ser adquirido por cerca de R$260,00.
Scott Emmerman, Diretor de Marketing e Vendas da Hohner declarou o seguinte sobre o novo modelo: "A nossa empresa tem o orgulho de celebrar o espírito da criatividade de John Lennon, que continua a inspirar a cultura musical e popular".
James McCartney, 35 anos, filho de Paul e Linda McCartney lança nesta terça-feira (21/05) seu primeiro álbum, intitulado “Me“. E claro - James chamou o papai para lhe dar uma mão na gravação de seu disco. O músico já havia feito algumas contribuições em trabalhos da carreira de Paul. Apesar de ser seu primeiro álbum completo, James também já havia lançado 2 EPs, "Available Light" e "Close At Hand".
Confira o tracklist de "Me":
01. Strong as You
02. Butterfly
03. You and Me Individually
04. Snap Out of It
05. Bluebell
06. Life's a Pill
07. Home
08. Thinking About Rock & Roll
09. Wisteria
10. Mexico
11. Snow
12. Virginia (faixa bônus)
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Abaixo, veja o filho do ex-beatle em apresentação solo acústica no último mês de abril.
O registro que narra a excursão americana daquele ano está sendo relançado em uma variedade de formatos no próximo dia 28 de maio. A mais emocionante delas é um box set (3 CDs, um DVD), um box set versão De Luxe que vem com um disco bônus de áudio, um programa de TV da época intitulado “Wings Over the World", além de quatro livros com memórias daquele tour, com fotos e memorabilia. Compre aqui.
A nova versão do álbum lançado na época em vinil triplo, segue o ritmo das campanhas dos já reançados “Band on the Run” e “Ram”, sendo supervisionado pessoalmente por McCartney. Você pode ouvir os resultados deste concurso versão ao vivo de "My Love", n º 1 nas paradas em 1973, canção gravada originalmente no álbum “Red Rose Speedway”.
Eis uma palinha da versão remasterizada de “My Love”.
Depois de 20 anos sem se aventurar nos videoclipes, a banda inglesa Deep Purple acaba de lançar um novo clipe. A música escolhida é “Vincent Price”, tema que homenageia o lendário ator norte-americano dos filmes B de Terror. O som faz parte do recém lançado “Now What?!”, 19° álbum de estúdio do quinteto. A faixa também será empacotada como single, no próximo dia 7 de junho, como download, CD e vinil transparente de sete polegadas.
O single tem como lado B a música “First Sign Of Madness”, gravada para o álbum, mas que acabou ficando de fora da lista de faixas.
As canções de Graham Nash definiram uma geração e ajudaram a moldar a história do rock. Ele é o homem por trás de temas como "Bus Stop" e "Carrie Ann" [The Hollies], "Simple Man" [solo] e "Our House" e "Teach Your Children" [Crosby, Stills, Nash & Young]. Da invasão britânica, aos últimos tremores da Geração Woodstock, Nash foi um dos protagonistas da música do nosso tempo.
Agora Graham se mostra pronto para contar a sua história. Trata-se de "Wild Tales - a rock & roll life" [editora Summer Reads], sua autobiografia que será lançada no segundo semestre. A juventude do pós-guerra na Inglaterra, seus primeiros dias com os Hollies, o romance com a musa do folk Joni Mitchell, as reuniões com Stephen Stills e David Crosby e todos os detalhes (inclusive sórdidos?) do estrelato com Crosby, Stills, Nash & Young, e sua duradoura carreira como músico solo e ativista político.
De Londres a Laurel Canyon, segundo o release oficial: "o livro de Graham trará um olhar revelador de uma vida extraordinária, com todos os altos e baixos, o amor, o sexo, o ciúme, a política, as drogas, e a insanidade de um mágico do nosso tempo".
"Wild Tales" será lançado nos Estados Unidos no dia 24 de setembro. O livro, que ainda não tem previsão de chegada às prateleiras daqui (estou falando da versão em português), já pode ser comprado pelo sistema de pré-venda no site amazon.
“Blonde On Blone”, LP lançado por Bob Dylan em 16 de maio de 1966, primeiro álbum duplo de estúdio da história do rock chega aos 47 anos de seu lançamento exatamente hoje (16/05).
Dylan declarou em 1978: "o mais perto que eu já cheguei ao som que eu ouço na minha mente”. Depois de várias sessões feitas em Nova York, entre o outono de 1965 e janeiro de 1966, já trabalhando com sua banda de estrada , o The Hawks (futura The Band), o músico registrou "One of Us Must Know (Sooner or Later)". Depois dessa tomada inicial o artista partiu Nashville, capital mundial da música country, onde se internou no estúdio da Columbia com músicos locais. Era fevereiro de 1966.
O ritmo de gravação ecoou com a velocidade da anfetamina. Dylan levou consigo apenas o organista Al Kooper e o guitarrista Robbie Robertson. Junto a sessionmen locais como o baterista Kenneth Buttrey e o pianista Hargus “Pig" Robbins forjou canções como "Rainy Day Women # 12 & 35" e "Stuck Inside of Mobile with the Blues Memphis Again", "Leopard-Skin Pill-Box Hat" e "Just Like a Woman.
Destaques para a epopeia de 11 minutos “Sad-Eyed Lady of the Lowlands”, gravado em apenas um take às quatro da manhã, depois de um período de oito horas sessão, e "I Want You", canção que quase virou faixa título do álbum.
Segue um trecho de "I'm Not There", filme de Todd Haynes que explora as várias encarnações do bardo norte-americano. "I Want You" ilustra esse take.
Não é a primeira vez que isso acontece. Duas apresentações que Aretha Franklin faria nos Estados Unidos foram canceladas. A cantora de 71 anos tinha apresentações marcadas no dia 20/05 (Chicago), 26/05 (Connecticut). Em 2010, a cantora desistiu uma turnê inteira para passar por uma cirurgia relacionada a um problema não revelado.
De acordo com a agência Reuters, um porta-voz da a Dama do Soul cancelou as apresentações por causa de ‘recomendação médica para que faça um tratamento entre os dias 20 e 26 de maio’. Com o cancelamento, Janelle Monáe substituirá Franklin nos shows. Aretha Franklin tem apresentações marcadas em junho, no Canadá. Até o momento, esse show está mantido.
Resgato um álbum esquecido de uma das maiores vozes da música de todos os tempos para relembrar os 15 anos do seu falecimento.
"Watertown", é apontado por especialistas, como um de seus trabalhos que precisam urgentemente de revisão. Hoje de manhã, saquei-o da estante e coloquei-o para tocar. Fazendo uma pequena contextualizarão dos fatos, era agosto de 1969, enquanto na cidadezinha de Bethel, acontecia a apoteose hippie no Festival de Woodstock, a poucos quilômetros do palco do concerto que reunia vários dos mais importantes artistas da época, Frank Sinatra estava trancafiado dentro de um estúdio da Reprise, em Nova York. Old Blue Mafia Eyes gravava o material desse álbum, que até hoje, permanece desconhecido do grande público.
Mais de 40 anos depois, dá pra notar que artistas como Nick Cave beberam na fonte de "Watertown". Eu também noto semelhanças dos arranjos desse álbum, com o melhor do trabalho do cantor, guitarrista e compositor britânico Richard Hawley.
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"Watertown" é o último de uma série de grandes álbuns lançados por Frank Sinatra. A linha de composição do disco está centralizada em apenas duas figuras: Bob Gaudio e Jake Holmes, dupla que também produziu a sessão, que continha material inédito feito especialmente para esse trabalho. Gaudio é o compositor de Can't Take My Eyes Off You(Frankie Valli) e The Sun Ain't Gonna Shine Anymore(The Walker Brothers), e Holmes escreveu Dazed and Confused(Led Zeppelin), mesmo que Jimmy Page tenha sonegado os devidos créditos ao compositor original. A história toda do plágio de Page está no livro - Quando Os Gigantes Caminhavam Pela Terra, biografia do Led, escrita por Mick Wall. Mas aí já é uma outra história... Voltando a Sinatra, uma das peculiaridades do Watertown é a equidistância do LP em questão, com seus trabalhos anteriores.
A começar pela capa com estética folk, produzida pelo artista plástico Ove Olson.
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As orquestrações de Carlos Callelo e Joe Scottpegam mais leve, sem aquele clima das Big Bands xaropes, algo menos Hollywood jazz, e mais no clima da música pop ao estilo de Burt Bacharah. E tem ainda a guitarra de Vincent Bell, certas vezes aparecendo na linha de frente, como se Sinatra fosse um simpatizante das guitar bands (e sabe-se, que ele detestava!). Outra característica incomum deste álbum, talvez seja a história que nos é contada. Tudo gira em torno de um homem que foi abandonadopor sua esposa. Não bastasse o fardo de o pobre diabo ter de tocar a vida com o coração partido, ele ainda tem dois filhos pequenos para criar. Canção após canção, o protagonista narra sua impotência. Ele nos fala sobre Watertown, uma pequena cidade onde nada acontece, exceto... A chuva! O cara nos conta com devoção como era Elisabeth, sua esposa e lamenta ininterruptamente a ausência da fujona. Ele chega ao ponto de vez ou outra esperar Elizabeth na estação de trem da cidade, mesmo sabendo que ela nunca retornará. Tudo isso pela simples sensação de imaginar seu rosto no semblante de uma outra mulher. Bota sofrimento nisso!!! Muita gente considera que essa história reflete a vida pessoal de Sinatra, que na época ainda se recuperava do trauma de ter sido abandonado pela atriz Ava Gardner.
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O álbum foi um fracasso de vendas. Hoje o disco é celebrado por especialistas como um dos momentos mais intimistas da carreira de Frank Sinatra. "Watertown" é um tablado onde as feridas foram expostas sem reticências na arena do pop, algo que nunca iria acontecer novamente. O disco deixou sua herança entre sinatrólogose músicos. Em anos recentes, dá pra relembrar outro disco que descende de uma estirpe semelhante à "Watertown" – é o triste-bonito ""North", de Elvis Costello (2003). É aquele lance maluco que acontece com muitas produções artísticas. A ficha às vezes demora pra cair. Para alguns, 10, 20, 30 ou até 40 anos. Se você ainda não conhece "Watertown", não sabe o que está perdendo.
Olha só o Sinatra esperando a Ava na estação de tem! Ela nunca mais voltaria para seus braços.
Brothers and Sisters”, 5° álbum do The Allman Brothers Band ganhará um boxset em comemoração aos 40 anos do lançamento do LP.
O disco irá circular em vários formatos: quatro CDs edição “Super Deluxe” [boxset], dois CDs “Deluxe” e edição padrão com um CD. Haverá também edições digitais e em vinil de 180g. Todos os formatos estarão disponíveis para o lançamento oficial que será no dia 25 de junho.
Há boatos de que um famoso show do Winterland Ballroom, em San Francisco, na Califórnia, em setembro 1973 será incluído no pacote.
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“Brothers and Sisters” inclui o sucesso radiofônico "Ramblin '", além de “Southbound”, um dos temas corriqueiros nos concertos da banda até hoje. "Jessica", um dos maiores sucessos da banda nascida na Georgia, também figura no tracklist. Este foi o primeiro álbum completo da Allman Brothers Band gravado após a morte do guitarrista Duane Allman e o baixista Berry Oakley, embora Oakley apareça nas três primeiras músicas. Esse foi o LP que Chuck Leavell (atual diretor de palco e tecladista dos Stones) e Lamar Williams fazem sua estreia com o Allman.
Ele sempre foi um dos meus músicos de jazz favoritos. Quando estava no palco, era o típico lobo vestido em pele de cordeiro, pois escondia uma personalidade complicada e complexa atrás de uma postura angelical frente aos holofotes. Autodidata, irreverente, talentosíssimo trompetista e cantor com uma voz frágil e única, poucos artistas do gênero chegaram a sua altura com jazzista no século XX.
Casado três vezes, o artista teve três filhos e muitas amantes, mas suas verdadeiras paixões eram a música e a heroína. O vício fez com que Chet Baker vivesse em função da droga, desde o auge da sua carreira, quando sua forma física e beleza fascinavam as multidões, até os últimos dias de vida, quando caiu do segundo andar de um hotel em Amsterdam, em 13 de maio de 1988.
A morte, até hoje envolta em mistério, abreviou a carreira meteórica, mas marcada por um incontrolável impulso autodestrutivo.
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Quem quiser saber mais sobre a vida e a obra de Chet, segue uma indicação: “No Fundo de Um Sonho”, escrito por James Gavin, uma das melhores biografias musicais nas quais eu já passei os olhos. Na leitura, você irá perceber que tudo que já leu sobre Chet Baker é um passeio de elevador. Já este livro é um foguete para a lua. A sua maneira, Baker era Rimbaud, James Dean e Elvis Presley, todos ao mesmo tempo. Cool, cult, ícone do jazz, símbolo sexual – rótulos são insuficientes para defini-lo. Filho único, mimado pela mãe e brutalizado pelo pai alcoólatra, o músico alcançou a fama muito cedo. Em 1952, aos 21 anos, era convidado a tocar com Charlie Parker. No ano seguinte, seria eleito o melhor trompetista de jazz em atividade.
Estreia no Brasil de Jasmin Ramadan, jovem escritora alemã e um dos principais nomes da nova geração de ficcionistas da Europa.
Com uma mistura bem particular de humor e tragédia em um texto de leitura prazerosa, A cozinha da alma (“Soul Kitchen”, no título original - lançamento da editora gaúcha 8Inverso) retrata ambientes fora da classe média alemã e uma fração do prisma social daquele país. A prosa acelerada e a imaginação extraordinária da jovem autora Jasmin Ramadan constroem uma nova, enriquecida e surpreendente experiência em relação à diversidade das esferas sociais na Alemanha — e uma amostra da moderna literatura produzida por lá.
A cozinha da alma conta, em dez capítulos, a história do jovem Zino, filho de imigrantes gregos que o abandonam em Hamburgo ainda em sua adolescência, com poucas habilidades culinárias e pouco dinheiro. Seu irmão mais velho, a quem Zino idolatra, é um homem dado a pequenos delitos e que passa a maior parte do tempo na prisão. O problema da educação, a luta penosa para conseguir alguns rendimentos, o silêncio diante das mulheres: a obra conduz o leitor por estes desafios comuns e outros extraordinários, como a passagem de Zino pela cozinha de um bordel, o trabalho num navio, a fuga para uma ilha no Caribe e, no fim, sua volta a Hamburgo para finalmente realizar seu sonho e abrir o restaurante Soul Kitchen.
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A obra serve como introdução a uma história registrada em película. Dirigido por Fatih Akin, “Soul Kitchen”, o filme, enfoca os personagens de A cozinha da alma a partir da conclusão do livro de Ramadan. Assim, a história transcende mídias e dialoga com diferentes públicos, uma prova da versatilidade da literatura popular da Alemanha contemporânea.
Se estivesse vivo, lenda do soul music faria 80 anos nesta sexta-feira (03).
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Ele foi um símbolo de liberdade e sucesso para milhões de negros norte-americanos que o viam como uma fonte de esperança e orgulho. James Joseph Brown Jr. nasceu na pequena cidade de Barnwell, no estado americano da Carolina do Sul, em três de maio de 1933, durante o período da Grande Depressão americana e ganhou o mundo com sua música.
O canal BIS (Globosat) vai homenagear o ‘Padrinho do Soul’ no dia 6, às 20h30.
A homenagem começa com o inédito documentário “The Night James Brown Saves Boston”, que relembra o show que o músico fez em Boston, um dia após o assassinato de Martin Luther King, em abril de 1968. Inicialmente, o governo cogitou cancelar a apresentação para evitar mais protestos e caos, que se espalharam por cidades norte-americanas com o anúncio da tragédia. Mas, a decisão foi transmitir o espetáculo pela TV na esperança de que as pessoas ficassem em casa para conferi-lo. Durante a produção, imagens do show, arquivos e depoimentos de pessoas que estiveram envolvidas com o evento, como integrantes da banda, ativistas, amigos de James, políticos e fãs.
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Em seguida, o canal exibe “James Brown Live at Studio 54”, apresentação do cantor na lendária discoteca de NY. No show, hits de sua carreira como “Get Up”, “Sex Machine”, “Please, Please, Please” e um medley de “It’s a Man’s Man’s Man’s World” e “Lost Someone”.
Tentando colocar nesse post algo que pudesse lembrar a importância do artista, me veio à mente duas coisas.
Primeiro um clichê:
"I Got You (I Feel Good)" é uma canção composta por James Brown em 1965. A música é uma das mais conhecidas do cantor, considerada uma das assinaturas da trajetória do homem.
É impossível ficar parado.
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E em segundo lugar, lembrei de uma animação produzida em associação com a Universal Music Enterprises, e a James Brown Estate. Em apenas 2min49seg, a filme percorre a história do eterno “Sex Machine” do soul music, partindo de seu nascimento, passando pela infância pobre, chamando a atenção para a luta social e a elevação de James Brown ao posto de estrela da música.
Izzy Young, fundador do lendário Folklore Center, local no Greenwich Village focado na venda e troca de canções e instrumentos tradicionais, resolveu leiloar duas letras inéditas que Bob Dylan fez para ele nos anos 60. Young pediu a vários músicos que frequentavam sua loja para escreverem uma música sobre a bomba nuclear. “Bob Dylan chegou literalmente no dia seguinte e entregou isto para mim”, disse Izzy a Rolling Stone americana sobre as duas canções. (Nesta mesma época, Bob Dylan escreveu uma de suas melhores obras, “A Hard Rain’s A-Gonna Fall”).
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Intituladas “Go Away You Bomb” e“I Want that Bomb”, as letras foram escritas em uma máquina de escrever e possuem anotações a mão feitas pelo próprio Dylan. Em “Go Away You Bomb”, Bob une raiva e sarcasmo em frases como “An’ I hate you cause you could drop on my by accident an’ kill me” e “An’ I hate you twice as much as Jim Crow hates me”.
Ouça Izzy Young recitando a letra de Bob.
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A iniciativa de leiloar os documentos históricos partiu da filha de Izzy, que via seu pai sem dinheiro em Stocolmo – cidade onde mora desde o início dos anos 70 e onde mantem ainda seu Folklore Center. A casa de leilões Christie’s estima que os valores das letras estejam entre R$77 mil a R$110 mil. “Será a primeira vez na vida que eu terei dinheiro de verdade”, disse Izzy.
Além da importância em seu empreendimento, Young foi responsável por organizar o primeiro grande show de Dylan em New York, agendado no Carnegie Recital Hall, em novembro de 1961. Infelizmente, apenas 53 pessoas estiveram no concerto e Izzy ficou no prejuízo (mesmo assim insistiu em dar 20 dólares à Dylan, que recusou e só aceitou 10 dólares).
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Sobre as visitas de Bob no Folklore Center, ele conta que apesar no início Dylan parecer ser só mais um, com o tempo ele viu o diferencial no garoto. “Eu percebi, depois de um tempo, que havia algo de diferente nele. Ele levaria cada maldito disco que eu tinha e iria ouvi-los. Ele era o único que lia aqueles livros comunistas acadêmicos. Tudo que eu tinha na loja, ele leria.”
No início de abril, Izzy Young voltou a New York e visitou toda a região do Greenwich Village. Veja fotos aqui e uma entrevista com ele em plena Washington Square aqui.
O quarteto Travis, uma das minhas bandas preferidas da atualidade, está lançando novo álbum. A sétima marca na discografia da rapaziada ganhou o nome de "Where You Stand", e chega às prateleiras no dia 19 de agosto. E para isso os britânicos divulgaram um clipe do single homônimo.
Formado no início dos anos 1990, os escoceses contam na formação atual com Fran Healy (vocalista), Andy Dunlop (guitarrista), Dougie Payne (baixista) e Neil Primrose (baterista).
Começou a Feira do Livro de Santa Maria. Em minha primeira visita e edição de 40 anos de uma das mais tradicionais festas literárias do Rio Grande do Sul, já sabia qual seria minha primeira compra: "Para uma nova didática do olhar", livro do camarada Odemir Tex Jr.
O Tex é um amigo de velhas parcerias. Nós trabalhamos juntos na coletânea “Santa Invasão Poética”, em 2003, publicação da editora sCHDs, de Luiz Vidal Gomes. Odemir Tex Jr é um dos poetas e cronistas mais talentosos da nossa região. Nasceu em Mata, mas vive em Santa Maria há um bom tempo. Já ganhou diversos prêmios de poesia, de ordem municipal, estadual e nacional, como também participou de diversas antologias e publicações em jornais e revistas.
Esse seu livro solo de estreia tem peculiaridades bem bacanas. Partindo da sacada do escritor argentino Washington Cucurto, o livro do Tex tem um miolinho uniforme de 44 páginas e um capa única e exclusiva para cada exemplar. A capa é feita de papelão, com colagens, em que ele usa tecido e diferentes imagens. Quanto ao conteúdo, Tex utiliza de velhos artifícios que já conhecemos do trabalho dele. Por exemplo: constrói seus poemas através do combustível turbinado da memória afetiva do poeta. Ele também brinca utilizando como intertexto referências da literatura grega clássica. No final das contas, o título também não passa de uma ironia do artista, pois essa nova didática proposta na capa do tomo, não passa da velha forma positiva de enxergar o belo nas pequenas coisas.
Poucos artistas chegam a uma idade avançada com um senso de humor desses. Willie Nelson bate na marca dos 80 anos nesta terça-feira (30). E dentro das comemorações “zuásticas” das oito décadas de uma das maiores lendas vivas da música norte-americana, Willie acaba de publicar um novo vídeo no seu canal no YouTube.
E acreditem: o homem faz uma paródia com o filme “The Hobbit”, de Peter Jackson. O alvo dele é o personagem de Ian McKellen, o mago Galdalf.
Inacreditável! E divertido. Parabéns, velho Willie!
Fãs da banda inglesa preparem a geladeira. A On Trade, importadora da Robinsons no Brasil, confirmou que a cerveja oficial do Iron Maiden (Iron Maiden Trooper Beer) será comercializada no Brasil. A previsão é que a bebida ainda demore alguns meses para chegar ao mercado brasileiro, com lançamento previsto para agosto (versões em garrafa e na pressão).
A cerveja do Iron Maiden será lançada no Reino Unido no dia 9 de maio e vem batendo recordes de vendas antes mesmo do lançamento, com encomendas de mais de 100 países.
O colaborador do site da Itapema, cronista do DSM e locutor/apresentador da Rádio Gáucha SM, Márcio Grings, nasceu no dia que Jimi Hendrix fazia seu último show. Nessa mesma semana, Janis Joplin dava seu último suspiro na capa da revista Rolling Stone. Nessa temporada, Elvis era o rei dos palcos em Vegas e o Led Zeppelin tomava de assalto a América. Nesse ano, Syd Barret já tinha pirado faz tempo e os Mutantes ainda eram a melhor banda brazuca, enquanto isso, Dylan ainda estava criando galinhas em Woodstock e o Grateful Dead acabara de vender a alma para a música country.
No despertar da nova década, Lennon decretara o fim do sonho, e poucos meses antes, Jack Keroauc tinha bebido sua última garrafa de vinho