Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Divulgado vídeo com bastidores do último encontro dos membros originais do Pink Floyd

18 de maio de 2012 0

#

Reunião ocorreu em maio do ano passado

#

Em 2005, os membros originais do Pink Floyd deixaram de lado suas diferenças e Roger Waters, David Gilmour, Rick Wright e Nick Mason se reuniram para um breve show no Live 8.

Veja a apresentação completa.


*

Com a morte tecladista Richard Wright, em 2008, definitivamente a porta foi fechada para a formação original novamente ser vista na íntegra. Entretanto, esse reencontro levou a novas colaborações entre os membros sobreviventes - como o concerto de Roger Waters - The Wall Live, em maio de 2011, onde Waters foi brevemente acompanhado por Gilmour e Mason. Agora, graças ao YouTube, você pode ver alguns dos momentos que antecederam o show no O2 Arena, na capital inglesa.

O vídeo filmado em preto e branco tem seis minutos e mostra os preparativos para a apresentação, incluindo momentos de bom humor (Vendo David Gilmour no alto do muro, Waters brinca com o guitarrista).

Se você é fã do Pink Floyd, vale dar um clique no vídeo abaixo. Será que não há chance de um novo reencontro?

*

Buddy Guy / Teatro do Bourbon Country, terça-feira, 15 de maio de 2012

16 de maio de 2012 6

#

Foto: Fábio Codevilla

#

Buddy Guy enfeitiça público gaúcho


21h. Você sabe que o homem que pisará no palco do Teatro do Bourbon Country em instantes é uma Lenda. Ele trabalhou ao lado de nomes como Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Willie Dixon, e outros tantos “Peixes Grandes” do blues. Impregnou-se de todas aquelas mágicas canções e seguiu em frente, sacolejando no trem do tempo & sobrevivendo aos altos e baixos de sua carreira ao longo dos anos. Prestes a completar 75 anos, Buddy Guy passou no teste do tempo. E, além disso, aceitou receber o Cetro em suas mãos - como um autêntico portador do Legado dos Velhos Tempos, e o melhor: - ele ainda está na ativa, quase sempre encantando multidões com uma guitarra endiabrada. Antes já havia seduzido nomes como Jimi Hendrix, Eric Clapton e milhões de meros mortais ao passar das últimas cinco décadas. Atualmente, continua catequizando novos seguidores a cada show.

*

Fábio Codevilla (Itapema FM) editou um vídeo-drops da noite. Veja a galeria de fotos do Codevilla no site da Itapema. O show de Buddy Guy foi realizado pela Opus Promoções em mais uma promoção Itapema FM.

*


21h10min. Guy entra no palco. Ele é o cara e a Cara do blues. Você sabia que o show começaria com “Nobody understands Me But My Guitar”, um velho blues da dupla Cristian/Holmer. No início o som de sua guitarra soa cristalina, faiscante, para logo após, assemelhar-se a algum de pássaro agonizante, uma espécie de animal preso a alguma armadilha. Mais além, entre um bend e outro, Guy toma um gole de uma xícara branca sobre seu amplificador (bourbon?). O homem é só sorriso. Você já está em estado de graça.


“Hoochie Coochie Man”, velho standard composto por Willie Dixon que Muddy Waters roubou pra si, ganha um arranjo extremamente macio no início da execução. Entra em campo a velha dinâmica do blues, tanto que Guy canta a segunda parte da música longe do microfone (Etta James adorava cantar desse jeito), e por isso ele pede silêncio com o dedo na frente da boca "tssssssssss!!!". Só então conseguimos ouvir cada sussurro que sai de sua garganta. A guitarra pode ser tocada de várias formas: ao contrário, com as cordas roçando contra sua roupa e produzindo ruídos que dialogam com o tema. O instrumento é uma extensão de seu corpo, certas vezes até se projeta como um objeto fálico. Ele brinca. A plateia ri. Em 2004, Jon Pareles, crítico de música pop do New York Times, escreveu algo que define o que é assistir o Homem ao vivo: "Mr. Guy mistura anarquia, virtuosismo, blues denso e suas vertentes de uma maneira única, prendendo a si todas as atenções da audiência (...) Guy adora extremos: mudanças repentinas entre sons pesados e leves, ou um doce solo de guitarra seguido por um surto de velocidade, ou peso, improvisando idas e vindas com a voz. Seja cantando com doçura ou raiva, seja trazendo novas entonações a uma nota de blues, ele é um mestre da tensão e do relaxamento, e sua concentração e dedicação são hiponotizantes.". No final do som, Buddy deixa a segunda parte do solo para o guitarrista Rich Hall, que também dá uma de acrobata como um dos Globetrotters girando sua bola de basquete. Só que é a guitarra que rodopia bem na frente de você e seus olhos incrédulos.


*

Foto: Lucas Cunha

*

Outro velho Cavalo de Batalha de Muddy Waters, “She’s Nineteen Years Old”, mostra o quão sexy Guy pode soar no palco. Sua versão preferida era uma ao vivo de Muddy com Little Walter na harmônica. Era. Depois dessa noite, nunca mais você irá separar os acordes dessa canção com a imagem de Buddy Guy. A conotação sexual da letra toma dimensões ainda mais palpáveis quando o guitarrista crava o olho numa loirinha na linha de frente da audiência e canta algumas estrofes diretamente pra ela. Velho safado!


Quando ele e a banda tocam uma das canções do álbum “Slippin’ In (1994), há uma clara demonstração de que o público do Bourbon Country conhece suas músicas. Guy provoca os espectadores a cantar o refrão - a massa responde de pronto: “Oh Someone else was slippin' in”. O showman rebate: “I Love Brazil”. Aplausos ao homem! Guy faz um duelo satírico com o tecladista Marty Sammon, que em alguns momentos emula o Hammond de John Lord, do Deep Purple. Sim, é um show de blues, mas há instantes em que a festa esquenta e o blues naturalmente se maquia de seu rebento mais novo. Vale reprisar o bordão:” O blues teve um filho e o nome dele é rock’n’roll”. O finado Ike Turner que o diga!

*

*

Foto: Lucas Cunha

*

A próxima atração do set é “Fever”, música composta por Eddie Colley e John Davenport, que ganhou o mundo em 1953 com a cantora Peggy Lee. A versão de Elvis também vale a pena ser mencionada. E é justamente o Rei do rock que lhe vem à mente quando Guy começa a cantar baixinho frente a microfone como um amante seduzindo seu objeto do desejo. Você sorri quando Guy finaliza o tema a capela, com todo um repertório de sussurros, gemidos e clichês blueseiros que deixam o público enfeitiçado. O blues sempre te deixou assim. Em transe.


Emendando um som no outro, lá vem mais um número do compositor Willie Dixon “I Just Want Make Love To You”. O baixista Orlando Wright sorri para o ‘Boss’ e jinga o corpo de leve com um embalo metódico como o tique-taque de um relógio. Dá pra você perceber que Guy não larga o osso de algumas canções básicas de um bom show de blues, e também cai a ficha pra você da importância de Willie Dixon na vida do guitarrista e de vários nomes da música negra. Dixon mereceria uma estátua em algum lugar dos Estados Unidos. Quem sabe em frente ao velho estúdio do Chess Records, onde trabalhou tantos anos, e aonde o próprio Guy, muitas vezes bateu papo com ele durante os intervalos das gravações, pegando as manhas do “negócio”, entre um cigarro e outro. No final ele faz um medley com alguma outra canção que você não reconhece. Essa é outra das pautas da noite: pequenos recortes (vinhetas) que interligam músicas, e pagam tributo a vários amigos compositores.

*

*

Foto: Lucas Cunha

*

Antes de tocar o próximo som, Guy reclama de o blues não toca mais nas rádios americanas, e também diz que seus discos nunca figuraram na lista dos mais vendidos. Quem se importa? A voz do povo nunca foi a voz de Deus. A verdade soa límpida em “74 Years Young”é um dos sons de “Living Proof”, álbum de 2010 que ainda é seu último registro fonográfico. É sem dúvida um dos melhores músicas do CD/LP. Guy soa reflexivo, tranqüilo, como se contasse os cobres e percebesse que sua vida ainda tem muita lenha pra queimar. Você chega a conclusão que caras como Buddy parecem intermináveis, indestrutíveis, únicos. E que som vaza de seu ampli. “Down Don’t Bother Me” é o momento em que Buddy Guy desce do palco e passeia pelo Teatro. O público delira, filma, toca nele, chora - se debruça sobre suas cadeiras esticando o pescoço, ou levantando para que possa percebê-lo em todas as nuanças e bem de pertinho. Vitor Cesar (um de seus brothers e guitarrista de blues/rock) o persegue pelo corredor como um apóstolo correndo atrás do Messias. Uma lágrima escorre do rosto de Vítor, justamente quando o garoto fica olhos nos olhos com o ídolo. Buddy não tem medo de se infiltrar na massa como um de vocês. E você conclui, além de talentoso, Buddy Guy é um cara legal.

*

*

Foto: Lucas Cunha

*

Logo depois vem mais um daqueles recortes-tributo: Numa tacada só você ouve um medley de “Rock Me Baby” (B.B. King), “Use Me” (Bill Withers) e “I Miss You” (Rolling Stones). Ele troca de guitarra em “Skin Deep”. A música que dá nome ao álbum de 2008 - é uma das melhores baladas de Buddy Guy. O tecladista Marty Sammon faz o único (e belo) backing vocal da noite. "Que música bonita", você pensa...


Aí vem outro mash up de homenagens. Assim como os ingleses levantaram a bola do blues nos anos 1960, Guy homenageia o amigo Eric Clapton em uma releitura adocicada de “Strange Brew”, do Cream. Um americano devolvendo a bola pra Terra da Rainha. Bacana. Depois volta a mostrar seu repertório de malabarismos em “Voodoo Child (Slight Return)”, tema do falecido pupilo Jimi Hendrix. E você lembra que muita gente não sabe, mas todo esse lance de exibicionismo cênico com a guitarra começou com músicos como Buddy Guy. Foi depois de ter assistido o Mestre, só então, que Hendrix começou a tocar com os dentes, tocar de costas, com a bunda (sim!) e sabe-se lá de que outra forma mais. O riff de “Sunshine of Your Love”, por exemplo - é executado com uma flanela dando bordadas nas cordas. Acreditem: o homem é um mago! Já beirando o fim do espetáculo ele tocou "Dawn Right, I've Got The Blues", do álbum homônimo de 1991. Antes de dar início a música, ele citou dois amigos que já partiram para outras paragens, Junior Wells e Stevie Ray Vaughan. .

*

*

Foto: Lucas Cunha

*

Chegamos ao epílogo. A versão instrumental de “Let the Doorknob Hit Ya” parece interminável. O baterista Tim Austin olha pro tecladista e dá de ombros. Deve ter pensado: "Quando que acaba esse troço?". É que o tema não passa de um pano de fundo para que Buddy distribua seu afeto entre a turma que avança ao palco. E ele não tem pressa. É atencioso e sorridente com todos. Autografa LPs, CDs, ingressos, ele joga quase uma centena de palhetas para o público e após cinco ou seis minutos de confraternização com os fãs gaúchos, finalmente sai de cena às 23h40min. 1h e 1/2 de espetáculo pra ficar na memória. Os shows no Rio, SP e Porto Alegre, foram seu aquecimento para o tour 2012. Daqui a três dias ele começa a turnê norte-americana. Próximo sábado Buddy toca no Smith Center, em Las Vegas. Você parece aprisionado a noite passada. 15 de maio de 2012, o dia em que você assistiu a lenda.

*

Agradecimentos: Andressa Griffante (OPUS), Fabiano Dallmeyer, Denise Braga Lopes, Eduardo Lenz de Macedo, Lucas Cunha e Fábio Codevilla (Itapema FM).

Agradecimento especial: Rodrigo Ardais, o cara que me ensinou a desvendar a obra de Buddy Guy. Obrigado pela consultoria.

*

Banda:

Buddy Guy (guitarra, vocal)
Rick Hall (guitarra)
Marty Sammon (teclado)
Orlando Wright (baixo)
Tim Austin (bateria)

*

*

Buddy "Hoochie Coochie Man" Guy Foto: Fábio Codevilla

*

*

Blueseiro com pinta de rapper e jogador de basquete, Rich Hall (guitarra). Foto: Fabiano Dallmeyer

*

*

Em cena a elegância de Orlando Wright (baixo). O músico já tocou com Sugar Blue, Junior Wells, The Staples Singer e Phil Guy. Foto: Fabiano Dallmeyer

*

*

Mestre de cerimônias e tecladista. Marty Sammon. Trabalhou com Eddie C. Campbell, Clarence "Gatemouth" Brown e Phil Guy. Foto: Fabiano Dallmeyer

*

*

O "peso pesado" das baquetas, Tim Austin (B.B. King e Phil Guy) Foto: Fabiano Dallmeyer

*

Setlist Porto Alegre (15.05.2012):

*

“Nobody understands Me But My Guitar”

“Hoochie Coochie Man”

“She’s Nineteen Years Old”

“Someone else Is slippin' in”

“Fever”

“I Just Want Make Love To You”

“74 Years Young”

“Down Don’t Bother Me”

“Rock Me Baby”

“Use Me”

“I Miss You”

“Skin Deep”

“Strange Brew”

“Voodoo Child (Slight Return)”

“Sunshine of Your Love”

"Dawn Right, I've Got The Blues"

“Let the Doorknob Hit Ya”

*

*

Foto: Fabiano Dallmeyer

10 avisos sobre o show de Buddy Guy em Porto Alegre

14 de maio de 2012 2

#

Nesta terça-feira (15) Buddy Guy novamente pisará em solo gaúcho. A apresentação será no Teatro do Borboun Country.

Confira o serviço aqui. Venda de ingressos (somente camarotes) aqui. Ou você pode tentar outros setores pelo site Comprei e Não vou!.

Se você não tem ideia do que encontrará por lá, ou mesmo que já esteja preparado para encontrar a Lenda, o blog dá alguns toques de como será esse novo encontro de Mister Guy com os gaúchos. Chance única para ver o lendário guitarrista num teatro bacana e com público reduzido (lotação 2.059 pessoas).

Esse vídeo aí debaixo está em "Shine A Light", filme dos Stones dirigido por Martin Scorcese. "Champagne and Reefer", provavelmente não estará no repertório desta terça na capital. No entanto, é um belo esboço do como Buddy atua no palco.

Eu não canso de ver.

*

*

Última Chance? Buddy Guy tem 75 anos (faz 76 no dia 30 de julho), e apesar de ainda gozar de plena sanidade física e mental, nosso estimado bluesman já não cozinha mais na primeira fervura! Quem sabe essa seja uma das últimas oportunidades para vê-lo bem de pertinho.

Ah, os clássicos! “Hoochie Coochie Man” e “I Just Want To Make Love to You” (Willie Dixon), “Shes Nineteen Years Old” (Muddy Waters) “Boom Boom” (John Lee Hooker cover) “Down Don’t Bother Me” (Albert King), “Nobody Understands Me but My Guitar” (Cristian/Holder), clássicos do blues indispensáveis pra quem curte o gênero devem estar no repertório. Ele tocou essas seis canções, tanto no Rio, quanto em SP.

*

*

Há espaço para o rock? Sim. Buddy Guy poderá tocar “Voodoo Chile” (Jimi Hendrix), “Sunshine of Your Love” ou “Strange Brew” (Cream), “I Miss You” (Rolling Stones) e até o clássico “Fever” (Peggy Lee), pode aparecer no repertório.

Canções de sua autoria. Tanto em SP, quanto no Rio, Guy tocou apenas quatro canções que escreveu. “Someone Else Is Steppin In” é do disco “Slippin’ In” (1994). “Skin Deep” é o tema que dá nome ao álbum lançado em 2008. E duas canções do set são de último trabalho – Living Proof (2010) – “74 Years Old” e “Let The Door Knob Hit Ya”.

Um dos últimos Gigantes em pé. Da Velha Guarda blueseira, poucos restaram pra contar a história. Além de Buddy Guy, B.B. King, 86 anos, que recentemente confirmou em seu site oficial novo Tour no país (leia aqui), e mais alguns “Gatos Pingados” do segundo escalão do gênero ainda estão por aí.

*

*

Ele foi um dos professores de Jimi Hendrix. Ele é o Mestre do n° 1 de todas as listas dos melhores da guitarra, é a mais pura verdade. Se você investigar a fundo, vai perceber que muitas das manhas de Hendrix, foram diretamente decalcadas de Guy. Éric Clapton também é um devotado servo do americano.

Personificação do blues. Depois de você assisti-lo ao vivo, aí perceberá que estar na audiência de um show de Buddy Guy, é como voltar no tempo e presenciar o verdadeiro Chicago Blues. Atualmente, poucas apresentações do gênero têm assinatura de autenticidade. Ele esteve lá, junto a outras tantas Lendas, sobreviveu e voltou para nos contar sua versão da história. O legado de nomes como Muddy Waters, Howlin’ Wolf, e outros tantos “Grandões” do blues ainda respira na obra desse Homem.

*

*

Um artista entre o público. Prepare-se: Buddy gosta de dar suas ‘passeadinhas’ entre o público. Ele curte a proximidade com os fãs. Também não é avesso a fotos e muito frequentemente fala abertamente com a audiência de seus espetáculos.

Ele é um contador de histórias. Ao contrário de colegas como Bob Dylan, o bluesman geralmente nos “dá a letra” antes de tocar as canções de seu repertório. Contextualiza,  homenageia ex-partners, diz de onde surgiram as canções, fala abertamente sobre como o blues foi repassado até suas mãos.

Se você não comprou seu ingresso? Ainda há tíquetes a venda. Clique aqui. (somente camarotes). Todos os outros setores estão esgotados. Sempre lembrando aquele lance: depois você lê as notas pós-show ou ouve seus amigos contando como foi, e fica pensando – “Putz, por que eu não fui ver o cara?”. Pois é. Faz tempo me dei conta disso e hoje sou mais feliz. Nessa terça-feira tenho um encontro com Mister Guy! E você?

*

B.B. King anuncia novo tour no Brasil

12 de maio de 2012 0

#

Depois da passagem de Buddy Guy pelo Brasil (sua turnê encerra na próxima terça-feira em Porto Alegre), outro Gigante do blues passará pelo Brasil esse ano. B.B. King confirmou (via site oficial) datas de shows por aqui. King começa seu tour 2012, hoje (12), em Pentiction (Canadá). O veterano fará 38 apresentações, distribuídas em países da América do Norte, do Sul e Europa. B.B. só volta pra casa após o dia 7/11, depois de tocar em Wenvover, Nevada (USA).

No Brasil, o bluesman de 86 anos vai solar sua Lucille nos dias 29 de Setembro no Viva Rio (Rio de Janeiro), 02 de outubro no Teatro Guairá (Curitiba), nos dias 05 e 06 de outubro na Via Funchal (São Paulo) e no dia 07 de outubro no Bourbon Street (São Paulo). O último disco do norte-americano foi "One Kind Favor (2008), ganhador do Grammy de Melhor Álbum do Blues.

Ainda não foram divulgadas informações sobre a venda de ingressos.

Um pena Porto Alegre não estar incluída no roteiro.

*

Buddy Guy lança biografia

11 de maio de 2012 1

#

Bluesman americano se apresenta próxima terça-feira (15) em Porto Alegre


Há muitos anos, ainda na década de 1960, quando fez seu primeiro tour pela pela Inglaterra, Rod Stewart serviu como seu criado. Eric Clapton e Jeff Beck acamparam durante a noite numa van para que pudessem vê-lo. E Jimi Hendrix o chamou de um de seus "professores”.  Ele ganhou seis Grammys e tem seu nome encravado em bronze no Rock and Roll Hall of Fame - mas mesmo assim, ainda reza na cartilha da simplicidade e se porta como uma espécie de tio bonachão do blues. E ele novamente está prestes a iniciar novo tour pelo país.

*

O músico norte-americano Buddy Guy se apresenta no Rio de Janeiro (Vivo Rio), São Paulo (Via Funchal) e Porto Alegre (Teatro Bourbon), nos dias 11, 12 e 15 de maio, respectivamente. Confira o serviço do show na capital gaúcha. Clique aqui.

*

*

“Buddy Guy - When I Left My Home: My Story'' (Editora Da Capo, 320 páginas, ainda sem data de publicação no Brasil), foi escrito com a ajuda de David Ritz (que também é co-autor das memórias de Ray Charles e Etta James), e conta a improvável ascensão de Guy como um meeiro na Louisiana para o badalado circuito blueseiro de Chicago, e além. Ele ainda não sabe ler música, mas aprendeu a sentir o feeling do blues com os Mestres - Muddy Waters e Howlin 'Wolf - assim como sobreviveu à violência do final década de 1950 - início dos anos 1960 nos perigosos clubes de Chicago. Hoje é um velho estadista bonachão de 75 anos, sempre com um sorriso cristalino entre seus lábios.

*

*
Guy nasceu 30 julho de 1935, e cresceu em um barraco de madeira sem eletricidade ou água encanada, em Lettsworth, Louisiana. Quando jovem, era um dos tantos negros que colhiam algodão nos campos do sul, mas ainda adolescente, se mudou para Baton Rouge (cidade vizinha a New Orleans). Lá morou com sua irmã mais velha, em busca de algo diferente. Acabou trabalhando em uma fábrica de cerveja e bombeamento de gás. Começou a tocar guitarra quando tinha 13 anos, logo após seu pai lhe comprar um modelo usado por US $ 4,25.

*


Guy diz no livro, que no início de sua carreira, foi inocente por excelência sem noção alguma sobre direitos autorais e como lidar com o negócio da música. Confessa que ganhou menos dinheiro do que poderia ter ganhado, tocando em botecos até as sete da matina, ao lado de nomes como Howlin 'Wolf. É que nesse horário, acontecia a saída do turno da noite nas usinas de aço em Chicago. De cima do palco, presenciou cenas horripilantes e quebra-paus lendários onde picadores de gelo viravam armas mortais na mão de um maluco qualquer.

*

*

Guy gravou pra muita gente boa, e era um dos músicos residentes da Chess Records, também em Chicago (sempre em Chicago!), onde Leonard Chess, proprietário do estúdio, sempre deixava uma garrafa de bourbon por perto para deixar  os músicos de bom humor. No livro, ele destila simpatia pela nova geração  que surgia ano após anos, e muitos desses artistas, inclusive, foram diretamente influenciados pela sua música. De Janis Joplin ele disse: "Janis não poderia ter sido mais doce. Mas você não pode separá-la de uma garrafa de Southern Comfort. Ela se agarrava ao seu drinque como um bebê a uma garrafa de leite''. Sobre Hendrix: "Ele aumentava o volume o suficiente para acordar sua avó no túmulo''. Clapton:"O homem mais popular de todos os tempos a empunhar uma guitarra.'' Ele também amava Stevie Ray Vaughan. Inclusive Guy tocou com ele na noite em que o músico texano morreu, em um acidente de helicóptero.

*

*

Durante anos, Guy construiu uma invejável reputação como músico, mesmo assim, muitas vezes fazia bico dirigindo um caminhão para pagar as contas de casa. Seu destino mudou quando Dick Waterman, virou seu manager (Bonnie Raitt, também pertence aos cast de Waterman). Em pouco tempo, começou a viver apenas da música. Hoje tem uma vida estável e pouco pode se queixar no que rege ao aspecto financeiro de sua vida.


Guy é pai de oito filhos, e hoje tem no Legends, seu bar de Chicago, um dos lugares preferidos para passar o tempo e conversar com seus amigos e fãs. Caso você for até o Legends, pode ter sorte de encontrá-lo no palco em uma noite qualquer. Tanto que um amigo me trouxe um presente ano passado depois de um tête-à-tête com o Homem. Sou grato até o fim dos tempos, Mister Dallmeyer.

Qual editora se candidata a verter a publicação para o português? Desde já, estamos ansiosos pelo livro.

*

*

Próxima terça-feira, lá estarei eu, como um dos espectadores do Bourbon Country, frente a frente com a Lenda do Blues. Sempre acreditei que não podemos dar chance pro azar. E Buddy Guy ainda está por aí, um dos últimos "Peixes Graúdos" do gênero.

*

Chelsea Crowell, neta de Johnny Cash, lança segundo álbum

10 de maio de 2012 0

#

Chelsea Crowell nasceu em Nashville, Tennessee, e além de sua cidade natal, estudou em Nova York, também viveu em Baltimore, Memphis, Charleston e Colorado. Frequentou a Belmont University e a Memphis College of Art, estudou história, Inglês e fotografia.

Quando ela tinha 19 anos, formou a banda Jane com o guitarrista Stephen Braren, músico com quem ainda trabalha. Atualmente Chelsea mora em Nashville e acaba de terminar seu segundo disco solo. Essa moça apaixonada por uma boa taça de café preto, é filha dos cantores Rodney Crowell e Rosane Cash, ou seja, linhagem ela tem. Só por ser neta de Johnny Cash, a jovem cantora já mereceria uma atenção. E não é que Chelsea além de bonita, ainda é talentosa?

*

*

Confira o clipe de “I’m Gonna Freeze”, primeiro single de “Crystal City”, CD lançado no último mês de fevereiro. O vídeo é muito bacana, capturado em preto & branco, com uma espécie de filmezinho mudo.

E essa é para os marmanjos: ainda rola um strip tease em busca de carona, ou de uma ajudinha com um carro enguiçado.

*

Serviço Buddy Guy - Porto Alegre (15.05.12)

10 de maio de 2012 0

Porto Alegre

Buddy Guy

Teatro do Bourbon Country - Av. Túlio de Rose, 80

Porto Alegre - RS - Brasil

Início: 21h00min
Período: 15/05/2012
Descrição: A lenda do blues de Chicago volta a Porto Alegre para apresentação no dia 15 de maio. Vencedor de 5 Grammys e 23 W.C Music Awards (mais do que qualquer outro artista na história), Buddy Guy retorna ao palco do Teatro do Bourbon Country.



O guitarrista norte-americano vem ao Brasil com o disco Living Proof, e como declara na primeira faixa do álbum,74 Years Young, está em pleno vigor, e sempre buscando novas ideias.

Valores dos Ingressos:

Galerias R$ 130,00 - ESGOTADO
Mezanino R$ 200,00 - ESGOTADO
Plateia Alta R$ 200,00 - ESGOTADO
Plateia Baixa R$ 300,00 - ESGOTADO
Camarote R$ 350,00

Pontos de Vendas:

Bilheteria do Teatro Bourbon Country. Av. Túlio de Rose, 80. Horário de atendimento: 14h às 22h de segunda a sábado e domingos e feriados das 14h às 20h.

Telentrega Ingresso Show. Telefone: (51) 8401-0555. Horário de atendimento: 9h às 19h de segunda à sexta.

Descontos:

20% de desconto para titular do Cartão Clube do Assinante Zero Hora para os primeiros 100 iingressos comprados somente pela Telentrega Ingresso Show.

20% de desconto para titular do Cartão Clube Premier Bourbon para os primeiros 100 ingressos comprados na Telentrega e Bilheteria do Bourbon.

10% de desconto somente para titular do Cartão Clube do Assinante Zero Hora e Clube Premier Bourbon em um ingresso.

Classificação Etária: 12 anos

Promoção Itapema FM

Após sete anos de ausência, Bonnie Raitt volta a gravar novo álbum. E que álbum!

07 de maio de 2012 0

#

Após quase uma década de ausência dos estúdios, Bonnie Raitt está de volta.  Seu último "Souls Alike", havia sido lançado há sete anos, em 2005. Esta foi a maior pausa que a guitarrista e cantora norte-americana já fez em sua carreira. É que ela andou passando por algumas purgações nos últimos anos. Neste período, o bafo da Besta cafungou no seu cangote – ela perdeu seus pais, um irmão e um de seus melhores amigos.

Em primeiro lugar, quem não conhece a trajetória dessa veterana de 62 anos, precisa saber de um detalhe importante: Bonnie bebe na fonte do blues. E mais: ela é considerada uma das grandes virtuoses no slide, técnica que usa um objeto cilíndrico de metal ou vidro, em um dos dedos da mão esquerda, que causa um efeito sonoro característico na guitarra quando pressionado (ou deslizado) sobre as cordas. Muitos não sabem, mas é dela o solo de slide de “Feels Like A Rain”, álbum de Buddy Guy gravado em 1994.

*

*

O novo disco, “Slipstream”, joga um pouco nessa linha blueseira, no entanto, também flerta com o rock, country e folk. O disco começa com o riff certeiro e o embalo alto astral de “Used To Rule The World”. Segue com uma reinvenção reggae de "Right Down The Line", de Gerry Rafferty (Stealer Wheel). A faixa três é uma releitura pantanosa de “Million Miles”, uma das melhores canções de “Time Out of Mind”. Uma música encardida cantada como louvor por Bonnie, que parece ferida com um ferro em brasa ao reiniciar cada estrofe com a devida autenticidade que o tema merece. Solo de slide matador. “You Can’t Fail Me Now” surge numa regravação melancólica e não menos linda da original de Loudon Wainright III. “Down To You” eleva o alto astral da audição, mas com um tipo de aviso tipo “cuidado, ainda vem chumbo grosso por aí!”.

*

*

“Take My Love With You” é uma faixa acústica que poderia tocar em muitas rádios FMs, mas que provavelmente você não irá ouvir em nenhuma. “No Cause I Wanted” emerge como instante country do álbum. E que momento! Romântica e acústica. É a voz e a melodia que mandam no tema. “Ain’t Gonna Let You Go” coloca o pé na porta e mostra pros marmanjos que um bom riff de guitarra também pode ser construído por uma mulher. “Marriage Made in Hollywood”, um popzinho despretensioso com certo tempero caipira não deixa a pateca cair. Até chegar “Split Decision”, ponto baixo do álbum, uma faixa comandada pelo hammond e pela guitarra de Bonnie, mas que, entretanto, cai no vazio sem chegar a lugar nenhum. Aí chegamos até “Standing in a Doorway”, outra revisitada no repertório "Dylanesco" nos leva ao momento “Everast” do CD. Agora o ouvinte está nas nuvens. A canção soa límpida e turva. Complexa e simples. Um número cascudo que ficou macio na voz de Bonnie. A letra diz (em tradução livre):

Eu estou suportando as noites de verão / Jukebox tocando baixinho / Ontem tudo estava indo rápido demais / Hoje, as coisas estão se movendo muito devagar / Eu não tenho mais nenhum lugar pra ir / Eu não tenho mais lenha pra queimar / Não sei se eu visse você, se eu poderia te beijar ou te matar / De todo o jeito, Isso não importa / Você me deixou em pé na porta, chorando / Eu não tenho para o que voltar agora.

*

*

E ainda tem o último som. “God Only Knows”. Não. Não é o som dos Beach Boys. Apesar do nome idêntico, é um tema inédito. Ela fecha “Slipstream” como uma solitária cantora de saloon, apenas Bonnie e um piano. Fica um sentimento final de solidão, ou melhor, solitude. Afinal, certas coisas podem ser compartilhadas como pouquíssimas pessoas. E certas vezes, no final de uma noite qualquer, daquelas que aparentemente nada mais pode acontecer, a mágica surge enquanto a garçonete recolhe os copos e expulsa o último bêbado do balcão. E nesse disco, a velha Bonnie mostra pra gurizada que ela ainda saca de alguns truques. Mágico. “Slipstream” é candidato ao top 10 de 2012.

*

Rock'n'roll e futebol: usina desativada de Londres pode virar novo estádio do Chelsea

04 de maio de 2012 0

#

Local é o mesmo onde foi clicada a foto da capa de "Animals", álbum do Pink Floyd de 1977

*

Momento raro: editoria esportiva no blog. É que o assunto engloba música & futebol. Quem me deu o toque foi Vinícius Dias, colega da Editoria de Esportes do DSM. O Chelsea anunciou nesta sexta-feira (04) que está planejando construir um novo estádio com capacidade para 60 mil pessoas. O clube fez proposta para a compra do prédio da antiga Usina Termelétrica de Battersea, às margens do rio Tâmisa, no sul de Londres. O prédio da usina (atualmente desativada) é um dos mais famosos da capital inglesa e foi capa do disco "Animals" (1977), do Pink Floyd, e hoje é uma atração turística da metrópole inglesa.

*

*

“A Usina Termelpétrica de Battersea é uma das mais famosas construções de Londres e tem o potencial para se tornar um dos mais icônicos estádios de futebol do mundo”, diz o comunicado divulgado pelo Chelsea em seu site oficial. A área, com mais de 157 mil metros quadrados, seria usada para levantar uma nova casa para os Blues, que hoje ficam no Oeste da cidade de Londres.

*

*

O clube inglês ainda informou que pretende manter algumas das características mais marcantes do local, tornando parte da arquitetura do novo estádio.

Voltando ao Floyd e o álbum "Animals", para muitos, esse é na verdade, o último trabalho do grupo como uma banda, já que The Wall foi praticamente composto na íntegra (salva algumas excessões) por Roger Waters. Com apenas cinco músicas, todas elas criticando a crise econômica e social que a Inglaterra vivia no período, o disco foi inicialmente inspirado pelo clássico A Revolução dos Bichos, do escritor inglês George Orwell.

A ideia da capa partiu de Storm Torgherson, designer do estúdio Hypgnosis responsável por grande parte das capas do Pink Floyd.

*

*

Também segundo o criador do conceito, a imagem do Porco Voador "É um símbolo de esperança", justificou, citando as ideias inspiradas pela mensagem otimista de "Pigs on The Wing", canção de Waters que abre e fecha o LP em duas versões. O Porco Voador foi idealizado pela mesma empresa alemã que construiu o Zeppelin. Ele tinha cerca de 10 metros de diâmetro. Uma equipe de 14 fotógrafos foi contratado. As sessões duraram 3 dias. Deu um monte de merda, e o porco voou mesmo (acabou em Kent, a uma porrada de quilômetros de Londres). Saiu até no noticiário, o que acabou promovendo o álbum. Thorgenson contratou 3 atiradores de elite caso desse xabú de novo, e no terceiro dia, as sessões foram encerradas. Agora essa imagem "pinkfloydiana" do #Flyin'Pig sobrevoando a Usina de Londres poderá também ser associada a um dos mais tradicionais Clubes de futebol do planeta.

Quem viver verá!

*

Veja: Favorite Song, novo clipe de Colbie Caillat

03 de maio de 2012 0

#

Colbie Caillat lançou nesta quinta-feira (03), seu novo videoclipe. "Favorite Song". é uma parceria com o rapper Common. A canção é um dos temas de "All Of You", último álbum da cantora norte-americana lançado em julho de 2011.

No vídeo, Colbie e Common cantam em uma pista de skate e na praia de Venice, na Califórnia.

*