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Posts com a tag "Bob Dylan"

Embalado por clássicos dos anos 1960, filme A Música Nunca Parou, traz à tona o tema da musicoterapia.

02 de dezembro de 2013 0

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Esse é um daqueles filmes que só pelo trailer, já ficamos empolgados. Ainda mais, se assim como eu, você gosta de música, mais propriamente de bandas e artistas como  Beatles, Stones, Bob Dylan, Crosby Stills and Nash, Steppenwolf, Robert Johnson, Cream, Buffalo Springfield e principalmente de Grateful Dead. “A música nunca parou”, está ambientado primeiramente nos anos 1960, e conta a história de Henry e Gabriel, pai e filho com pensamentos opostos quanto a gostos musicais, política e a Guerra do Vietnã. Depois de uma briga, Gabriel mergulha de cabeça na contracultura da época e eles perdem contato.

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O filho é reencontrado quase 20 anos depois com um sério tumor benigno no cérebro. Após a cirurgia, ele fica em um estado semi-vegetativo, não conseguindo dialogar e fazendo associações livres com as palavras. Seu futuro ganha esperança apenas com a chegada da musicoterapeuta Dianne Daley, que além de criar vínculos e “acordar” Gabriel, traz à tona a crise de geração entre pai e filho. Vale lembrar que a trama é baseada em fatos reais – o que torna o filme ainda mais emocionante e bonito. O personagem de Gabriel foi inspirado em Greg F., paciente do neurologista Oliver Sacks, autor do famoso “Awakenings” que virou filme – “Tempo de Despertar” (1990), dirigido por Penny Marshall e com Robin Williams e Robert De Niro no elenco.

“The Music Never Stopped” tem direção do estreante Jim Kohnberg, com roteiro de Gwyn Lurie e Gary Marks. O longa que foi uma das atrações do último Sundance Festival, começou a ser exibido nos cinemas do país no final do mês de novembro, e chega às locadoras só em meados de 2014 com distribuição da Europa Filmes. No elenco nomes como J.K. Simmons, Cara Seymou, Lou Taylor Pucci e Julia Ormond.

Um trailer embalado por “Uncle John’s Band” e “Touch of Gray” (Grateful Dead), não pode decepcionar.

E o pouco que vemos já nos deixa emocionados.

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Bob Dylan sofre processo por racismo

02 de dezembro de 2013 1

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Em entrevista a Rolling Stone americana, músico comparou croatas a nazistas

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Bob Dylan está sendo processado. O Conselho dos Croatas na França entrou com uma ação judicial contra o músico, que em 2012 concedeu uma entrevista onde relacionava os croatas com o nazismo. De acordo com Vlatko Maric, secretário da CRICCF, a corte parisiense aceitou o caso e vai promover uma audiência, da qual Dylan foi convocado a participar. “Os comentários de Dylan incitam o ódio”, disse Maric em um comunicado. Embora a França tenha leis rigorosas contra o discurso de ódio e racismo, a CRICFF afirmou que quer apenas um pedido de desculpas do músico.

Dylan fez comentários controversos em uma entrevista à revista Rolling Stone, há mais de um ano.

Eis o trecho:

“(Nos Estados Unidos,  negros sabem que alguns brancos não queriam desistir da escravidão – Se você tem sangue de senhor de escravos ou da Klu Klux Klan, os negros conseguem perceber. Isso continua até hoje. Assim como os judeus podem sentir o sangue nazista e os sérvios podem sentir o sangue croata”, disse. A matéria também foi publicada na RS francesa, brasileira e em várias franquias da publicação pelos quatro cantos do mundo.

Depois da declaração, rádios croatas anunciaram que iriam remover as músicas de Dylan de seus acervos. Em novembro do ano passado, a CRICCF ainda culpou a revista “Rolling Stone” por ter publicado a opinião do músico. “Não temos nada contra a revista ou contra Bob Dylan enquanto cantor, mas você não pode igualar os criminosos de guerra croatas com todos os croatas”.

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Com informações do Guardian e  O Globo

Veja o clipe oficial de Like a Rolling Stone, clássico de Bob Dylan que ganhou lançamento oficial quase 50 anos depois de seu lançamento

19 de novembro de 2013 0

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“Like a Rolling Stone”, o velho hit dylanesco lançado em 1965 no álbum no álbum “Highway 61 Revisited” acaba de ganhar um vídeo clipe tardio.

Veja no link 

O vídeo marca o lançamento de The Bob Dylan Complete Album Collection: Vol One, box com 42 discos do bardo norte-americano. O clipe interativo mostra 16 diferentes histórias e simula um telespectador qualquer e sua lancinante troca de canais com um controle remoto na mão.

No vídeo abaixo, minha versão favorita (em vídeo clipe) do lendário tema que fala das vicissitudes da vida.

Stones em ação.

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Like a Rolling Stone: Bob Dylan publica teaser misterioso no seu site oficial

09 de novembro de 2013 1

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Peguei essa com o amigo Sérgio Pinho Alves.

Um teaser misterioso foi publicado no site de Bob Dylan na seção de “Notícias” da sua página oficial.

“Bob Dylan Like A Rolling Stone Interactive Video Coming Soon”

Que vídeo interativo seria esse com o título de “Like A Rolling Stone” (Melhor Canção de Todos os Tempos, segundo ranking da revista Rolling Stone)?

Não há nenhuma outra informação até o momento.

Estamos antenados. Onde há fumaça…

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Mais sobre Dylan no blog:

Letras inéditas de Bob Dylan serão musicadas por T-Bone Burnett

Box reúne discografia de Bob Dylan

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Abaixo, a lendária apresentação de Dylan no Festival de Newport (1965).

“Like a Rolling Stone” .

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Letras inéditas de Bob Dylan serão musicadas por T-Bone Burnett

05 de novembro de 2013 0

T-Bone Burnett, musician, composer of Oscar nominated song of "Oh Brother, Where Art Thou," etc#

Via Dylanesco#

O guitarrista T-Bone Burnett divulgou detalhes do seu novo trabalho, que será lançado pela recém criada gravadora Electromagnetic Recordings – braço da Capitol Music Group. Algumas letras inéditas de Bob, descobertas recentemente e datadas de 1967, quando Dylan e The Band fizeram diversos ensaios gravados na mansão Big Pink em Woodstock (que se viraria o disco “The Basement Tapes”), estão nas mãos do músico e produtor para serem musicadas e gravadas.

O disco se chamará “The Basement Tapes… Continued” e terá a supervisão de T-Bone, que recrutará diversos músicos para o projeto. Além do álbum, haverá também um documentário sobre todo o processo.

Electromagnetic_RecordingsT-Bone Burnett é íntimo da família Dylan há um bom tempo. Com Bob, dividiu o palco durante a turnê Rolling Thunder Revue de 1975. Ele também assinou a produção do disco solo de Jakob Dylan, “Woman & Country”, de 2010, além do multiplatinado “Bringing Down the Horse”, da banda de Jakob, The Wallflowers, de 1996 (que contém o grande hit do grupo, “One Headlight”).

Indiretamente, Burnett esteve a frente de projetos como “Diving Board”, último álbum de Elton John, em que o pianista assumiu como influência do álbum “Modern Times”, de Dylan. Outros dois exemplos são trilhas sonoras que o bardo americano marca presença: “The Big Lebowski”, com a música “The Man in Me” OUÇA ; e o órimo “The Divine Secrets Of The Ya-Ya Sisterhood” OUÇA, com a música “Waitin’ For You”, que coincidentemente Dylan incluiu na sua atual turnê européia.

Ainda não há data para o lançamento de “The Basement Tapes… Continued”.

Eis uma das produções de T-Bone.

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Rumores: Robbie Robertson, do The Band, fala sobre a oficialização dos outtakes de Basement Tapes de Bob Dylan

03 de outubro de 2013 0

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Após o lançamento de “Another Self Portrait “, Volume 10 dos Bootleg Series de Bob Dylan, começaram a rolar fortes rumores de que o próximo volume da série de oficializações do material proscrito do músico norte-americano será dedicada ao álbum “The Basement Tapes”, lançado em 1975 , gravado com a companhia do The Band. Robbie Robertson, guitarrista do grupo e sideman de Bob em vários trabalhos de peso, falou o seguinte a revista Billboard:

“Eu tenho ouvido falar sobre isso por um bom tempo e sabemos que há muito material gravado não lançado desse período. (…) Depois de tantos anos, ainda me agrada o lance de compartilhar esse material com o restante mundo. Havia tanta liberdade para a criação que na época chegamos a pensar que nunca alguém iria se interessar por aquelas canções”.

Robertson, também falou sobre o recente lançamento de “Live at the Academy of Music 1971”, que contém as gravações completas do álbum ao vivo da banda “Rock of Ages” (1972).

“Sempre achei que aquele disco poderia ter soado melhor. Então, há alguns meses, o pessoal da gravadora me contatou e falou que haviam encontrado grande parte das fitas originais do show na Academy of Music. Daí eles me perguntaram se eu gostaria de trabalhar naquele material. Respondi que nunca fiquei completamente satisfeito com o que foi lançado na época. Foi uma honra mexer naquelas fitas com mais calma, algo que eu deveria ter feito desde o princípio”.

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Há 16 anos, Bob Dylan lançava Time Out of Mind

29 de setembro de 2013 0

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Em primeiro lugar: “Time Out of Mind”, foi o disco que rendeu a Bob Dylan três Grammys e esse é o trabalho que o colocou novamente da ciranda dos “Grandões” que não vivem apenas sob a sombra de um passado glorioso. E TOoM  não foi só mais um X em sua extensa discografia. Tive a sorte de assistir ao tour do álbum em 1998, no Opinião, em Porto Alegre. Saiba mais sobre o show clicando aqui

Ele queria que o disco pudesse ser “mais sentido do que pensado”, que fosse “uma performance em vez de uma mera sacada literária. Inspirado em parte por sua própria mortalidade, em outro viés baseado por sua própria mitologia e, principalmente, inspirado pelo o que se passa dentro da cabeça de poeta, “Time Out of Mind” é um marco em uma carreira que teve muitos épicos discográficos ao longo das últimas cinco décadas.

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Depois de tropeçar valendo em grande parte dos anos 80, Dylan resolveu ouvir um conselho de Bono do U2, e se uniu com o produtor Daniel Lanois. O ano era 1989, foi quando trabalharam juntos em “Oh Mercy”, o melhor álbum de Bob em pelo menos uma década. Depois vieram “Under the Red Sky”, disco que oscila bons e maus momentos, e – ”Good As I Been to You” e “World Gone Wrong” – álbuns compostos de canções tradicionais (folk/blues) arranjado por Dylan.

Também foi nesse período que Dylan lançou a Never Ending Tour, onde o artista buscou a reinvenção de sua obra a cada noite, uma nova guinada em suas apresentações ao vivo e que por sua vez – o inspirou no estúdio. No início de 1997, ele novamente chamou Lanois, e com um punhado de veteranos de estúdio, burilou aproximadamente 15 músicas, das quais 11 acabaram em “Time Out of Mind” (os outtakes pode ser encontrado em “ The Bootleg Series Vol. 8 – Tell Tale Signs: Rare and Unreleased 1989-2006 “).

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Antes do lançamento de TOoM, Dylan acabou no hospital com um problema cardíaco sério. Quando o álbum finalmente saiu, em 30 de setembro daquele ano, canções como ”Not Dark Yet ” e “I Can’t Wait” pareciam ácidas reflexões sobre sua experiência de quase-morte, mesmo embora as músicas foram escritas e gravadas antes de adoecer.

As letras são geniais. “Standing In A Doorway”, por exemplo, parece um filme: “Don’t know if I saw you / If I would kiss you or kill you / It probably wouldn’t matter to you anyhow / You left me standin’ in the doorway cryin’ / I got nothing to go back to now” (Se eu encontrar você / Não sei se vou beijá-la ou matá-la / Provavelmente isso não lhe importaria / Você me deixaria na porta lamentando / E eu não tenho mais para onde ir). E Nesse trabalho Dylan veste a tradição com roupas contemporâneas, no que pode ser visto como um dos discos que marcam o fim do século XX.

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Basta a primeira frase de “Love Sick” – e o modo como o intérprete a canta – para sabermos que estamos diante de uma obra-prima: “I’m walking… Through streets that are dead (caminho pelas ruas mortas)”. Ele fala de amor, mas de um tipo amor cascudo onde as flores murcham, onde os buquês nunca são entregues e acabam sendo jogados em latas do lixo. E não é apenas o mérito do conteúdo escrito das canções, há muita sombra e pouca luz entrecortando a interpretação, e isso faz a excelência desse álbum. É um disco que fala da exiguidade da vida e que nos faz sentir o bafo da besta fungando no cangote. E só então podemos concluir que, apesar dos ‘bangornaços’, ainda estamos vivos!

“Time Out of Mind” é o melhor álbum de Dylan em décadas. O LP/CD imediatamente ganhou aclamação de críticos e fãs, e em pouco tempo chegou ao Top 10 das paradas, além de levar o Grammy de Álbum do Ano, tapando a boca de sua crescente lista de cínicos e opositores.

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E o legado do álbum continua. Dylan quebrou o pau com Lanois durante a feitura do disco, e depois disso, resolveu que apenas ele produziria seus novos trabalhos. Assim nasceu Jack Frost, alter-ego do artista que assina a produção de seus álbuns.

E novos frutos vieram, depois lançaria “Love and Theft” (2001), “Modern Times” (2006), “Together Through Life” (2009) e recentemente “Tempest” (2012).

Saiba mais sobre “Tempest” clicando aqui

Ouça entrevista com Eduardo Bueno falando sobre “Tempest”.

Os últimos 16 anos foi o período mais fértil de Bob desde os anos 60, deixando na poeira muitos artistas de seu naipe que preferem apenas tocar antigos hits. Além disso, “Time Out of Mind” também mostra o ressurgimento de Dylan como vocalista, promovido tanto pela forma dos novos temas, quanto pelo desgaste natural de sua voz ao longo dos anos. E de certa forma, o som rouco que surge da garganta de Bob, uma voz ancestral e catarrenta (como diz Eduardo Bueno), é o símbolo quase perfeito para esse álbum quase perfeito.

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Rolling Stone Brasil lança edição especial de colecionador sobre Bob Dylan

27 de setembro de 2013 0

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Via Dylanesco#

A Rolling Stone americana lançou em março desse ano uma edição especial para colecionador só sobre Bob Dylan. Na publicação, um compilado de entrevistas e textos já publicados na revista desde seu início, em 1967.

A boa nova é que a publicação também chegou ao país. “Bob Dylan – 40 anos de entrevistas exclusivas / As 100 Melhores Canções” já está pipocando pelas bancas.

Imperdível pra você que é fã do bardo e procura material confiável sobre sua vida e obra. Eu já encomendei o meu exemplar.

Confira os principais destaques da edição:

  • Primeira menção à Dylan, na RS #2 (Novembro/1967), sobre John Wesley Harding;
  • Primeira entrevista, na RS #47 (Novembro/1969);
  • Nota sobre os boatos das gravações em Woodstock – depois chamadas de “Basement Tapes” – (Junho/1968);
  • Nota sobre a turnê Rolling Thunder Revue, por Larry Sloman (1975);
  • A mais recente, em 2012, após o lançamento de “Tempest“.
  • Guia para a vida, por Bob Dylan – reunião de frases separadas por temas;
  • As 100 melhores músicas (atualização da lista das 70 músicas, publicada em 2011);
  • Alguns números curiosos da vida e obra de Dylan.#

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Leia o texto publicado sobre a publicação no site da RS.

São necessárias muitas páginas para que a imensa obra e importância de Bob Dylan sejam passadas a limpo. Esta é a missão do novo especial da Rolling Stone Brasil, que chega agora às bancas. Rolling Stone – Bob Dylan: Edição Especial de Colecionador relembra a carreira do músico em 100 páginas especialmente selecionadas.

As trajetórias do músico e da Rolling Stone EUA por diversas vezes se cruzaram durante as últimas décadas. Dylan conversou pela primeira vez com a publicação em 1969, e a entrevista é um dos conteúdos que preenchem a nova edição especial. Diversas outras entrevistas do músico à revista também foram compiladas com algumas das declarações mais reveladoras que ele fez durante a carreira.

A edição conta ainda com a lista das 100 maiores canções de Bob Dylan escolhidas por músicos e especialistas. Artistas como Bono, Mick Jagger e Keith Richards também estão nestas páginas, celebrando a obra do ídolo em uma seção especial de tributos.

Além de tudo isto, claro, a Rolling Stone – Bob Dylan: Edição Especial de Colecionador está recheada de imagens de diversas fases da carreira do músico.

A revista já está nas bancas pelo preço de R$ 24,90.

Conheça os detalhes da caixa que reunirá discografia de Bob Dylan

25 de setembro de 2013 1

spread21Caixa com 47 CDs será lançada em novembro. Veja vídeo.

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Conforme já anunciado aqui no blog, a Columbia Records vai lançar a discografia oficial de Bob Dylan em uma voluptuosa caixa com 47 CDs. “Bob Dylan – The Complete Album Collection vol. 1” chega às lojas no dia 04 de novembro. Os fãs terão de desembolsar R$688.27 (valor de pré-venda)

 

Compre aqui

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Todos os 35 álbuns de estúdio estão presentes, inclusive o contestado “Dylan” (1973), que ganha lançamento inédito nos Estados Unidos, bem como seis álbuns ao vivo, e uma nova coletânea em CD duplo, com faixas excluídas, temas lançados em singles, compilações com outros artistas e canções feitas para filmes. A embalagem é semelhante ao box de Johnny Cash também lançado pelo Columbia. Além disso, o box de Dylan, como de costume em edições desse gênero, apresenta um livro de capa dura com arte exclusiva e liner notes.

spread6Outro fato que merece destaque, principalmente para colecionadores, é que 11 títulos de estúdio e três discos ao vivo foram recentemente remasterizadas para a nova coleção, incluindo “Self Portrait”, “Pat Garrett & Billy the Kid”, “Hard Rain”, e “At Budokan”. E ainda tem a cereja do bolo: se você não tem espaço na sua estante para essa volumosa caixa na sua prateleira, ainda há um caminho. “Bob Dylan – The Complete Album Collection vol. 1” também estará disponível em uma edição limitada em forma harmônica/pendrive contendo todas as músicas, em ambos os formatos MP3 e FLAC. Ele vem com uma versão digital do livreto.
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Veja um vídeo que nos deixa com os dedos coçando para dar o clique em certo site e encomendar esse box via cartão de crédito.

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Bob Dylan: The Complete Album Collection Vol. 1 from Columbia Records on Vimeo.

Obras em metal esculpidas por Bob Dylan serão expostas em Londres

24 de setembro de 2013 0

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Via Dylanesco

Depois de se aventurar com retratos de paisagens, pessoas, situações e “empréstimos fotográficos”, Bob Dylan investiu parte do seu tempo em criar arte com metais.

Halcyon Gallery, localizada em Londres, exibirá pela primeira vez sete portões de metais feitos recentemente por Bob Dylan. A exposição começa no dia 16 de novembro e vai até 25 de janeiro de 2014.

Sobre as obras de artes metálicas, Bob Dylan disse:

“Eu convivi com ferro durante toda a minha vida, desde criança. Eu nasci e fui criado numa região de minério de ferro – onde você conseguia respirá-lo e cheirá-lo todos os dias. E eu sempre trabalhei com isso de uma maneira ou outra.

Portões me interessam pelos seus espaços negativos que eles permitem. Eles podem ser fechados, mas ao mesmo tempo permitem que as estações e as brisas entrem com fluência. Eles podem te trancar para fora ou trancar para dentro. E em alguns casos não existe diferença.”

Ao Artlyst, o presidente da galeira Paul Green comentou que “Como essas obras de arte foram feitas em casa e não na estrada, elas dão uma rara visão de outro lado do universo pessoal do artista”.

Dia de lembrar um dos grandes Mestres do Blues #JimmyReed

06 de setembro de 2013 0

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Morto há 37 anos, Jimmy Reed, um dos grandes nomes do blues de todos os tempos faria hoje (06) 88 anos. Nascido em Dunleith, no Mississipi, esse gaitista, guitarrista, cantor e baita compositor, influenciou diretamente artistas e bandas dos dois lados do Atlântico. Nomes como Elvis Presley, Bob Dylan, Eric Clapton, Brian Jones, Keith Richards, e tantos outros, podem ter certeza, caros amigos – beberam nos riffs e licks do homem (em dado momento de suas carreiras), além de regravarem dezenas de canções do bluesman. Temas como “Big Boss Man”, “Bright Lights Big City”, “Shame Shame Shame”, “Baby What You Want Me to Do”, “Honest I Do”, “You Don’t Have to Go”, estão entre os grandes sucessos de Reed.

Assolado pelo alcoolismo, Jimmy não conseguiu dar sequência aos anos de glória do seu trabalho (década de 1950) e declinou na segunda metade dos anos 1960. O músico morreu em Oakland, California em 1976, por insuficiência respiratória. No entanto, seu legado ainda o mantém vivo como um dos principais compositores do blues, sendo perfilado ao lado de baluartes como Robert Johnson, Willie Dixon e Muddy Waters.

A boa nova envolvendo Jimmy Reed, é que no dia 1° de novembro, no Royal Albert Hall em Londres, o stone Ronnie Wood irá organizar um concerto em homenagem ao músico. No site oficial dos Rolling Stones, Ronnie publicou uma nota justificando o evento:

“Jimmy Reed foi uma das principais influências sobre os Stones e todas as bandas que amam o blues americano, sendo durante aquela época e até os dias atuais. É uma honra ter a oportunidade de celebrar a vida e o legado com este tributo. ”  

Justa homenagem. Manda bala Jimmy!

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Primeira audição: Another Self Portrait - Bootleg Series Volume 10

25 de agosto de 2013 0

imagemEm primeiro lugar, muito me agrada essa encarnação pai de família de Bob Dylan, meio que dando uma de pequeno fazendeiro e criador de galinhas em Woodstock. Gosto de quase tudo que foi gravado entre 1967 e 1971, época em que Dylan apostou nas tintas do country music e buscou um som mais conectado as raízes do cancioneiro norte-americano. Por isso,  “Another Self Portrait”, volume 10 dos Bootleg Series do homem, tem todas as credenciais para se tornar uma das minhas compilações favoritas. Muitas dessas canções já circularam de forma ilícita na internet, ou em lançamentos não oficiais ao redor do mundo. Bom, esse é um dos objetivos da série de Bootlegs: oficializar (e capitalizar) o melhor dessas “sobras” da carreira do artista.

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O pacote completo traz 53 músicas, grande parte delas são outtakes de “Nashville Skyline” (1969), “Self Portrait” (1970) e “New Morning” (1970), mais material excluído (ou não incluído) nestes álbuns, além do show de Dylan no Festival da Ilha de Wight, acompanhado do The Band, em 31 de agosto de 1969, e também takes das sessões com George Harrison em Nova York, em 1970.

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O maior número dos temas se trata de releituras de clássicos do ideário musical do seu país, uma das poucas vezes que Dylan se arriscou como intérprete. Na época, soou como desastroso pela crítica. Hoje, parte da imprensa musical o elogia, e muitos de seus fãs adoram essa época “crooner caipira”.

“Another Self Portrait” chega às lojas na próxima quinta-feira dia 29/08.

downloadEm uma primeira audição, aponto alguns destaques:

“Pretty Saro”, canção tradicional da época da Guerra Civil norte-americana, não foi incluída em “Self Portrait” e nos deixa cabreiro com os critérios que determinaram sua exclusão do álbum. Disparado uma das melhores músicas do pacote.

“Annie’s Going To Sing Her Song”, tema do folk singer Tom Paxton parece ter sido feita sob encomenda para a voz do bardo. No solo, o violão nos lembra aqueles acordes das serenatas mexicanas.

“Spanish is the Love Tongue” foi incluída no álbum “Dylan”, de 1973, primeira leva de sobras de “Self Portrait”. O LP saiu contra a vontade de Dylan, devido a uma pendenga contratual entre ele e a Columbia. Entre as canções apócrifas desse período, ‘Spanish’ sempre foi uma das minhas favoritas. Também foi lançada em compacto (em outra versão) como Lado B de “Watching The River Flow”. Já o take de “Another Self Portrait” apresenta apenas a voz de Bob e o piano, como se fosse apenas um aquecimento, no clima de ensaio mesmo, nesse número onde ele mistura espanhol e inglês.

“I Threw It All Way”, aparece em duas versões. A primeira ‘tá linda e macia de doer, com Dylan cantando um tanto mais relaxado que o take que conhecíamos de “Nasville Skyline”. Na versão ao vivo, “I Threw It All The Way”, com o Band, surge diferente, um pouco mais ao estilo daquilo que está na gema de “Basement Tapes”.

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“All The Tired Horses” lembra meu filho. Ele adorava ouvir esse som quando ele era pequenino. Lembro-me dele de xupeta na boca, sentado no sofá da sala ouvindo comigo. Deu saudade. Essa tomada sem overdubs é um novo sopro nessa canção de ninar em que Dylan não participa como cantor, há somente vozes femininas repetindo duas frases: “All the tired horses in the sun / How am I supposed to get any riding done?”.

“If Not For You” e sua rabeca caipira é um momento exuberante. Como ele pode fazer isso? É outra música, tão boa quanto às versões que já conhecíamos.

“Wigwam”, ‘tá menos pomposa que a original, sem overdubs e os metais. O piano salta aos ouvidos e o “la-ra-la-lá, la-ra-li” de Bob funciona como uma melodia sem letra embalada apenas por violões e teclas.

“I’ll be your baby tonight” (ao vivo), canção que encerra “John Wesley Harding (1967), conta com os backings do Band. Sai de cena o country do take original: – rock and blues na veia.

“Highway 61 Revisited” em duas versões. Primeiro como um blues caipira. Depois ressurge explosiva com o Band no show da Ilha de Wight.

“Bring Me a Little Water”, tema tradicional das sessões de “New Morning”, é música ecumênica pra tocar do domingo, antes do culto.

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Se não fosse a letra que acena para o fim do sonho dos anos 1960, “Sign on the Window” se enquadraria perfeitamente na trilha sonora de um western. Essa tomada de uma das melhores canções de “New Morning”, resurge com orquestrações e até uma harpa no final.

“New Morning” com metais. Surpreendente e mais quente que a versão do álbum.

Diferente e bacana o take de “Time Pass Slowly” com pegada rock and roll.

“When I Paint My Masterpiece” é uma das mais belas poesias de Dylan. Versão voz e piano demo 1. Impossível não se lembrar da releitura do Band, em “Cahoots”, com Levon Helm no vocal.

“One Too Many Mornings” traz Dylan e o Band mudando o andamento do som o tempo todo. Demais.

“I Pity The Poor Immigrant” ganhou um acordeon de Garth Hudson. Música pra festa junina. Diliiiicia.

Parte das canções você ouve aqui

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Box reunirá os 41 álbuns de estúdio de Bob Dylan

20 de agosto de 2013 0

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Caixa chega às lojas em dezembro

Atenção fãs de Bob Dylan: – vem aí o grande pacote de natal para os fãs do bardo norte-americano. Trata-se de “Bob Dylan: The Complete Collection Album”, boxset que irá conter todos os 41 de álbuns de Dylan, incluindo 14 títulos recentemente remasterizados. Os CDs, contarão com a arte original e virão embalados em versão Digipak, encapsulados em uma caixa vermelha com uma imagem em preto e branco de Dylan. Também será incluída uma compilação de 2 CDs com canções que não estão nos álbuns originais. Que músicas são essas, P#? [eis a pergunta]

O pacote ainda conterá um livreto de capa dura, novos encartes, fotografias raras e texto escrito pelo escritor inglês Clinton Heylin, especialista no cortado dylanesco. A pré-venda inicia em dezembro, e a previsão de chagada às prateleiras, é para dezembro de 2013.

O Natal promete. Oh, Papai Noel, ouviu o meu pedido?

Recentemente, Dylan divulgou em seu site as datas da segunda perna do tour 2013. As datas anunciadas passam pelo Reino Unido e Europa. O 1° show é no dia 10/10, em Oslo (NOR) e o último será em Londres (28/11).

Veja a relação completa link.

Ouça “Pretty Saro”, canção que estará no novo Bootleg Series de Dylan, que chega às lojas no próximo dia 29.

Ouça Pretty Saro, primeira faixa liberada do novo lançamento de Bob Dylan

08 de agosto de 2013 0

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“Another Self Portrait” chega às lojas no próximo dia 27

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Já foi divulgado aqui no blog que Bob Dylan está preparando o lançamento de “Another Self Portrait”, 10º volume do seu Bootleg Series, pacote de gravações nunca lançadas + takes alternativos de canções registradas entre 1969-1971. A previsão de chegada às lojas está agendada para o dia 27 de agosto. Dylan acaba de revelar a primeira faixa na íntegra. “Pretty Saro”, música folclórica inglesa do século XVIII e regravada por ele.

Saiba + sobre “Another Self Portrait”

O tema chega acompanhado por um clipe da diretora Jennifer Lebeau, que também trabalhou no “MTV Unplugged” de Dylan e na gravação não lançada do show de 1993 no Supper Club. Para “Pretty Saro“,Lebeau passou por mais de 1200 fotos dos arquivos do Farm Security Administration.

Veja o trailer do lançamento.

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As imagens de fazendeiras e trabalhadoras árduas casa perfeitamente com a balada:

“O vídeo literalmente passa de mulheres trabalhando na fazenda a Rosie, the Riveter (símbolo do feminismo)”, Lebeau explicou à Rolling Stone. “Elas estavam lavando a roupa e arando a terra e, no final, construindo aviões e no comando de todo o ambiente de trabalho”.

OUÇA “Pretty Saro”. Emocionante! As imagens e a música.

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Museu de Londres irá promover exposição com desenhos inéditos de Bob Dylan

05 de agosto de 2013 0


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Aos 72 anos, Bob Dylan não para. A Galeria Nacional de Retratos, locada em Londres, acaba de anunciar via BBC que irá promover, em setembro, uma nova exposição com obras do artista norte-americano. Trata-se de uma série de retratos (inéditos) intitulada “Bob Dylan: Face Value”, composta por 12 desenhos feitos em pastel, que misturam personagens reais e fictícios.

Sandy Nairne, diretor da exposição declarou a BBC que “Bob Dylan é uma as figuras culturais mais influentes do nosso tempo. Ele sempre criou um mundo altamente visual, seja com suas palavras ou com sua música, ou em suas pinturas e pastéis”.

Pra quem não sabe, há vários anos Dylan vem atuando como artista plástico e expondo em diversas cidades dos lado do Atlântico. Recentemente seu site exclusivo para artes plásticas anunciou para 10 de agosto uma edição limitada e autografada de Drawn Blank Series, livro contendo reproduções de várias de suas obras.

Veja trechos da publicação aqui.

Lembrando que também em agosto (27), está previsto o lançamento do volume 10 de seu Bootleg Series, contendo gravações realizadas entre 1969-1971.

Mais detalhes no link.

Veja o vídeo promocional.

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Nova coleção de pinturas de Bob Dylan sairá autografada

30 de julho de 2013 0

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Fonte: Dylanesco

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site exclusivo para as artes plásticas de Bob Dylan anunciou para o dia 10 de agosto (mesmo mês de lançamento do próximo volume da Bootleg Series) a edição 2013 da Drawn Blank Series.

Além de mostrar um aperitivo das novas pinturas, foi informado que haverá opções limitadas das pinturas assinadas pelo próprio Dylan.

Veja abaixo algumas das imagens e as opções de “box set”:

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Autorretrato redesenhado

16 de julho de 2013 0

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“Bootleg Series -  Another Self Portrait”será lançado em agosto.

Conforme já havia vazado em informações pré-oficiais, o décimo, das “Bootleg Series” de Bob Dylan foi finalmente anunciado. “Another Self Portrait” irá conter gravações inéditas feitas por Dylan entre 1969 e 1971 – um dos períodos mais discutidos da discografia do cantor e compositor.

Lançado em julho de 1970, Self Portrait” costuma ser considerado erroneamente um dos piores discos de Dylan. Um LP duplo com covers, versões ao vivo e algumas canções inéditas que aparentemente foram gravadas sem muito preciosismo. Em suma: tornou-se um dos discos mais porreteados de todos os tempos. Tanto que a famosa crítica do jornalista da Rolling Stone, Greil Marcus, começava assim: “Que merda é essa!”. Se você ainda hoje ouvir esse LP duplo poderá perceber uma colcha de retalhos alinhavada por canções folclóricas que ora flertam com o country, folk ou blues. Além disso, algumas faixas ao vivo gravadas meses antes no Festival da Ilha de Wight, acompanhado do The Band, também ganharam luz nessa obra. O resultado final foi um verdadeiro saco de gatos musical. Apenas três meses depois, em outubro, lançou “New Morning”, tentando apagar a má impressão causada pelo disco anterior. Esse é o material que compreende o novo “Bootleg Series”.

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Quanto a “Self Portrait”, a impressão de muitos na época, era de que a fonte criativa de Dylan havia finalmente secado. E esse lance de recorrer ao repertório e aos músicos de Nashville, além de soar oportuno, para alguns também dava pinta de ser “o passeio de um intruso pelo terreno sagrado do cancioneiro americano”. Dessas sessões na primeira metade de 1970, saíram 24 canções que assinaram o trabalho. Segundo o próprio Dylan, ele apenas “aquecia a banda com algumas dessas canções”, e ainda disse que “talvez no mínimo uma meia dúzia de números tenha sido registrada de forma equivocada”.

Em controvérsia a isso, parece que a audição de “Self Portrait” melhorou com o passar do tempo. Sob esse verniz, muitos perceberam que havia adjetivos no contexto dessas sessões. Alguns artistas, inclusive, citam essa leva gravada na virada de 1969/1970 como influência nas suas respectivas obras. Na época, diante da enxurrada de críticas, Bob logo preparou uma resposta aos críticos.

E como o passar dos anos, hoje esse novo volume de canções engavetadas e aparentemente esquecidas no tempo, ao lado de parte do material de “New morning”,  formam a gema de mais uma edição da série “Bootleg Series”. O pacote trará 35 músicas entre canções inéditas, demos, faixas ao vivo e versões alternativas de “Self Portrait” e também de “Nashville Skyline” e “New Morning”. A opção luxo do pacote terá também uma versão remasterizada de “Self Portrait”, a íntegra do show que Dylan fez no festival da Ilha de Wight (acompanhado do The Band) em 1969 e dois livros com fotos em capa dura. O lançamento será no dia 27 de agosto.

Pré-venda no iTunes aqui

Ou compre diretamente do site oficial de Dylan

Veja o vídeo promocional:

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Confira o tracklist:

The Bootleg Series, Vol. 10 – Another Self Portrait (1969-1971)
CD 1

1 Went To See The Gypsy (demo)
2 In Search Of Little Sadie (without overdubs, Self Portrait)
3 Pretty Saro (unreleased, Self Portrait)
4 Alberta #3 (alternate version, Self Portrait)
5 Spanish Is The Loving Tongue (unreleased, Self Portrait)
6 Annie’s Going To Sing Her Song (unreleased, Self Portrait)
7 Time Passes Slowly #1 (alternate version, New Morning)
8 Only A Hobo (unreleased, Greatest Hits II)
9 Minstrel Boy (unreleased, The Basement Tapes)
10 I Threw It All Away (alternate version, Nashville Skyline)
11 Railroad Bill (unreleased, Self Portrait)
12 Thirsty Boots (unreleased, Self Portrait)
13 This Evening So Soon (unreleased, Self Portrait)
14 These Hands (unreleased, Self Portrait)
15 Little Sadie (without overdubs, Self Portrait)
16 House Carpenter (unreleased, Self Portrait)
17 All The Tired Horses (without overdubs, Self Portrait)

The Bootleg Series, Vol. 10 – Another Self Portrait (1969-1971)
CD 2

1 If Not For You (alternate version, New Morning)
2 Wallflower (alternate version, 1971)
3 Wigwam (original version without overdubs, Self Portrait)
4 Days Of ’49 (original version without overdubs, Self Portrait)
5 Working On A Guru (unreleased, New Morning)
6 Country Pie (alternate version, Nashville Skyline)
7 I’ll Be Your Baby Tonight (Live With The Band, Isle Of Wight 1969)
8 Highway 61 Revisited (Live With The Band, Isle Of Wight 1969)
9 Copper Kettle (without overdubs, Self Portrait)
10 Bring Me A Little Water (unreleased, New Morning)
11 Sign On The Window (with orchestral overdubs, New Morning)
12 Tattle O’Day (unreleased, Self Portrait)
13 If Dogs Run Free (alternate version, New Morning)
14 New Morning (with horn section overdubs, New Morning)
15 Went To See The Gypsy (alternate version, New Morning)
16 Belle Isle (without overdubs, Self Portrait)
17 Time Passes Slowly #2 (alternate version, New Morning)
18 When I Paint My Masterpiece (demo)

Bob Dylan & The Band
Isle of Wight – August 31, 1969

1 She Belongs To Me
2 I Threw It All Away
3 Maggie’s Farm
4 Wild Mountain Thyme
5 It Ain’t Me, Babe
6 To Ramona/ Mr. Tambourine Man
7 I Dreamed I Saw St. Augustine
8 Lay Lady Lay
9 Highway 61 Revisited
10 One Too Many Mornings
11 I Pity The Poor Immigrant
12 Like A Rolling Stone
13 I’ll Be Your Baby Tonight
14 Quinn The Eskimo (The Mighty Quinn)
15 Minstrel Boy
16 Rainy Day Women #12 & 35


Guitarra usada por Bob Dylan será leiloada

02 de julho de 2013 0

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Modelo marca primeira apresentação do artista com um instrumento elétrico

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A guitarra usada por Bob Dylan na lendária apresentação no Newport Folk Festival, em 1965, será vendida em um leilão. A Fender (sunburst) Stratocaster, modelo 1964, que marca a primeira vez de Dylan num palco, portando um instrumento elétrico, será leiloada no final deste ano. A atual dona dela, Dawn Peterson, tinha esse segredo guardado na família há 50 anos. O mistério só foi desvendado no início desse ano, durante o “History Dectetives”, programa da TV norte-americana.

Enquanto rolavam as gravações, ela foi informada que a peça havia sido avaliada em um valor mínimo de 550 mil dólares.

Segundo Dawn Peterson, seu pai pilotou o avião particular que levou Dylan para casa após sua histórica participação no festival de Newport e encontrou três guitarras que haviam sido esquecidas na aeronave. Embora o piloto tenha tentado entrar em contato com a equipe do músico várias vezes, ninguém nunca respondeu, e por isso ele ficou com os instrumentos.

Após a aparição de Peterson na TV, houve uma disputa legal entre ela e Dylan, a respeito de quem seria o real proprietário da guitarra. Dylan e Dawn entraram em acordo e, mesmo que os termos definidos não tenham sido divulgados, o instrumento será vendido. “Um dos termos do acordo que posso revelar, obviamente, é que o Senhor Dylan irá participar da venda”, disse Christopher DeFalco, advogado de Dawn. E ainda concluiu: “A pessoa que comprá-la receberá um recibo assinador pelos Peterson e pelo senhor Dylan, ou um dos representantes dele”.

A proprietária afirmou em entrevista que espera que o instrumento obtenha um local apropriado para exposição.  ”Eu teria que pagar para mantê-la em segurança. Desejo que o novo dono possa não só aprecia-la, como também a coloque num museu para que o maior número de pessoas tenha contato com a guitarra”, disse Peterson à revista norte-americana Rolling Stone.

Além da Fender, o lote em leilão irá também incluir letras manuscritas de Dylan encontradas no interior do box da guitarra. Entre os manuscritos, “Just Like A Woman” e outros temas da época de “Blonde On Blonde”.

A papelada histórica pode render um adicional de 50.000 dólares.

Veja o programa.

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Há 38 anos, chegava às lojas Basement Tapes, álbum de Bob Dylan e The Band

26 de junho de 2013 0

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Por Ismael Calvi Silveira

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Hoje, dia 26 de junho, é dia de festa. Estamos todos nós, fãs daquilo que veio a se convencionar como “Americana”, cheio de motivos para estarmos celebrando: hoje completam 38 anos do lançamento de “The Basement Tapes”, o registro oficial da primeira colaboração entre Bob Dylan e The Band, um encontro que mudaria o rumo da música norte-americana. Apesar de ter sido lançado apenas em 1975, as sessões que geraram “The Basement Tapes” ocorreram em 1967 e já circulavam, por baixo dos panos, como bootlegs. Vejamos, então, do que se trataram estas sessões e qual a importância deste disco chamado “The Basement Tapes”.

Depois de uma extensa turnê mundial entre 65 e 66, apoiado pelos The Hawks (era assim que eles eram chamados antes de virarem The Band), Bob se encontrava cansado e havia caído em certa desgraça com seu público, que até o chamava de “Judas” por ter abraçado uma sonoridade mais próxima ao rock’n’roll. Quando retornou aos EUA, seu agente havia marcado mais inúmeras apresentações através do país, que acabaram sendo todas canceladas por um grande infortúnio. Em 29 de julho de 66, Dylan sofreu um acidente de moto que mudaria tudo. Como o próprio Bardo declarou, em entrevista cedida em 69: “Eu tive um pavoroso acidente que me deixou fora da ativa por um tempo, e eu não percebi a importância daquele acidente pelo menos até ter se passado um ano. Eu percebi que havia sido um acidente real. Quer dizer, eu pensei que eu apenas me levantaria e voltaria a fazer o que eu fazia antes… mas eu não podia mais fazer isso”.

Em sua casa, próxima a Woodstock, Dylan mudou seu estilo de vida durante o ano de 67. Os Hawks foram chamados para comparecer à cidade para gravar com Dylan, e alugaram a Big Pink (casa que os rapazes tornariam famosa dois anos depois, ao lançar seu disco de estreia, “Music From Big Pink”). Nesse tempo que estiveram juntos, por vários meses, Dylan se reaproximou da música norte-americana de raiz e apresentou os caras da The Band a esse universo, já que até ali, eles eram estritamente músicos de rock. Entre a gravação de versões para antigas canções tradicionais e a composição de novos temas, uma certa sinergia surgiu entre mentor e alunos. O porão do Big Pink fornecia o pano de fundo caseiro, intimista, para o disco; a banda trabalhava para deixar Bob à vontade; e Dylan, por sua vez, destilava seu humor através da genialidade na composição. Havia algo ali de cunho bastante familiar, caseiro. E é disso que trata “The Basement Tapes” e os demais bootlegs: um ambiente rural, quieto e profundamente familiar.

É claro que o lançamento oficial, tão afastado das sessões originais, gerou polêmicas e controvérsias. A seleção de faixas, 24 ao todo, não representam todo o material composto em 67 e, na verdade, tem 8 músicas que nem sequer contam com a participação de Dylan. De acordo com Robbie Robertson, principal responsável pela seleção das canções que entraram no álbum, isso aconteceu porque nem ele, nem Bob Dylan e nem Garth Hudson tinham acesso a todas as gravações originais. Criou-se um clima tenso, também, ao redor do disco: alguns críticos acreditavam que a inclusão das oito músicas da The Band era a forma de Robertson afirmar que o grupo fora tão ativo nas Basement Tapes quanto o Bardo. Para os mesmos críticos, isso era um sacrilégio, já que as faixas da The Band “atrapalhavam a unidade do material de Dylan”.

Mas polêmicas à parte, o álbum é, na minha singela opinião, sensacional. Há, nele, algumas de minhas canções favoritas da parceria Dylan/Band. “Goin’ To Acapulco” certamente seria minha escolha primária, mas “Clothes Line Saga”, “Too Much Of Nothing”, “You Ain’t Goin’ Nowhere” e, é claro, “This Wheel’s On Fire” não podem ficar muito pra trás. Acredito, inclusive, que essas canções servem muito bem para dar uma amostra geral da unidade do álbum. As temáticas mais frequentes foram o nada, sinalizando para o caráter descompromissado das sessões de gravação: eram apenas amigos se divertindo. E, nesse meio tempo, Bob Dylan pôde se reinventar e, também, se redescobrir. De certa forma, “The Basement Tapes” ia à contramão de outros álbums gravados em 67, como, por exemplo, o “Sargeant Pepper Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles. Como afirmou Bob em uma entrevista datada de 78: “Eu não sabia como gravar da mesma forma que as outras pessoas fazem, e eu nem queria. Os Beatles tinham recém lançado Sgt. Pepper, que eu não curti nem um pouco. Achei ele um álbum bastante indulgente, apesar de as músicas neles seram realmente boas. Eu não achava que toda aquele produção fosse necessária.”

De qualquer forma, o que surgiu a partir disso foi o princípio de um novo jeito de se fazer (e mesmo de se pensar) música. Uma abordagem mais direta, sem tanta produção, que mergulhava em um universo ancestral de sonoridades que formaram a identidade musical norte-americana. “The Basement Tapes” e os outros bootlegs foram instrumentais na construção do “roots rock” e do “americana”, eles materializaram um som tornado uníssono, que até então era uma multiplicidade enorme de estilos. Country, folk, blues… tudo foi jogado dentro do caldeirão, temperado com um rock suave e mexido até ferver e formar algo novo e único – algo genuinamente americano. E isso fica claro se nós dermos uma ouvida na discografia da The Band, por exemplo. Como explicou Joanna Colangelo, do site No Depression, no seu artigo “The Weight: Quando uma canção se torna um hino”, o som da The Band, ou mais especificamente a canção “The Weight”, representam a própria essência daquilo que é genuinamente americano.

Aquilo que foi alguns meses na vida de seis amigos acabou se tornando eterno na história da música. Horas de gravação se transformaram em um legado extenso de influência e de celebração. E é exatamente por isso que comemoramos hoje, 38 anos depois do lançamento da versão oficial daquelas gravações, as “The Basement Tapes”.

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Há 35 anos Bob Dylan lançava Street legal

15 de junho de 2013 1

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Lançado em 15 de junho de 1978, álbum ainda é o mais vendido do bardo na Grã-Bretanha

“Street Legal”, 18° álbum de Bob Dylan, foi concebido durante um período de luta pessoal e artística. Apenas um ano antes do lançamento do LP, Dylan estava nos tribunais assinando o divórcio de seu casamento de 11 anos. E o pior, ele ainda travou uma batalha com Sara pela custódia de seus filhos, isso enquanto finalizava o malfadado “Renaldo e Clara”, filme de quatro horas que documentou o tour de 1975.

No meio de tudo isso, ele peregrinou para sua fazenda em Minnesota, com seus filhos e novos parceiros para escrever canções para um novo álbum. Os temas variaram bastante. A temática bíblica começava a entrar em jogo, pressagiando a chamada “fase cristã”, – e claro – nas letras, sua ex-esposa também forneceu lenha para o fogo das letras.

Mas antes de entrar nos estúdios, ele estava rearranjando seu repertório para uma nova turnê mundial – a primeira em 12 anos. Por anos, os fãs e dylanistas especularam que essa digressão foi planejada estritamente por razões financeiras, em detrimento do viés artístico. Para muitos esse foi o “tour da pensão alimentícia”. E Dylan realmente precisava pagar as contas. Tanto que no Japão, amarrado por um contrato e com medo de perder dinheiro, sujeitou-se a alterações no seu setlist para as apresentações na Terra do Sol Nascente. Uma das raras concessões em sua extensa carreira.

Então, começou a montar uma nova banda que ainda incluiria membros da Rolling Thunder Revue. Mas enquanto a gangue da Rolling Thunder trazia certo charme folclórico, Dylan imaginou que nessa nova rodagem, poderia se aproximar de um som mais contemporâneo, com backing vocals, teclados proeminentes e até metais, saxofones, coisa e tal. Ele ainda confessou para alguns membros de sua banda que para esses shows, teria se inspirado na abordagem “Vegas” de Elvis Presley. Tanto isso se aproxima da realidade que Dylan chegou ao ponto de contratar músicos que tinham trabalhado com o Rei no início da década, caso do baixista Jerry Scheff.

Na California, começou a ensaiar novas versões de suas canções mais conhecidas (radicalmente alterado para se adequar a oito membros e três cantoras), e logo depois levou o show para a estrada. Era fevereiro de 1978. Partiu para o outro lado do mundo onde cumpriria uma agenda de 23 datas. Japão, Nova Zelândia e Austrália estavam no roteiro. “At Budokan” foi gravado durante essa turnê, mas só seria lançado um ano depois, em 1979.

Depois de voltar da Ásia e Oceania, e um pouco antes de iniciar a etapa da turnê pelos EUA, Dylan queria gravar algumas das canções que havia escrito no ano anterior. Usando a maioria de seus músicos da turnê, ele começou a preparar o álbum que batizou de “Street legal”, em seu estúdio particular em Santa Monica, na California, durante quatro dias em abril.

Quando o LP foi lançado dois meses depois, em 15 de junho, foi massacrado pela crítica norte-americana. Comercialmente, o álbum não chegou a ser um fiasco, mas perto de obras como “Blood on the Tracks” (1975) e “Desire” (1976), títulos que bateram no topo das paradas da época, “Street Legal” decepcionou parando na 11° posição. Mas na Europa, especialmente no Reino Unido, o LP foi aclamado como melhor do Dylan em uma década. Dá pra entender? E o resultado é que “Street Legal” tornou-se o LP mais vendido desde sempre de Bob na Grã-Bretanha, graças ao single’ “Baby, Stop Cryin’”. A foto da capa foi tirada por Howard Alk em frente à entrada do Rundown Studios, em Santa Mônica. O termo “street legal” descreve o hot rod modificado para rodar em vias públicas, mas também pode se referir a condição de recém-divorciado de Dylan, embora ela ainda usasse a aliança.

Ao longo dos anos, muitos fãs ainda permanecem divididos quanto ao calibre desse disco. Canções como “Changing of Guards”, “New Pony”, “Where Are You Tonight” e “Señor (Tales of Yankee Power)” se tornaram favoritas de muitos apreciadores de seu trabalho (eu me incluo nessa). O divórcio de Dylan pesa muito na atmosfera do álbum, que é repleto de imagens de traição e perda. O produtor da obra controversa, Don DeVito, remixou o disco em 1999, acreditando que novas tecnologias pudessem melhorar o som do LP. Mas, assim como tudo associado com o álbum, as reações foram diversas. Os Dylanólogos apontam que a versão em SACD do disco seja talvez a versão definitiva desse trabalho (lançado em 2003).

Bem, Dylan iria tocar algumas canções de “Street Legal” e versões retrabalhadas de seus clássicos com sua ‘banda Vegas’ na Europa e América do Norte ao longo do ano de 1978. Durante o tour, ele se tornou um cristão renascido, o que teria um enorme efeito sobre a sua vida e obra. Mas essa é outra história.