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Posts com a tag "Buddy Guy"

Led Zeppelin e Buddy Guy recebem maior premiação cultural norte-americana

03 de dezembro de 2012 0

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Cerimônia aconteceu neste domingo (02) na Casa Branca

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Quem diria, hein? O Led Zeppelin recebeu ontem o Kennedy Award, a maior premiação cultural dos EUA, das mãos de ninguém menos que o presidente americano Barack Obama na Casa Branca em Washington D.C.

O presidente Obama fez o seguinte discurso: “Quando Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham apareceram na cena no final dos anos 60, o mundo jamais imaginou o que aconteceria. Havia o vocalista com um cabelo de leão e uma voz ensurdecedora, um guitarrista prodígio que deixou as pessoas de queixo caído, um baixista versátil que se sentia em casa também nos teclados e um baterista que tocava como se sua sobrevivência dependesse disso".

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E completou: "Diz-se que toda uma geração sobreviveu às agruras da adolescência graças a um par de fones de ouvido e um álbum do Led... Mesmo hoje, 32 anos após a morte de John Bonham – e acho que todos apreciam isso – o legado do Led Zeppelin permanece.”

Obama ainda aproveitou para pedir aos músicos que se comportassem na Casa Branca dado o histórico de “quartos de hotel destruídos e bagunça generalizada” e ainda concluiu seu discurso dizendo: “Nós homenageamos o Led Zeppelin por nos fazer sentirmos jovens e mostrar-nos que algumas pessoas não tão jovens, ainda podem continuar sendo do Rock.”

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O eclético tributo, alternando-se entre a descontração e a veneração solene, teve também entre os homenageados o ator Dustin Hoffman, o apresentador de TV David Letterman, a bailarina Natalia Makarova e Buddy Guy. Sobre o Guy,  o ator Morgan Freeman prestou homenagem ao bluesman, enquanto Eric Clapton disse que o músico de Chicago é "o maior dos guitarristas vivos".

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Buddy Guy / Teatro do Bourbon Country, terça-feira, 15 de maio de 2012

16 de maio de 2012 6

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Foto: Fábio Codevilla

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Buddy Guy enfeitiça público gaúcho


21h. Você sabe que o homem que pisará no palco do Teatro do Bourbon Country em instantes é uma Lenda. Ele trabalhou ao lado de nomes como Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Willie Dixon, e outros tantos “Peixes Grandes” do blues. Impregnou-se de todas aquelas mágicas canções e seguiu em frente, sacolejando no trem do tempo & sobrevivendo aos altos e baixos de sua carreira ao longo dos anos. Prestes a completar 75 anos, Buddy Guy passou no teste do tempo. E, além disso, aceitou receber o Cetro em suas mãos - como um autêntico portador do Legado dos Velhos Tempos, e o melhor: - ele ainda está na ativa, quase sempre encantando multidões com uma guitarra endiabrada. Antes já havia seduzido nomes como Jimi Hendrix, Eric Clapton e milhões de meros mortais ao passar das últimas cinco décadas. Atualmente, continua catequizando novos seguidores a cada show.

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Fábio Codevilla (Itapema FM) editou um vídeo-drops da noite. Veja a galeria de fotos do Codevilla no site da Itapema. O show de Buddy Guy foi realizado pela Opus Promoções em mais uma promoção Itapema FM.

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21h10min. Guy entra no palco. Ele é o cara e a Cara do blues. Você sabia que o show começaria com “Nobody understands Me But My Guitar”, um velho blues da dupla Cristian/Holmer. No início o som de sua guitarra soa cristalina, faiscante, para logo após, assemelhar-se a algum de pássaro agonizante, uma espécie de animal preso a alguma armadilha. Mais além, entre um bend e outro, Guy toma um gole de uma xícara branca sobre seu amplificador (bourbon?). O homem é só sorriso. Você já está em estado de graça.


“Hoochie Coochie Man”, velho standard composto por Willie Dixon que Muddy Waters roubou pra si, ganha um arranjo extremamente macio no início da execução. Entra em campo a velha dinâmica do blues, tanto que Guy canta a segunda parte da música longe do microfone (Etta James adorava cantar desse jeito), e por isso ele pede silêncio com o dedo na frente da boca "tssssssssss!!!". Só então conseguimos ouvir cada sussurro que sai de sua garganta. A guitarra pode ser tocada de várias formas: ao contrário, com as cordas roçando contra sua roupa e produzindo ruídos que dialogam com o tema. O instrumento é uma extensão de seu corpo, certas vezes até se projeta como um objeto fálico. Ele brinca. A plateia ri. Em 2004, Jon Pareles, crítico de música pop do New York Times, escreveu algo que define o que é assistir o Homem ao vivo: "Mr. Guy mistura anarquia, virtuosismo, blues denso e suas vertentes de uma maneira única, prendendo a si todas as atenções da audiência (...) Guy adora extremos: mudanças repentinas entre sons pesados e leves, ou um doce solo de guitarra seguido por um surto de velocidade, ou peso, improvisando idas e vindas com a voz. Seja cantando com doçura ou raiva, seja trazendo novas entonações a uma nota de blues, ele é um mestre da tensão e do relaxamento, e sua concentração e dedicação são hiponotizantes.". No final do som, Buddy deixa a segunda parte do solo para o guitarrista Rich Hall, que também dá uma de acrobata como um dos Globetrotters girando sua bola de basquete. Só que é a guitarra que rodopia bem na frente de você e seus olhos incrédulos.


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Foto: Lucas Cunha

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Outro velho Cavalo de Batalha de Muddy Waters, “She’s Nineteen Years Old”, mostra o quão sexy Guy pode soar no palco. Sua versão preferida era uma ao vivo de Muddy com Little Walter na harmônica. Era. Depois dessa noite, nunca mais você irá separar os acordes dessa canção com a imagem de Buddy Guy. A conotação sexual da letra toma dimensões ainda mais palpáveis quando o guitarrista crava o olho numa loirinha na linha de frente da audiência e canta algumas estrofes diretamente pra ela. Velho safado!


Quando ele e a banda tocam uma das canções do álbum “Slippin’ In (1994), há uma clara demonstração de que o público do Bourbon Country conhece suas músicas. Guy provoca os espectadores a cantar o refrão - a massa responde de pronto: “Oh Someone else was slippin' in”. O showman rebate: “I Love Brazil”. Aplausos ao homem! Guy faz um duelo satírico com o tecladista Marty Sammon, que em alguns momentos emula o Hammond de John Lord, do Deep Purple. Sim, é um show de blues, mas há instantes em que a festa esquenta e o blues naturalmente se maquia de seu rebento mais novo. Vale reprisar o bordão:” O blues teve um filho e o nome dele é rock’n’roll”. O finado Ike Turner que o diga!

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Foto: Lucas Cunha

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A próxima atração do set é “Fever”, música composta por Eddie Colley e John Davenport, que ganhou o mundo em 1953 com a cantora Peggy Lee. A versão de Elvis também vale a pena ser mencionada. E é justamente o Rei do rock que lhe vem à mente quando Guy começa a cantar baixinho frente a microfone como um amante seduzindo seu objeto do desejo. Você sorri quando Guy finaliza o tema a capela, com todo um repertório de sussurros, gemidos e clichês blueseiros que deixam o público enfeitiçado. O blues sempre te deixou assim. Em transe.


Emendando um som no outro, lá vem mais um número do compositor Willie Dixon “I Just Want Make Love To You”. O baixista Orlando Wright sorri para o ‘Boss’ e jinga o corpo de leve com um embalo metódico como o tique-taque de um relógio. Dá pra você perceber que Guy não larga o osso de algumas canções básicas de um bom show de blues, e também cai a ficha pra você da importância de Willie Dixon na vida do guitarrista e de vários nomes da música negra. Dixon mereceria uma estátua em algum lugar dos Estados Unidos. Quem sabe em frente ao velho estúdio do Chess Records, onde trabalhou tantos anos, e aonde o próprio Guy, muitas vezes bateu papo com ele durante os intervalos das gravações, pegando as manhas do “negócio”, entre um cigarro e outro. No final ele faz um medley com alguma outra canção que você não reconhece. Essa é outra das pautas da noite: pequenos recortes (vinhetas) que interligam músicas, e pagam tributo a vários amigos compositores.

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Foto: Lucas Cunha

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Antes de tocar o próximo som, Guy reclama de o blues não toca mais nas rádios americanas, e também diz que seus discos nunca figuraram na lista dos mais vendidos. Quem se importa? A voz do povo nunca foi a voz de Deus. A verdade soa límpida em “74 Years Young”é um dos sons de “Living Proof”, álbum de 2010 que ainda é seu último registro fonográfico. É sem dúvida um dos melhores músicas do CD/LP. Guy soa reflexivo, tranqüilo, como se contasse os cobres e percebesse que sua vida ainda tem muita lenha pra queimar. Você chega a conclusão que caras como Buddy parecem intermináveis, indestrutíveis, únicos. E que som vaza de seu ampli. “Down Don’t Bother Me” é o momento em que Buddy Guy desce do palco e passeia pelo Teatro. O público delira, filma, toca nele, chora - se debruça sobre suas cadeiras esticando o pescoço, ou levantando para que possa percebê-lo em todas as nuanças e bem de pertinho. Vitor Cesar (um de seus brothers e guitarrista de blues/rock) o persegue pelo corredor como um apóstolo correndo atrás do Messias. Uma lágrima escorre do rosto de Vítor, justamente quando o garoto fica olhos nos olhos com o ídolo. Buddy não tem medo de se infiltrar na massa como um de vocês. E você conclui, além de talentoso, Buddy Guy é um cara legal.

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Foto: Lucas Cunha

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Logo depois vem mais um daqueles recortes-tributo: Numa tacada só você ouve um medley de “Rock Me Baby” (B.B. King), “Use Me” (Bill Withers) e “I Miss You” (Rolling Stones). Ele troca de guitarra em “Skin Deep”. A música que dá nome ao álbum de 2008 - é uma das melhores baladas de Buddy Guy. O tecladista Marty Sammon faz o único (e belo) backing vocal da noite. "Que música bonita", você pensa...


Aí vem outro mash up de homenagens. Assim como os ingleses levantaram a bola do blues nos anos 1960, Guy homenageia o amigo Eric Clapton em uma releitura adocicada de “Strange Brew”, do Cream. Um americano devolvendo a bola pra Terra da Rainha. Bacana. Depois volta a mostrar seu repertório de malabarismos em “Voodoo Child (Slight Return)”, tema do falecido pupilo Jimi Hendrix. E você lembra que muita gente não sabe, mas todo esse lance de exibicionismo cênico com a guitarra começou com músicos como Buddy Guy. Foi depois de ter assistido o Mestre, só então, que Hendrix começou a tocar com os dentes, tocar de costas, com a bunda (sim!) e sabe-se lá de que outra forma mais. O riff de “Sunshine of Your Love”, por exemplo - é executado com uma flanela dando bordadas nas cordas. Acreditem: o homem é um mago! Já beirando o fim do espetáculo ele tocou "Dawn Right, I've Got The Blues", do álbum homônimo de 1991. Antes de dar início a música, ele citou dois amigos que já partiram para outras paragens, Junior Wells e Stevie Ray Vaughan. .

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Foto: Lucas Cunha

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Chegamos ao epílogo. A versão instrumental de “Let the Doorknob Hit Ya” parece interminável. O baterista Tim Austin olha pro tecladista e dá de ombros. Deve ter pensado: "Quando que acaba esse troço?". É que o tema não passa de um pano de fundo para que Buddy distribua seu afeto entre a turma que avança ao palco. E ele não tem pressa. É atencioso e sorridente com todos. Autografa LPs, CDs, ingressos, ele joga quase uma centena de palhetas para o público e após cinco ou seis minutos de confraternização com os fãs gaúchos, finalmente sai de cena às 23h40min. 1h e 1/2 de espetáculo pra ficar na memória. Os shows no Rio, SP e Porto Alegre, foram seu aquecimento para o tour 2012. Daqui a três dias ele começa a turnê norte-americana. Próximo sábado Buddy toca no Smith Center, em Las Vegas. Você parece aprisionado a noite passada. 15 de maio de 2012, o dia em que você assistiu a lenda.

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Agradecimentos: Andressa Griffante (OPUS), Fabiano Dallmeyer, Denise Braga Lopes, Eduardo Lenz de Macedo, Lucas Cunha e Fábio Codevilla (Itapema FM).

Agradecimento especial: Rodrigo Ardais, o cara que me ensinou a desvendar a obra de Buddy Guy. Obrigado pela consultoria.

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Banda:

Buddy Guy (guitarra, vocal)
Rick Hall (guitarra)
Marty Sammon (teclado)
Orlando Wright (baixo)
Tim Austin (bateria)

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Buddy "Hoochie Coochie Man" Guy Foto: Fábio Codevilla

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Blueseiro com pinta de rapper e jogador de basquete, Rich Hall (guitarra). Foto: Fabiano Dallmeyer

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Em cena a elegância de Orlando Wright (baixo). O músico já tocou com Sugar Blue, Junior Wells, The Staples Singer e Phil Guy. Foto: Fabiano Dallmeyer

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Mestre de cerimônias e tecladista. Marty Sammon. Trabalhou com Eddie C. Campbell, Clarence "Gatemouth" Brown e Phil Guy. Foto: Fabiano Dallmeyer

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O "peso pesado" das baquetas, Tim Austin (B.B. King e Phil Guy) Foto: Fabiano Dallmeyer

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Setlist Porto Alegre (15.05.2012):

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“Nobody understands Me But My Guitar”

“Hoochie Coochie Man”

“She’s Nineteen Years Old”

“Someone else Is slippin' in”

“Fever”

“I Just Want Make Love To You”

“74 Years Young”

“Down Don’t Bother Me”

“Rock Me Baby”

“Use Me”

“I Miss You”

“Skin Deep”

“Strange Brew”

“Voodoo Child (Slight Return)”

“Sunshine of Your Love”

"Dawn Right, I've Got The Blues"

“Let the Doorknob Hit Ya”

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Foto: Fabiano Dallmeyer

10 avisos sobre o show de Buddy Guy em Porto Alegre

14 de maio de 2012 2

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Nesta terça-feira (15) Buddy Guy novamente pisará em solo gaúcho. A apresentação será no Teatro do Borboun Country.

Confira o serviço aqui. Venda de ingressos (somente camarotes) aqui. Ou você pode tentar outros setores pelo site Comprei e Não vou!.

Se você não tem ideia do que encontrará por lá, ou mesmo que já esteja preparado para encontrar a Lenda, o blog dá alguns toques de como será esse novo encontro de Mister Guy com os gaúchos. Chance única para ver o lendário guitarrista num teatro bacana e com público reduzido (lotação 2.059 pessoas).

Esse vídeo aí debaixo está em "Shine A Light", filme dos Stones dirigido por Martin Scorcese. "Champagne and Reefer", provavelmente não estará no repertório desta terça na capital. No entanto, é um belo esboço do como Buddy atua no palco.

Eu não canso de ver.

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Última Chance? Buddy Guy tem 75 anos (faz 76 no dia 30 de julho), e apesar de ainda gozar de plena sanidade física e mental, nosso estimado bluesman já não cozinha mais na primeira fervura! Quem sabe essa seja uma das últimas oportunidades para vê-lo bem de pertinho.

Ah, os clássicos! “Hoochie Coochie Man” e “I Just Want To Make Love to You” (Willie Dixon), “Shes Nineteen Years Old” (Muddy Waters) “Boom Boom” (John Lee Hooker cover) “Down Don’t Bother Me” (Albert King), “Nobody Understands Me but My Guitar” (Cristian/Holder), clássicos do blues indispensáveis pra quem curte o gênero devem estar no repertório. Ele tocou essas seis canções, tanto no Rio, quanto em SP.

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Há espaço para o rock? Sim. Buddy Guy poderá tocar “Voodoo Chile” (Jimi Hendrix), “Sunshine of Your Love” ou “Strange Brew” (Cream), “I Miss You” (Rolling Stones) e até o clássico “Fever” (Peggy Lee), pode aparecer no repertório.

Canções de sua autoria. Tanto em SP, quanto no Rio, Guy tocou apenas quatro canções que escreveu. “Someone Else Is Steppin In” é do disco “Slippin’ In” (1994). “Skin Deep” é o tema que dá nome ao álbum lançado em 2008. E duas canções do set são de último trabalho – Living Proof (2010) – “74 Years Old” e “Let The Door Knob Hit Ya”.

Um dos últimos Gigantes em pé. Da Velha Guarda blueseira, poucos restaram pra contar a história. Além de Buddy Guy, B.B. King, 86 anos, que recentemente confirmou em seu site oficial novo Tour no país (leia aqui), e mais alguns “Gatos Pingados” do segundo escalão do gênero ainda estão por aí.

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Ele foi um dos professores de Jimi Hendrix. Ele é o Mestre do n° 1 de todas as listas dos melhores da guitarra, é a mais pura verdade. Se você investigar a fundo, vai perceber que muitas das manhas de Hendrix, foram diretamente decalcadas de Guy. Éric Clapton também é um devotado servo do americano.

Personificação do blues. Depois de você assisti-lo ao vivo, aí perceberá que estar na audiência de um show de Buddy Guy, é como voltar no tempo e presenciar o verdadeiro Chicago Blues. Atualmente, poucas apresentações do gênero têm assinatura de autenticidade. Ele esteve lá, junto a outras tantas Lendas, sobreviveu e voltou para nos contar sua versão da história. O legado de nomes como Muddy Waters, Howlin’ Wolf, e outros tantos “Grandões” do blues ainda respira na obra desse Homem.

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Um artista entre o público. Prepare-se: Buddy gosta de dar suas ‘passeadinhas’ entre o público. Ele curte a proximidade com os fãs. Também não é avesso a fotos e muito frequentemente fala abertamente com a audiência de seus espetáculos.

Ele é um contador de histórias. Ao contrário de colegas como Bob Dylan, o bluesman geralmente nos “dá a letra” antes de tocar as canções de seu repertório. Contextualiza,  homenageia ex-partners, diz de onde surgiram as canções, fala abertamente sobre como o blues foi repassado até suas mãos.

Se você não comprou seu ingresso? Ainda há tíquetes a venda. Clique aqui. (somente camarotes). Todos os outros setores estão esgotados. Sempre lembrando aquele lance: depois você lê as notas pós-show ou ouve seus amigos contando como foi, e fica pensando – “Putz, por que eu não fui ver o cara?”. Pois é. Faz tempo me dei conta disso e hoje sou mais feliz. Nessa terça-feira tenho um encontro com Mister Guy! E você?

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Buddy Guy lança biografia

11 de maio de 2012 1

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Bluesman americano se apresenta próxima terça-feira (15) em Porto Alegre


Há muitos anos, ainda na década de 1960, quando fez seu primeiro tour pela pela Inglaterra, Rod Stewart serviu como seu criado. Eric Clapton e Jeff Beck acamparam durante a noite numa van para que pudessem vê-lo. E Jimi Hendrix o chamou de um de seus "professores”.  Ele ganhou seis Grammys e tem seu nome encravado em bronze no Rock and Roll Hall of Fame - mas mesmo assim, ainda reza na cartilha da simplicidade e se porta como uma espécie de tio bonachão do blues. E ele novamente está prestes a iniciar novo tour pelo país.

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O músico norte-americano Buddy Guy se apresenta no Rio de Janeiro (Vivo Rio), São Paulo (Via Funchal) e Porto Alegre (Teatro Bourbon), nos dias 11, 12 e 15 de maio, respectivamente. Confira o serviço do show na capital gaúcha. Clique aqui.

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“Buddy Guy - When I Left My Home: My Story'' (Editora Da Capo, 320 páginas, ainda sem data de publicação no Brasil), foi escrito com a ajuda de David Ritz (que também é co-autor das memórias de Ray Charles e Etta James), e conta a improvável ascensão de Guy como um meeiro na Louisiana para o badalado circuito blueseiro de Chicago, e além. Ele ainda não sabe ler música, mas aprendeu a sentir o feeling do blues com os Mestres - Muddy Waters e Howlin 'Wolf - assim como sobreviveu à violência do final década de 1950 - início dos anos 1960 nos perigosos clubes de Chicago. Hoje é um velho estadista bonachão de 75 anos, sempre com um sorriso cristalino entre seus lábios.

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Guy nasceu 30 julho de 1935, e cresceu em um barraco de madeira sem eletricidade ou água encanada, em Lettsworth, Louisiana. Quando jovem, era um dos tantos negros que colhiam algodão nos campos do sul, mas ainda adolescente, se mudou para Baton Rouge (cidade vizinha a New Orleans). Lá morou com sua irmã mais velha, em busca de algo diferente. Acabou trabalhando em uma fábrica de cerveja e bombeamento de gás. Começou a tocar guitarra quando tinha 13 anos, logo após seu pai lhe comprar um modelo usado por US $ 4,25.

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Guy diz no livro, que no início de sua carreira, foi inocente por excelência sem noção alguma sobre direitos autorais e como lidar com o negócio da música. Confessa que ganhou menos dinheiro do que poderia ter ganhado, tocando em botecos até as sete da matina, ao lado de nomes como Howlin 'Wolf. É que nesse horário, acontecia a saída do turno da noite nas usinas de aço em Chicago. De cima do palco, presenciou cenas horripilantes e quebra-paus lendários onde picadores de gelo viravam armas mortais na mão de um maluco qualquer.

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Guy gravou pra muita gente boa, e era um dos músicos residentes da Chess Records, também em Chicago (sempre em Chicago!), onde Leonard Chess, proprietário do estúdio, sempre deixava uma garrafa de bourbon por perto para deixar  os músicos de bom humor. No livro, ele destila simpatia pela nova geração  que surgia ano após anos, e muitos desses artistas, inclusive, foram diretamente influenciados pela sua música. De Janis Joplin ele disse: "Janis não poderia ter sido mais doce. Mas você não pode separá-la de uma garrafa de Southern Comfort. Ela se agarrava ao seu drinque como um bebê a uma garrafa de leite''. Sobre Hendrix: "Ele aumentava o volume o suficiente para acordar sua avó no túmulo''. Clapton:"O homem mais popular de todos os tempos a empunhar uma guitarra.'' Ele também amava Stevie Ray Vaughan. Inclusive Guy tocou com ele na noite em que o músico texano morreu, em um acidente de helicóptero.

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Durante anos, Guy construiu uma invejável reputação como músico, mesmo assim, muitas vezes fazia bico dirigindo um caminhão para pagar as contas de casa. Seu destino mudou quando Dick Waterman, virou seu manager (Bonnie Raitt, também pertence aos cast de Waterman). Em pouco tempo, começou a viver apenas da música. Hoje tem uma vida estável e pouco pode se queixar no que rege ao aspecto financeiro de sua vida.


Guy é pai de oito filhos, e hoje tem no Legends, seu bar de Chicago, um dos lugares preferidos para passar o tempo e conversar com seus amigos e fãs. Caso você for até o Legends, pode ter sorte de encontrá-lo no palco em uma noite qualquer. Tanto que um amigo me trouxe um presente ano passado depois de um tête-à-tête com o Homem. Sou grato até o fim dos tempos, Mister Dallmeyer.

Qual editora se candidata a verter a publicação para o português? Desde já, estamos ansiosos pelo livro.

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Próxima terça-feira, lá estarei eu, como um dos espectadores do Bourbon Country, frente a frente com a Lenda do Blues. Sempre acreditei que não podemos dar chance pro azar. E Buddy Guy ainda está por aí, um dos últimos "Peixes Graúdos" do gênero.

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Serviço Buddy Guy - Porto Alegre (15.05.12)

10 de maio de 2012 0

Porto Alegre

Buddy Guy

Teatro do Bourbon Country - Av. Túlio de Rose, 80

Porto Alegre - RS - Brasil

Início: 21h00min
Período: 15/05/2012
Descrição: A lenda do blues de Chicago volta a Porto Alegre para apresentação no dia 15 de maio. Vencedor de 5 Grammys e 23 W.C Music Awards (mais do que qualquer outro artista na história), Buddy Guy retorna ao palco do Teatro do Bourbon Country.



O guitarrista norte-americano vem ao Brasil com o disco Living Proof, e como declara na primeira faixa do álbum,74 Years Young, está em pleno vigor, e sempre buscando novas ideias.

Valores dos Ingressos:

Galerias R$ 130,00 - ESGOTADO
Mezanino R$ 200,00 - ESGOTADO
Plateia Alta R$ 200,00 - ESGOTADO
Plateia Baixa R$ 300,00 - ESGOTADO
Camarote R$ 350,00

Pontos de Vendas:

Bilheteria do Teatro Bourbon Country. Av. Túlio de Rose, 80. Horário de atendimento: 14h às 22h de segunda a sábado e domingos e feriados das 14h às 20h.

Telentrega Ingresso Show. Telefone: (51) 8401-0555. Horário de atendimento: 9h às 19h de segunda à sexta.

Descontos:

20% de desconto para titular do Cartão Clube do Assinante Zero Hora para os primeiros 100 iingressos comprados somente pela Telentrega Ingresso Show.

20% de desconto para titular do Cartão Clube Premier Bourbon para os primeiros 100 ingressos comprados na Telentrega e Bilheteria do Bourbon.

10% de desconto somente para titular do Cartão Clube do Assinante Zero Hora e Clube Premier Bourbon em um ingresso.

Classificação Etária: 12 anos

Promoção Itapema FM

Após sete anos de ausência, Bonnie Raitt volta a gravar novo álbum. E que álbum!

07 de maio de 2012 0

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Após quase uma década de ausência dos estúdios, Bonnie Raitt está de volta.  Seu último "Souls Alike", havia sido lançado há sete anos, em 2005. Esta foi a maior pausa que a guitarrista e cantora norte-americana já fez em sua carreira. É que ela andou passando por algumas purgações nos últimos anos. Neste período, o bafo da Besta cafungou no seu cangote – ela perdeu seus pais, um irmão e um de seus melhores amigos.

Em primeiro lugar, quem não conhece a trajetória dessa veterana de 62 anos, precisa saber de um detalhe importante: Bonnie bebe na fonte do blues. E mais: ela é considerada uma das grandes virtuoses no slide, técnica que usa um objeto cilíndrico de metal ou vidro, em um dos dedos da mão esquerda, que causa um efeito sonoro característico na guitarra quando pressionado (ou deslizado) sobre as cordas. Muitos não sabem, mas é dela o solo de slide de “Feels Like A Rain”, álbum de Buddy Guy gravado em 1994.

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O novo disco, “Slipstream”, joga um pouco nessa linha blueseira, no entanto, também flerta com o rock, country e folk. O disco começa com o riff certeiro e o embalo alto astral de “Used To Rule The World”. Segue com uma reinvenção reggae de "Right Down The Line", de Gerry Rafferty (Stealer Wheel). A faixa três é uma releitura pantanosa de “Million Miles”, uma das melhores canções de “Time Out of Mind”. Uma música encardida cantada como louvor por Bonnie, que parece ferida com um ferro em brasa ao reiniciar cada estrofe com a devida autenticidade que o tema merece. Solo de slide matador. “You Can’t Fail Me Now” surge numa regravação melancólica e não menos linda da original de Loudon Wainright III. “Down To You” eleva o alto astral da audição, mas com um tipo de aviso tipo “cuidado, ainda vem chumbo grosso por aí!”.

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“Take My Love With You” é uma faixa acústica que poderia tocar em muitas rádios FMs, mas que provavelmente você não irá ouvir em nenhuma. “No Cause I Wanted” emerge como instante country do álbum. E que momento! Romântica e acústica. É a voz e a melodia que mandam no tema. “Ain’t Gonna Let You Go” coloca o pé na porta e mostra pros marmanjos que um bom riff de guitarra também pode ser construído por uma mulher. “Marriage Made in Hollywood”, um popzinho despretensioso com certo tempero caipira não deixa a pateca cair. Até chegar “Split Decision”, ponto baixo do álbum, uma faixa comandada pelo hammond e pela guitarra de Bonnie, mas que, entretanto, cai no vazio sem chegar a lugar nenhum. Aí chegamos até “Standing in a Doorway”, outra revisitada no repertório "Dylanesco" nos leva ao momento “Everast” do CD. Agora o ouvinte está nas nuvens. A canção soa límpida e turva. Complexa e simples. Um número cascudo que ficou macio na voz de Bonnie. A letra diz (em tradução livre):

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Eu estou suportando as noites de verão / Jukebox tocando baixinho / Ontem tudo estava indo rápido demais / Hoje, as coisas estão se movendo muito devagar / Eu não tenho mais nenhum lugar pra ir / Eu não tenho mais lenha pra queimar / Não sei se eu visse você, se eu poderia te beijar ou te matar / De todo o jeito, Isso não importa / Você me deixou em pé na porta, chorando / Eu não tenho para o que voltar agora.

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E ainda tem o último som. “God Only Knows”. Não. Não é o som dos Beach Boys. Apesar do nome idêntico, é um tema inédito. Ela fecha “Slipstream” como uma solitária cantora de saloon, apenas Bonnie e um piano. Fica um sentimento final de solidão, ou melhor, solitude. Afinal, certas coisas podem ser compartilhadas como pouquíssimas pessoas. E certas vezes, no final de uma noite qualquer, daquelas que aparentemente nada mais pode acontecer, a mágica surge enquanto a garçonete recolhe os copos e expulsa o último bêbado do balcão. E nesse disco, a velha Bonnie mostra pra gurizada que ela ainda saca de alguns truques. Mágico. “Slipstream” é candidato ao top 10 de 2012.

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Keith Richards participará de tributo a Hubert Sumlin

08 de fevereiro de 2012 2

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Keith Richards fará parte de uma formação estelar de músicos para homenagear o falecido mestre do blues Hubert Sumlin"Howlin 'para Hubert" será um concerto em tributo ao lendário sideman de Howlin’ Wolf, guitarrista que acompanhou o Grande Lobo do blues por vários anos. O show será realizado no dia 24 de fevereiro no Apollo Theatre, no Harlem, um dos palcos mais celebrados da música negra em Nova York.

Além de Richards, no time de convidados para celebrar a vida e obra do bluesman americano estarão no palco do Apollo: Eric Clapton, Keb Mo ', Susan Tedeschi, Buddy Guy,Dr.John. Os ingressos já estão disponíveis pelo Ticketmaster, sendo que toda a renda do evento irá beneficiar a Jazz Foundation of America.

Tá, legal, keith! Mas diz uma coisa pro Tátah: "Quando os Stones caem na estrada de novo?".

No aguardo,meu velho...

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Hubert Sumlin morreu em Nova Jersey, NY, no último mês de dezembro. Ele estava com 80 anos. Mais sobre o músico no link.

Buddy Guy no Brasil: confira os detalhes das apresentações

19 de janeiro de 2012 0

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Por Ana Bittencourt

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A produção dos shows de Buddy Guy divulgou detalhes sobre as três apresentações do guitarrista em solo brasileiro. O músico se apresenta no Rio de Janeiro (Vivo Rio), São Paulo (Via Funchal) e Porto Alegre (Teatro Bourbon), nos dias 11, 12 e 15 de maio, respectivamente.

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Buddy Guy foi eleito pela Rolling Stone norte-americana como um dos 30 maiores guitarristas de todos os tempos. Conhecido como um dos principais expoentes do chamado "Chicago Blues" - estilo imortalizado por Muddy Waters e Howlin' Wolf, o bluesman chega por aqui para promover seu mais recente disco, chamado Living proof (2010). Nomes como Carlos Santana e B.B. King participam desse álbum.

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Os ingressos já estão à venda na internet, nos sites do Vivo Rio, Ingresso Rápido e Via Funchal, ou pelo telefone  4003 -1212 (no Rio), além das bilheterias e postos de vendas credenciados. Os preços variam entre R$ 65 (meia entrada) e R$ 320, no Rio; e R$ 65 (meia entrada) e R$ 300, em São Paulo e R$ 130 (galerias) e R$ 350, POA.

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Serviço:

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RIO DE JANEIRO
Quando: 11 de maio de 2012, às 22h
Onde: Vivo Rio - Rua Infante Dom Henrique, 85, Flamengo.
Quanto: R$ 320 (Camarote AA); R$ 200 (Camarote BB); R$ 250 (Frisa); R$ 320 (Setor Vip Premium); R$ 250 (Setor Vip); R$ 200 (Setor 1); R$ 170 (Setor 2); R$ 130 (Setor 3) — meia entrada para estudantes.
Informações: www.vivorio.com.br

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SÃO PAULO
Quando: 12 de maio de 2012, às 22h
Onde: Via Funchal - Rua Funchal, 65, Vila Olímpia.
Quanto: R$ 300 (Platéia VIP); R$ 250 (Platéia Premium); R$ 180 (Platéia 1); R$ 170 (Mezanino Central); R$ 130 (Mezanino Lateral); R$ 280 (Camarote) — meia entrada para estudantes.
Informações: www.viafunchal.com.br

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PORTO ALEGRE
Quando: 15 de maio de 2012 às 22h
Onde: Teatro Bourbon Country - Avenida Túlio de Rose, n° 80 – Suc 301 A
Quanto: R$ 200 (Platéia Alta); R$ 300 (Platéia Baixa); R$ 130 (Galerias); R$200 (Mezanino Central); R$ 350 (Camarote)
Informações: www.teatrodobourboncountry.com.br

Os melhores álbuns de 2011

20 de dezembro de 2011 2

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Por Márcio Grings

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Falem o que quiserem das listas. Eu sempre gostei delas. Essa dos melhores de 2011 partiu de uma provocação por e-mail do amigo Ricardo Seelig, cara que comanda o excelente blog Collector's Room e um daqueles brothers on-line “de respeito” que fiz nos últimos anos. Parte da lista que fiz também está publicada no blog da Itapema, ao lado dos colegas da Rede. O exercício de pensar sobre o “The Best” deste ano também me fez concluir que, musicalmente, em minha opinião, não tivemos um grande ano musical. Entretanto, tem alguns lançamentos bacanas que sacudiram as caixas de som lá de casa. Tanto que depois de uma reflexão mais atenta, minha lista acabou ganhando 11 nomes.  Tem coisa boa na lista aí debaixo. Confira.

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Ryan Adams – Ashes and Fires

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Adams surgiu como um dos mais promissores cantores compositores da geração 2000. Foram 10 álbuns em 10 anos de carreira solo. Lembrando que nos anos 90, Ryan era um dos integrantes do grupo de alt-country WhiskeyTown. Pra citar apenas dois trabalhos maiúsculos desse norte-americano de 37 anos, eu destaco o multi-platinado "Gold" (2001) e o propositalmente inacabado "Demolition" (2002). Depois de lançar dois livros de contos e poesia (ele prepara um terceiro para breve) - Infinity Blues e Hello Sunshine, Ryan deu uma paradinha de leve pontuada por declarações que iria abandonar o mundo musical. Era só um beiçinho. Aí ele voltou com tudo! Depois de três lançamentos em menos de um ano, Orion, Cardinals III & IV e Class Mitology, o homem parece realmente ter readquirido a velha forma. "Ashes And Fire"  foi lançado em outubro tendo o violão como principal instrumento na linha de frente das canções. A temática continua naquela conhecida levada baladeira com nuanças caipiras, 'folkêras' e roqueiras da virada dos anos 60/70. Lembra Flying Burrito Brothes, Grateful Dead da fase country e Stones na época de 'Exile'. O CD foi produzido pelo lendário Glyn Johns, que já trabalhou com os Stones e Who, e é pai de Ethan Johns, ex-produtor do Whiskeytown e de Gold. Além disso, o álbum tem participações especiais de Tom Petty, Benmont Tench e Norah Jones.

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North Mississipi All-Stars – Keys to the Kingdom

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O North Mississipi All-Stars é uma das melhores bandas de blues rock dos EUA surgida nos últimos dez ou quinze anos. O som do trio mergulha fundo na pentatônica música negra de raiz: soul, country e gospel, isso sem esquecer-se de chumbar o produto final com doses venenosas de rock “setentão”. Em “Keys of The Kingdom”, muitas vezes esse peso foi deixado de lado, surgindo canções mais afinadas com o mítico som do sul dos Estados Unidos. Há colaborações de respeito, como a veterana cantora Mavis Staples (The Meeting) e de Ry Cooder (Ain't No Grave). Ainda temos o bluesman Alvin YoungbloodHeart e o tecladista Spooner Oldhan, escolado colaborador da soul e country music. Minhas preferidas: “Jellyroll All rollin’ Heaven” e “Hear The Hills”. Entre as canções revisitadas, destaque para “Stuck Inside A Memphis Blues Again” (Bob Dylan) e “This A Way” (Woody Guthrie).

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Wanda Jackson – The Party Ain’t Over

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Como é bacana ver um veterano usando toda a experiência a seu favor. Envelhecer com a dignidade dos músicos de jazz, eis o sonho de muitos artistas. Vovó Wanda Jackson (74 aninhos) lançou esse ano “The Party Ain’t Over”, uma deliciosa colcha de retalhos que costura antigos e novos números de rockabilly e rock n roll, com produção devotada de Jack White. O álbum foi capturado no estúdio privado do músico, em Nashville, Tenessee. Para essa empreitada Jack arebanhou alguns compadres (tem gente das bandas My Morning Jacket, Raconteurs e Dead Weather) e como produtor esperto que é, ao ouvirmos atentamente as canções, entendemos perfeitamente o significado do nome do álbum – já que com a pequena ajuda de Jack, a festa realmente parece estar longe do fim para a cantora americana. A alegria contagiante de Wanda Jackson e os seus é um manifesto de vitalidade, como também aponta concisamente para um futuro com cara de passado. Minhas preferidas: "Shakin’ All Over" e a versão da véia pra “Thunder on the Mountain” de Bob Dylan.

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Gregg Allman – Low Country Blues

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O vocalista, tecladista e compositor norte-americano Gregg Allman (64), líder do The Allman Brothers Band é o homem de frente do grupo há mais de 40 anos. Entretanto, Gregg sempre teve incursões individuais. “Low Country Blues” conta com a produção de T-Bone Burnett, e tem entre os convidados, destaque para Dr. John, mestre da conjunção blues, jazz, zydeco e boogie, que assumiu os pianos do álbum. Greg mandou ver no violão e no órgão Hammond B-3, uma das marcas registradas do som do Allman banda. Já a banda base do álbum é formada por um músico de apoio da banda de Eric Clapton - Doyle Bramhall II (guitarra), e pela dupla Dennis Crouch (baixo) e Jay Bellerose (bateria), mesma dobradinha do premiadíssimo Raising Sand (2007), gravado por Robert Plant ao lado da cantora country Alison Krauss. “Low Country Blues” é uma espécie de recomeço para o irmão do falecido e cultuado guitarrista Duane Allmann, já que Gregg sofreu uma delicada cirurgia de transplante de fígado em junho de 2010, resultado de anos e anos de excessos e décadas de vício em heroína. Minhas preferidas: “Floating Bridge”, uma releitura de Skip James, “Got Devil My Woman”, e duas de Mudy Waters – “Rolling Stone” e “I Can’t Be Satisfied”.

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Charles Bradley – No Time for Dreaming

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“No Time For Dreaming” é um excepcional álbum de soul music para apaixonados pela old school do gênero. A sonoridade do CD é totalmente vinculada à era de ouro da música negra, e temos a impressão de que se trata de um álbum esquecido nos porões do tempo. Olhando a estampa do coroa, dá pra dizer que Charles Bradley parece uma mistura de Tony Tornado com James Brown, a apesar de estar estreando em um álbum, esse soul man de 63 anos é o que podemos chamar de veterano iniciante. Da capa com visual retro a aquilo que ouvimos vazar das caixas de som, “No Time For Dreaming” é um excepcional disco de soul.  Além das canções, rola algumas vinhetas ou temas instrumentais pela banda que o acompanha no CD, a Menahan Street Band, uma rapaziada danada de boa que faz interlúdios espertos e dá refresco e beleza ao contexto do trabalho.  Só preciso de dois sons pra convencer o leitor/ouvinte do requinte da obra: tasque no player “The World (Is Going Up In Flames” ou “Heartaches and Pain”, última faixa do CD, e você saberá do que estou falando. Que Charles Bradley não pare por aí.

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Josh T. Pearson - Lost of the Country Gentlemen

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Josh T. Pearson chamou inicialmente a atenção como líder do grupo Lift to Experience, banda americana que gravou apenas um disco – o elogiado The Texas-Jerusalem Crossroads (2001). Após o final das atividades de sua banda (ou bando), ele lançou seu primeiro trabalho solo de estúdio – “Last of The Country Gentlemen”. Digo ‘primeiro trabalho solo de estúdio’ porque o barbudo havia lançado o álbum ao vivo “To Hull and Back” (2006), espécie de preâmbulo desse cantor/compositor como um homem só na música (anti) pop. Não se engane com a palavra country no título do álbum - o som poeirento e repleto de espaços em branco de Josh T. Pearson não tem nada a ver com o country convencional. A ironia é desvendada quando sacamos o cruzamento de riffs de violão no clima do som do início dos anos 90, com nuanças do rock de Seattle, somadas a um tipo de folk cinzento com letras ‘deprês’. Sendo mais específico – na minha visão, uma mistura de Nick Drake com Mark Lanegan, utilizando um código genético ainda mais peculiar. Tipo: música perfeita para os garçons recolherem os copos num fim de noite qualquer em algum boteco de nossas vidas. Forte como uma dose de Jim Bean.

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Fleet Floxes – Helplessness Blues

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“Helplessness Blues” é o 2° CD dessa banda de Seattle liderada pelo guitarrista/cantor Robin Pecknold. As influências do Fleet Floxes passam por Bob Dylan, Neil Young e Beach Boys. ‘Tá ruim de referencia, né? A faixa título dá uma boa pista daquilo que você encontra com essas novas raposas do folk, gospel e country-rock. Confesso que esse é um daqueles trabalhos que me causam sentimentos dúbios quando o ouço. Consigo ficar arrebatado por canções como “Montezuma” e “Bedoim Dress”, no entanto, a jogada retro acentuada proposta pelo grupo de vez em quando aporrinha o saco, já que as melodias oferecem poucas variações melódicas. Soa repetitivo. O trabalho parece que foi gravado no final dos anos 60, com dose dupla de tempero folk barroco e rock clássico. Em suma: um disco perfeito para bichos-grilo (como eu) que ainda não se conformaram com o fim dos anos 60. Como diria Walt Whitman: “Contradigo-me? Pois bem, contradigo-me. Sou amplo, contenho multidões”. Com todos os seus defeitos (e qualidades, é óbvio!), o destaco como uma das pérolas do ano. Desconfie daquilo que lhe causa uma estranheza inicial, afinal, não é todo dia que podemos conferir novas bandas de rock que se arriscam em revisitar os anos 60 sem cair no óbvio. E o Fleet Floxes tem café no bule e muita lenha pra queimar. Já estou no compasso de espera para o próximo disco, pois acredito que eles estejam bem perto de acertar o alvo em cheio. Que venha um novo CD dos Floxes em 2012.

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Gary Clark Jr. – The Bright Lights

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Gary Clark Jr é considerado uma das novas promessas do blues norte-americano. Em outubro de 2011, esse texano de 27 anos abriu três dos quatro shows de Eric Clapton no Brasil (São Paulo e Rio). Gary ganhou o apelido peso-pesado de “Salvador do Blues”, e além do tradicional gênero do Mississipi, reza seu vernáculo também na cartilha da música negra, mais precisamente no soul music chamuscado com doses roqueiras. O músico vem gerando comparações e co-relações a nomes com um de seus conterrâneos mais ilustres – o guitarrista Stevie Ray Vaughan, morto num desastre aéreo em 1990. Clark foi um dos destaques do festival Crossroads Guitar, em 2010, onde se apresentou ao lado de BB King , Eric Clapton, Buddy Guy e Steve Winwood, e participou do filme “Honeydripper” - Do Blues ao Rock”, que conta a origem do blues e do rock nos Estados Unidos. Quanto ao som do homem, se você gosta de blues do bom, basta um único som do EP “The Bright Lights” para convencê-lo da qualidade do cara. Dê volume no seu som e ouça a faixa título. A casa vai tremer e Gary vai ganhar o respeito do ouvinte (leitor).

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Gustavo Telles & Os Escolhidos – Do Seu Amor, Primeiro é você que precisa

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O disco saiu no finalzinho do ano passado, porém tomo a liberdade de incluí-lo na lista de 2011. Gustavo Telles, baterista da banda instrumental gaúcha Pata de Elefante, soltou a voz e reuniu amigos para gravar um disco de canções de amor. Além de compositor de todas as canções ele toca violão de 12 cordas em “Tell Me Why” (única faixa no idioma mater do rock) e assume todos os vocais. E digo mais, se você gosta de discos como “Music From Big Pink”, do The Band, “No Reason To Cry”, de Eric Clapton e “Nashville Skyline”, de Bob Dylan, esse CD vai lhe deixar mais do que satisfeito. As referências ao Band são as mais explícitas, a começar pelo clima de camaradagem nas fotos da contracapa e encarte, possivelmente inspiradas nas imagens estampadas nos dois primeiros álbuns do extinto grupo canadense com base nos EUA. Não vejo nenhum problema, pelo contrário, além disso, o mais importante, canções como “Posso Me Perder” são descaradamente embebidas no clima country blues da banda de Robbie Robertson, Rick Danko, Levon Helm, Garth Hudson e Richard Manuel. Rock do bom no idioma de Camões.

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Etta James – The Dreamer

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Aparentemente, a carreira musical de Etta James termina com The Dreamer. A cantora anunciou faz alguns meses que este seria seu álbum de despedida, um grito de adeus antes da aposentadoria. Etta, 73 anos, um dos últimos nomes ainda na ativa da velha escola do blues & soul (e jazz) passou por maus bocados em 2011. Esteve hospitalizada durante alguns meses passando por um tratamento contra a leucemia. Ela também sofre de Alzheimer, desde 2009. Entretanto, as intempéries da vida não a impediram de gravar um novo trabalho que mostra Etta cantando muito. Era uma espécie de dívida com ela mesma, tipo "antes de entrar pra reserva, preciso mostrar ao mundo que ainda posso gravar um bom álbum". E ela conseguiu. No repertório canções de Ray CharlesBobby BlandJohnny “Guitar” Watson, Otis ReddingLittle Milton, ou seja, garantia do melhor rhythm & Blues do pedaço, certas vezes, com um temperinho rock and roll. Entre as surpresas, lá está uma releitura "boogie" avassaladora de Welcome to the Jungle do Guns N’ Roses. Dê uma canção meia boca pra velha Etta e ela transforma o número num blues arrasa quarteirão. "Me dá meu gorro!". Um disco de tirar o chapéu.

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Tom Waits - Bad As Me

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Nosso herói é conhecido por seus estranhos métodos de trabalho. Tom Waits confessou que compõe alguns dos seus temas a partir de gritos solitários vociferados no seu automóvel. Waits também disse ao jornal austríaco Die Presse que conduz o seu carro por aí e grava num pequeno gravador. “Como tenho família, o único lugar tranquilo é o carro. Ou então vou para o estúdio, entro em transe e descarrego a letra de uma forma mágica. Um pouco como um vendedor de bíblias bêbado”. Antes mesmo de ser lançado, “Bad As Me”, novo álbum de Tom Waits já ganhou status de um dos melhores CDs do ano. O trabalho tem menos crueza do que de costume, e os arranjos estão muito caprichados. Isso não significa tem que encontraremos um disco rebuscado de arranjos e repleto de “piripaques” tecnológicos, bem pelo contrário, o lance ainda soa beat, direto e minimalista. Entre os convidados, o bluesman branquelo Charlie Musselwhite toca gaita em cinco faixas, Flea (do Red Hot Chili Peppers) toca baixo em "Hell Broke Luce". O destaque principal fica por conta do pirata Keith Richards, que manda ver na guitarra e canta em "The Last Leaf" e "Satisfied". Falando em satisfação... Esta última canção, é um blues raivoso e hipnótico, carregado pelo riff de Keith. Até dá os ares de Satisfaction dos Stones, ainda mais quando o ouvimos cantar: “I said I will have satisfaction”.

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Buddy Guy volta ao Brasil para duas apresentações em 2012

07 de dezembro de 2011 2

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Por Ana Bittencourt

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Buddy Guy, um dos maiores guitarristas de blues de todos os tempos, volta ao Brasil em maio de 2012 para duas apresentações, no Rio de Janeiro (11 de maior) e em São Paulo (12 de maio). Por enquanto, essas são as únicas datas anunciadas. Vencedor de cinco Grammys, o bluesman vem para mostrar músicas de seu mais recente álbum, Living Proof (2010). Leia mais sobre esse trabalho aqui.

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Prestes a completar 76 anos, o Guy está em plena forma. E é exatamente isso que diz na canção 74 Years Young, explicando que está com todo o vigor e sempre buscando novas ideias. Considerado um dos melhores guitarristas de blues de todos os tempos, Buddy Guy influenciou outros grandes, como Eric Clapton e Jimi Hendrix.

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A mais recente apresentação de Buddy Guy no Brasil foi em 2009, ao lado da diva do jazz Dianne Reeves, em São Paulo. Confira o serviço do show do músico no Rio, em 2012.

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BUDDY GUY NO RIO DE JANEIRO

Quando: 11 de maio de 2012
Onde: R. Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro (Vivo Rio)
Informações: www.vivorio.com.br
Ingressos: R$ 320 (Camarote AA); R$ 200 (Camarote BB); R$ 250 (Frisa); R$ 320 (Setor Vip Premium); R$ 250 (Setor Vip); R$ 200 (Setor 1); R$ 170 (Setor 2); R$ 130 (Setor 3)
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BUDDY GUY EM SÃO PAULO
Quando: 12 de maio de 2012
Onde: R. Funchal, 65 (Via Funchal)
Informações: www.viafunchal.com.br
Ingressos: R$ 300 (Plateia VIP); R$ 250 (Plateia Premium); R$ 180 (Plateia 1); R$ 170 (Mezanino Central); R$ 130 (Mezanino Lateral); R$ 280 (Camarote)
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Quer aprender a fazer cobertura fotográfica de shows?

22 de novembro de 2011 0

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Oficina gratuita dá dicas e truques de como encarar essa atividade

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Música e fotografia sempre andaram de mãos dadas. Das capas dos LPs as coberturas de shows, o mundo musical não seria o mesmo sem o trabalho desses profissionais. Aproveitando esse gancho, dentre as atrações promovidas pelo Macondo Circus deste ano em Santa Maria, acontece nesta quarta (23) e quinta (24), das 15h às 17h, na Casa de Cultura (Praça Saldanha Marinho, sem nº) a Oficina de Cobertura Fotográfica de Shows, ministrada pelo fotógrafo Fabiano Dallmeyer. A atividade é gratuita e as vagas são limitadas. Entre os tópicos abordados, Dallmeyer falará da importância da fotografia na história da música, como também dará aqueles toques bacanas, relembrando truques e dicas importantes pra todos iniciantes que pretendem se especializar no ramo fotográfico-musical. Uma das sacadas interessantes da oficina é que nessa quarta-feira, 20h30min Dallmeyer e seus alunos estraão capturando imagens da apresentação da banda Jack of Hearts no Theatro Treze de Maio. Para participar clique aqui.

O nosso virtual colaborar do blog (com várias fotos publicadas por aqui) é fotógrafo profissional com imagens publicadas em diversas plataformas de comunicação em várias partes do país ( e do exterior), além de ser proprietário da Agência Zumpi Comunicação, em Santa Maria.

Confira o trabalho de Dallmeyer e alguns personagens fotografados pelo homem (seleção de seis fotos enviadas pelo próprio).

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Dan McCafferty, vocalista da banda escocesa Nazareth. Santa Maria (2011).

Buddy Guy, bluesman americano. Chicago, EUA (2011).

Uma das minhas preferidas. Willie "Big Eyes" Smith, gaitista e baterista falecido esse ano. Tocou com Muddy Waters. Ganhou o Grammy de 2011 de Melhor Álbum de Blues Tradicional (ao lado do pianista Pinetop Perkins). Santa Maria (2009).

Renato Borghetti. Tertúlia Musica Nativista. Santa Maria (2010).

Oly Jr, bluesman gaudério. Rock and Blues Festival. Santa Maria (2010).

Putz! Esse sou eu tocando com a Red House na Feira do Livro de Santa Maria (2010).

O chá doce amargo de Buddy Guy

09 de setembro de 2011 0

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Há 10 anos, bluesman americano lançava um de seus melhores trabalhos

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Já falei sobre isso aqui no blog. Desconfie de certos álbuns, principalmente quando você tem dificuldade de defini-los em uma ou duas audições. Bem o contrário disso, certas vezes é necessário alguns dias, meses, às vezes anos pra que você compreenda o verdadeiro peso de uma obra. É o caso de Sweet Tea, álbum lançado pro Buddy Guy em 2001. Ao lado de B.B. King, Guy (nascido George Guy, em 30 de julho de 1936, na cidadezinha de Lettsworth, Louisiana), ele é uma das últimas lendas vivas da velha escola do blues norte-americano. Como exemplo claro de sua importância para o gênero (e também para o rock’n’roll) basta citar a influência que o músico exerceu sobre dois monstruosos nomes do mainstream mundial: Jimi Hendrix e Eric Clapton.

No caso de Hendrix. O vídeo abaixo endossa tudo. 07 de abril de 1968, Generation Club, Nova York. Percebam a fissura de Jimi na fila do gargarejo. E mais, qualquer semelhança com a performance de Guy e Hendrix não é mera coincidência. Aí eu pergunto: quem inspirou quem?

Veja.

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Voltando ao disco em questão no início do post, em 2001 Buddy Guy embarcou para Oxford, norte do Mississipi. Tinha 65 anos e viajou até onde o vulcão do blues ainda borbulhava de verdade. Oxford, uma cidade com menos de 20 mil habitantes, é o endereço da Fat Possum, selo que tirou do esquecimento senhores de idade obscuros até os anos 90, gente como Junior Kimgrough. E foi justamente para gravar músicas deste e de outros nativos que Buddy Guy rumou ao Delta. Imagina um bluesman famoso e rico voltando às raízes, para gravar sem estar preso à música de estúdio. As gravações contam com veteranos do Mississipi, mas também com jovens músicos. Aqui está algo importante para o resultado que se ouve em Sweet Tea: a banda que fez a cozinha para Buddy Guy. Spam – bateria, Davey Faragher – baixo, Jimbo Mathus – guitarra base. Numa mesma música você tem o blues primitivo e livre da geração Fat Possum, mas tocado pelo calejado e bem sucedido bluesman. Além do quarteto base, ainda comparecem alguns convidados durante as sessões - Sam Carr e Pete Thomas – bateria, Craig Krampf – percussão e Bobby Whitlock – piano.

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A sonoridade do disco se deve ao Sweet Tea, o estúdio onde foram feitas as gravações e a mixagem. É o próprio dono do estúdio o produtor, Dennis Herring. Com um tal Clay Jones, espécie de Lee Perry dos mix adicionais, e armado de equipamentos/instrumentos antigos, Herring criou uma ambiência que cheira aos primórdios do blues. Buddy Guy subiu o morro, voltou às raízes e fez um disco sem maquiagem. Não são como os blues gravados com Jeff Beck, Eric Clapton ou Mark Knopfler, sem desmerecê-los. É um esquema blues roots até o osso.

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Na acústica Done Got Old, original de Junior Kimbrough, a faixa que abre o disco, Buddy Guy faz tudo tremer! O disco começa emocionante! Em Baby Please Don’t Leave Me (música tema do primeiro Cesma in Blues), também do blueseiro mais groove da fase da terra, o bicho começa a pegar. A moeção se inicia para não mais parar. As coisas ao redor do aparelho de som literalmente tremem. Ouvindo a faixa três, Look What All You Got, dificilmente um fã de T-Model Ford não o reconhece. Quem sabe não agradaria aos fãs mais informados do White Stripes? Na seguinte, Stay All Night, o groove das canções de Junior Kimbrough se faz reconhecível de vez. Chegamos a Tramp, versão para o genial blues funk de Lowell Fulsom, que perde o rumo original dos anos 60 e dobra de tamanho nas mãos de Buddy Guy e banda. Entortaram um clássico do blues, e a tremedeira nas caixas de som continua, é impressionante.

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She Got The Devil In Her, talvez a mais acessível do disco, faz o AC/DC pedir trégua não só pelo nome - uma composição de Cedell Davis, outro tema do caldeirão da Fat Possum. A festa segue com I Gotta Try You Girl, mais uma de Junior Kimbrough, um blues arrastado de 12 minutos, incêndio durante greve dos bombeiros! Who’s Been Foolin’ You pega o country blues de Robert Cage e o transforma num caminhão velho e sujo, pesado e sem freio no declive acentuado! Para fechar uma composição do próprio Buddy Guy, It’s a Jungle Out There, mas com o climão das demais músicas. Ao reconhecer uma geração que fez o blues queimar longe dos holofotes, como nos velhos tempos do Delta, Buddy Guy cometeu Sweet Tea, que também é crédito do bluesman bem sucedido.

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Se hoje alguém me perguntar - qual o melhor disco de Buddy Guy, eu responde de pronto: - Sweet Tea! No entanto, devo admitir que levou um tempo pra sacar o álbum no todo, mas... Quando a ficha caiu - meu Deus! Pude desfrutar de um dos melhores discos de blues que ouvi em meus quase 30 anos de escutador de som. Na verdade o fato que promoveu esse post é que acabo de ganhar de aniversário o CD autografado pelo próprio Buddy Guy (foto lá de cima). Como? Graças ao amigo Fabiano Dallmeyer, talentoso fotógrafo e brother velho de guerra.*


Dallmeyer e Guy, no Legends, em Chicago (agosto/2011). Foto: Arno Dallmeyer


O cara esteve em Chicago trabalhando e resolveu dar uma passada no Legends, o bar de Guy na cidade. Deu sorte de encontrá-lo no boteco em pleno palco. E mais: ainda bateu um papo com o homem e assim chegamos ao meu CD autografado. Inesquecível gesto que me arrebatou. Daqui há alguns dias os leitores do blog poderão conhecer a história de Fabiano na grande urbe do blues, mais propriamente, a emoção de ficar frente a frente com um dos maiores nomes de todos os tempos no gênero. Em Breve.

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Com infos extraídas do Blog Rock de Plástico

Buddy Guy, vida criativa aos 74

07 de dezembro de 2010 0


Divulgação Jive Records
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Além dos clássicos lançados ao longo dos anos 60 e 70, e de LPs disparados pelo tradicional selo Alligator, como o dueto com o gaitista  Junior Wells em Alone & Acustic (1991) -  meu álbum preferido de Buddy Guy é um disco obscuro lançado em 2001, chamado Sweet Tea. Pouca gente gostou desse álbum. Eu o acho genial. Nesse trabalho, Guy nunca soou tão amargo, tão virulento e pesado. Depois dessa pataço, o músico americano resolveu segurar a mão no não menos tenso, porém acústico Blues Singer (2003), um libelo em homenagem aos pioneiros do blues. Na sequência vieram álbuns médios como Bring ‘em In (2005) e Skin Deep (2008). É quando chega ao mundo Living Proof (2010), um trabalho que nos mostra o quanto pode existir vida criativa aos 74 anos.

No CD temos o velho blueseiro fazendo uma mescla de tudo aquilo que ele sempre soube fazer: bons vocais, guitarras corrosivas e inspiradas, pequenas passagens com violões de aço aqui e ali, além da participações de peso - B.B. King e Carlos Santana. Eis um dos últimos gigantes do gênero que ainda caminha com propriedade pelo planeta. E ele faz um barulho de respeito.

Abaixo, você ouve a canção abre-alas do novo álbum.


Eddie Kramer – o mago da engenharia de som

31 de março de 2010 0

Divulgação Blue Heaven Studios

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Durante a gravação de um álbum, o engenheiro de som é uma das peças fundamentais para que as coisas funcionem plenamente quando dermos o PLAY no CD, Mp3 ou LP. É ele que registra detalhe por detalhe as idéias dos músicos, desde o processo embrionário de uma canção, até os retoques finais, sendo que às vezes esse importante profissional pode participar até mesmo das finalizações daquilo que foi registrado, incluindo, mixagem & masterização, e consequentemente a produção de um álbum. Sem falar em todo aquele clima de camaradagem que sempre rola nos estúdios, lembrando que esse caras vez ou outra pagam de psicólogos para algum ou outro artista em crise.


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Keith Richards dos Stones. Foto: Eddie Kramer/divulgação Polydor

Além de apertar os botões em mesas de som, trabalhando para artistas como Led Zeppelin, Rolling Stones, Beatles, Peter Frampton, Kiss, Joe Cocker, Johnny Winter, Buddy Guy, David Bowie. Eddie Kramer (hoje com 69 anos) tornou-se amigo de Jimi Hendrix, e foi um dos grandes responsáveis pelo aprumo técnico dos registros do talentoso guitarrista americano ao longo de sua curta, mas produtiva carreira. Quando surge algum novo projeto envolvendo a obra de Hendrix – o nome do sul-africano, sempre é lembrado para capitanear a parte técnica dessas reedições.


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Jimi por Eddie. Foto: Eddie Kramer/divulgação Universal


É o caso de Valleys of Neptune, disco que foi editado em 2010, um tablado perfeito onde podemos perceber porque Eddie Kramer ainda é referência quando o assunto é engenharia de som. Ouça o CD no carro ou na sua casa: - parece que o áudio de ‘Valleys’ foi capturado semana passada, apesar das gravações baterem na marca de quatro décadas.

Outro detalhe: Muita gente não sabe, mas o velho Eddie também é um bom fotógrafo. Entre os artistas que ele clicou no palco, além de Hendrix, Kramer também caiu na estrada com sua câmera a tiracolo fotografando os Stones, Led Zeppelin, Albert King, entre outros.


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Uma das fotos de Kramer na estrada. Foto: Eddie kramer/divulgação WEA

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Links:

Fotografia:

Site oficial

Morrison Hotel Gallery

Engenharia de som:

Blue Heaven Studios


Abaixo, assista Kramer falando sobre seu trabalho. E depois, relembre vários números de Jimi Hendrix dirigidos no estúdio pelo lendário engenheiro de som.



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