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Posts com a tag "Elvis Presley"

40 anos de um clássico

17 de janeiro de 2013 0

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Em janeiro de 1973, álbum “GP”, de Gram Parsons era lançado em LP

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O country-rock e a cena californiana do rock embebido pelo country nos 1970 não seriam o mesmo sem a passagem de Gram Parsons pelo planeta. Um dos criadores do country-rock nasceu Cecil Connor, viveu sua infância entre a Flórida e a Geórgia, onde aprendeu os primeiros acordes com o pai, Coon Dog Taylor, músico country que se suicidou quando Gram tinha só 13 anos.

Após um novo casamento da mãe, adotou o nome e sobrenome do padastro (um alcoólatra que morreu no mesmo dia em que ele se formou). Colocou o pé na estrada e chegou a nova York, e por lá ganhava alguns trocados tocando nos botecos da Grande Maça. Montou a International Submarine Band, banda no qual gravou apenas um disco e logo depois, em 1968, migrou para Los Angeles. Imerso no mundo do rock da costa oeste, conheceu Chris Hillman, baixista dos The Byrds, que o levou para o grupo. Ficou apenas 90 dias na banda, tempo suficiente para gravar o álbum “Sweetheart of The Rodeo”, gênese do country-rock. Após cair fora do Byrds, montou o The Flying Burrito Brothers com Hillman, onde gravou dois bons álbuns – “Gilded Palace of Sin (1969)”  e “Burrito D’Luxe” (1970). Ia seguir carreira solo, mas sofreu um acidente de moto e só em 1972 foi gravar seu LP de estreia.

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Nesse meio tempo, conheceu a cantora Emmylou Harris e Keith Richards, influenciando os Rolling Stones em canções como “Sweet Virginia”, “Dead Flowers” e “Wild Horses”, esta última, inclusive, gravada pelo Flying Burrito antes do lançamento de “Sticky Fingers”, dos Stones.

Saiba mais sobre a amizade de Keith e Gram.

“GP” foi lançado em janeiro de 1970. Gravado em Hollywood, a banda base tinha parte dos músicos que acompanhava Elvis na estrada da década de 1970. Lá estavam o guitarrista James Burton, o baterista Ronnie Tutt e o tecladista Glenn Hardin (que também era diretor musical do conjunto). Além deles, completavam o time - Emmylou Harris, dividindo muitas vezes taco a taco os vocais com Gram; o baixista britânico Rik Grech (Family, Blind Faith e Traffic); Al Perkins (Shiloh, Stephen Stills, Flying Burrito), no dobro, entre outras cobras criadas da cena da época.

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A capa trazia uma imagem clicada por de Barry Feinstein, fotógrafo responsável por capas de álbuns de Bob Dylan & The Band, George Harrison e Janis Joplin. Das onze canções do tracklist do LP, seis eram de autoria de Gram, entre os destaques “Still Feeling Blue”, "The New Soft Shoe, “A Song For You” e “She”.

Gravou outro disco - "Grievous Angel", lançado postumamente em 1974 - considerado seu melhor trabalho. Em setembro de 1973, após concluir as gravações do seu 2° disco, saiu em férias, regadas a álcool e drogas na maior parte do tempo. Foi encontrado morto em um quarto de motel, logo após uma overdose. Ele tinha só 26 anos. O toque bizarro da história é que seu empresário, Phil Kaufman e mais um amigo roubaram o cadáver de Gram do aeroporto, de onde seguiria para o enterro em Nova Orleans. A dupla seguiu para Joshua Three, onde tocaram fogo no cadáver, numa espécie de cremação ao modo índio, desejo confesso do músico. Existe um filme - "Parceiros até o fim", de David Caffrey, que esmiuça o tema.

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A verdade é que os fragmentos da música de Gram Parsons influenciaram o som de Emmylou Harris, Eagles, Poco – e mais adiante grupos como Wilco, Jayhawks, Ryan Adams e Walkabouts. Em 1994, “GP” ganhou uma edição conjunta em CD com “Grevious Angel”, o álbum que Gram estava gravando quando bateu as botas. Outra boa nova é que os dois títulos foram relançados em LP 180 gramas. Discoteca básica para os amantes do country rock.

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Morre John Wilkinson, guitarrista que acompanhou Elvis em 1.200 shows

14 de janeiro de 2013 0

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John Wilkinson, guitarrista que acompanhou Elvis Presley por mais de mil shows como membro do TCB Band, morreu na sexta feira aos 67 anos após uma longa batalha com o câncer. No palco, ele trabalhava como guitarrista base/rítmico de James Burton, um dos músicos mais solicitados pelo Rei do Rock.

Wilkinson cresceu em Springfield, Missouri, assistindo a apresentações de Elvis na televisão. Em 1955, quando tinha 10 anos, se infiltrou no camarim da celebridade antes de um show no santuário de Springfield e repreendeu o rei por sua musicalidade. “Você não toca nada de violão”, disse o menino. Wilkinson se tornou então um guitarrista realizado, tocando em grupos folk como o Kingston Trio e o New Christy Ministrels.

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Aproximadamente 13 anos depois do encontro no camarim, Presley pediu a Wilkinson para se juntar ao seu grupo, o TCB Band, após ver o músico de 23 anos na TV. Nos nove anos seguintes, Wilkinson tocou guitarra rítmica para Elvis em 1200 shows, entrou na TCB Band em 1969, permanecendo como músico de apoio do Rei até a morte do cantor em 1977.

Em uma declaração expressando sua simpatia pela família de Wilkinson, Priscilla e Lisa Presley disseram que “John e a bela música que fez com Elvis estarão sempre em nossos corações”.

Abaixo Elvis apresenta sua banda no lendário show do Hawai (1973). Aos 58 segundos, Wilkinson é apresentado pelo Chefe.

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Segundo rede social, Elvis é o nome do rock mais citado na literatura

08 de outubro de 2012 0

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Hey Jude, dos Beatles, seria a música mais lembrada

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Qual a canção mais citada na literatura? . Segundo informações do jornal britânico The Guardian, provavelmente seja "Hey Jude", dos Beatles. A faixa do grupo aparece em pelo menos 55 livros, como "A torre negra: Lobos de Calla", de Stephen King. Já o músico mais mencionado é Elvis Presley. O nome do Rei do Rock já figurou em mais de 1.300 livros. No terreno cinematográfico, o filme mais popular na literatura é "Guerra nas estrelas", com registro em 396 publicações.

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As informações foram encontradas na rede social Small Demons, que se baseia no princípio de que "coisas poderosas e interessantes podem acontecer quando você conecta detalhes de livros". O site reúne menções encontradas em livros: de cidades a empresas, de locais a coquetéis, de carros a músicas, artistas e filmes. A partir destes dados, é possível gerar listas.

O site diz ter "alguns milhares" de livros catalogados em sua base de dados e faz novas inclusões diariamente. Por isso mesmo, listas como as que abrem este texto não são definitivas, nem dão um resultado exato. Na medida em que o site for aceitando contribuições do público, a precisão tende a aumentar.

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Morre Joe South, compositor de sucessos gravados por Deep Purple e Elvis Presley

07 de setembro de 2012 0

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Morreu na quarta-feira (05) o compositor Joe South, aos 72 anos. O músico, responsável por sucessos como “Games People Play”, “Hush”, gravada pelo Deep Purple e “Walk A Mile in My Shoes”, interpretada por Elvis Presley, sofreu um ataque cardíaco na casa dele em Buford, Atlanta (EUA), segundo o New York Times. South, cujo nome verdadeiro era Joseph Souter, nasceu na mesma cidade que faleceu, em 28 de fevereiro de 1940.

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“Games People Play”, o maior sucesse de South, chegou ao número 12 da parada da Billboard, e foi lançada no seu primeiro disco, “Introspect” (1969). A música lhe rendeu dois Grammys, de Melhor Música Contemporânea e Música do Ano. 

South também trabalhou como guitarrista contratado e tocou no clássico álbum “Blonde on Blonde” (1666), de Bob Dylan. Ele também gravou com Aretha Franklin e Billy Joe Royal, entre outros.

Em 1959, Joe South compôs duas canções que foram gravadas por Gene Vincent: “I Might Have Known” e “Gone Gone Gone”.

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Dia de lembrar um dos grandes Mestres do Blues #JimmyReed

06 de setembro de 2012 0

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Morto há 36 anos, Jimmy Reed, um dos grandes nomes do blues de todos os tempos faria hoje (06) 87 anos. Nascido em Dunleith, no Mississipi, esse gaitista, guitarrista, cantor e compositor de mão cheia, influenciou diretamente artistas e bandas dos dois lados do Atlântico. Nomes como Elvis Presley, Bob Dylan, Eric Clapton, Brian Jones, Keith Richards, e tantos outros, podem ter certeza, caros amigos - beberam nos riffs e licks do homem em dado momento de suas carreiras, além de regravarem dezenas de canções do bluesman. Temas como “Big Boss Man”, “Bright Lights Big City”, “Shame Shame Shame”, “Baby What You Want Me to Do”, “Honest I Do”, “You Don't Have to Go”, estão entre os seus grandes sucessos.

Assolado pelo alcoolismo, Jimmy não conseguiu dar sequência aos anos de glória do seu trabalho (década de 50) e declinou na segunda metade dos anos 60. O músico morreu em Oakland, California em 1976, por insuficiência respiratória. No entanto, seu legado ainda o mantém vivo como um dos principais compositores do blues, sendo perfilado ao lado de baluartes como Robert Johnson, Willie Dixon e Muddy Waters.

Manda bala Jimmy!

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Bíblia que pertenceu a Elvis Presley será leiloada

16 de agosto de 2012 1

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Uma bíblia que pertenceu a Elvis Presley será leiloada em setembro, na Inglaterra. A expectativa é que o tomo alcance mais de  £20 mil (o equivalente a R$ 63 mil). As páginas trazem anotações feitas pelo cantor. Numa delas, por exemplo, pode-se ler: "julgar um homem por um ato de fraqueza é como julgar o oceano por uma onda." A bíblia foi dada a Elvis no Natal de 1957 por seus tios, Vester e Clettes.

A capa, de couro, traz letras folheadas a ouro (veja foto acima). O livro é um dos itens de um leilão de cerca de 100 peças que acontecerá no dia 8 de setembro em Stockport, na Inglaterra.

Fonte: IG

Há 35 anos morria Elvis Presley

16 de agosto de 2012 9

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Nesse dia 16 de agosto chegamos a 35 anos da morte do Rei do rock. Confira dicas de CDs, DVDs  e livros que enfocam o ídolo nos anos 70


Eu tinha quase sete quando Elvis morreu, mas lembro claramente da comoção que tomou conta do mundo naquela época. As incessantes reprises de seus filmes, as músicas tocando no rádio, o Globo Repórter especial, a última apresentação passando em todos os canais e as revistas e pôsteres nas bancas. O nome de Elvis Presley continua em voga e a finitude de sua imagem nos parece muito improvável. Como possivelmente a grande enfoque das plataformas de comunicação desse data que relembramos a morte do Rei do Rock, passem basicamente pelo trabalho de Elvis nos anos 50, o blog recupera (e atualiza) uma matéria publicada no Diário de Santa Maria que fala principalmente dos últimos 9 anos do trabalho (1968-1977) de um dos maiores artistas do século XX.  Em Santa Maria, a Athena Livraria (Rua Dr. Alberto Pasqualini, 34, 2º andar) bolou um evento gratuito em tributo ao Rei (19h), com banda ao vivo, vídeos e bate-papo. Mais informações clique aqui

Mais sobre Elvis no blog Volume:

Tributo Elvis Presley chega a Porto Alegre no dia 17 de outubro

Confira a biografia em quadrinhos de Elvis Lançada pela 8Inverso

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Os últimos dias do Rei

No início da década de 70, Elvis Presley (1935-1977) era novamente a bola da vez na música pop mundial. O cantor havia demarcado seu retorno às apresentações ao vivo de forma triunfal. O pontapé se dera no lendário 68 Comeback Special, um especial de final de ano na TV em que o público pôde perceber que o Rei do rock’n’roll não havia sido deposto do trono. Nesse show, o músico estava mais uma vez acompanhado da banda original dos anos 50, revisitando com inteligência grande parte do repertório clássico do início de sua carreira, e mais: - cantando como nunca após sete anos de ausência dos palcos. Presley estava decidido encerrar sua medíocre passagem por Hollywood e tinha planos de voltar a colocar o pé na estrada, em consequentes turnês que o arrastariam de forma avassaladora até o fim de sua vida.

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Um astro excêntrico


Na verdade, a grande maioria dos resumos biográficos de Elvis Aaron Presley obstrui algumas verdades e supervalorizam muitas das lendárias esquisitices. Diversas histórias são mitológicas. Quem mais além dele fretaria um avião a Denver apenas para comer um sanduíche de geléia e manteiga de amendoim? Quem mais compraria 14 Cadilacs em apenas um dia, sendo que um deles foi entregue de presente para uma senhora desconhecida que apenas olhava a vitrina? Elvis era aficionado por armas de fogo e gostava de praticar tiro ao alvo nos aparelhos de TV e interruptores de luz de sua mansão. Tornou-se um hipocondríaco incorrigível e chegou a tomar mais de 30 tipos de medicamentos durante um único dia (Amital, Qualude, Dexedrine, Percodan e Dicaudid eram alguns deles). Entre suas reais doenças, o Rei sofria de glaucoma e de cólon paralisado devido ao excesso de comidas gordurosas.


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Repertório renovado


Se na década de 50, Elvis desafiou com genialidade intuitiva o “american way of life”, durante os anos 60 ele parecia cooptado pelo sistema. Entretanto, na década final de sua existência, dá pra dizer que Elvis era o sistema. Se procurarmos uma data emblemática pós 68 Comeback Special, esse dia seria 31 de julho de 1969, quando o Rei retornou aos palcos de Las Vegas, após uma exaustiva sessão de 12 dias de gravações no American Studios em Memphis. Sob a batuta do produtor, fã e amigo Felton Jarvis, e do exigente Chips Moman, surgiram dezenas de canções nunca antes vistas no repertório do cantor.*

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Destaque para Suspicious Minds (um de seus principais cavalos de batalha a partir de então). Já em In The Gheto, denotava-se uma rara incursão do Rei pela temática social. Até mesmo Power of Love parecia uma clara reaproximação com seu passado recente e um evidente flerte com o rhythm & blues. Dessas gravações, surgiram vários compactos e, principalmente, um álbum conceitual que devolveria sua credibilidade artística frente à crítica e público. Era From Elvis In Memphis, um dos grandes consensos da crítica como ponto alto de sua carreira.


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Tempos de soul


O epicentro dessa renovação foi capturado no show-documentário That’s The It Is (1970), um registro definitivo que apresentava Elvis e sua banda em todas as nuanças que moveram o turbilhão em sua volta naqueles tempos. Dos bastidores aos holofotes, vários aspectos foram cuidadosamente explorados no filme, que se tornou um sucesso absoluto nos cinemas de todo o mundo. O filme deixou bem claro para o show business que a “marca Elvis” ainda era um produto confiável e rentável.

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E Elvis parecia incansável, pois nessa época a maratona de gravações continuava desafiadora. Em apenas cinco dias, gravou mais de 35 canções com sua nova banda de apoio nos estúdios da RCA. Mais hits surgem desta safra, entre eles temas definitivos do seu set list, como Stranger in The Crowd, Mary in The Morning, Silvia (um estrondoso sucesso nas paradas brasileiras da época!) e I’ve Lost You. O tempero negro estava evidente em muitas dessas canções, acentuado pelo quarteto vocal feminino Sweet Inspirations. Sem falar na banda, que havia sido escolhida a dedo pelo músico.


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O virtuoso James Burton (ex- Ricky Nelson) era o guitarra líder; a cozinha contava com o baterista Ronnie Tutt (que também passou pela banda de Gram Parsons) e Jerry Scheff (baixista dos Doors no álbum L.A. Woman). Completavam o time o guitarrista John Wilkinson e o pianista e arranjador Glen D. Hardin (que depois comandaria a banda da musa country Emmylou Harris). E não se esqueçam do quarteto vocal comandado por J.D. Sumner e uma orquestra sob a regência do maestro Joe Guercio... Ufa! E o rock’n’roll comia frouxo nos espetáculos. Um exemplo disso é o formidável e contagiante Elvis as Recorded at Madison Square Garden, de 1972, retorno triunfal do cantor a New York. O formato do show básico estava definido: abertura apoteótica a lá Mohamed Ali com o tema do filme 2001 Uma Odisséia no Espaço.

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See See Rider (ou That’s All Right) iniciava os trabalhos com um pé nos anos 50, mas com a cara dos 70; Proud Mary (o hit do Creedence Clearwater Revival) mostrava que o Rei estava definitivamente sintonizado com o novo rock da época. Never Been To Spain (sucesso absoluto do Thre Dog Night) denotava que a soul music seguia circulando cada vez mais forte em suas veias. E aí a coisa seguia, oscilando baladas e temas mais agitados, até a canção de despedida Can’t Help Falling in Love. Logo depois a banda e a orquestra tocavam uma variação instrumental de See See Rider. Os flashes das máquinas fotográficas o bombardeavam enquanto os guarda-costas Sonny & Red West o escoltavam são e salvo até um Ford Lincoln. Depois, uma voz anunciava: “Elvis as left the building, good night!” (Elvis acaba de deixar o prédio, boa noite!), e no dia seguinte toda a história se repetiria. Ele e sua banda chegaram a fazer uma média de 130 shows por ano entre 1972 a 1977. Às vezes, seriam dois no mesmo dia – e dá-lhe boleta pra segurar a onda!

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O início do fim


Aloha From Hawai foi visto via satélite na TV por mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo. Nesse show, Elvis ainda estava em forma, vestido como um autêntico super-herói das histórias em quadrinhos. Roupa especial (Eagle Jumpsuite branco), anéis, cinturão e até uma capa! Quando foi eleito um dos setes jovens do ano, no seu discurso de agradecimento deu uma das mais famosas declarações: “Eu queria que vocês soubessem que eu fui o herói dos gibis. Assisti a filmes e eu era o herói do filme. (...) Gostaria de dizer que aprendi muito cedo na vida que, sem uma canção, o dia nunca terminaria... Sem uma canção, um homem não tem amigo... Portanto, eu apenas continuo cantando a minha canção”.

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Entretanto, após o show do Hawai, Elvis pareceu embaçar novamente o foco artístico e começou a se perder em algumas repetições, tanto em shows, quanto nos álbuns. Na verdade os problemas de saúde também se tornam cada vez mais freqüentes. É nessa época que sua “persona” toma uma forma caricata de rock star, que seria para sempre vinculada ao rol das imagens definitivas da decadência física (e artística) do arquétipo do rock star. Ao engordar assustadoramente, a lista de remédios também aumenta. Ainda que, no final das contas, o rei sempre tenha sido um homem vaidoso, as coisas já estavam fugindo do seu controle no aspecto físico e psicológico.


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Principalmente quando se divorciou oficialmente de Priscila Beaulieu, em 11 de outubro de 1973 – nesta época, estava namorando a ex-miss Tennesse Linda Thompson. Não era fácil ser Elvis Presley 100% do tempo e ainda manter a fama de bonitão. Mas ele não jogava a tolha, assim como a maratona de shows não diminuía (sempre com lotações esgotadas!). Mas se formos traçar um paralelo entre espetáculos de 1974 a 1977, as variações de repertório são muito pequenas. Ou seja: Elvis praticamente não renovava seu set. Em fevereiro de 1976, a RCA cobrou do cantor gravações novas de estúdio, já que seu catálogo passava a ser sustentado quase exclusivamente por coletâneas e registros ao vivo (havia lançado nada menos do que sete LPs ao vivo num intervalo de cinco anos!).

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É nessa época que sua gravadora disponibiliza ao artista todo um suporte técnico para montar um estúdio no porão de sua própria mansão. O estúdio seria batizado de Jungle Room, e foi nele que surgiram as canções Blue Eyes Crying in The Rain, Way Down, Moody Blue, For The Heart e Solitaire. Antes de voltar a cair na estrada em 1977, Elvis deu uma de suas últimas declarações à imprensa: “Pretendo continuar fazendo shows enquanto eu puder. Sou grato por toda essa lealdade, mas é assustador. O que virá depois?”. Em 26 de junho, Elvis  Presley sobe pela última vez aos palcos, em Indianápolis.


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O fim da linha


Início da tarde de 16 de agosto de 1977. A namorada do Rei o encontra no piso do banheiro de Graceland, deitado em posição fetal e com rosto colado ao chão. Gilger Alden chama a ambulância... Mas já era tarde! Elvis é declarado morto às 15h30min. Causa da morte: parada cardíaca.

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No início deste século, A Little Less Conversation virou sucesso nas pistas de todo o mundo na versão do DJ holandês JXL e também ajudou a alavancar o filme Onze Homens e Um Segredo. A coletânea Elvis 30 # 1 Hits tornou se um dos discos mais vendidos de todos os tempos em 2002. Ano passado, Suspicious Minds foi hit em versão 2011 na novela da rede Globo Insensato Coração, assim como Viva Elvis, espetáculo do Cirque De Soleul ainda leva milhares de pessoas a reviver a obra do artista. Existem rostos que pertencem  ao domínio público do inconsciente coletivo da humanidade: Jesus Cristo, Buda, Chê Guevara, Pelé... Elvis Presley! É provável que nem mesmo o próprio artista soubesse da sua capacidade de permanecer presente durante tanto tempo em nossas vidas.

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Ouça, leia e veja

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Discografia recomendada dos anos 70:


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Elvis On Stage
(1970) – Bem-vindos aos anos 70. Sweet Caroline e I Can’t Stop Loving You fazem parte desse disco.


That’s The Way It Is (1970) – Faixas de estúdio intercaladas com gravações ao vivo. Trilha sonora do filme Elvis Era Assim (como foi batizado por aqui)


Elvis Country (1971) – Elvis nas terras do leite e do mel. Segundo grande parte da crítica americana, trata-se do seu trabalho mais significativo nos anos 70


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Elvis Now (1972) – De volta ao topo. Outdoors gigantes com a capa do disco invadiram as ruas de Nova York


Elvis As Recorded Live At Madison Square Garden (1972) – O supra-sumo de Elvis nos palcos. Um dos melhores álbuns ao vivo de todos os tempos, segundo a revista norte-americana Spin


Raised On Rock (1973) – Ray Charles ou James Brown poderiam ter gravado alguns temas desse LP. Soul music de primeira que na época foi um fiasco comercial. Hoje o álbum é reverenciado com um dos melhores álbuns "soul" do artista


CDs não-oficiais disponíveis em alguns sites internacionais:


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Elvis Opening Night Jan. 26, 1972 – O primeiro show em Las Vegas na turnê mais bem-sucedida do Rei. É dessa época o documentário Elvis On Tour, realizado para registrar o ápice da Elvismania


Elvis If You Talk In Your Sleep (1974) – Entediado com a rotina de Vegas, Elvis renova totalmente seu repertório.  Oportunidade única para ouvir ao vivo canções de primeira grandeza, como Good Time Charlie’s Got The Blues, I’m Leaving e a faixa-título


The Jungle Room Sessions (1976) – As últimas gravações do Rei nos porões de sua mansão em Memphis


Literatura recomendada sobre os últimos dias de Elvis:


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Elvis Presley – Vamos dar Uma Festa, de Ayrton Mugnaini Jr (Ed. Biblioteca Musical). Todos os podres do Rei sem enfeites ou rodeios

Elvis Presley e a Revolução do Rock, de Sebastian Danchin (Editora Agir) Relatos da infância miserável, da revolução causada nos anos 50 (quando  Elvis detonou a explosão mundial do rock'n'roll), da involução dos anos 60 (com filmes e músicas de baixa qualidade) e da agonia existencial dos 70, década que culmina com um Elvis inchado e morto no banheiro porque seu coração não suportou as doses de pílulas diárias e a consciência de que o Rei do Rock havia perdido a coroa ao se transformar numa paródia de si mesmo.

Elvis & Eu, de Priscilla Beaulieu e Sandra Harmon (Editora Rocco) – Apesar de estar separada de Elvis quando ele morreu, Priscilla é considerada a viúva oficial do astro, e por isso tem propriedade para relatar seus dias de reinado e sofrimento ao lado do ex-marido. Alguns bons momentos e outros sofríveis, entretanto, o cotidiano e as angústias do artista são compartilhadas com os leitores sob o ponto de vista de Priscilla.


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Elvis, de Odair Jr (Ed. Abril) – Um belo resumo dos fatos


Elvis Presley – A Vida na música, de Ernst Jorgenses (Editora Larousse) – tudo sobre a obra do cantor e aquilo que rolava durante as gravações. Sem fofocas sobre sua vida particular, eis também o mais completo relato sobre o dilema artístico do cantor na década de 70


Filmografia Indicada:


That’s The Way It Is (1970) – Documentário musical que foi sucesso nos cinemas de todo mundo


Elvis On Tour (1972) – Que saudades dos anos 70! O Rei e seus súditos perdidos na Elvislância.

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Hound Dog

13 de agosto de 2012 0

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Há exatos 60 anos, no dia 13 de agosto de 1952, a cantora norte-americana Big Mama Thorton gravava "Hound Dog", tema composto pela (então) jovem dupla de compositores Jerry Leiber e Mike Stoller. A música, na versão de Elvis Presley, se tornaria um clássico do rock cerca de quatro anos depois. "Hound Dog" também ganharia versões de Jimi Hendrix, John Lennon, Wllie DeVille, Gene Vincent, Jerry Lee Lewis, Eric Clapton, entre outros.

Vamos ao take da Mamãezona.

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Também vale o registro lembrar do filme "Hounddog", de 2007, dirigido pela cineasta Deborah Kempmeier. A jovem atriz Dakota Fanning, na época com cerca de 12 ou 13 anos, canta sua versão da música.

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Miles Davis vira selo postal nos EUA e França

27 de janeiro de 2012 0

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Nomes da música mundial como Elvis Presley e os Beatles já tinha caído no álbum de filatelistas. Agora é Miles Davis, um dos maiores nomes da história do jazz norte-americano, quem irá receber uma bela homenagem no gênero. Em parceria com os Correios da França, os Correios dos EUA estão lançando uma série de selos dedicados à música em uma coleção que além de trazer Davis, também terá a cantora Edith Piaf.

Davis morreu em 1991, devido a uma combinação de derrame, pneumonia e insuficiência respiratória, e em 2006 foi incluído no Hall da Fama do Rock And Roll. Sim, apesar de ser um jazzista, Miles colaborou com a aceitação do rock na miscigenação ao jazz, basta ouvir o álbum Bitches Brew (1970) para sacar essa mistura. Na época, Miles desenvolveu seu som influenciado pelo contato com nomes como Jimi Hendrix e Carlo Santana. Nascia o fusion.

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Divulgadas as datas da turnê Elvis Presley in Concert. Porto Alegre a confirmar

09 de janeiro de 2012 20

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Por Ana Bittencourt

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Foram divulgadas algumas datas da turnê Elvis Presley in Concert, megaespetáculo que reúne no palco músicos que acompanhavam Elvis na década de 70. Abanda interage com a voz do rei remasterizada e com a imagem do cantor projetada em um telão de LED.

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A tour começa no dia 5 de março, na Europa, passando por 16 cidades, com shows em Londres, Paris, Dublin, Zurique e Frankfurt. No segundo semestre, Elvis Presley in Concert finalmente chega ao Brasil com apresentações previstas em São Paulo (Ginásio do Ibirapuera), em 9 de outubro; no Rio de Janeiro (Maracanãzinho), em 11 de outubro e em Brasília (Ginásio Nilson Nelson), no dia 13 de outubro. Datas em Porto Alegre devem ser confirmadas em breve e existem negociações para que a turnê passe por Belo Horizonte. A venda de ingressos para os shows no Brasil começa em 24 de abril. As homenagens aqui no país incluem ainda uma super exposição com objetos pessoais de Elvis.

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A turnê Elvis Presley in Concert faz parte das homenagens ao Rei do Rock, exatamente no ano em que completamos três décadas e meia sem ele. Mas isso é só o começo.  Graceland - a casa onde ele morou e que foi transformada em museu - inaugura três exposições ao longo desse ano. A primeira é Elvis on Tour, que estreou na quinta-feira (07), marcando o início da programação. Já no dia 1º de fevereiro, aniversário de Lisa Marie Presley (filha de Elvis) será inaugurada a exposição Elvis... Through his daughter's eyes. A mostra vai destacar a relação entre Elvis e sua única filha, mostrando fotos, documentos de família e objetos pessoais, como o triciclo de Lisa Marie, o primeiro toca-discos, o berço e um bracelete de ouro dado a ela pelo pai, além de vídeos caseiros mostrando cenas em família e também da infância com Elvis na casa onde ela cresceu.

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A terceira exposição é Icon: The Influence of Elvis Presley, a ser inaugurada em 1º de março. A mostra pretende detalhar aspectos da vida pessoal de Elvis e contará com objetos emprestados do museu Rock and Roll Hall of Fame, de Claveland (EUA), além de itens pertencentes a coleções particulares de muitos nomes da música, como por exemplo, a guitarra Yamaha Red Rocker de Sammy Hagar e o traje usado na turnê do Van Halen em 2004;  o terno dourado de MacPhisto, usado por Bono (U2) na turnê Zooropa; um dos saxofones favoritos do ex-presidente Bill Clinton, cedido pela Clinton Presidencial Library and Museum; roupas de James Brown, Elton John, Wanda Jackson, Bruce Springsteen, Billy Joel, Ringo Star e outros artistas. Também está prevista uma extensão online e interativa, onde os fãs podem enviar fotos que representem de que forma foram influenciados por Elvis Presley.

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As comemorações nos Estados Unidos incluem ainda um cruzeiro temático, que neste ano chega a sua quinta edição. O navio Carnival Fascination parte de Jacksonville (Flórida) no próximo dia 12 e vai rumo a Nassau, nas Bahamas, com programação especial e totalmente voltada à Elvis Presley. As homenagens ao Rei do Rock no país culminam em agosto com a Elvis Week em Graceland, que deve receber cerca de 75 mil visitantes.

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E no último domingo, 08 de janeiro, Elvis Presley teria comemorado 77 anos.

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Maio de 2012: Suzi Quatro em Porto Alegre

28 de dezembro de 2011 7

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Veterana de 61 anos acaba de lançar novo trabalho

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Ela foi um dos símbolos do rock feminino dos anos 70. E Susan Kay Quatrocchio, conhecida no mundo do rock como Suzi Quatro está de volta aos holofotes. E essa madame a serviço do rock irá tocar na capital gaúcha.



Data
domingo 20 de maio de 2012 - 22h
Local
Opinião - Rua José do Patrocínio, 835
Ingressos
1º lote R$80
2º lote R$100
3º lote R$120
4º lote R$140
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O ingressos já estão à venda.

Pontos de venda
Online - www.opiniaoingressos.com.br
Multisom - Rua dos Andradas, 1001
Multisom - Shopping Iguatemi
Multisom - Praia de Belas Shopping

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O último álbum da veterana havia sido Back To The Drive, de 2006. Aos 61 anos a baixista e vocalista norte-americana lançõu no último mês de setembro In The Spolight, 11° trabalho da cantora que coincide com seu aniversário de 50 anos de carreira. Sim, ela começou ainda pré-adolescente no mundo do show business. Quatro nasceu em uma família musical, em Detroit, Michigan. Seu pai é Art Quatro, um músico de ascendência italiana que comandava um trio de jazz.

Uma curiosidade: Suzi é tia da atriz Sherilyn Fenn (Twin Peaks), filha da irmã Arlene.

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Ainda muito jovem, teve uma série de hits de sucesso na década de 1970, que encontraram maior reverberação na Europa do que nas terras do leite e do mel. Com repercussão mediana em sua terra natal, apesar das turnês em meados dos anos 1970 e do apoio de artistas como Alice Cooper, lá por 1975 sua popularidade foi diminuindo até ela deixar a música de lado e apostar numa carreira de atriz.

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Ela é conhecida nos Estados Unidos por seu papel como Leather Tuscadero na série de TV Happy Days (1974-1984).  Leather é fronwoman de uma banda de rock feminina formada com a personagem principal, Joanie Cunningham.

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Voltando ao novo CD, o álbum tem 11 faixas, entre elas, duas canções compostas por Suzi e covers das músicas Breakin’ Dishes, de Rihanna e Strict Machine, do Goldfrapp. Produzido por Andy Scott, líder da banda britânica de Glam Rock  Sweet (sim eles ainda estão na ativa!) , Suzi escreveu a canção Singing With The Angels, em tributo a Elvis Presley, com a participação especial do guitarrista de Elvis nos anos 70, James Burton e de seus backing vocals oficiais nos anos 50 e 60, The Jordanaires (ou o que restou deles). Em uma entrevista recente na Austrália, onde atualmente está em turnê, Suzi resumiu o estado atual das coisas: “Eu não quero parar. Meu pai fez seu último show aos 89 anos, então eu ainda sou um bebê!”.

Em breve por aqui.

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Graceland é aqui: eventos alusivos aos 35 anos de morte de Elvis Presley chegam ao Brasil

22 de dezembro de 2011 12

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Por Ana Bittencourt

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Em 2012, fãs brasileiros de Elvis Presley se sentirão em Graceland. A Elvis Presley Enterprises confirmou nesta quarta-feira (21), que partir do dia 18 de setembro, aterrisa em São Paulo The Elvis Experience. Com mais de 500 itens pessoais do cantor, a exposição vem diretamente da casa museu de Elvis, em Memphis (EUA). É a primeira vez que uma mostra dessa magnitude será montada fora dos Estados Unidos.  O evento já está na página oficial de Elvis.

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Será a oportunidade para ver de perto itens únicos, muitos deles jamais exibidos na mansão de Graceland (que virou museu após a morte de Elvis em 1977), como o carro MG vermelho que aparece no filme Feitiço Havaiano (Blue Hawaii, 1961), um telefone folheado a ouro - parte da decoração do quarto do cantor -, além de documentos, utensílios, figurinos e fotos pessoais. Os visitantes também poderão ver de perto o famoso figurino branco American Eagle, usado em Aloha from Hawaii (1973), o primeiro converto transmitido via satélite no mundo.

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E além da exposição The Elvis Experience, a celebração ao Rei do Rock terá também o espetáculo Elvis Presley in Concert, no dia 02 de outubro. A produção reúne ao vivo no palco uma orquestra formada por músicos da banda do cantor interagindo com uma projeção de Elvis. Esta será a primeira performance desse show na América do Sul. 
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Enquanto a exposição The Elvis Experience ficará restrita a São Paulo, o espetáculo Elvis Presley in Concert passará também pelo Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre. O responsável por trazer ao Brasil esses dois megaeventos é Rafael Reisman (2Share Entertainment), produtor de eventos brasiliense e fã de Elvis. Segundo Reisman, a ideia de The Elvis Experience nasceu sem querer, após ter assistido a uma sessão de Elvis in Concert, ele visitou Graceland pela primeira vez. De acordo com o produtor, a exposição deverá se instalar em um shopping paulistano para torná-la acessível a todos os públicos e estará em um espaço muito maior do que a parte aberta à visitação em Graceland.

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"No museu de Elivs eles me disseram que aqueles objetos eram apenas 10% do acervo, os outros 90% estavam guardados em cofres desde a morte do cantor. Algumas obras aparecem em Graceland, e o resto nunca foi exibido. No Brasil, teremos os objetos espalhados por cerca de 2 mil metros quadrados", explica.

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De acordo com a assessoria dos eventos, preços e locais serão divulgados a partir do dia 8 de janeiro, data em que é celebrado o aniversário de Elvis Presley.

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Túmulos emblemáticos do mundo da música

22 de outubro de 2011 2

Site oficial*

Por Ana Bittencourt

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O site da revista Adoro Viagem publicou uma matéria no mínimo curiosa. A publicação mostra túmulos emblemáticos de nomes que entraram para a história, como Al Capone (mafioso), Federico Felini (cineasta), Eva Perón (atriz e líder política) e Karl Marx (comunista). E como a gente respira música o tempo inteiro, resgatamos do post os nomes famosos entre a lista de "última morada". Listamos aqui Elvis Presley, Jim Morrison e John Lennon.

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ELVIS PRESLEY 1935 – 1977 / MÚSICO E ATOR

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Divulgação*

O Rei do Rock dispensa comentários sobre sua carreira e sua obra. Durante pouco mais de 20 anos de carreira, Elvis emocionou, divertiu e se tornou ídolo de milhões de jovens espalhados pelo mundo e marcou seu nome definitivamente como um dos maiores astros que a humanidade já viu. Sua carreira foi marcada por inúmeros sucessos, mas também por inúmeros excessos. The King of Rock, era uma pessoa extremamente bipolar, ora simpático e sorridente, ora carrancudo e até mesmo infeliz. Elvis era também hipocondríaco, tinha verdadeira paranóia pela leitura de bulas e afins. Sua morte inclusive está diretamente ligada ao uso abusivo de remédios.  Ele morreu no dia 16 de agosto de 1977 aos 42 anos, em Graceland, sua mansão no estado do Tennessee nos EUA. A causa de sua morte é um grande mistério até os dias de hoje. Há quem diga que Elvis inclusive não morreu, mas a causa mais provável de seu óbito é uma arritmia cardíaca provocada pela ingestão de vários tipos de drogas, a overdose. Elvis foi enterrado em Graceland, mansão onde vivia, junto com seus familiares, em volta de uma fonte no jardim da mansão. (Fonte: Adoro Viagem)

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JOHN LENNON 1940 – 1980 / MÚSICO

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Divulgação*

Todos conhecem o músico que foi um dos fundadores da maior banda de rock da história da humanidade, The Beatles, e falar dele com menos grandiosidade não dá. Consagrado por formar uma das maiores parcerias musicais que a música já teve, compondo sucesso atrás de sucesso com seu companheiro de banda, Paul McCartney. Lennon também era famoso por sempre estar à frente de causas que visavam a paz, chegou inclusive, a devolver a medalha de membro do império britânico à Rainha Elizabeth, como forma de protesto ao apoio britânico na guerra do Vietnã. Por ironia do destino, Lennon teve uma das mortes mais trágicas, melancólicas e violentas do mundo pop. No dia 08 de dezembro de 1980, quando voltava para seu apartamento em Nova Iorque, John Lennon foi abordado por um fã perturbado que disparou cinco tiros e acertou quatro, provocando assim a morte do ex-Beatle. O corpo de John foi cremado e entregue a Yoko Ono, mas um memorial chamado Strawberry Fields Forever, foi feito no Central Park, em frente ao edifício Dakota onde ele vivia, com a seguinte mensagem: IMAGINE. (Fonte: Adoro Viagem)

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JIM MORRISON 1943 – 1971 / MÚSICO

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Divulgação

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James Douglas Morrison, poeta por natureza, líder da banda norte-americana The Doors. Marcou época, vivendo muito em pouco tempo. Morrison ficou apenas 27 anos entre nós, tempo suficiente, pra conquistar fama internacional permanente, com suas incríveis obras musicais e poéticas. Ele morreu no dia 3 de julho de 1971, na banheira de sua casa após consumir quantidades absurdas de heroína. Jim Morrison foi enterrado em Paris, no Cemitério Père Lachaise um dos cemitérios mais famosos do mundo. Apesar de seu túmulo não ser extravagante e ter uma estrutura simples, ele é um dos  que mais recebe visitas e homenagens. (Fonte: Adoro Viagem)

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Tom Petty, 60 anos

20 de outubro de 2011 1

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Aos 11 anos, a vida de um jovem garoto de Gainesville, na Flórida dos anos 60, poderia seguir o curso normal de tantos outros piás. Porém, mais precisamente em 1962, Thomas Earl Petty visitou ao lado de seu pai, o set de filmagem de Em Cada Sonho Um Amor (Follow That Dream), e sob os holofotes ficou contagiado com uma música que ele pode presenciar o playback ao vivo com olhos curiosos de um garoto. Era Old Top of Old Smokey, uma das quatro músicas que o ator (cantor) Elvis Presley dublava no então nono filme de sua carreira em Hollywood. O menino ficou impressionado. Tanto que logo trocaria sua bicicleta por um LP coletânea de artistas de 1955 (Elvis, Chuck Berry e Jerry Lee Lewis estavam nessa bolacha).

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Em pouco tempo, o pequeno bad boy se tornaria baixista dos Epics, uma banda que reverenciava o quarteto de Liverpool. E o menino foi crescendo, entre pequenas digressões, trocas de banda, as primeiras canções autorais, intermináveis lições de vida na estrada (ele entrou nessa pra valer aos 18 anos) e inevitável experiência que já não era “pouca coisa” no início dos anos 70. Aos pouco, Tom Petty foi burilando sua sonoridade, nunca abandonando suas referências, e sempre atento a tudo aquilo que orbitava ao seu redor. Na sua música, dava pra sacar a influência dos Byrds, Beatles, Beach Boys, só que no seu diapasão, o cortado ficava mais sujo (seco), mesclando levadas punks e pesadas. Ao seu lado, ele tinha uma turma de confiança que batizou de Heartbreakers, grupo que o acompanha até hoje, salvo pequenas alterações do quadro de músicos. Em 1976 gravariam o primeiro LP, que levaria apenas o nome da banda – Tom Petty And The Heartbreakers – trabalho que gerou algum burburinho na Inglaterra.

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Entre idas e vindas, em 1979, eles emplacaram as paradas de sucesso nos dois lados do Atlântico com Damn The Torpedos. No início dos anos 80, Petty soube como poucos usar de um novo e importante artifício para divulgar sua música: o vídeo clipe. Canções como You Got Lucky e Don’t Come Around Here No More, foram exaustivamente veiculadas na MTV, na época um veículo emergente que abriu o cofre para Tom e os Seus. Em 1986, Tom Petty & os Heartbreakers foram convocados por ninguém menos do que Bob Dylan para trabalharem como banda de apoio do bardo americano no Tour daquele ano. Gravaram álbuns, percorreram vários continentes, ganharam milhares de dólares e principalmente emprestaram legitimidade a um dos momentos menos produtivos da carreira de Dylan. Dessa época, destaco o CD pirata Duelling Banjos, gravado em Seattle, e o DVD Hard To Handle, filmado ao vivo em um concerto na Austrália.

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Em resumo, depois disso Petty virou uma estrela do rock, participou dos Travelling Wilburys ao lado de Dylan, George Harrison, Roy Orbison e Jeff lynne, gravou álbuns que foram sucesso de crítica e público (é o caso de Full Moon Fever (1989) e Wild Flowers, de (1994), e definitivamente se tornou um patrimônio do som norte-americano. Entre os últimos trabalhos, curto demais Mojo, lançado ano passado.

Nessa quinta-feira (20), nosso herói chega aos 60 anos. Longa vida ao homem.

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Remember Jimmy Reed!

06 de setembro de 2011 0

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Morto há 35 anos, Jimmy Reed, um dos grandes nomes do blues de todos os tempos faria hoje (06) 86 anos. Nascido em Dunleith, no Mississipi, esse gaitista, guitarrista, cantor e compositor de mão cheia, influenciou diretamente artistas e bandas dos dois lados do Atlântico. Nomes como Elvis Presley, Bob Dylan, Eric Clapton, Brian Jones, Keith Richards, e tantos outros, podem ter certeza, caros amigos - beberam nos riffs e licks do homem em algum momento de suas carreiras, além de regravarem dezenas de canções do bluesman. Músicas como Big Boss Man, Bright Lights Big City, Shame Shame Shame, Baby What You Want Me to Do, Honest I Do, You Don't Have to Go, estão entre os seus grandes sucessos.

Assolado pelo alcoolismo,  Jimmy não conseguiu dar seqüência aos anos de glória (década de 50) e declinou na segunda metade dos anos 60. O músico morreu em Oakland, California em 1976, por insuficiência respiratória. No entanto, seu legado ainda o mantém vivo como um dos principais compositores do blues, sendo perfilado ao lado de baluartes como Robert Johnson, Willie Dixon e Muddy Waters.

Manda bala Jimmy!

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Ele morreu no mesmo dia de Elvis

16 de agosto de 2011 0

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Dois dos principais criadores da música do século XX morreram em 16 de agosto

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Um belo resumo da vida e obra de Robert Johnson por Paulo Caramês -

Como se constrói um mito? Bom, Pelé marcou 1283 gols em sua carreira e graças não só à quantidade, mas à beleza de seus gols tornou-se um mito. Revolucionou a maneira como se joga futebol e depois dele o futebol jamais voltou a ser o que era. Assim como ocorreu no futebol com Pelé, depois de Robert Johnson o Blues jamais foi o mesmo. Mas, Johnson não precisou de tantas músicas para, assim como Pelé, tornar-se um mito. Tanto que um consumidor desavisado corre o risco de comprar um disco deste artista e acreditar tratar-se de uma simples coletânea quando o álbum na verdade contém a íntegra de sua obra. Ele fez apenas duas sessões de gravação, uma em novembro de 1936 e a outra em junho de 1937 de onde foram extraídas as únicas 29 músicas conhecidas dum total de 41faixas incluindo takes alternativos. Parece muito pouco, e de fato, Johnson teve muito pouco reconhecimento em vida, sua obra só foi devidamente reconhecida a partir dos anos 1960 com o resgate de suas canções por artistas como Rolling Stones e Eric Clapton consolidando-o no hall dos principais bluesman que já existiram.


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Entretanto, outros aspectos da breve vida de Robert Johnson são incertos e de complexa explicação, pois documentos oficiais a respeito dele inexistem ou são contraditórios, além de haver somente três fotografias conhecidas e absolutamente nenhum registro em vídeo. Sua mãe, Julia Ann Majors, casou-se em 1889 com Charles Dodds Jr que a abandonou em 1907. Então, Julia e Noah Johnson tem um caso que resulta em um filho, Robert Leroy Johnson, sua provável data e local de nascimento são ponto de controvérsia entre historiadores e biógrafos embora a maioria aponte Hazlehurst, Mississippi em 1911 (8 de maio) como a informação mais confiável. Após uma infância conturbada, contra a vontade dos pais, Johnson opta pela música, seguindo o exemplo de seus ídolos Son House, Charley Patton e Skip James. Ele se casa com apenas 18 anos, mas perde sua esposa, então dois anos mais nova, durante o parto junto com o bebê que esperava.

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Este acontecimento marca sua vida e também sua música, naquela altura Robert era considerado pelos amigos Son House e Willie Brown apenas um aprendiz promissor, ou como citam algumas biografias “uma nulidade”. Com o ego ferido, Robert Johnson some durante algum tempo sendo uma incógnita se se passaram meses ou apenas dias. O que se sabe é que quando retornou, ele demonstrou uma habilidade muito superior a que demonstrara até então. Surge a partir daí o mito do pacto com o diabo onde ele teria entregado sua alma em uma encruzilhada em troca de ser um músico mais habilidoso. Mito ou verdade, o fato é que o resultado das gravações mostra um músico extremamente talentoso e como disse Keith Richards, dos Stones, “quem é o outro cara que está tocando com ele?”, reflexo da maneira revolucionário de Johnson ao violão em que fazia parecer estar acompanhado por outros músicos.


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Em 13 de agosto de 1938 após envolver-se com uma mulher casada, ele teria sido envenenado morrendo de pneumonia três dias depois (16 de agosto, mesmo dia que morrera Elvis 39 anos depois). Assim como tantos outros fatos de sua vida, o autor do envenenamento permanece um mistério, podendo ter sido tanto um marido traído como uma namorada ciumenta, das tantas mulheres com quem costumava se envolver. Certo mesmo é o legado e a importância que suas 29 músicas representam tendo influenciado uma infinidade de outros artistas. Um artista fundamental em toda discoteca ou diretório de mp3.

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Os últimos dias de Elvis Presley

16 de agosto de 2011 1

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Nesse dia 16 de agosto chegamos a 34 anos da morte do Rei do rock. Confira dicas de CDs, DVDs  e livros que enfocam o ídolo nos anos 70


No início da década de 70, Elvis Presley (1935-1977) era novamente a bola da vez na música pop mundial. O cantor havia demarcado seu retorno às apresentações ao vivo de forma triunfal. O pontapé se dera no lendário 68 Comeback Special, um especial de final de ano na TV em que o público pôde perceber que o Rei do rock’n’roll não havia sido deposto do trono. Nesse show, o músico estava mais uma vez acompanhado da banda original dos anos 50, revisitando com inteligência grande parte do repertório clássico do início de sua carreira, e mais: - cantando como nunca após sete anos de ausência dos palcos. Presley estava decidido encerrar sua medíocre passagem por Hollywood e tinha planos de voltar a colocar o pé na estrada, em conseqüentes turnês que o arrastariam de forma avassaladora até o fim de sua vida.

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Um astro excêntrico


Na verdade, a grande maioria dos resumos biográficos de Elvis Aaron Presley obstrui algumas verdades e supervalorizam muitas das lendárias esquisitices. Diversas histórias são mitológicas. Quem mais além dele fretaria um avião a Denver apenas para comer um sanduíche de geléia e manteiga de amendoim? Quem mais compraria 14 Cadilacs em apenas um dia, sendo que um deles foi entregue de presente para uma senhora desconhecida que apenas olhava a vitrina? Elvis era aficionado por armas de fogo e gostava de praticar tiro ao alvo nos aparelhos de TV e interruptores de luz de sua mansão. Tornou-se um hipocondríaco incorrigível e chegou a tomar mais de 30 tipos de medicamentos durante um único dia (Amital, Qualude, Dexedrine, Percodan e Dicaudid eram alguns deles). Entre suas reais doenças, o Rei sofria de glaucoma e de cólon paralisado devido ao excesso de comidas gordurosas.


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Repertório renovado


Se na década de 50, Elvis desafiou com genialidade intuitiva o “american way of life”, durante os anos 60 ele parecia cooptado pelo sistema. Entretanto, na década final de sua existência, dá pra dizer que Elvis era o sistema. Se procurarmos uma data emblemática pós 68 Comeback Special, esse dia seria 31 de julho de 1969, quando o Rei retornou aos palcos de Las Vegas, após uma exaustiva sessão de 12 dias de gravações no American Studios em Memphis. Sob a batuta do produtor, fã e amigo Felton Jarvis, e do exigente Chips Moman, surgiram dezenas de canções nunca antes vistas no repertório do cantor.

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Destaque para Suspicious Minds (um de seus principais cavalos de batalha a partir de então). Já em In The Gheto, denotava-se uma rara incursão do Rei pela temática social. Até mesmo Power of Love parecia uma clara reaproximação com seu passado recente e um evidente flerte com o rhythm & blues. Dessas gravações, surgiram vários compactos e, principalmente, um álbum conceitual que devolveria sua credibilidade artística frente à crítica e público. Era From Elvis In Memphis, um dos grandes consensos da crítica como ponto alto de sua carreira.


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Tempos de soul


O epicentro dessa renovação foi capturado no show-documentário That’s The It Is (1970), um registro definitivo que apresentava Elvis e sua banda em todas as nuanças que moveram o turbilhão em sua volta naqueles tempos. Dos bastidores aos holofotes, vários aspectos foram cuidadosamente explorados no filme, que se tornou um sucesso absoluto nos cinemas de todo o mundo. O filme deixou bem claro para o show business que a “marca Elvis” ainda era um produto confiável e rentável.

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E Elvis parecia incansável, pois nessa época a maratona de gravações continuava desafiadora. Em apenas cinco dias, gravou mais de 35 canções com sua nova banda de apoio nos estúdios da RCA. Mais hits surgem desta safra, entre eles temas definitivos do seu set list, como Stranger in The Crowd, Mary in The Morning, Silvia (um estrondoso sucesso nas paradas brasileiras da época!) e I’ve Lost You. O tempero negro estava evidente em muitas dessas canções, acentuado pelo quarteto vocal feminino Sweet Inspirations. Sem falar na banda, que havia sido escolhida a dedo pelo músico.


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O virtuoso James Burton (ex- Ricky Nelson) era o guitarra líder; a cozinha contava com o baterista Ronnie Tutt (que também passou pela banda de Gram Parsons) e Jerry Scheff (baixista dos Doors no álbum L.A. Woman). Completavam o time o guitarrista John Wilkinson e o pianista e arranjador Glen D. Hardin (que depois comandaria a banda da musa country Emmylou Harris). E não se esqueçam do quarteto vocal comandado por J.D. Sumner e uma orquestra sob a regência do maestro Joe Guercio... Ufa! E o rock’n’roll comia frouxo nos espetáculos. Um exemplo disso é o formidável e contagiante Elvis as Recorded at Madison Square Garden, de 1972, retorno triunfal do cantor a New York. O formato do show básico estava definido: abertura apoteótica a lá Mohamed Ali com o tema do filme 2001 Uma Odisséia no Espaço.

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See See Rider (ou That’s All Right) iniciava os trabalhos com um pé nos anos 50, mas com a cara dos 70; Proud Mary (o hit do Creedence Clearwater Revival) mostrava que o Rei estava definitivamente sintonizado com o novo rock da época. Never Been To Spain (sucesso absoluto do Thre Dog Night) denotava que a soul music seguia circulando cada vez mais forte em suas veias. E aí a coisa seguia, oscilando baladas e temas mais agitados, até a canção de despedida Can’t Help Falling in Love. Logo depois a banda e a orquestra tocavam uma variação instrumental de See See Rider. Os flashes das máquinas fotográficas o bombardeavam enquanto os guarda-costas Sonny & Red West o escoltavam são e salvo até um Ford Lincoln. Depois, uma voz anunciava: “Elvis as left the building, good night!” (Elvis acaba de deixar o prédio, boa noite!), e no dia seguinte toda a história se repetiria. Ele e sua banda chegaram a fazer uma média de 130 shows por ano entre 1972 a 1977. Às vezes, seriam dois no mesmo dia – e dá-lhe boleta pra segurar a onda!

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O início do fim


Aloha From Hawai foi visto via satélite na TV por mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo. Nesse show, Elvis ainda estava em forma, vestido como um autêntico super-herói das histórias em quadrinhos. Roupa especial (Eagle Jumpsuite branco), anéis, cinturão e até uma capa! Quando foi eleito um dos setes jovens do ano, no seu discurso de agradecimento deu uma das mais famosas declarações: “Eu queria que vocês soubessem que eu fui o herói dos gibis. Assisti a filmes e eu era o herói do filme. (...) Gostaria de dizer que aprendi muito cedo na vida que, sem uma canção, o dia nunca terminaria... Sem uma canção, um homem não tem amigo... Portanto, eu apenas continuo cantando a minha canção”.

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Entretanto, após o show do Hawai, Elvis pareceu embaçar novamente o foco artístico e começou a se perder em algumas repetições, tanto em shows, quanto nos álbuns. Na verdade os problemas de saúde também se tornam cada vez mais freqüentes. É nessa época que sua “persona” toma uma forma caricata de rock star, que seria para sempre vinculada ao rol das imagens definitivas da decadência física (e artística) do arquétipo do rock star. Ao engordar assustadoramente, a lista de remédios também aumenta. Ainda que, no final das contas, o rei sempre tenha sido um homem vaidoso, as coisas já estavam fugindo do seu controle no aspecto físico e psicológico.


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Principalmente quando se divorciou oficialmente de Priscila Beaulieu, em 11 de outubro de 1973 – nesta época, estava namorando a ex-miss Tennesse Linda Thompson. Não era fácil ser Elvis Presley 100% do tempo e ainda manter a fama de bonitão. Mas ele não jogava a tolha, assim como a maratona de shows não diminuía (sempre com lotações esgotadas!). Mas se formos traçar um paralelo entre espetáculos de 1974 a 1977, as variações de repertório são muito pequenas. Ou seja: Elvis praticamente não renovava seu set. Em fevereiro de 1976, a RCA cobrou do cantor gravações novas de estúdio, já que seu catálogo passava a ser sustentado quase exclusivamente por coletâneas e registros ao vivo (havia lançado nada menos do que sete LPs ao vivo num intervalo de cinco anos!).

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É nessa época que sua gravadora disponibiliza ao artista todo um suporte técnico para montar um estúdio no porão de sua própria mansão. O estúdio seria batizado de Jungle Room, e foi nele que surgiram as canções Blue Eyes Crying in The Rain, Way Down, Moody Blue, For The Heart e Solitaire. Antes de voltar a cair na estrada em 1977, Elvis deu uma de suas últimas declarações à imprensa: “Pretendo continuar fazendo shows enquanto eu puder. Sou grato por toda essa lealdade, mas é assustador. O que virá depois?”. Em 26 de junho, Elvis  Presley sobe pela última vez aos palcos, em Indianápolis.


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O fim da linha


Início da tarde de 16 de agosto de 1977. A namorada do Rei o encontra no piso do banheiro de Graceland, deitado em posição fetal e com rosto colado ao chão. Gilger Alden chama a ambulância... Mas já era tarde! Elvis é declarado morto às 15h30min. Causa da morte: parada cardíaca. Eu tinha quase sete quando Elvis morreu, mas lembro claramente da comoção que tomou conta do mundo naquela época. As incessantes reprises de seus filmes, as músicas tocando no rádio, o Globo Repórter especial, a última apresentação passando em todos os canais e as revistas e pôsteres nas bancas. O nome de Elvis Presley continua em voga e a finitude de sua imagem nos parece muito improvável.

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No início deste século, A Little Less Conversation virou sucesso nas pistas de todo o mundo na versão do DJ holandês JXL e também ajudou a alavancar o filme Onze Homens e Um Segredo. A coletânea Elvis 30 # 1 Hits tornou se um dos discos mais vendidos de todos os tempos em 2002. Falando da atualidade, Suspicious Minds é hit em versão 2011 na novel da rede Globo Insensato Coração. Existem rostos que pertencem  ao domínio público do inconsciente coletivo da humanidade: Jesus Cristo, Buda, Chê Guevara, Pelé... Elvis Presley! É provável que nem mesmo o próprio artista soubesse da sua capacidade de permanecer presente durante tanto tempo em nossas vidas.

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Ouça, leia e veja

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Discografia recomendada dos anos 70:


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Elvis On Stage
(1970) – Bem-vindos aos anos 70. Sweet Caroline e I Can’t Stop Loving You fazem parte desse disco.


That’s The Way It Is (1970) – Faixas de estúdio intercaladas com gravações ao vivo. Trilha sonora do filme Elvis Era Assim (como foi batizado por aqui)


Elvis Country (1971) – Elvis nas terras do leite e do mel. Segundo grande parte da crítica americana, trata-se do seu trabalho mais significativo nos anos 70


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Elvis Now (1972) – De volta ao topo. Outdoors gigantes com a capa do disco invadiram as ruas de Nova York


Elvis As Recorded Live At Madison Square Garden (1972) – O supra-sumo de Elvis nos palcos. Um dos melhores álbuns ao vivo de todos os tempos, segundo a revista norte-americana Spin


Raised On Rock (1973) – Ray Charles ou James Brown poderiam ter gravado alguns temas desse LP. Soul music de primeira que na época foi um fiasco comercial. Hoje o álbum é reverenciado com um dos melhores álbuns "soul" do artista


CDs não-oficiais disponíveis em alguns sites internacionais:


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Elvis Opening Night Jan. 26, 1972 – O primeiro show em Las Vegas na turnê mais bem-sucedida do Rei. É dessa época o documentário Elvis On Tour, realizado para registrar o ápice da Elvismania


Elvis If You Talk In Your Sleep (1974) – Entediado com a rotina de Vegas, Elvis renova totalmente seu repertório.  Oportunidade única para ouvir ao vivo canções de primeira grandeza, como Good Time Charlie’s Got The Blues, I’m Leaving e a faixa-título


The Jungle Room Sessions (1976) – As últimas gravações do Rei nos porões de sua mansão em Memphis


Literatura recomendada sobre os últimos dias de Elvis:


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Elvis Presley – Vamos dar Uma Festa, de Ayrton Mugnaini Jr (Ed. Biblioteca Musical). Todos os podres do Rei sem enfeites ou rodeios

Elvis Presley e a Revolução do Rock, de Sebastian Danchin (Editora Agir) Relatos da infância miserável, da revolução causada nos anos 50 (quando  Elvis detonou a explosão mundial do rock'n'roll), da involução dos anos 60 (com filmes e músicas de baixa qualidade) e da agonia existencial dos 70, década que culmina com um Elvis inchado e morto no banheiro porque seu coração não suportou as doses de pílulas diárias e a consciência de que o Rei do Rock havia perdido a coroa ao se transformar numa paródia de si mesmo.

Elvis & Eu, de Priscilla Beaulieu e Sandra Harmon (Editora Rocco) – Apesar de estar separada de Elvis quando ele morreu, Priscilla é considerada a viúva oficial do astro, e por isso tem propriedade para relatar seus dias de reinado e sofrimento ao lado do ex-marido. Alguns bons momentos e outros sofríveis, entretanto, o cotidiano e as angústias do artista são compartilhadas com os leitores sob o ponto de vista de Priscilla.


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Elvis, de Odair Jr (Ed. Abril) – Um belo resumo dos fatos


Elvis Presley – A Vida na música, de Ernst Jorgenses (Editora Larousse) – tudo sobre a obra do cantor e aquilo que rolava durante as gravações. Sem fofocas sobre sua vida particular, eis também o mais completo relato sobre o dilema artístico do cantor na década de 70


Filmografia Indicada:


That’s The Way It Is (1970) – Documentário musical que foi sucesso nos cinemas de todo mundo


Elvis On Tour (1972) – Que saudades dos anos 70! O Rei e seus súditos perdidos na Elvislância.

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Começa a "Semana Elvis" em Memphis, nos EUA

10 de agosto de 2011 3

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Em Memphis, essa época do ano acontece a chamada “Semana Elvis” (Elvis Week). Trata-se do festival anual em que milhares de fãs recordam Elvis Presley, o Rei do rock, morto em 16 de agosto de 1977. Os seguidores mais fanáticos participam do “Elvis Impersonators”, e fazem vigília na porta de Graceland, a lendária mansão do astro. Veja algumas fotos da Elvis Week no site oficial do artista. O livro "1.000 Lugares para conhecer antes de morrer", escrito pela jornalista Patricia Shultz, e que se tornou em um grande sucesso de vendas, destaca Graceland entre os 1000 mil lugares mais interessantes do mundo. Em um trecho do livro ela diz: "em matéria de viagens nostálgicas, essa é uma parada essencial. Os tempos mudaram, mas Graceland não: permanece congelada em 1977, ano em que Elvis foi sepultado na área da propriedade conhecida como "Jardim da Meditação".

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Voltando a "Semana Elvis", os cidadãos de Memphis parecem não se entusiasmarem tanto assim com o evento, chamado por eles de “Death Week”, e as rádios locais geralmente não fazem programações especiais. No sábado à noite que antecipa o dia 16, muitos residentes participam de festas irreverentes, como “Dead Elvis Ball” (Baile de Elvis Morto), usando camisetas com frase tipo “Elvis está morto. Aceitem”. É parece que o pessoal de Memphis anda de saco cheio desse lance de veneração ao ídolo...

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No entanto, o Rei ainda exerce sua magia sobre um séquito de milhões e milhões de fãs nos quatro cantos do globo terrestre. Próximo dia 16 tem post especial aqui no blog falando dos últimos dias de Elvis. Como diria Neil Young: "The King is gone, But his not forgotten".

Esse som é pra tapar a boca de quem acha que o Rei não fez nada bacana nos anos 70. Uma releitura de Never Been To Spain, do Three Dog Night.

Espetáculo! Elvis On Tour (1972).

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O caipira que enfeitiçou o Rei do Rock

06 de agosto de 2011 0

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Conheça a história de Guitar Man, um dos clássicos gravados por Elvis Presley no final dos anos 60

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Era agosto de 1967. Elvis Presley era um astro em queda. Sua credibilidade artística estava em xeque com uma série de filmes de terceira linha despejados ao longo da década de 60. E o pior: musicalmente ele estava devendo fazia tempo. No dia em que faria uma série de novas gravações no estúdio A da RCA (22 de agosto de 1967), Richard Davis, um dos membros da trupe de Elvis atropelara um pedestre a caminho do estúdio. A vítima foi um jardineiro japonês. E o pior: o cara morreu! Em resumo: determinado em manter seu "Garoto de Ouro" longe da má publicidade, o Coronel Parker colocou Elvis em um avião para Vegas. As gravações foram suspensas. Alguns biógrafos de Elvis dizem que foi no caminho do aeroporto de Los Angeles que o rei ouviu no rádio da limousine que o levaria até seu destino, uma certa canção de Jerry Reed chamada Guitar Man. Elvis ficou enfeitiçado pelo tema. A gravação de Reed alcançou um razoável sucesso, chegando a 53ª posição na parada country da Billboard daquele ano.

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Depois de ouvir a gravação de Reed na rádio, Elvis decidiu que queria gravá-la na sua nova leva de canções desvinculadas as trilhas sonoras. Felton Jarvis, produtor das novas sessões remarcadas para 10/11 de setembro em Nashville, disse que, se o cantor quisesse aquele som de violão endiabrado que tanto gostara na gravação original, eles teriam de chamar o próprio Jerry Reed para tocar. Quando conseguiram encontrar Reed, que estava pescando no rio Cumberland nos arredores de Nashville, ele mal teve tempo de reunir seu equipamento antes de seguir direto para o estúdio, boné de caminhoneiro na cabeça, barba por fazer e vestindo roupas que o faziam parecer um ermitão do Alabama.

Porém, não havia regras de vestuário nas sessões de Elvis, Reed só teve de ouvir algumas brincadeirinhas de Felton, que estava de camiseta, e do cantor, que, bem-alinhado, usava um terno esportivo preto e uma camisa clara com os botões de cima abertos. “Rodando! ’Guitar Man’ tomada 1”, disse o produtor antes de apertar o play.

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Esse foi o início da história de uma das canções mais proeminentes, e que sinalizaram uma nova etapa na carreira de Elvis Presley, que apenas um ano depois, renasceria artisticamente no especial de TV batizado como 68 Comeback Special . A canção tornou-se um compacto de sucesso e posteriormente figurou em LPs. Foi carro chefe do programa televiso de 1968, e o mais importante - em pleno ocaso da década de 60, o Rei estava de volta à cena com uma música do qual se orgulhava. Autoestima renovada graças a Jerry Reed.

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Bem antes de Alan Freed cunhar o termo "rock and roll" tudo começou com eles

13 de julho de 2011 6


Divulgação Sony

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Este post nasceu de uma provocação do amigo Arnaldo Recchia.

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Pesquise nos livros, procure nos filmes e documentários ou pergunte aos seus camaradas mais antenados. Sempre que falamos em origens do rock and roll, onde tudo começou - quem levantou os alicerces do gênero, aonde diabos pode ter sido encontrada a tal Pedra da Roseta, ou afinal, - quem é o verdadeiro pai da criança rock, as respostas podem ser as mais diversas. Mas caros amigos tenham certeza - somente uma resposta pode ser verdadeira. Como diria Muddy Waters: “O blues teve um filho, e o nome dele é rock and roll”. Sim minhas crianças, bem antes de Elvis chacoalhar os quadris, e Bill Haley reinventar o hillbilly, ou de qualquer outro branquelo apresentar a certidão de nascimento (falsa) do gênero mais popular do planeta, o leite materno do rock já havia tocado o solo sagrado do delta do rio Mississipi. Coube aos negões (ex-escravos semi escravizados pelo capitalismo ainda guri) propagar as boas novas com seus violões, harmônicas e spirituals, vociferando lamentos e códigos secretos de um vernáculo que tomaria conta dos Estados Unidos na segunda metade da década de 1950.

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Muitos dizem que o verdadeiro pai da 'child rock', foi Robert Johnson, bluesman supostamente nascido em 8 de maio de 1911, em Hazlehurst, Mississipi, que morreu em 1938, aos 27 anos, num puteiro qualquer do delta, isso depois de emborcar uma garrafa de bourbon envenenada por um marido ciumento. É, a mítica do rockstar suicida, do músico mambembe que seduz as mulheres com seu violão (ou seria uma varinha mágica?), todo esse lance começou com caras como Johnson. Lembra da lenda do blueseiro que precisa fazer um pacto com o diabo em uma encruzilhada para obter êxito como instrumentista? Sim, essa história de vender a alma ao capeta também surgiu com o homem, assim como alguns trejeitos, cacoetes, e toda a linhagem musical (fraseado) que iria enlouquecer os ingleses no início da década de 60, quando finalmente suas 29 canções foram (re)descobertas por sujeitos como Brian Jones, Eric Clapton e Peter Green. A chamada invasão britânica que tomaria de assalto os EUA no início dos anos 60, teve origem com a absorção do blues pelos ingleses. Daí surgiria bandas como  Animals, Rolling Stones, Yardbirds, Fleetwood Mac, e tantas outras, diretamente influenciadas pela música negra americana. Era o blues negro voltando a sua terra natal pela mão (voz) dos brancos.
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Mas além do diabo, Robert Johnson também teve outros mestres. Talvez um deles tenha sido o violeiro anônimo que W.C Handy encontrou no início do século XX, dedilhando seu baleado violão numa estação de trem em Nova Orleans. Afinal, St Louis Blues, o primeiro blues gravado na história teria surgido dessa epifania. Já segundo musicólogos como o cineasta alemão Win Wenders, o rock pode ter dado o pontapé inicial ainda antes de Johnson, levando em conta que por volta de 1930, Skip James já tirava de seu piano ou violão um som tão endiabrado quanto seus colegas de classe. Só que a música de Skip fora engolida pela Grande Depressão, e assim, nunca receberia um único centavo pelas suas gravações, que praticamente não venderam na época. Em conseqüência disso, o músico colocou a viola no saco e para poder pagar o leite das crianças, virou um pastor da Igreja Batista. A ironia é que graças aos relançamentos em LP no início dos 60, I’m So Glad uma das canções de Skip, três décadas e ½ depois foi reinventada pelo power trio Cream, nata do virtuosismo inglês daqueles tempos, banda que tinha Eric Clapton como guitarrista. Essa releitura pagou parte das contas do bluesman em seus últimos dias. Skip acabou morrendo de câncer em um hospital de Washington DC. Hoje é considerado um dos gênios máximos do gênero.
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Mas há sim o tempero anglo-saxão na salada de influências absorvidas pelos músicos que começavam a formatar aquilo que seria chamada de rock and roll. O que seria do rock sem Hank Williams, um artista country com temperamento autodestrutivo, que além de revolucionar a música country com suas letras repletas de histórias de amores fracassados, trouxe uma dose significativa de inteligência para o cenário caipira do meio oeste. Ele e sua filosofia errante de andarilho, a atitude punk, e uma completa ausência de preocupação com a imagem do artista popular. O anti-star Hank vendia ao público irreverência e falta de compostura como a estampa de um heroísmo visionário. O bordão: “Morra jovem, seja eternamente belo”, parece ter caído como uma luva na lenda que se formou em torno de si. O fim da estrada chegou quando foi encontrado morto no banco de seu cadilac, em decorrência do abuso de bebida e boletas, asfixiado pelo próprio vômito na noite do reveillon de 1953. Ele tinha só 29 anos.
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Voltamos a 1950, ano que segundo alguns historiadores teria germinado o primeiro produto consistente de toda essa mistureba. Rocket 88, um foguete sonoro impulsionado pela dupla Ike Turner e Jackie Brenston. Nada pode ser mais rock and roll que essa música. Só que Turner e Breston eram dois negões segregados as rádios de rhythn and blues e race records, não existia possibilidade de sucesso comercial na América branca e repleta de preconceitos raciais e idiotices seculares. Sam Philips, o cara que gravou Rocket 88, implorou aos céus: “Oh, Deus! Dê-me um branco com voz de negro!”.
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Sam, que também era dono da Sun Records, uma pequena gravadora de Memphis, Tennesse, viu seu sonho se materializar num caipira chamado Elvis Aaron Presley. Um jovem branco (e bronco), ingênuo, esquisito aos olhos de um americano médio, ele e suas roupas coloridas e seu cabelo estiloso. Foi durante uma sessão nos estúdios da Sun, em uma tarde igual a tantas outras, entediado entre uma tentativa e outra de encontrar ‘o som’, que o cantor e alguns músicos contratados por Phillips dariam os primeiros passos no rumo certo. Elvis começou a improvisar ao violão em cima de uma música que ouvira no rádio várias vezes, That’s All Right Mama, um tema do bluesman Arthur “Big Boy”Crudup. Só que Elvis colocou em sua versão uma pitada da irreverência de Hank Willians, um bocado de trejeitos vocais e semi-falsetes ao estilo dos cantores de blues, e uma dose cavalar de intuição e confiança (ou desconfiança) no taco. Assim, oficialmente para muitos, nasceria o bicho ‘rock and roll’. Gênero assim foi batizado pelo DJ e agitador cultural Alan Freed, o mesmo cara que poucos anos depois estaria envolvido no Escândalo da Payola (o famoso jabá).
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Em poucos anos Elvis seria coroado como rei do rock. Título que seria contestado, mas nunca revogado. Talvez o rock and roll tenha mesmo começado da forma que falei, talvez não, talvez alguém discorde de parte desse relato, provavelmente sim. Há omissões importantes, talvez equívocos. Eu acredito que a mesma história pode ser contada milhares de vezes, sempre de uma forma diferente da outra. Ou como diria o lendário Professor Gaivota, personagem de Joseph Mitchel no livro – O Segredo de Joe Gold “a verdadeira história do mundo ainda não foi contada”. A lenda continua a ser relatada (escavada) e o rock sempre necessitou de lendas para sobreviver.
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Skip James pra encerrar.
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