Um dos maiores nomes da guitarra de todos os tempos chega neste sábado (30) aos 68 anos. O músico inglês lançou no último dia 12 de março, "Old Sock", seu novo álbum de estúdio. Recentemente, Clapton disse em entrevista à edição americana da revista Rolling Stone, que aos 70 anos pretende se aposentar dos palcos. "Quando eu tiver 70 anos, eu vou parar. Eu não vou parar de tocar, mas eu vou parar de fazer turnês, eu acho", contou.
No ano em que completa 50 anos de carreira, Eric Clapton lança novo álbum. No dia 12 de março, "Old Sock", como foi batizado seu CD/LP de nº 21, chega às lojas pelo selo próprio do guitarrista, o Bushbranch Records.
"Old Sock" traz 12 faixas, duas inéditas - além de 10 versões de músicas que marcaram a vida do Deus da Guitarra. As recriações passeiam pelo blues, rock, reggae e jazz.
Há também convidados especiais no disco como o velho parceiroJJ Cale na faixa "Angel", a cantora Chaka Khan em "Get on Over", o ex-Traffic Steve Winwood em "Still got the Blues" e Paul McCartney em "All of me". O trabalho também traz participações de Glen Campbell, Brian Setzer and Dave Stewart. "Old Sock" vai ser disponibilizado em CD e LP duplo 180g. O disco já está em pré-venda via lojas onlines. Compre aqui. A turnê norte-americana de músico inglês tem inicio logo depois do lançamento oficial (14 de Março) em Phoenix, Arizona.
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Confira o tracklist:
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1. Further On Down The Road
2. Angel
3. Every Little Thing
4. The Folks Who Live On The Hill
5. Born To Lose
6. Till Your Well Runs Dry
7. All Of Me
8. Still Got The Blues
9. Goodnight Irene
10. Gotta Get Over
11. Your One And Only Man
12. Our Love Is Here To Stay
Cerimônia aconteceu neste domingo (02) na Casa Branca
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Quem diria, hein? O Led Zeppelin recebeu ontem o Kennedy Award, a maior premiação cultural dos EUA, das mãos de ninguém menos que o presidente americano Barack Obama na Casa Branca em Washington D.C.
O presidente Obama fez o seguinte discurso: “Quando Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham apareceram na cena no final dos anos 60, o mundo jamais imaginou o que aconteceria. Havia o vocalista com um cabelo de leão e uma voz ensurdecedora, um guitarrista prodígio que deixou as pessoas de queixo caído, um baixista versátil que se sentia em casa também nos teclados e um baterista que tocava como se sua sobrevivência dependesse disso".
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E completou: "Diz-se que toda uma geração sobreviveu às agruras da adolescência graças a um par de fones de ouvido e um álbum do Led... Mesmo hoje, 32 anos após a morte de John Bonham – e acho que todos apreciam isso – o legado do Led Zeppelin permanece.”
Obama ainda aproveitou para pedir aos músicos que se comportassem na Casa Branca dado o histórico de “quartos de hotel destruídos e bagunça generalizada” e ainda concluiu seu discurso dizendo: “Nós homenageamos o Led Zeppelin por nos fazer sentirmos jovens e mostrar-nos que algumas pessoas não tão jovens, ainda podem continuar sendo do Rock.”
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O eclético tributo, alternando-se entre a descontração e a veneração solene, teve também entre os homenageados o ator Dustin Hoffman, o apresentador de TV David Letterman, a bailarina Natalia Makarova e Buddy Guy. Sobre o Guy, o ator Morgan Freeman prestou homenagem ao bluesman, enquanto Eric Clapton disse que o músico de Chicago é "o maior dos guitarristas vivos".
Além do feriado farroupilha, esse dia 20 de setembro é também o Dia do Baterista. Todo mundo sabe que os ingleses adoram listas. E o semarário britânico UCR elencou as 10 Melhores Performances de Bateria da história do rock. São seis bateristas britânicos, três americanos e um canadense. Pela ordem deu: anos 60 (5), anos 70 (2), anos 80 (2), anos 90 (0), anos 2000 (1).
Se você esbarrar com o nome de James Marshall Hendrix (1942-1970) no topo de qualquer ranking de "o melhor guitarrista de todos os tempos", tenha certeza, caro leitor, que trata-se, sim, com toda justiça, do homem que revolucionou o instrumento. O título é mais do que merecido a ele, o canhoto Jimi Hendrix. A postura de palco, o figurino, as caras e bocas, a conotação sexual, o ativismo político com o punho cerrado ou dedo em "V", o jogo cênico de incendiar o instrumento, o herói da guitarra em sua essência e o melhor de tudo: o som! Hendrix, que morreu há 42 anos, em 18 de setembro de 1970, parecia controlar os incontroláveis corcoveios eletrificados de uma guitarra Fender Stratocaster, comoum magovindo de outro planeta ou dimensão.
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Sua cabeça funcionava como uma fábrica de riffs endiabrados. Entre seus superpoderes, ainda havia um diálogo sem precedentes com a microfonia. Vejo Hendrix, certas vezes, como um daqueles semideuses que tiveram a permissão de conviver entre nós por certo tempo, um controlador das tempestades.
Falando em esferas superiores, lembram das origens de Elvis Presley? O rock precisava de um branco que cantasse como um negro para ser legitimado. Pois Hendrix veio pegar de volta o trono no panteão do gênero. Se um branco (plebeu anglo-saxão) foi coroado como rei do rock, um negro (metade índio) seria para sempre o eterno rei da guitarra, símbolo máximo "desse tal de roquenrôu".
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Quando o norte-americano nascido em Seattle tomou a América de assalto no Festival de Monterey, em 1967, ele já era um nome de respeito na Grã-Bretanha. Antes, ironicamente, Hendrix já havia excursionado nos EUA com os Isley Brothers e com Little Richard. Mas passou batido e despercebido, trabalhando como um mero músico contratado.
Os ventos começaram a soprar a seu favor quando o músico e produtor Chass Chandler (ex-baixista do The Animals) o agenciou na Inglaterra. O espertalhão sabia que a música negra tinha um histórico de êxitos por lá. Visualizando o potencial de Hendrix, Chandler sugeriu a ele o visual cigano-hippie, decalcado direto da Carbaby Street, Meca da Swinging London na segunda metade dos anos 60. Mesmo sem ser um habitué da cena londrina, Hendrix conseguiu, por meio de Chandler, uma palinha com o Cream, de Eric Clapton, em outubro de 1966. Hendrix sacou do coldre Killing Floor, de Howling Wolf, e tocou parte dela com os dentes. Golaço! Logo, ele influenciaria o próprio Clapton, que adotaria visual parecido e um estilo de tocar mais relaxado. Depois, o Cream faria Sunshine of Your Love em homenagem a Hendrix.
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Quando ele passou a ser a atração principal dos shows, contava com uma plateia formada por gente como os Beatles, os Stones, Pete Townsend (The Who), Jeff Beck (ex-Yardbirds e então no The Jeff Beck Group) e dezenas de outros guitarristas que babavam na fila do gargarejo e que também, consequentemente, passaram a repensar sua relação com o instrumento.
Em seguida, Hendrix gravaria álbuns e cairia na estrada com o baterista Mitch Mitchell e o baixista Noel Redding. Apenas um ano depois, voaria alto com sua guitarra em chamas e por versões não menos abrasivas de Bob Dylan e The Troggs no Monterey Pop (1967). A postura do artista sobre as questões raciais e a Guerra do Vietnã foi dada quando "bombardeou" a plateia do Festival de Woodstock (1969) com a versão de protesto do hino norte-americano. A sua Star-Spangled Banner continua sendo um dos eventos mais comentados da história da contracultura, da história da música e até da história americana.
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Pouco tempo depois, Hendrix deixaria de lado a psicodelia, quando emblematicamente dispensou sua banda branquela inglesa. Ele resolveu peitar o racismo de verdade ao admitir os negões Billy Coxe Buddy Miles, incorporando ainda mais groove, funk e sangue escuro na sua música. Ironicamente era criticado por ser um artista negro tocando para uma audiência branca. E o mais estranho é que parecia não se adaptar aos códigos culturais, causando desconfiança entre os "irmãos" com seu novo grupo não miscigenado. As mudanças de formação e a inconstância foram fatores marcantes no controverso e trágico epílogo dos últimos dias do músico.
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No dia 18 de setembro de 1970, Hendrix chegou morto ao hospital em Londres. O legista atestou a causa como "inalação de vômito provocada por intoxicação de barbitúricos". Por não haver em seu sangue quantidade de drogas suficientes para matá-lo, levantou-se a hipótese de suicídio, tese rejeitada pelas pessoas que conviviam com Hendrix.
Já para quem acredita em teoria da conspiração, James"Tappy" Wright, ex-roadie de Hendrix, declarou em Rock Roadie, seu livro lançado em junho de 2009, que, na verdade, o músico americano foi assassinado por Michael Jeffery, seu último empresário, como parte de um esquema de seguro. Wright argumenta que, para o empresário, o guitarrista valeria mais morto do que vivo. A tragédia teria tido início nas primeiras horas do dia 18 de setembro de 1970. Foi quando uma gangue contratada por Jeffery invadiu o quarto do hotel onde Hendrix estava e o forçou a tomar vinho e pílulas para dormir. Quem endossa a afirmação é John Bannister, médico que tentou reavivar Hendrix na noite em que ele morreu. O que o surpreendeu mais no paciente é que ele estava encharcado de álcool. "A quantidade de vinho que estava sobre ele era extraordinária. Não somente ele estava com vinho nos cabelos e camiseta, mas seus pulmões e estômago estavam absolutamente cheios de vinho. Eu nunca vi tanto vinho em apenas uma pessoa", declarou Bannister. Wright diz ter descoberto a história durante um jantar com Jeffery. O empresário estaria bêbado no apartamento do ex-roadie, quando confessou ter assassinado o guitarrista. Apenas um mês depois, Jeffery morreria em um acidente aéreo, em 5 de março de 1973.
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Passados 42 anos da morte de Hendrix, o melhor modo de conhecê-lo ainda é ouvir sua discografia, produzida de forma meteórica em apenas meia década de carreira, e conferir em vídeo suas beatíficas aparições nos festivais de Monterey Pop (1967), Woodstock (1969) e até mesmo o desempenho "meio down" em Isle Of Wight (1970).
Uma pena ter partido tão cedo, aos 27 anos. Entre seus projetos futuros, estava um disco instrumental com o maestro/arranjador Gil Evans e uma parceria com o trompetista Miles Davis! Já pensaram? Quando lembro de Hendrix, sempre penso no cara como um operário do som. Era comum sua estada de 12 horas por dia dentro de um estúdio em busca do "som perfeito" (segundo relatos de Eddie Kramer, engenheiro de som). Em entrevistas, Hendrix disse que ouvia verdadeiras sinfonias em seus sonhos. Tanto que, em uma de suas últimas declarações, disse: "Eu gostaria de unir algo de Bach, Handel e Muddy Waters, do estilo flamenco (risos). Se eu conseguisse este som, eu estaria feliz.
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Curiosidades técnicas:
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Amplificadores: em seus primeiros dias, Jimi Hendrix usava um Fender Twin Reverb (equipamento que nunca abandonou nas gravações de estúdio). Mas na tranqueira do palco, a principal caixa de distorção de Jimi era uma Marshall (a preferida era a Plexi 1959de 100 Watts). Em alguns casos, chegou a usar seis Marshall ligados em linha simultaneamente, mais um sétimo como monitor. Reza a lenda que o pessoal da técnica costumava ter dificuldades em manter seu equipamento funcionando em turnês, porque ele ligava tudo no máximo, sobrecarregando-os muito além dos limites, fato que frequentemente liquidava com a vida útil desses equipamentos
Uma exclusividade: o engenheiro de som Roger Mayer desenvolveu para Hendrix aOctavia, uma máquina que dublava frequências com capacidade de mudá-las.*
Guitarras: as “mulheres elétricas” de Hendrix eram aGibson Flying V preta (ele teve três modelos ao longo de sua carreira), uma Fender Jaguare, especialmente, uma multidão de modelos Fender Stratocaster.
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Dicografia Selecionada:
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Os três primeiros discos de Jimi Hendrix foram relançados em 2010, além de First Rays of the New Rising Sun(compilação lançada originalmente em 1997).
Músico inglês completa 50 anos de carreira em 2013
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No ano que vem, Eric Clapton chega aos 50 anos de carreira. E para pontuar o aniversário, em maio, Clapton iniciará seu tour pelo quintal de casa. Entre as datas anunciadas, o músico inglês fará cinco apresentações no Royal Albert Hall, em Londres, um dos palcos preferidos do veterano.
Confira:
Eric Clapton, Tour 2013 - Reino Unido
13/05: LG Arena / Birmingham
14/05: Manchester Arena / Manchester
17/05: Royal Albert Hall / Londres
18/05: Royal Albert Hall / Londres
20/05: Royal Albert Hall / Londres
21/05: Royal Albert Hall / Londres
23/05: Royal Albert Hall / Londres
A banda que acompanhará Eric Clapton terá Doyle Bramhall II (guitarra), Steve Jordan (bateria), Chris Stainton (piano, teclado), Willie Weeks (baixo), Paul Carrack (órgão, teclado), Greg Leisz (pedal steel) e Michelle John e Sharon White (backing vocals). O álbum de estúdio mais recente do guitarrista foi 'Clapton' (2010), com o qual veio ao Brasil no ano passado.
Uma nota postada no site oficial do músico diz que ele tem passado os últimos meses compondo e preparando o novo álbum. A banda que acompanhará Eric Clapton terá Doyle Bramhall II (guitarra), Steve Jordan (bateria), Chris Stainton (piano, teclado), Willie Weeks (baixo), Paul Carrack (órgão, teclado), Greg Leisz (pedal steel) e Michelle John e Sharon White (backing vocals).
Segundo o site Eric Clapton Fan Club Magazine, o artista pretende colocar nas prateleiras, ainda no início do próximo ano, seu novo álbum de estúdio. O último trabalho lançado por Clapton foi " Wynton Marsalis & Eric Clapton Play The Blues", editado em setembro de 2011.
Morto há 36 anos,Jimmy Reed, um dos grandes nomes do blues de todos os tempos faria hoje (06) 87 anos. Nascido em Dunleith, no Mississipi, esse gaitista, guitarrista, cantor e compositor de mão cheia, influenciou diretamente artistas e bandas dos dois lados do Atlântico. Nomes como Elvis Presley, Bob Dylan, Eric Clapton, Brian Jones, Keith Richards, e tantos outros, podem ter certeza, caros amigos - beberam nos riffs e licks do homem em dado momento de suas carreiras, além de regravarem dezenas de canções do bluesman. Temas como “Big Boss Man”, “Bright Lights Big City”, “Shame Shame Shame”, “Baby What You Want Me to Do”, “Honest I Do”, “You Don't Have to Go”, estão entre os seus grandes sucessos.
Assolado pelo alcoolismo, Jimmy não conseguiu dar sequência aos anos de glória do seu trabalho (década de 50) e declinou na segunda metade dos anos 60. O músico morreu em Oakland, California em 1976, por insuficiência respiratória. No entanto, seu legado ainda o mantém vivo como um dos principais compositores do blues, sendo perfilado ao lado de baluartes como Robert Johnson, Willie Dixon e Muddy Waters.
Keith Richards fará parte de uma formação estelar de músicos para homenagear o falecido mestre do blues Hubert Sumlin. "Howlin 'para Hubert" será um concerto em tributo ao lendário sideman de Howlin’ Wolf, guitarrista que acompanhou o Grande Lobo do blues por vários anos. O show será realizado no dia 24 de fevereiro no Apollo Theatre, no Harlem, um dos palcos mais celebrados da música negra em Nova York.
Além de Richards, no time de convidados para celebrar a vida e obra do bluesman americano estarão no palco do Apollo: Eric Clapton, Keb Mo ', Susan Tedeschi, Buddy Guy, e Dr.John. Os ingressos já estão disponíveis pelo Ticketmaster, sendo que toda a renda do evento irá beneficiar a Jazz Foundation of America.
Tá, legal, keith! Mas diz uma coisa pro Tátah: "Quando os Stones caem na estrada de novo?".
No aguardo,meu velho...
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Hubert Sumlin morreu em Nova Jersey, NY, no último mês de dezembro. Ele estava com 80 anos. Mais sobre o músico no link.
Apresentação acontece nesta sexta-feira nos Estados Unidos
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Gary Clark Jr, o homem que foi apelidado de "Salvador do Blues", e nome que recentemente passou pelo país (ele abriu os shows de Eric Clapton em SP e Rio), acaba de divulgar novo vídeo, gravado ao vivo na rádio WFUV (de Nova Iorque).
A novidade é que amanhã, sexta-feira (20) a apresentação do guitarrista no Sundance Festival, em Park City, Utah, terá transmissão ao vivo pelo Facebook do Bing. Para assistir clique aqui. Anote o horário - 13h35min (horário de verão de Brasiília).
Enquanto isso... "Don't Owe You A Thang" dá uma prévia do que veremos.
Falem o que quiserem das listas. Eu sempre gostei delas. Essa dos melhores de 2011 partiu de uma provocação por e-mail do amigo Ricardo Seelig, cara que comanda o excelente blog Collector's Room e um daqueles brothers on-line “de respeito” que fiz nos últimos anos. Parte da lista que fiz também está publicada no blog da Itapema, ao lado dos colegas da Rede. O exercício de pensar sobre o “The Best” deste ano também me fez concluir que, musicalmente, em minha opinião, não tivemos um grande ano musical. Entretanto, tem alguns lançamentos bacanas que sacudiram as caixas de som lá de casa. Tanto que depois de uma reflexão mais atenta, minha lista acabou ganhando 11 nomes. Tem coisa boa na lista aí debaixo. Confira.
Adams surgiu como um dos mais promissores cantores compositores da geração 2000. Foram 10 álbuns em 10 anos de carreira solo. Lembrando que nos anos 90, Ryan era um dos integrantes do grupo de alt-country WhiskeyTown. Pra citar apenas dois trabalhos maiúsculos desse norte-americano de 37 anos, eu destaco o multi-platinado "Gold" (2001) e o propositalmente inacabado "Demolition" (2002). Depois de lançar dois livros de contos e poesia (ele prepara um terceiro para breve) - Infinity Blues e Hello Sunshine, Ryan deu uma paradinha de leve pontuada por declarações que iria abandonar o mundo musical. Era só um beiçinho. Aí ele voltou com tudo! Depois de três lançamentos em menos de um ano, Orion, Cardinals III & IV e Class Mitology, o homem parece realmente ter readquirido a velha forma. "Ashes And Fire" foi lançado em outubro tendo o violão como principal instrumento na linha de frente das canções. A temática continua naquela conhecida levada baladeira com nuanças caipiras, 'folkêras' e roqueiras da virada dos anos 60/70. Lembra Flying Burrito Brothes, Grateful Dead da fase country e Stones na época de 'Exile'. O CD foi produzido pelo lendário Glyn Johns, que já trabalhou com os Stones e Who, e é pai de Ethan Johns, ex-produtor do Whiskeytown e de Gold. Além disso, o álbum tem participações especiais de Tom Petty, Benmont Tench e Norah Jones.
O North Mississipi All-Stars é uma das melhores bandas de blues rock dos EUA surgida nos últimos dez ou quinze anos. O som do trio mergulha fundo na pentatônica música negra de raiz: soul, country e gospel, isso sem esquecer-se de chumbar o produto final com doses venenosas de rock “setentão”. Em “Keys of The Kingdom”, muitas vezes esse peso foi deixado de lado, surgindo canções mais afinadas com o mítico som do sul dos Estados Unidos. Há colaborações de respeito, como a veterana cantora Mavis Staples (The Meeting) e de Ry Cooder (Ain't No Grave). Ainda temos o bluesman Alvin YoungbloodHeart e o tecladista Spooner Oldhan, escolado colaborador da soul e country music. Minhas preferidas: “Jellyroll All rollin’ Heaven” e “Hear The Hills”. Entre as canções revisitadas, destaque para “Stuck Inside A Memphis Blues Again” (Bob Dylan) e “This A Way” (Woody Guthrie).
Como é bacana ver um veterano usando toda a experiência a seu favor. Envelhecer com a dignidade dos músicos de jazz, eis o sonho de muitos artistas. Vovó Wanda Jackson (74 aninhos) lançou esse ano “The Party Ain’t Over”, uma deliciosa colcha de retalhos que costura antigos e novos números de rockabilly e rock n roll, com produção devotada de Jack White. O álbum foi capturado no estúdio privado do músico, em Nashville, Tenessee. Para essa empreitada Jack arebanhou alguns compadres (tem gente das bandas My Morning Jacket, Raconteurs e Dead Weather) e como produtor esperto que é, ao ouvirmos atentamente as canções, entendemos perfeitamente o significado do nome do álbum – já que com a pequena ajuda de Jack, a festa realmente parece estar longe do fim para a cantora americana. A alegria contagiante de Wanda Jackson e os seus é um manifesto de vitalidade, como também aponta concisamente para um futuro com cara de passado. Minhas preferidas: "Shakin’ All Over" e a versão da véia pra “Thunder on the Mountain” de Bob Dylan.
O vocalista, tecladista e compositor norte-americano Gregg Allman (64), líder do The Allman Brothers Band é o homem de frente do grupo há mais de 40 anos. Entretanto, Gregg sempre teve incursões individuais. “Low Country Blues” conta com a produção de T-Bone Burnett, e tem entre os convidados, destaque para Dr. John, mestre da conjunção blues, jazz, zydeco e boogie, que assumiu os pianos do álbum. Greg mandou ver no violão e no órgão Hammond B-3, uma das marcas registradas do som do Allman banda. Já a banda base do álbum é formada por um músico de apoio da banda de Eric Clapton - Doyle Bramhall II (guitarra), e pela dupla Dennis Crouch (baixo) e Jay Bellerose (bateria), mesma dobradinha do premiadíssimo Raising Sand (2007), gravado por Robert Plant ao lado da cantora country Alison Krauss. “Low Country Blues” é uma espécie de recomeço para o irmão do falecido e cultuado guitarrista Duane Allmann, já que Gregg sofreu uma delicada cirurgia de transplante de fígado em junho de 2010, resultado de anos e anos de excessos e décadas de vício em heroína. Minhas preferidas: “Floating Bridge”, uma releitura de Skip James, “Got Devil My Woman”, e duas de Mudy Waters – “Rolling Stone” e “I Can’t Be Satisfied”.
“No Time For Dreaming” é um excepcional álbum de soul music para apaixonados pela old school do gênero. A sonoridade do CD é totalmente vinculada à era de ouro da música negra, e temos a impressão de que se trata de um álbum esquecido nos porões do tempo. Olhando a estampa do coroa, dá pra dizer que Charles Bradley parece uma mistura de Tony Tornado com James Brown, a apesar de estar estreando em um álbum, esse soul man de 63 anos é o que podemos chamar de veterano iniciante. Da capa com visual retro a aquilo que ouvimos vazar das caixas de som, “No Time For Dreaming” é um excepcional disco de soul. Além das canções, rola algumas vinhetas ou temas instrumentais pela banda que o acompanha no CD, a Menahan Street Band, uma rapaziada danada de boa que faz interlúdios espertos e dá refresco e beleza ao contexto do trabalho. Só preciso de dois sons pra convencer o leitor/ouvinte do requinte da obra: tasque no player “The World (Is Going Up In Flames” ou “Heartaches and Pain”, última faixa do CD, e você saberá do que estou falando. Que Charles Bradley não pare por aí.
Josh T. Pearson chamou inicialmente a atenção como líder do grupo Lift to Experience, banda americana que gravou apenas um disco – o elogiado The Texas-Jerusalem Crossroads (2001). Após o final das atividades de sua banda (ou bando), ele lançou seu primeiro trabalho solo de estúdio – “Last of The Country Gentlemen”. Digo ‘primeiro trabalho solo de estúdio’ porque o barbudo havia lançado o álbum ao vivo “To Hull and Back” (2006), espécie de preâmbulo desse cantor/compositor como um homem só na música (anti) pop. Não se engane com a palavra country no título do álbum - o som poeirento e repleto de espaços em branco de Josh T. Pearson não tem nada a ver com o country convencional. A ironia é desvendada quando sacamos o cruzamento de riffs de violão no clima do som do início dos anos 90, com nuanças do rock de Seattle, somadas a um tipo de folk cinzento com letras ‘deprês’. Sendo mais específico – na minha visão, uma mistura de Nick Drake com Mark Lanegan, utilizando um código genético ainda mais peculiar. Tipo: música perfeita para os garçons recolherem os copos num fim de noite qualquer em algum boteco de nossas vidas. Forte como uma dose de Jim Bean.
“Helplessness Blues” é o 2° CD dessa banda de Seattle liderada pelo guitarrista/cantor Robin Pecknold. As influências do Fleet Floxes passam por Bob Dylan, Neil Young e Beach Boys. ‘Tá ruim de referencia, né? A faixa título dá uma boa pista daquilo que você encontra com essas novas raposas do folk, gospel e country-rock. Confesso que esse é um daqueles trabalhos que me causam sentimentos dúbios quando o ouço. Consigo ficar arrebatado por canções como “Montezuma” e “Bedoim Dress”, no entanto, a jogada retro acentuada proposta pelo grupo de vez em quando aporrinha o saco, já que as melodias oferecem poucas variações melódicas. Soa repetitivo. O trabalho parece que foi gravado no final dos anos 60, com dose dupla de tempero folk barroco e rock clássico. Em suma: um disco perfeito para bichos-grilo (como eu) que ainda não se conformaram com o fim dos anos 60. Como diria Walt Whitman: “Contradigo-me? Pois bem, contradigo-me. Sou amplo, contenho multidões”. Com todos os seus defeitos (e qualidades, é óbvio!), o destaco como uma das pérolas do ano. Desconfie daquilo que lhe causa uma estranheza inicial, afinal, não é todo dia que podemos conferir novas bandas de rock que se arriscam em revisitar os anos 60 sem cair no óbvio. E o Fleet Floxes tem café no bule e muita lenha pra queimar. Já estou no compasso de espera para o próximo disco, pois acredito que eles estejam bem perto de acertar o alvo em cheio. Que venha um novo CD dos Floxes em 2012.
Gary Clark Jr é considerado uma das novas promessas do blues norte-americano. Em outubro de 2011, esse texano de 27 anos abriu três dos quatro shows de Eric Clapton no Brasil (São Paulo e Rio). Gary ganhou o apelido peso-pesado de “Salvador do Blues”, e além do tradicional gênero do Mississipi, reza seu vernáculo também na cartilha da música negra, mais precisamente no soul music chamuscado com doses roqueiras. O músico vem gerando comparações e co-relações a nomes com um de seus conterrâneos mais ilustres – o guitarrista Stevie Ray Vaughan, morto num desastre aéreo em 1990. Clark foi um dos destaques do festival Crossroads Guitar, em 2010, onde se apresentou ao lado de BB King , Eric Clapton, Buddy Guy e Steve Winwood, e participou do filme “Honeydripper” - Do Blues ao Rock”, que conta a origem do blues e do rock nos Estados Unidos. Quanto ao som do homem, se você gosta de blues do bom, basta um único som do EP “The Bright Lights” para convencê-lo da qualidade do cara. Dê volume no seu som e ouça a faixa título. A casa vai tremer e Gary vai ganhar o respeito do ouvinte (leitor).
O disco saiu no finalzinho do ano passado, porém tomo a liberdade de incluí-lo na lista de 2011. Gustavo Telles, baterista da banda instrumental gaúcha Pata de Elefante, soltou a voz e reuniu amigos para gravar um disco de canções de amor. Além de compositor de todas as canções ele toca violão de 12 cordas em “Tell Me Why” (única faixa no idioma mater do rock) e assume todos os vocais. E digo mais, se você gosta de discos como “Music From Big Pink”, do The Band, “No Reason To Cry”, de Eric Clapton e “Nashville Skyline”, de Bob Dylan, esse CD vai lhe deixar mais do que satisfeito. As referências ao Band são as mais explícitas, a começar pelo clima de camaradagem nas fotos da contracapa e encarte, possivelmente inspiradas nas imagens estampadas nos dois primeiros álbuns do extinto grupo canadense com base nos EUA. Não vejo nenhum problema, pelo contrário, além disso, o mais importante, canções como “Posso Me Perder” são descaradamente embebidas no clima country blues da banda de Robbie Robertson, Rick Danko, Levon Helm, Garth Hudson e Richard Manuel. Rock do bom no idioma de Camões.
Aparentemente, a carreira musical deEtta Jamestermina com The Dreamer. A cantora anunciou faz alguns meses que este seria seu álbum de despedida, um grito de adeus antes da aposentadoria. Etta, 73 anos, um dos últimos nomes ainda na ativa da velha escola do blues & soul (e jazz) passou por maus bocados em 2011. Esteve hospitalizada durante alguns meses passando por um tratamento contra a leucemia. Ela também sofre de Alzheimer, desde 2009. Entretanto, as intempéries da vida não a impediram de gravar um novo trabalho que mostra Etta cantando muito. Era uma espécie de dívida com ela mesma, tipo "antes de entrar pra reserva, preciso mostrar ao mundo que ainda posso gravar um bom álbum". E ela conseguiu. No repertório canções de Ray Charles, Bobby Bland, Johnny “Guitar” Watson, Otis Redding e Little Milton, ou seja, garantia do melhor rhythm & Blues do pedaço, certas vezes, com um temperinho rock and roll. Entre as surpresas, lá está uma releitura "boogie" avassaladora de Welcome to the Jungle do Guns N’ Roses. Dê uma canção meia boca pra velha Etta e ela transforma o número num blues arrasa quarteirão. "Me dá meu gorro!". Um disco de tirar o chapéu.
Nosso herói é conhecido por seus estranhos métodos de trabalho. Tom Waits confessou que compõe alguns dos seus temas a partir de gritos solitários vociferados no seu automóvel. Waits também disse ao jornal austríaco Die Presse que conduz o seu carro por aí e grava num pequeno gravador. “Como tenho família, o único lugar tranquilo é o carro. Ou então vou para o estúdio, entro em transe e descarrego a letra de uma forma mágica. Um pouco como um vendedor de bíblias bêbado”. Antes mesmo de ser lançado, “Bad As Me”, novo álbum de Tom Waits já ganhou status de um dos melhores CDs do ano. O trabalho tem menos crueza do que de costume, e os arranjos estão muito caprichados. Isso não significa tem que encontraremos um disco rebuscado de arranjos e repleto de “piripaques” tecnológicos, bem pelo contrário, o lance ainda soa beat, direto e minimalista. Entre os convidados, o bluesman branquelo Charlie Musselwhite toca gaita em cinco faixas, Flea (do Red Hot Chili Peppers) toca baixo em "Hell Broke Luce". O destaque principal fica por conta do pirata Keith Richards, que manda ver na guitarra e canta em "The Last Leaf" e "Satisfied". Falando em satisfação... Esta última canção, é um blues raivoso e hipnótico, carregado pelo riff de Keith. Até dá os ares de Satisfaction dos Stones, ainda mais quando o ouvimos cantar: “I said I will have satisfaction”.
Dick Sims, talentoso tecladista que tocou na banda de Eric Clapton por quase uma década, morreu no dia 8 deste mês, após perder uma batalha contra o câncer. Ele tinha 60 anos.
Sims, nativo de Tulsa, Oklahoma, integrou a Tulsa County Band com o baterista Jamie Oldaker e o baixista Carl Radle. Juntos, eles ajudaram a desenvolver um híbrido de country e rock. Ele foi apresentado a Clapton por Radle e o trio, primeiramente, apoiou o guitarrista em seu disco de 1974, o multiplatinado 461 Ocean Boulevard (1974). Clapton foi influenciado diretamente pelo som de sua banda de apoio, tanto que vários de seus álbuns posteriores absorveram o chamado "som de Tulsa".
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A banda continuou servindo de apoio para Clapton por vários anos (no estúdio e nas turnês), e além do álbum citado acima, o tecladista trabalhou nos LPs There’s One Every Crowd (1975), EC Was Here (1975), No Reason To Cry (1976), Slowhand (1977) e Backless (1978). Sims, também gravou seu órgão Hammond B-3 customizado em trabalhos de Bob Seger, J.J. Cale, Freddie King, Joan Armatrading, Peter Tosh e Vince Gill. Após uma parada de dez anos da música, ele lançou seu único trabalho solo, Within Arm's Reach, em 2008. "Dick foi o melhor tecladista com quem já toquei", declarou Oldaker ao Tulsa World. "Nunca haverá alguém igual. Ele tinha um som que ninguém mais tinha. Ele era um amigo querido e um grande cara".
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Ainda segundo o Tulsa World, Sims foi diagnosticado com câncer em novembro, mas escreveu mais três músicas nas três semanas seguintes. Ele deixa seu filho Jesse P. Sims e dois irmãos Larry e Jerry Sims. A família e os amigos planejam realizar uma celebração privada em sua memória.
Clapton dedicou seu show de 10 de dezembro, em Tóquio, ao amigo morto.
Em abril de 2012, oHall da Fama do Rock N Roll receberá novos membros ilustres. O anúncio feito nesta quarta-feira (7) revelou que onze nomes terão o seu espaço na prestigiada lista a partir do ano que vem, entre eles os grupos americanos Guns N’ Roses, Red Hot Chili Peppers, Beastie Boys, o folkman escocês Donovan, a cantora nova-iorquina Laura Nyro, o bluesman Freddie King e os britânicos The Small Faces e Faces.
Está será a terceira vez que a cerimônia acontecerá em Cleveland e, como em 2009, será aberta ao público. Também receberão a homenagem no mês de abril o produtor dos Monkees, Don Kirshner, o ítalo-americano Cosimo Matassa, nome vinculado a produção da cena de Nova Orleans, e os engenheiros de som e também produtores Tom Dowd (Eric Clapton, Allman Brothers) e Glyn Johns (Beatles, Stones, Who e Led Zeppelin).
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Aqui no blog, relembramos o som dos Faces, banda que tinha nas suas fileiras nomes como Ron Wood e Rod Stewart.
Confira os detalhes da apresentação do músico inglês nessa quinta-feira na capital gaúcha
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Olhei no relógio. Um brinde a velha pontualidade britânica! 10h em ponto quando Clapton dispara o primeiro acorde de sua Fender azul (ou verde) piscina. Em apenas um lick dava pra sacar que a noite já estava ganha para cerca de 2o mil pessoas. No meu caso, não mais importava o desgaste de uma viagem cansativa que culminou no trânsito caótico da capital gaúcha, nem o preço do taxi mais caro da minha vida que me levou até lá. Ao sabor de um uísque com energético, Goin Down Slow de cara dá a tônica do espetáculo – o estacionamento da FIERGS parecia um pequeno (gigante) clube de blues. Detalhe negativo: uma das queixas da noite foi o som baixo em setores mais distantes do palco. Key To The Highway, um antigo standard de Big Bill Broozy reafirma o blues como gênero dominante do set. Relaxei e percebi que a noite seria especial. Confira a galeria de fotos.
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Hoochie Coochie Man, tema de Willie Dixon que Clapton gravou em From The Cradle (1994) leva o público ao delírio no primeiro riff de guitarra. Impossível não reparar nos cabelos brancos do baterista Steve Gadd, um gigante das baquetas que não pode ser considerado apenas um mero coadjuvante. Old Love do álbum Journeyman (1989) é o primeiro momento extensivo do Clapton “Slowhand”. Moldura propícia para um longo solo de guitarra e de piano e orgão, a cargo deChris Staiton e Tim Carmon. Depois é a vez de Tearing Us Apart, um daqueles sons menores que parecem ganhar força quando tocado ao vivo. Driftin’ abre o set acústico ainda no cercado blueseiro. E ele segue na mesma onda com a sempre bem-vinda Nobody Knows When You're Down And Out, uma canção do álbum Layla And Other Assorted Love Songs (1970), desaparecida do setlist de Clapton há tempos, ressurgida em clima de "saloon". Destaque para os backings classudos de Michelle John e Sharon White. A esperada homenagem ao bluesman irlandês Gary Moore com a versão desplugada de Still Got The Blues é substituída por Lay Down Sally, tema alegrinho de J.J. Cale que coloca a audiência pra dançar e cantando o refrão em coro. O baixo de Willie Weeks passa a impressão de dar um novo embalo e frescor ao tema. Foi uma boa escolha.
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When Someone Thinks You Are Wonderful, única música no novo (e ótimo) álbum lançado em outubro do ano passado, empresta cores jazzistas ao espetáculo. Em inusitada versão acústica, Layla leva o público ao êxtase, em uma releitura que flerta com o jazz, espelhada na gravação do CD recentemente lançado ao lado de Wynton Marsalis. Um fato que merece ser lembrado, é que no atual Tour, Clapton está trabalhando sem um guitarrista de apoio (sideman), fato inédito em sua carreira nos últimos anos 30 anos. No início da década passada, ele chegou a ter até dois guitarristas colaborando nas texturas e camadas de suas execuções no palco. Uma coisa é fato: com apenas uma guitarra o som fica mais limpo, e assim EC pode mostrar toda sua versatilidade. Fim do set violeiro, a eletricidade volta a baila com Badge, antigo cavalo de batalha do Cream que Clapton compôs em parceria com George Harrison. Wonderful Tonight é o grande momento romântico da noite, proporcionando encontros acalorados entre dezenas de casais. Before Accuse Me de Bo Diddley e Little Queen of Spades de Robert Johnson colocam o blues na roda novamente. Show de Eric Clapton sem Cocaine, não é show de Eric Clapton. A música de J.J. Cale já faz parte do metabolismo musical do inglês. Crossroads de Robert Johnson, em versão mais lenta encerra a noite batendo em exatas 1 hora e 45 minutos de espetáculo. Em tom introspectivo, Clapton raramente se reportou ao público, restringindo sua comunicação com um agradecimento no final de cada execução. Quem conhece Clapton, sabe que o homem não faz média. E nem precisa. Uma noite para ficar na memória.
Confira o setlist da apresentação em Porto Alegre.
Going Down Slow
Key to the Highway
Hoochie Coochie Man
Old Love
Tearing Us Apart
Driftin’
Noboby Known When Your Down And Out
Lay Down Sally
When Someone Thinks You Are Wonderful
Layla
Badge
Wonderful Tonight
Before You Accuse Me
Little Queen of Spades
Cocaine
Crossroads
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Um dos grandes baratos da noite foi a companhia dos amigos Danilo Fantinel e Aline Elwanger, como também rever o pessoal da Itapema Porto Alegre (Humberto Xavier e Carlos Couto). O abraço também é estendido aos brothers online @4oldtimes, @genesiojr e @ByAndressaLima
Blog enumera 10 Motivos pelos quais você não pode perder o show do músico hoje, em Porto Alegre
Ele está no meio de nós. O homem que já foi chamado de "Deus da Guitarra" toca nessa quinta-feira (06) no estacionamento da FIERGS em Porto Alegre. Confira o provável setlist da apresentação. Ingressos no link - somente pista [R$180,00] e Vip Lounge [R$700,00]. Pra colocar “aquela” pilha nos leitores, o Blog resolveu elencar 10 motivos para assistir o terceiro show de Eric Clapton em solo gaúcho. Antes veja a entrevista de Clapton a Cristiane Pelago no Jornal da Globo dessa terça (05).
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01 – EC é um dos maiores guitarristas da história do rock
Inegavelmente estamos falando de uma lenda da guitarra. Ponto. Clapton é figura carimbada em qualquer relação dos melhores de todos os tempos no seu instrumento. Sabe aquele lance de impressão digital? Você ouve Clapton entre centenas de outros guitarristas e sabe como distingui-lo de outros meros mortais. Afinal, “Clapton is God”, ora bolas!
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02 – EC é um cantor de mão cheia
Além da sua qualidade como instrumentista, Clapton é um grande cantor de blues, rock, pop, baladas e até reggae. Esse Inglês domina o cortado, sabe como entortar uma melodia e emocionar uma plateia.
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03 - O Tour no Brasil inicia no RS
Ele chegou ao estado na segunda-feira, ensaiou com a banda no Teatro do Sesi. Sabe-se que, atualmente, o homem não gosta de longas turnês e prefere pequenos Tours de no máximo duas semanas. É o caso da atual digressão. Depois de Porto Alegre, o britânico toca no Rio (09 e 10), São Paulo (12), Buenos Aires (14), Santiago (16) e novamente dá uma paradinha. Um mês depois, retorna à estrada para uma pequena turnê pelo Japão, de 17 de novembro a 03 de dezembro. Clapton não tem mais fôlego para encarar longos períodos longe do conforto do lar, entretanto, uma coisa é certa: ele vai estar com toda a corda nessa primeira apresentação. EC ainda gosta do palco.
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04 – Bom momento na carreira
Ano passado ele lançou um bom álbum (acima da média dos últimos trabalhos). No disco que leva apenas seu sobrenome, Clapton optou pelo blues, jazz e antigas canções pop. Há quase nada de rock no CD. Nas apresentações no Brasil ele deve tocar "When Somebody Thinks You’re Wonderful", uma pérola esquecida do compositor e pianista Harry Woods.
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05 – Uma grande banda acompanha o músico
Só cobra criada na banda que o acompanha. Começando por dois brilhantes tecladistas: o velho parceiro de outras jornadas, o inglês Chris Staiton (The Who, Brian Ferry, Joe Cocker) e o americano Tim Carmon (Stevie Wonder, Paul McCartney, Bob Dylan). Completam o time o baixista Willie Weeks (Gregg Allman, Buddy Guy, Robert Cray), o virtuoso baterista Steve Gadd (Paul Simon, George Benson, James Brown) e as backing vocals Michelle John e Sharon White. Só a banda já é uma atração a parte, por exemplo - tem uma camarada meu que vai ao show pra sacar o Steve Gadd de perto.
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06 – Esta pode ser a última oportunidade de assisti-lo em solo gaúcho
Em sua biografia ele já deu algumas pistas: Clapton já pensou em abandonar os palcos. Apesar de ser um apaixonado pelo contato com o público, o guitarrista sofre de dores crônicas na coluna, está completamente surdo de um de seus ouvidos, e quando está longe do cardápio gerenciado pela esposa Melia, tem problemas estomacais. Ele acaba de completar 66 anos, ou seja, não é mais um garoto e, apesar de estar livre do vício do álcool, como diria o vernáculo dos pampas, EC "não cozinha mais na primeira fervura”.
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07 - Show pra quem gosta de blues
Sim, há muito blues no setlist. Em cerca de 17 ou 18 músicas do show, 10 sons devem passear pelo gênero preferido de Clapton. Inevitavelmente o músico tocará um ou dois temas do bluesman norte-americano Robert Johnson, seu ídolo maior desde sempre.
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08 – Show pra quem gosta de som acústico
O tradicional set acústico (pra você que curte a pegada Unplugged) vai rolar. E Clapton no violão com esse super-time segurando a onda é satisfação garantida! O som abaixo deve ser a surpresa anunciada do show: uma homenagem ao bluesman irlandês Gary Moore, morto no início do ano.
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09 – Show pra quem gosta de rock
E dá-lhe clássicos do gênero. Layla, Cocaine e Badge possivelmente serão ouvidas na capital gaúcha. Já imaginou um show de Clapton sem Cocaine?
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10 – Depois não adianta lamentar
Não é todo dia que podemos assistir um gigante da música internacional tocando no nosso quintal. Em 1990 e 2001, as duas outras vezes que Mr. Clapton tocou em Porto Alegre, eu não fui. Um homem não pode cometer o mesmo erro três vezes.
Blog destaca o possível setlist da nova vinda do músico inglês ao país
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Tudo certo. Eric Clapton mais uma vez tocará em solo gaúcho. O homem que já foi chamado de “Deus da Guitarra” se apresentará dia 6 de outubro no estacionamento da Fiergs, em Porto Alegre. Para comprar seu ingresso clique aqui. A realização é da RBS eventos com promoção da Itapema FM. Aos 66 anos, EC já leva nas costas quase 50 anos de estrada, e certas vezes até acho que nosso herói parece cansado e entediado com seu trabalho. Talvez esteja mais focado em atividades filantrópicas como no seu Crossroads Centre, em Antígua, um centro de recuperação e viciados em álcool e drogas. Tem também o lance de Clapton estar vivendo há vários anos uma fase "vida em família" ao lado da esposa Melia e de suas três filhas pequenas. Ano passado ele lançou Clapton, álbum homônimo que incrusta a 19ª marca em sua irregular, mas inegavelmente bem sucedida discografia de estúdio. Esse último trabalho não passa de um CD mediano, se bem, que, acima da média dos últimos discos concebidos pelo veterano. Mas quem se importa com isso? Afinal, se formos enumerar os tiros que atingiram o centro do alvo em sua longa trajetória, aí é outra história. E, com méritos, ele faz parte da história do rock, do pop e do blues.
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Os meus álbuns preferidos ainda são Layla and The Other Assorted Love Songs (1970), 461 Ocean Boulevard (1974) e o LP ao vivo gravado no Japão Just One Night (1980). Mas como não se render a bons álbuns como No Reason To Cry (1975),Slowhand(1977) e Backless(1978), ou inevitavelmente reconhecer os méritos do miscigenado pop-rock-blues Journeyman (1989). Acho que o disco que Clapton gravou sob encomenda para a MTV foi um tiro do pé do establishment, já que teoricamente naquela conjunção, havia sido formada grande parte dos ingredientes para que ele fizesse do seu Unppluged MTV (1992) um trabalho focado no pop. Isso se Clapton não tivesse virado o jogo ao flertar de forma lasciva, desavergonhada e promíscua com o blues, inaugurando uma tendência de registro ao vivo que virou moda da década de noventa. E esse caminho blueseiro buscou um território ainda mais apimentado no lamacento From The Craddle (1994), tributo do inglês aos seus heróis da música negra americana. Entretanto, entre erros e acertos, reuniões com velhos camaradas (Steve Winwood, B.B. King, J.J. Cale), tributos e celebrações (Bob Dylan, George Harrison), sabe qual é o grande mérito do artista? Ele nunca esqueceu suas origens musicais e a paixão pelo blues. Clapton pode estar fazendo música pop, aparentemente descartável, recauchutada, requentada, insossa e insalubre, mas quando esse Sir começa a solar sua Fender... Aí começamos a entender o espírito da coisa. Se existe um ‘branquelo’ que sabe fazer um som genuíno como os negões do EUA faziam e ainda fazem, esse cara é Eric Clapton. Vide o CD Me and Mr. Johnson e o DVD Sessions For Robert J. (2004/2005), projeto que assina essa opção do artista pelo blues, e, que também paga tributo ao ídolo maior do guitarrista.
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E aí eu pergunto a você: qual Eric Clapton nós veremos na perna sul-americana do Tour 2011 do veterano? Se levarmos em conta as últimas apresentações em Londres no Royall Albert Hall (foram 11 shows em apenas 15 dias), dá pra ficar animado. Tomando por base o set do dia 26 de junho, e da última noite (1° de julho), podemos perceber que há uma miscigenação e equilíbrio entre clássicos, standards blueseiros e temas recentes. Na banda que o acompanha, dois brilhantes tecladistas: o velho parceiro de outras jornadas, o inglês Chris Staiton (The Who, Brian Ferry, Joe Cocker) e o americano Tim Carmon (Stevie Wonder, Paul McCartney, Bob Dylan). Completam o time o baixista Willie Weeks (Gregg Allman, Buddy Guy, Robert Cray), o virtuoso baterista Steve Gadd (Paul Simon, George Benson, James Brown) e as backing vocals Michelle John e Sharon White.
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Na relação das canções que você verá a seguir, houve poucas alterações entre uma apresentação e outra. Entre parênteses (destaque em vermelho) as possíveis variações de repertório. Na última noite no Albert Hall o veterano começou com um velho cavalo de batalha de Big Bill Broonzy - Key to the highway, música que Clapton roubou do velho blueman faz tempo. Telling the Truth (ou Going Down Slow), e Hoochie Coochie Man, continuam trilhando o lado negro da força. Em Old Love o homem geralmente se solta no palco, e esse é um daqueles momentos em que se abre uma brecha para os improvisos da banda. (Nesse momento pode pintar I Shot The Scheriff). Quando chega Driftin o show muda, fica mais intimista e acústico. Eu particularmente gosto quando Clapton troca sua Fender Stratocaster por um violão. Sentado, ele enfileira canções. Na versão de Driftin temos apenas violão, baixo e bateria. O restante da banda volta na balada arrasa-quarteirão Nobody Knows You When You’re Down And Out. A surpresa fica por conta da homenagem ao irlandês Gary Moore, guitarrista vinculado ao blues que morreu no início do ano. Clapton conduz o bluespop Still Got the Blues com dor e suspiros. Ele ainda toca Same Old Blues, de JJ Cale, e chega à balada When Someone Thinks You Are Wonderful, única música do novo disco no set. É uma boa escolha.
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Layla começa de mansinho numa versão acústica quase sem batidas, suave, com arranjos inusitados, comprovando a habilidade de Clapton em reinventar mesmo o já reinventado. Layla foi composta há mais de 40 anos e fala sobre a paixão do guitarrista pela então mulher de George Harrison, Patti Boyd. Depois de um tempo, a ex-modelo trocou da cama de George para a de Eric, episódio que acabou abalando por certo tempo a camaradagem e a parceria entre ambos. Clapton foi casado com Patti por quase dez anos. A eletricidade volta ao palco em Badge, essa sim, uma parceria menos ácida com beatle George. (Badge, um dos cavalos de batalha do Cream, tem changes de pintar nesse ponto do espetáculo).
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A balada Wonderful Tonight é um daqueles sons que sempre passam pelo set do ‘slowhand’ (eu acho que já ‘tava na hora dele aposentar essa música!). E o melhor blues retorna com Before You Accuse Me. Tearing Us Aparttem chances de aparecer nesse ponto, assim como Little Queen of Spades, de Robert Johnson). A já corriqueira e sempre bem-vinda Cocaine faz o papel de representante do rock arena. É uma música feita para as multidões, mesmo que tenha sido composta pelo brother J.J. Cale, um recluso convicto que até já morou em um trailer a beira do deserto de Mojave. É depois dela que os músicos deixam o palco.
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Em alguns minutos o time completo retorna para o bis e finaliza os trabalhos com Crossroads, mais uma dos tempos lisérgicos do Cream, e outra homenagem ao ídolo Robert Johnson. Saldo final: duas horas de espetáculo e 17 músicas. Depois desse último show no Royal Albert Hall, Clapton para por quatro meses e só volta aos palcos no show de Porto Alegre no dia sete, para então, só sair da estrada dois meses depois, em sete de dezembro, quando toca no mítico Budokan, mesmo local da capital japonesa onde registrou o álbum Just One Night, em 1980. Eis um desenho interessante de set list, e é bem provável que seja semelhante ao que veremos por aqui. Estamos a espera do homem. Em 1990 e 2001, as duas outras vezes que Mr. Clapton tocou em Porto Alegre eu não fui. Um homem não pode cometer o mesmo erro três vezes.
Fazendo uma pequena retrospectiva, os The Byrds já haviam colocado no mundo quatro álbuns antes de The Notorious Byrd Brothers. O primeiro LP Mr. Tambourine Man, lançado em 1965, ajudou a balizar aquilo que os críticos chamavam de folk rock. No segundo registro - Turn, Turn, Turn- eles seguiram na mesma balada do disco anterior, época em que a banda era capitaneada por Gene Clarke e somava sete re-interpretações do repertório de Bob Dylan, tudo isso em apenas dois discos. No terceiro, Fifth Dimension, já sem Gene Clark que partiu para carreira solo após dissidências com McGuinn, o quarteto resolve sair da confortável sombra Dylanesca. Era uma visível tentativa de ampliar os horizontes da banda e principalmente de cauterizar essa linha musical, que na visão de muitos limitava os californianos.
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Foi quando os rapazes aderiram com sucesso à nova onda psicodélica. Vale a pena lembrar que logo depois os próprios Beatles e até mesmo os Rolling Stones entrariam nessa. Os Byrds foram os pioneiros na Costa Oeste e atacariam com um dos principais hits daquela época – a censurada Eight Miles High. Em 1967 com o multifacetado Younger Than Yesterday e sob comando de Roger Mcguinn - o Byrds lançaria um dos seus trabalhos mais ambiciosos e aclamados. É nessa bolacha que ouvimos a versão definitiva de My Back Pages de Dylan (sempre que a fonte secava eles recorriam ao baixinho), releitura que o próprio bardo acabou inserindo no modus operandi de suas execuções posteriores no palco.
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Entretanto, o Byrds estava mais uma vez em conflito e essa crise de identidade geraria um disco ainda melhor que o referido álbum de 67. É também nesse ano que se forjaria a genética de The Notorious Byrd Brothers, lançado no início de 1968. Como já dissemos anteriormente, um fato relevante e que acabou respingando nas entrelinhas do volume sonoro, foi que David Crosby sairia oficialmente da banda praticamente no mesmo momento em que a primeira matriz desse trabalho fosse lançada no mercado. Estava acontecendo um novo racha entre os integrantes - que competiam insidiosamente entre si. Provavelmente este também seja o disco mais dividido do grupo americano, naquilo que se refere a direção musical. No menu surgem canções das mais variadas cepas: baladas folk, rock psicodélico, country e aquele clima riponga pré-Woodstock.
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Sem a pretensão de estarem fazendo "a" obra conceitual, outra boa sacada de 'Notorious' é o fato das faixas estarem mixadas praticamente sem intervalo, passando uma sensação de continuidade ao ouvinte. Certas vezes mal podemos notar a passagem de uma música para a outra, e quando percebemos, essa ponte é muito ágil. Apesar da guerrilha interna, McGuinn, Crosby e Hillman, continuavam compondo, às vezes em trio, outras em dupla ou até individualmente. Ou seja: a linha de produção continuava intacta. O resultado final traz a assinatura de 9 das 11 canções do disco com o núcleo da banda. As duas exceções são de autoria de Carole King e Gerry Goffin – I Wasn´t Born To Follow (que um ano depois apareceria na trilha de Easy Rider) e a sublime balada Goin Back, que talvez seja o grande tema interpretado por Crosby no Byrds.
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Especificamente a matéria prima do disco continha também uma drug song explícita como abre alas do vinil – Artificial Energy, sendo seguidas por Natural Harmony e a hipnótica Draft Morning (com direito a sons de bombardeio e explosões da era Vietnã). Os elementos da tradicional música americana estavam camuflados em três características Byrd-songs - Get To You, Change is Now e Old John Robertson. E o disco se despedia antecipando a doideira do final dos anos 60 com uma invejável trinca de temas que ilustram efetivamente o panorama musical daquela época. Os ingredientes estão todos lá: as letras non-sense de crosby - Dolphin´s Smile, o misticismo barato (muito em voga na segunda metade dos Sessenta), a filosofia hippie - Tribal Gathering e tecladinhos viajandões entrelaçados a vocais ao estilo mantra pé-no-saco - Space Odissey.
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Resumo da ópera: Os rapazes ainda tinham lenha pra queimar e continuavam respondendo como uma das mais fidedignas vozes daquela geração. Apesar de naquela época, o disco não obter a merecida apreciação da crítica, hoje, passados 40 anos - a ficha já caiu. Graças a geladeira estética e com a devida justiça do tempo, é mais do previsível ver o disco inserido em muitas listas dos grandes álbuns de todos os tempos. Vide 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrerde Robert imery – é só abrir a página 141 do livro.
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Nesse mesmo ano, logo após a ruptura com sua célula mater, David Crosby se juntaria a Stephen Stills(Buffalo Springfield) eGrahan Nash (The Hollies), formando um dos trios mais elogiados da história do pop. Aproveitando o clima de despedida, o baterista Michael Clarke também deixaria o grupo. Na verdade, apesar do embate interno e da divisão de forças no agrupamento, The Notorious Byrd Brothers acabou gerando um legado que ainda hoje permanece em evidência. Para comprovar, basta o caro leitor ouvir bandas como Tom Petty & The Heartbreakers, Wilco, Golden Smog, Jayhawks e principalmente BeachWood Sparks - que no disco Once We Were Trees de 2001 - faz um decalque abusado desse momento dos Byrds. 1968 seria um dos anos mais importantes da história do grupo, pois o pulo do gato dos Pássaros Californianos estava apenas assestado - o último golpe viria poucos meses depois. Foi quando um então desconhecido garoto juntou-se aos Byrds remanescentes e promoveu uma nova guinada ao chacoalhar os pilares da música country. Seu nome era Gram Parsons. Mas aí já estamos falando de outra história.
Participações especiais: Clarence White(que um ano depois seria efetivado na banda) – guitarra; Paul Beever – intervenções eletrônicas e efeitos sonoros; Red Rhodes – dobro e Jim Gordon (que nos anos 70 trabalharia com Eric Clapton) – bateria.
O disco foi gravado nos estúdios da Columbia em Hollywood, entre os dia 21 junho e 6 dezembro de 1967. A versão em CD traz um precioso libreto com 12 páginas, incluindo fotos, cartazes e material promocional. Também estão lá 6 faixas bônus + um spot de divulgação que foi veiculado nas principais rádios americanas. A cereja do bolo fica por conta de uma faixa escondida onde Crosby, Clarke e McGuinn, quase saem no tapa dentro do estúdio em 16 de agosto de 67. O circo pegou fogo em plena a gravação de Tribal Gathering, um dos temas do álbum. No formato digital, o ouvinte poderá conferir um bate-boca generalizado - tudo registrado na íntegra, com direito a mediação do produtor Gary Usher (amigo e discípulo de Brian Wilson dos Beach Boys). Em seguida Crosby deixaria a banda, tão logo fossem finalizadas as gravações. Ironias a parte, na fotografia de Guy Webster para a capa do álbum (veja foto acima), os três integrantes remanescentes foram clicados dentro de um estábulo. David Crosby foi representado por um cavalo.
Gary Clark Jr, uma das novas promessas do blues norte-americano, irá abrir os quatro shows deEric Claptonno Brasil em outubro. Gary ganhou o apelido peso-pesado de “Salvador do Blues”, e além do tradicional gênero do Mississipi, reza seu vernáculo também na cartilha da música negra, mais precisamente no soul music chamuscado com doses roqueiras. O texano vem gerando comparações e co-relações a nomes com um de seus conterrâneos mais ilustres – o guitarristaStevie Ray Vaughan, morto num desastre aéreo em 1990. Worry No More, álbum de estreia do cantor e guitarrista, foi lançado em 2008. Ele foi um dos destaques do festival Crossroads Guitar, em 2010, onde se apresentou ao lado de BB King , Eric Clapton, Buddy Guy e Steve Winwood, e participou do filme Honeydripper -Do Blues ao Rock, que conta a origem do blues e do rock nos Estados Unidos.
Em seusite oficial é possível fazer o downloaddo novo som disponibilizado pelo artista.
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Eric Clapton começa a turnê pela capital gaúcha (06.10), no estacionamento da FIERGS. Depois o inglês faz shows no Rio de Janeiro (9 e 10/10), no HSBC Arena, e São Paulo (12/10), no estádio do Morumbi.
Morto há 35 anos, Jimmy Reed, um dos grandes nomes do blues de todos os tempos faria hoje (06) 86 anos. Nascido em Dunleith, no Mississipi, esse gaitista, guitarrista, cantor e compositor de mão cheia, influenciou diretamente artistas e bandas dos dois lados do Atlântico. Nomes como Elvis Presley, Bob Dylan, Eric Clapton, Brian Jones, Keith Richards, e tantos outros, podem ter certeza, caros amigos - beberam nos riffs e licks do homem em algum momento de suas carreiras, além de regravarem dezenas de canções do bluesman. Músicas como Big Boss Man, Bright Lights Big City, Shame Shame Shame, Baby What You Want Me to Do, Honest I Do, You Don't Have to Go, estão entre os seus grandes sucessos.
Assolado pelo alcoolismo, Jimmy não conseguiu dar seqüência aos anos de glória (década de 50) e declinou na segunda metade dos anos 60. O músico morreu em Oakland, California em 1976, por insuficiência respiratória. No entanto, seu legado ainda o mantém vivo como um dos principais compositores do blues, sendo perfilado ao lado de baluartes como Robert Johnson, Willie Dixon e Muddy Waters.
A biografia desse inglês nascido em 06 de setembro de 1943 é extensa. A frente do Pink Floyd, Roger Waters foi protagonista de vários clássicos do nosso tempo. Como artista solo oscilou bons e maus momentos. Meu álbum solo preferido de Waters ainda é The Pros and Cons of Hitch Hiking (1984) que tinha Eric Clapton com um dos guitarristas do álbum.Entretanto, não dá pra negar a importância desse peso pesado do rock. Só pra citar um único exemplo, um dos discos mais bem-sucedidos da carreira do Pink Floyd, The Wall(1979) vendeu 23 milhões de cópias. Três anos depois foi adaptado para a grande tela. Pink Floyd The Wall(82), dirigido pelo cineasta Alan Parker levou multidões aos cinemas de todo o mundo.
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Falando em sucesso, devido a super procura de ingressos na Argentina, as quatro datas dos shows de Roger Waters no Brasil, em março de 2012, serão alteradas. O sétimo show de Buenos Aires acontece no dia 17 de março, mesma data em que ocorreria a apresentação em Porto Alegre. A venda de ingressos para os shows no Brasil começam em setembro e, se o sucesso da Argentina se repetir, há a possibilidade de abertura de novas datas.
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A turnê do álbum The Wall iniciou ano passado na América do Norte e em 2011 seguiu para a Europa, sempre com ingressos esgotados. Antes disso, o disco só havia sido tocado na íntegra logo depois do lançamento e em julho de 1990, para comemorar a queda do muro de Berlim. Os números e a infra-estrutura do tour impressionam: 112 toneladas de equipamentos e suportes técnicos, que precisam de 21 caminhões para ser transportadas. O espetáculo conta com telões, som quadrafônico, efeitos especiais, fogos de artifício, o lendário porco voador, bonecos infláveis, o famoso avião batido e as imagens originais de Gerald Scarfe, ilustrador que fez a capa do álbum original e contribuiu com suas imagens no longa de Parker.
A última vez que Waters havia vindo ao continente sul-americano foi em 2007, tocando outro álbum clássico do Floyd,The Dark Side of the Moon (1973). Aos 68 anos, Mister Waters ainda parece ter muita lenha pra queimar.
Como se constrói um mito? Bom, Pelé marcou 1283 gols em sua carreira e graças não só à quantidade, mas à beleza de seus gols tornou-se um mito. Revolucionou a maneira como se joga futebol e depois dele o futebol jamais voltou a ser o que era. Assim como ocorreu no futebol com Pelé, depois de Robert Johnson o Blues jamais foi o mesmo. Mas, Johnson não precisou de tantas músicas para, assim como Pelé, tornar-se um mito. Tanto que um consumidor desavisado corre o risco de comprar um disco deste artista e acreditar tratar-se de uma simples coletânea quando o álbum na verdade contém a íntegra de sua obra. Ele fez apenas duas sessões de gravação, uma em novembro de 1936 e a outra em junho de 1937 de onde foram extraídas as únicas 29 músicas conhecidas dum total de 41faixas incluindo takes alternativos. Parece muito pouco, e de fato, Johnson teve muito pouco reconhecimento em vida, sua obra só foi devidamente reconhecida a partir dos anos 1960 com o resgate de suas canções por artistas como Rolling Stones e Eric Clapton consolidando-o no hall dos principais bluesman que já existiram.
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Entretanto, outros aspectos da breve vida de Robert Johnson são incertos e de complexa explicação, pois documentos oficiais a respeito dele inexistem ou são contraditórios, além de haver somente três fotografias conhecidas e absolutamente nenhum registro em vídeo. Sua mãe, Julia Ann Majors, casou-se em 1889 com Charles Dodds Jr que a abandonou em 1907. Então, Julia e Noah Johnson tem um caso que resulta em um filho, Robert Leroy Johnson, sua provável data e local de nascimento são ponto de controvérsia entre historiadores e biógrafos embora a maioria aponte Hazlehurst, Mississippi em 1911 (8 de maio) como a informação mais confiável. Após uma infância conturbada, contra a vontade dos pais, Johnson opta pela música, seguindo o exemplo de seus ídolos Son House, Charley Patton e Skip James. Ele se casa com apenas 18 anos, mas perde sua esposa, então dois anos mais nova, durante o parto junto com o bebê que esperava.
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Este acontecimento marca sua vida e também sua música, naquela altura Robert era considerado pelos amigos Son House e Willie Brown apenas um aprendiz promissor, ou como citam algumas biografias “uma nulidade”. Com o ego ferido, Robert Johnson some durante algum tempo sendo uma incógnita se se passaram meses ou apenas dias. O que se sabe é que quando retornou, ele demonstrou uma habilidade muito superior a que demonstrara até então. Surge a partir daí o mito do pacto com o diabo onde ele teria entregado sua alma em uma encruzilhada em troca de ser um músico mais habilidoso. Mito ou verdade, o fato é que o resultado das gravações mostra um músico extremamente talentoso e como disse Keith Richards, dos Stones, “quem é o outro cara que está tocando com ele?”, reflexo da maneira revolucionário de Johnson ao violão em que fazia parecer estar acompanhado por outros músicos.
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Em 13 de agosto de 1938 após envolver-se com uma mulher casada, ele teria sido envenenado morrendo de pneumonia três dias depois (16 de agosto, mesmo dia que morrera Elvis 39 anos depois). Assim como tantos outros fatos de sua vida, o autor do envenenamento permanece um mistério, podendo ter sido tanto um marido traído como uma namorada ciumenta, das tantas mulheres com quem costumava se envolver. Certo mesmo é o legado e a importância que suas 29 músicas representam tendo influenciado uma infinidade de outros artistas. Um artista fundamental em toda discoteca ou diretório de mp3.
O colaborador do site da Itapema, cronista do DSM e locutor/apresentador da Rádio Gáucha SM, Márcio Grings, nasceu no dia que Jimi Hendrix fazia seu último show. Nessa mesma semana, Janis Joplin dava seu último suspiro na capa da revista Rolling Stone. Nessa temporada, Elvis era o rei dos palcos em Vegas e o Led Zeppelin tomava de assalto a América. Nesse ano, Syd Barret já tinha pirado faz tempo e os Mutantes ainda eram a melhor banda brazuca, enquanto isso, Dylan ainda estava criando galinhas em Woodstock e o Grateful Dead acabara de vender a alma para a música country.
No despertar da nova década, Lennon decretara o fim do sonho, e poucos meses antes, Jack Keroauc tinha bebido sua última garrafa de vinho