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Posts com a tag "Jack Kerouac"

Três décadas depois de seu lançamento nos EUA, biografia oral de Jack Kerouac é lançada no Brasil

30 de outubro de 2013 0

jack-glass-of-wine#

Lançada nos Estados Unidos em 1978 “Jack’s Book: na oral biography of Jack Kerouac”,  joga seus dados na contramão de uma “biografia oficial”, onde arestas são aparadas e uma lógica acrítica impera.  Publicado no Brasil com um delay de três décadas e meia (antes tarde do que nunca!) “O livro de Jack: uma biografia oral de Jack Kerouac” (490 páginas, publicação da Biblioteca Azul/Editora Globo) é um ótimo livro para entender a personalidade de um dos mais controversos autores do século XX. Como diz o cineasta Walter Salles em seu prefácio – “Tudo em ‘O Livro de Jack’ é agudo, reflexo da inquietude que caracterizava a geração que implodiu a cultura do medo dos anos 1950, abrindo frestas pelas quais os movimentos libertários da década seguinte se infiltraram  e eclodiram”.

imagemOs autores desta biografia cruzaram os Estados Unidos durante três anos entrevistando “pessoas que Jack Kerouac conhecia, amava e odiava”, para compor este documento histórico e literário sobre a geração beat e um de seus ícones por excelência. Barry Gifford e Lawrence Lee saíram a campo como quem segue “os procedimentos de canonização da Igreja Católica” — com verdadeira paixão por seu personagem. Poeta, escritor e roteirista, Gifford tem a seu crédito os roteiros dos filmes Coração Selvagem e Estrada Perdida, em parceria com o cineasta David Lynch. Gifford e Lee entrevistaram 70 pessoas para este grande concerto de vozes que recordam Jean-Louis Lebris de Kerouac, o Garoto-Memória que ficcionou continuamente sua própria vida para dar corpo a uma obra vigorosa.

A conversação começa com seus amigos de infância e adolescência, companheiros que ele converteria em personagens da novela fantástica “Doctor Sax”, bem como uma quase namoradinha. Mary Carney, que viria a protagonizar o romance “Maggie Cassidy”. Mas a pedra-de-toque são os valiosos depoimentos do ‘núcleo duro’ da geração beat como Allen Ginsberg, William Burroughs, Lucien Carr, John Clellon Holmes, Herbert Huncke e outros que viriam somar-se ao movimento, como Carl Solomon, Gregory Corso e Gary Snyder, para citar alguns, organizando um vívido painel de época em que se movem estes andarilhos melvilleanos, com sua queda pelo submundo e pelo uso de drogas para fins recreacionais.

As peripécias sexuais e os delitos do errante Neal Cassady — que chegou a partilhar mulheres com Kerouac, incluindo uma de suas esposas — fascinaram o escritor a ponto de transformá-lo em personagem épico, o Dean Moriarty de On the Road, além de protagonista do posterior Visions of Cody. O próprio estilo da escrita veloz de Cassady, com suas cartas espirituosas, haveria de constituir “a semente de On The Road”.

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Neal-Cassady-Jack-Kerouac#

Por fim, quando Kerouac começou a datilografar Pé na Estrada — em fevereiro de 1951, num rolo de papel contínuo, escrevendo um longo e único parágrafo de 120.000 palavras —, colocaria “o santo Cassady” na história da literatura beat, embora o andarilho nunca tivesse realizado sua fantasia de ser também um escritor. Seja como for, a geração beat continua caminhando pela “grande noite americana”, exercendo permanente influência. Talvez a melhor resenha de O Livro de Jack seja um comentário de Allen Ginsberg, ao ler os originais inéditos: “Meu Deus, é como o Rashomon: todo mundo mente, e a verdade vem à tona!”.

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Texto: Luiz Roberto Guedes (Fonte: site Editora Globo)

Livro faz raio-X da vida de Jack Kerouac

02 de outubro de 2012 0

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Lançada no Brasil uma das mais ácidas biografias sobre o Rei dos Beats

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Um pontapé nos colhões. Essa foi a sensação que tive quando finalizei a leitura de “Jack Kerouac – King of the beats” (tradução de Robert Muggiati, Cláudio Figueiredo e Beatriz Horta, José Olympio Editora, 420 páginas), livro que disseca a vida do chamado Rei dos Beats. De Barry Miles, antes já conhecia “How Many Years From Now”, biografia de Paul McCartney e “Primórdios”, relato dos primeiros anos do Pink Floyd. E Miles sempre foi um cara muito bem relacionado. Amigo de McCartney (trabalhou como diretor da Zapple, selo de música experimental da Apple, que era dirigido pelos Beatles), foi amigo de Allen Ginsberg e William S. Burroughs, que também ganharam biografias pela ótica dele, e escreveu livros sobre Frank Zappa, Charles Bukowski, além de seu livro de memórias, “In The Sixties”. Ele é um craque no cortado. Antes dessa biografia, li a escrita por Ann Charters, considerada a mais devotada das biógrafas de JK. E o livro de Charters é apaixonante, cuidadoso e preciosista com seus relatos. No entanto, sempre me soou como um tributo de uma fã.

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Já o livro de Miles me deixou impressionado com a desconstrução do mito promovida pelo autor. Em nenhum momento ele amacia os deslizes cometidos pelo biografado. Miles dedicou muitas páginas para demonstrar a covardia de Kerouac em não assumir uma filha legítima, radiografa a bissexualidade e fala de sua trairagem com os amigos, opina sobre sua incapacidade em nunca assumir uma relação normal com nenhuma mulher, escancara seu antissemitismo e racismo e principalmente do envolvimento edipiano com a mãe, que segundo o autor, beirava o incesto.

Veja o Trailer de “Na Estrada”, adaptação às telas de “On The Road”, o mais famoso dos livros de Kerouac.

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Claro que os seus escritos (viagens e “viajadas”) também são dissecado(a)s. E Miles louva o conteúdo e a forma de livros como “On The Road”, “Visões de Cody” e “Vagabundos Iluminados”, também enaltece a revolução promovida por essas publicações e seu amor pelo jazz. A Geração Beat surge triunfal através de dezenas de relatos, entrevistas, assim como sua decadência como movimento é esmiuçado nas últimas páginas. “Jack Kerouac – King of the beats”, acaba de forma abrupta, com os últimos dias de Kerouac em 1969, quando o Rei dos Beats morreu de desgosto e de tanto beber, como um precoce velho senil e reacionário.

Ouça entrevista com o jornalista, escritor e tradutor Eduardo Bueno, falando sobre a adaptação às telas de “On The Road”. Clique no link

Sempre é difícil quando nos deparamos com a (suposta) verdade nua e crua, e é justamente essa a sensação que temos ao concluir a última linha do livro. De qualquer forma, nada pode apagar a genialidade de um dos mais celebrados escritores do século XX. Recomendo.

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Uma pequena amostra dos haicais de Jack Kerouac

25 de setembro de 2012 2

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Acabo de receber pelo correio um livrinho que encontrei na internet. Desconhecia a publicação, e ao deparar-me com ela, comprei no escuro. Trata-se de “Nuvens de Iowa – haicais/poemas de Jack Kerouac” Editora Coqueiro, de Recife – PE.

Compre aqui

São apenas 16 páginas e 50 haicais, editadas em papel reciclado em formato de fanzine (ou literatura de cordel), com prefácio de José Lira, falando sobre o interlace da Geração beat com a cultura oriental. Vale lembrar que Kerouac estreitou esse contato quando se aproximou do poeta zen-budista Gary Snyder. Além de escrever poesia e haicais, Snyder também trabalhou como tradutor, linguista, mitólogo e antropólogo, além de ser um dos responsáveis pelo chamado renascimento literário de São Francisco, na Califórnia. Vencedor de um prêmio Pulitzer em poesia, como budista e ativista ambiental, ficou mundialmente famoso ao ser retratado como o personagem Japhy Ryder no livro “Vagabundos Iluminados” (L&PM Pocket), escrito por Jack.

Já Kerouac tinha mania de rabiscar seus versos de improviso num caderninho de anotações, hábito que cultivou desde muito cedo. Ele chamava esses rompantes poéticos de “pops” (algo como “estalos”), e por conta dessa aproximação com a filosofia zen-budista absorveu algumas técnicas de composição próprias do hauki (ou haicai, ocidentalmente falando), um tipo de poesia curta de origem oriental que, com seus erros e acertos, acabou ajudando a divulgar.

O haicai é um poema orientalista que se volta para a transitoriedade do tempo e dos lugares, dos seres e das coisas da natureza, a objetiva expressão “não poética” de um momento poético e sensorial que prescinde da fantasia e racionalização. A maior expressão do gênero é o poeta japonês Matsuo Bashô (松尾 芭蕉).

Como exemplo, segue dois haicais do livro de Jack:

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A Mosca do inverno

No armário dos remédios

Morreu de velhice

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As árvores não podem ir buscar

Um copo d’água

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Editado em 2009, “Nuvens de Iowa” foi lançado em memória aos 40 anos da morte de Jack Kerouac, e teve seu conteúdo extraído de “Book of Haikus”, publicação póstuma da editora americana Penguin, que chegou às livrarias em 2003. Bem que a L&PM poderia publicar por aqui…

Guia dos Drinques dos Grandes Escritores Americanos

28 de julho de 2012 0



Para chegar à mistura perfeita de álcool e literatura, o norte-americano Mark Balley se baseou em vários acontecimentos que ligam álcool e escritores famosos. “Guia dos Drinques dos Grandes Escritores Americanos” publicação da editora Jorge Zahar, explora esse viés bebum tanto na vida pessoal, quanto na ficção. Ou seja, pegue as receitas dos coquetéis favoritos dos melhores (e mais boêmios) escritores americanos, como Bukowski, Capote, Kerouac, Dorothy Parker e Tennessee Williams. Acrescente trechos inebriantes de suas obras literárias. Junte casos saborosos dos bons e velhos tempos regados a Martinis – como Scott e Zelda Fitzgerald aparecendo de pijama em festas ou Ernest Hemingway quebrando a bengala de John O’Hara contra a própria cabeça. Junte a isso as caricaturas de Edward Hemmingway, neto do velho Ernest H. e você terá uma publicação de peso.

E mais:

São 43 grandes nomes da literatura americana e suas bebidas preferidas. A cereja do bolo (ou do Martini), é que o livro conta também com uma minibiografia dos autores e trechos de passagens etílicas literárias, além de apresentar o passo-a-passo de cada drinque preferido dos respectivos escritores. Leia sem moderação.

Confira três receitas etílicas.

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O “Boilermaker” de Charles Bukowski


Ingredientes: 60 mililitros de uísque tipo bourbon, rye ou standard e 250 mililitros de cerveja tipo lager.
Preparo: Coloque o uísque em um copo shot e a cerveja em uma caneca apropriada. Tome em um só gole o uísque puro e beba a cerveja logo em seguida. Gelada, ela irá perseguir o destilado quente na garganta.

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O “Mojito” de Ernest Hemingway


Ingredientes: 5 folhas de hortelã, um ramo para decoração, 30 mililitros de suco de limão, 20 mililitros de xarope simples, 60 mililitros de rum leve e gomo de limão.
Preparo: Amasse as folhas de hortelã no fundo de um copo longo gelado. Por cima, despeje o suco de limão, o xarope e o rum. Complete com gelo quebrado. Decore com um gomo de limão e o ramo de hortelã. Pode-se também acrescentar uma esguichada de club soda.

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O “Screwdriver” de Truman Capote

Ingredientes: 60 mililitros de vodca, 200 mililitros de suco de laranja fresco e meia rodela de laranja.



On The Road ganha Twitter oficial e página no Facebook

30 de março de 2012 0

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Versão brasileira foi batizada de “Na Estrada”

A Playarte acaba de divulgar os perfis oficiais do Twitter e Facebook de “On The Road!”, adaptação de Walter Salles para a obra de Jack Kerouac. O diretor também foi anunciado como colaborador das páginas oficiais de “Na Estrada”, nome da versão brasileira do longa.

Mais informações sobre “Na Estrada”, acesse o link

O filme promete uma avant-première repleto de estrelas hollywoodianas aqui no Brasil. Kristen Stewart, Viggo Mortensen, Amy Adams e Kirsten Dunst estão confirmados para a estreia nacional. Segundo a Playarte, distribuidora do longa aqui no país, “On The Road”, ou melhor, “Na Estrada”, chegará aos cinemas do país no dia 15 de junho.

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Além disso, a página oficial do Facebook na produtora francesa MK2 revelou nessa sexta-feira (30) três novos pôsteres alternativos do filme. Dessa vez as escolhidas foram as atrizes Elzabeth Moss, Amy Adams e a brasileira Alice Braga.

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Produtora MK2 divulga novo pôster de On The Road

17 de março de 2012 0

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A produtora francesa MK2 revelou nessa sexta-feira (16) um pôster alternativo de “On the Road”, novo trabalho de Walter Salles adaptado da obra de Jack Kerouac. A imagem destaca Viggo Mortensen caracterizado como Old Bull Lee (que na realidade é um alter-ego do escritor William Burroughs). Veja o primeiro pôster divulgado.

“The best teacher is the experience (o melhor professor é a experiência)”, um dos bordões burroughsnianos assina com um emblema beat a peça de divulgação. Assista ao trailer do filme.

Saiba mais sobre “On The Road” no link.

O filme promete uma avant-première repleto de estrelas hollywoodianas aqui no Brasil. Kristen Stewart, Viggo Mortensen, Amy Adams e Kirsten Dunst estão confirmados para a estreia nacional. Segundo a Playarte, distribuidora do longa aqui no país, “On The Road” chegará aos cinemas do país em junho.

Jack Kerouac faria 90 anos nesta segunda-feira

12 de março de 2012 0

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Se estivesse vivo, Jack Kerouac faria 90 anos nesta segunda (12). Kerouac nasceu em Lowell, Massachusetts, em 12 de março de 1922; era o mais novo de três filhos de uma família de origem franco-canadense. O autor de On The Road, livro que no segundo semestre desse ano ganhará sua adaptação para a grande tela, morreu em outubro de 1969. Segundo muitos, o chamado Rei dos Beats sucumbiu frente ao tédio e ao alcoolismo. Atualmente, Kerouac tem 17 livros em catálogo no país. CONFIRA aqui

RECENTEMENTE a editora gaúcha L&PM lançou um novo título nas livrarias.

CONHEÇA a biografia em HQ lançada ano passado pela editora Devir

VEJA o trailer de On The Road, filme de Walter Salles.

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“On The Road” foi publicado nos Estados Unidos em 1957 e, desde então, artistas advindos das mais diversas origens, como Bob Dylan, Jim Morrison, Tom Waits e Johnny Depp passaram a citar (e muitos dos que ainda estão vivos ainda citam) o livro como divisor de águas em suas vidas. Relatos do tipo “Eu li ‘Road’ e caí na estrada” passaram a se incorporar ao limo que envolve esse ½ século de vida mítica da obra maiúscula de Jack Kerouac.

Parabéns, Jack!

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Trailer de On The Road é divulgado

09 de março de 2012 1

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Filme de Walter Salles deve ganhar estreia em junho

Finalmente foram reveladas as primeiras imagens de um dos filmes mais aguardados dos últimos tempos. O primeiro trailer oficial de On The Road foi divulgado no Facebook oficial do filme (via produtora francesa MK2).

Veja!

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O longa é uma adaptação do clássico (livro) homônimo do escritor americano Jack Kerouac, um dos líderes do movimento beat nos anos 50. No elenco, Sam Riley, Garret Hedlung, Kristen Stewart, Steve Buscemi, Elisabeth Moss, Terrence Howard e a atriz brasileira Alice Braga.

O roteiro é do porto-riquenho José Rivera, velho parceiro de Salles. Já a produção conta com Francis Ford Coppola, peso pesado da indústria cinematográfica, que adquiriu os direitos de filmar a obra há 30 anos. A produtora francesa MK2 financiará o trabalho, cujo orçamento chega a US$ 25 milhões. A trilha sonora ficará a cargo do argentino Gustavo Santaolalla (O segredo de Brokeback Mountain).

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Mais sobre “On The Road” aqui

O filme promete uma avant-première repleto de estrelas hollywoodianas aqui no Brasil. Kristen Stewart, Viggo Mortensen, Amy Adams e Kirsten Dunst estão confirmados para a estreia nacional do filme dirigido por Walter Salles. Segundo a Playarte, distribuidora do longa aqui no país, On The Road chegará aos cinemas do país em junho.

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On The Road ganha pôster de cinema

29 de fevereiro de 2012 1

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A produtora francesa MK2 acaba de divulgar o primeiro pôster oficial de cinema do filme On The Road. Os produtores do filme publicaram perfis oficiais no Facebook e no Twitter. Além disso foi divulgado o site oficial do longa (não consegui acessá-lo).

O longa é uma adaptação do clássico (livro) homônimo do escritor americano Jack Kerouac, um dos líderes do movimento beat nos anos 50. No elenco, além dos atores citados acima, também compõem o cast  Sam Riley, Garret Hedlung, Steve Buscemi, Elisabeth Moss, Terrence Howard e a atriz brasileira Alice Braga.

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O roteiro é do porto-riquenho José Rivera, velho parceiro de Salles. Já a produção conta com Francis Ford Coppola, peso pesado da indústria cinematográfica, que adquiriu os direitos de filmar a obra há 30 anos. A produtora francesa MK2 financiará o trabalho, cujo orçamento chega a US$ 25 milhões. A trilha sonora ficará a cargo do argentino Gustavo Santaolalla (O segredo de Brokeback Mountain).

Mais sobre “On The Road” aqui

O filme promete uma avant-première repleto de estrelas hollywoodianas aqui no Brasil. Kristen Stewart, Viggo Mortensen, Amy Adams e Kirsten Dunst estão confirmados para a estreia nacional do filme dirigido por Walter Salles. Segundo a Playarte, distribuidora do longa aqui no país, On The Road chegará aos cinemas do país em junho.

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Kristen Stewart virá ao Brasil para o lançamento de On The Road

10 de fevereiro de 2012 1

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Mais três atores estão confirmados para a estreia nacional do filme

O filme “On The Road” promete uma avant-première repleto de estrelas hollywoodianas aqui no Brasil. Kristen Stewart, Viggo Mortensen, Amy Adams e Kirsten Dunst estão confirmados para a estreia nacional do filme dirigido por Walter Salles, que acontecerá em junho. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (10) pela PlayArte Pictures, distribuidora do filme no Brasil.

O longa é uma adaptação do clássico (livro) homônimo do escritor americano Jack Kerouac, um dos líderes do movimento beat nos anos 50. No elenco, além dos atores citados acima, também compõem o cast  Sam Riley, Garret Hedlung, Steve Buscemi, Elisabeth Moss, Terrence Howard e a atriz brasileira Alice Braga.

O roteiro é do porto-riquenho José Rivera, velho parceiro de Salles. Já a produção conta com Francis Ford Coppola, peso pesado da indústria cinematográfica, que adquiriu os direitos de filmar a obra há 30 anos. A produtora francesa MK2 financiará o trabalho, cujo orçamento chega a US$ 25 milhões. A trilha sonora ficará a cargo do argentino Gustavo Santaolalla (O segredo de Brokeback Mountain).

Mais sobre “On The Road” aqui

On The Road, de Walter Salles, pode ganhar estreia em Cannes

05 de janeiro de 2012 2

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Tradicional festival francês acontece entre os dia 16 e 27 de maio de 2012

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O produtor Charle Gillibert anunciou via Twitter que On The Road, filme dirigido pelo brasileiro Walter Salles ganhará seu avant-première na França, em 23 de maio. Levando em conta que o Festival de Cannes, uma das mais tradicionais celebrações do cinema mundial acontece de 16 a 27 desse mesmo mês, há boas possibilidades de que a estreia de On The Road aconteça na edição desse ano. *

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Aqui no Brasil a PlayArte, distribuidora oficial do filme, revelou (também via Twitter) que a estreia no país está prevista para o dia 8 de junho (data ainda sujeita a alteração).

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O longa é uma adaptação do clássico (livro) homônimo do escritor americano Jack Kerouac, um dos líderes do movimento beat nos anos 50. No elenco:  Sam Riley (Sal Paradise), Garret Hedlung (Dean Moriaty), Kristen Stewart (Marylou), Viggo Mortensen (Old Bull Lee), Amy Adams (Jane), Kirsten Dunst (Camille), além de Steve Buscemi, Elisabeth Moss, Terrence Howard e a atriz brasileira Alice Braga.

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O roteiro é do porto-riquenho José Rivera, velho parceiro de Salles. Já a produção conta com Francis Ford Coppola, peso pesado da indústria cinematográfica, que adquiriu os direitos de filmar a obra há 30 anos. A produtora francesa MK2 financiará o trabalho, cujo orçamento chega a US$ 25 milhões. A trilha sonora ficará a cargo do argentino Gustavo Santaolalla (O segredo de Brokeback Mountain).

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On the road de Walter Salles já tem previsão de estreia no Brasil

02 de janeiro de 2012 0

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Uma das notícias mais esperadas de 2012 no quesito “cult movie” acaba de ganhar seu primeiro START. Peguei essa no sempre bem atualizado blog da editora gaúcha L&PM

Quem acompanha os passos do diretor Walter Salles nas filmagens de On the road deve ter visto na última semana as especulações sobre a data de estreia do roadmovie baseado na obra de Jack Kerouac. Vários sites de fãs dos atores Garrett Hedlund e Kristen Stewart, que farão o papel de Dean Moriarty e Marylou, apostavam no dia 20 de julho, até que a PlayArte, distribuidora oficial do filme, revelou via Twitter que a estreia no Brasil está prevista para o dia 8 de junho.

Clique neste link e saiba mais sobre o filme de Salles.

Vida de Jack Kerouac ganha versão em HQ

18 de novembro de 2011 0

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Confira prévia da graphic novel

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Novidade pinçada no twitter do jornalista Augusto Paim. Acaba de chegar ao mercado uma graphic novel que repassa a vida do Rei dos Beats em quadrinhos. Trata-se do livro Kerouac (editora Devir), publicação que narra a vida do escritor americano Jack Kerouac, um dos fundadores, junto a Allen Ginsberg e William Burroughs, do movimento artístico que ficou mundialmente conhecido como “Geração Beat”. Explicando o que talvez não precise ser explicado – em meados dos anos 1950, este movimento era composto por jovens americanos segregados e proscritos que, cansados da monotonia da vida ordenada e da idolatria à vida suburbana na América do pós-guerra, resolveram criar sua própria revolução cultural através da literatura.

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Conduzido por meio de uma narrativa ágil, a obra é capitaneada pelo ilustrador paulista João Pinheiro. O autor aborda os acontecimentos mais marcantes da vida de Jack, revê sua trajetória literária, suas conquistas, decepções, paixões, contradições, influências estéticas e sua relação com os Estados Unidos de sua época. Da mesma forma que para Jack e os beats não havia fronteira entre a literatura e a vida, os fatos desta narrativa se entrelaçam novamente com a vida, só que agora em quadrinhos.

Pinheiro é autor de histórias em quadrinhos e de livros infantis, publicou HQs nas revistas Front e Graffiti. Escreveu e ilustrou, pela editora Noovha América, o livro: O monstro (nem tão monstruoso) e o menino João.

“Kerouac” tem préfacio do “Kerouólogo” Cláudio Willer.  Leia o prefácio aqui.

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Kerouac,

História e Arte: João Pinheiro
Acabamento: Brochura com laminação fosca com reserva de verniz
Miolo: 112 páginas P/B em papel off-set 90 g/m²
Formato: 16,5 cm × 24,0 cm
ISBN: 978-85-7532-479-0  Compre aqui

Confira uma prévia da graphic novel

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Ainda a espera da batida (in)perfeita

11 de maio de 2011 1

Festinha no México. Uma das fotos divulgadas do filme de Salles. Divulgação MK2
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A Geração Beat está de volta em livro, filme, documentário, CD e HQ. 2011 pode ser o ano da nova onda beat, isso porque em breve chega às telas a versão cinematográfica de On The Road, obra maior do escritor americano Jack Keroauc

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No final dos anos 40, Jack Kerouac e Neil Cassidy pegaram juntos pela primeira vez o longo atalho pardo em busca do oeste deles mesmos. O cenário que a dupla se depararou naqueles dias, era muito diferente do nosso deliberado mundo self-service repleto de contínuas sensações de déjà vu. Atualmente, não há mais nada de novo sob o sol, só nos resta o conformismo de aceitarmos toda desmedida repetição. Já naquela era virginal em alguns excessos, Jack & Neal não passavam de cobaias de si mesmos, deliberadamente experimentando de tudo e rompendo pré-estabelecidos padrões de conduta, para logo em seguida, colocar suas experiências no papel. “Isso não é literatura, é datilografia!” Mas… “O caminho do excesso não acaba levando ao palácio da sabedoria?”. Bem, na verdade, Neil escreveu apenas um livro (O Primeiro Terço), e apesar disso, ele se tornou o anti-herói maior daquele tempo, posicionado no topo da escala dos avatares  da Geração Beat. Sim, ele foi o mais explosivo e conturbado dos cometas humanos que já se foi noticiado – isso em uma época em que o conformismo e o bom mocismo imperavam na América branca. Entre outras coisas, o fora-da-lei Neil roubava carros apenas para dar uma banda, se relacionava com homens e mulheres, e não teve melindres em derrubar a porta dos fundos da pré-história do rock and roll. O homem foi o verdadeiro “Back Door Man” do sonho americano.
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US 285, Novo México, 1955. Foto: Robert Frank
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Por muitos anos Neil Cassidy foi imitado, decalcado aos extremos, sugado e consequentemente esquartejado pelo seu próprio personagem maior: Dean Moriarty, o herói de On The Road, livro no qual seu brother de sangue, Jack Kerouac, ganhou fama e reconhecimento. O pensamento vivo de Cassidy sobreviveu em grande parte das páginas da chamada “Bíblia da Geração Beat”. Mesmo livro que também amaldiçoou seu protagonista e insolentemente assombrou o escritor. On The Road foi publicado nos Estados Unidos em 1957 e, desde então, artistas advindos das mais diversas origens, como Bob Dylan, Jim Morrison, Tom Waits e Johnny Depp passaram a citar (e muitos dos que ainda estão vivos ainda citam) o livro como divisor de águas em suas vidas. Relatos do tipo “Eu li ‘Road’ e caí na estrada” passaram a se incorporar ao limo que envolve esse ½ século de vida mítica da obra maiúscula de Jack Kerouac. Ao fazer da carona um modo de vida, Neil Cassidy inspirou várias gerações, como também o deixou na berlinda de seu próprio alter ego. O fim da linha se deu em 1968, após ingerir colossais doses de pulque, bebida fermentada feita de cacto. Ele caiu desacordado entre os dormentes dos trilhos próximo a São Miguel Alende, no México, morrendo de insolação (e provavelmente de desolação). Seu último emprego foi ter sido motorista do chamado Ônibus do Ácido, trupe comandada por Ken Kesey que partiu estrada afora distribuindo LSD grátis de costa a costa nos Estados Unidos, embalados pelo rock psicodélico do Grateful Dead. Já Kerouac morreu de desgosto e de tanto beber, apenas um ano depois de seu amigo, odiando os hippies e renegando On The Road como se fosse o diabo correndo da cruz.
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A trinca de Ases de On The Road nas telas. Divulgação: MK2
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On The Road, o filme – A adaptação do livro pipocou por mais de 30 anos na mão de Francis Ford Coppola, e finalmente o tão esperado longa-metragem irá ganhar a grande tela em 2011. Dirigido pelo cineasta brasileiro Walter Salles (Diário de Motocicleta), o filme já se encontra em processo de finalização. No elenco nomes como Sam Riley (Control), Garret Hedlung (Tron, o Legado), Kristen Stewart (a heroína da saga Crepúsculo), Viggo Mortensen (da trilogia O Senhor dos Anéis), Amy Adams (O vencedor), Kirsten Dunst (Homem-Aranha), além de Steve Buscemi, Elisabeth Moss, Terrence Howard e a atriz brasileira Alice Braga. O roteiro é do porto-riquenho José Rivera, velho parceiro de Salles. A produtora francesa MK2 financia o trabalho, cujo orçamento chega a US$ 25 milhões. A trilha sonora ficará a cargo do argentino Gustavo Santaolalla (O segredo de Brokeback Mountain). Desde que foi convidado por Coppola para dirigir ‘Road’ em 2005, Walter Salles percorreu os Estados Unidos, seguindo os passos de Kerouac, e reuniu material suficiente para um documentário (In the Search of On the Road), que deve ser disparado um pouco antes ou até mesmo simultaneamente ao filme principal. A trama segue o tranco original do texto de Jack: Sal Paradise (Sam Riley), aspirante a escritor de Nova York, cansado de estar enovelado em uma rotina entediante, resolve seguir os passos do novo camarada Dean Moriarty (Garrett Hedlund), um jovem trapaceiro vindo do meio-oeste americano.
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Hedlund como Dean Moriarty. Divulgação MK2
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Embalados pelo espírito aventureiro de Dean, e turbinados por sexo, drogas e o ritmo do bebop, a dupla parte em uma viagem de autodescoberta, muitas vezes sem um rumo determinado. Quase sempre movidos pela impulsividade de apenas seguir em frente, Dean & Sal também são aditivados por romances tempestivos e parcerias forjadas ao longo da jornada. Zanzando aleatoriamente de uma costa a outra dos Estados Unidos, indo e vindo por cidades como Nova York, Denver, San Francisco e tantas outras urbes e pequenos povoados do imaginário americano, a aventura culmina em uma longa viagem até o México.
Graphic novel ganhou edição nacional.
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Livros e HQ – Assim como aconteceu com os The Doors e o fenômeno pós-versão Oliver Stone para a história de Jim Morrison e banda, tenho o cutuque de que o filme poderá deflagrar uma nova onda. Até por que o terreno já vem sendo adubado há um bom tempo, inclusive no Brasil. Ao longo dos últimos anos, só a editora L&PM publicou dezessete títulos traduzidos da obra de Kerouac, além de outros tantos autores vinculados à cena beatnik. Recentemente, no segundo semestre do ano passado, outra editora, a paulista Benvirá (braço alternativo da Saraiva) colocou na roda Os Beats, biografia em quadrinhos da Geração Beat. O projeto foi capitaneado pelo escritor Harvey Pekar (A história dele está no filme Anti-Herói Americano. Pekar faleceu ano passado). Com mais de 200 páginas, a graphic novel passa o rodo na geração beat, dando uma geral dos primórdios, e avançando até os dias atuais. Mas o grande mérito da publicação foi ter levantado a lebre para outros nomes dessa “tiurma mucho louca”. Além da trinca Kerouac, Burroughs e Ginsberg, escritores do segundo escalão de interesse (e não menos importantes) como Gregory Corso, Charles Olson, Kenneth Patchen, Leroi Jones, Diane Di Prima estão no livro. Também gostei da sacada de incluir no mesmo balaio de gatos artistas plásticos como Jackson Pollock e anti-músicos como Tuli Kupferberg, criador do grupo musical The Fuggs. Pollock e Kupferberg são bons exemplos de artistas totalmente sintonizados a galera beatnik.
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James Franco como Allen Ginsberg. Divulgação Rabbit Bandini Procuctions.
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O Uivo de Allen Ginsberg - Voltando ao cinema, ano passado foi lançado Howl, longa dirigido por Rob Epstein e Jeffrey Friedman, que tem o mérito de apresentar um dos momentos fundamentais do movimento beat nos EUA: o julgamento de Howl (Uivo) o poema de Allen Ginsberg que dá nome ao filme. Howl é uma das obras que definiram aqueles anos. Escrito em 1955, o livro contém referências a práticas sexuais que motivaram, dois anos depois, um processo por obscenidade contra Lawrence Ferlinghetti, dono da City Lights Bookstore, editora que publicou originalmente nos Estados Unidos a coletânea que continha o mal fadado texto poético. No elenco estão James Franco, Mary-Louise Parker, John  Hamm, Jeff Daniels, David Strathairn e Alessandro Nivola.
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O livro que virou disco – Também em 2010, um lançamento discográfico que passou batido por aqui, mas fez barulho nos EUA, foi One Fast Move or I’m Gone, projeto realizado por um dos cabeças do grupo de alt-country Son Volt, Jay Farrar e o líder dos indies do Death Cab for Cutie, Ben Gibbard. O registo fora adaptado inteiramente por Farrar, que chupou os textos de Kerouac, mais propriamente o material do livro Big Sur, lançado tardiamente em 2010 aqui no Brasil pela gaúcha L&PM. O projeto nasceu quando o sobrinho do escritor, e produtor Jim Sampas, pediu aos dois músicos para contribuírem num documentário sobre a vida de Kerouac – durante o período em que ele escreveu o romance que foi publicado originalmente em 1962. Utilizando palavras do próprio escritor, One Fast Move or I’m Gone capta o drama do alcoolismo e depressão, vivido por Keroauc logo após On The Road. Jay Farrar não tinha lido Big Sur, mas depois de receber o convite de Sampas, dedicou-se a absorver o universo do livro. Cinco dias após ter concluído a leitura, o compositor tinha o material praticamente pronto. E o disco resultou em uma sensacional mistura de blues, folk e alt-country temperado com o espírito beat.
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O Kerouac original retocado pelo neon. The oficial web site
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Como podemos perceber a barulhenta batida imperfeita do mantra daquela rapaziada da pesada ainda ressoa na música, cinema e literatura, e ininterruptamente suas obras continuam a arrebanhar discípulos e novos simpatizantes. Quando On The Road chegar aos cinemas de todo mundo (a previsão de estreia está agendada para dezembro, mas é possível que o longa seja lançado no primeiro semestre de 2012), nossos ouvidos não deixarão de perceber o grande estrondo que tomará conta dos quatro cantos do planeta.
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Pra finalizar, fiquem com o trailer de Neal Cassidy, filme dirigido em 2007 por Noah Buschel com Tate Donovan na pele do verdadeiro Dean Moriarty.
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Notícias de On The Road (2) Kristen Stewart

25 de agosto de 2010 1

Fonte site fansteen

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A atriz norte-americana Kristen Stewart (da badalada saga Crepúsculo) desembarcou nessa quarta no aeroporto de Ezeida, próximo a Buenos Aires, para filmar alguns cenas em território argentino para On The Road, novo longa do diretor brasileiro Walter Salles.

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Da capital argentina, Stewart seguiu para Bariloche, principal centro turístico da Patagonia, a 1.600 km de Buenos Aires, onde se filmam algumas cenas do filme de Salles, uma adaptação do livro do escritor beat  Jack Kerouac, publicado em 1957.

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A atriz deve permancer em Bariloche até o próximo sábado, dia 28. No longa, ela interpreta Marylou, namorada ‘pra-frentex’ de Dean Moriarty (Garret Hedlund), um jovem trapaceiro vindo do meio-oeste americano que percorre os Estados Unidos com o amigo Sal Paradise (Sam Riley), isso no fim dos anos 1940.

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O diretor brasileiro começou a rodar no começo de agosto no Canadá e deve finalizar On The Road no México.

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On The Road again

22 de abril de 2010 1

Divulgação espólio Jack Kerouac

 

Parece que finalmente a adaptação para o cinema de On The Road, livro do escritor franco-americano Jack Keroauc vai sair do papel. O filme deve mesmo ter a direção do cineasta brasileiro Walter Salles (Diário de Motocicleta ) e de acordo com informações divulgadas na imprensa americana, o ator Garrett Hedlund (de Tróia e mais recentemente Tron Legacy) está em negociações para viver Dean Moriarty, personagem principal da história.

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Desde que Francis Ford Coppola vendeu os direitos autorais do projeto, ainda na década de 1970, a versão cinematográfica do livro já virou lenda. A produção já passou pelas mãos de diversos diretores, e vários atores foram especulados para protagonizar a saga de Dean & Sal pelos confins da América, entre eles Johnny Depp, declarado fã devoto de Kerouac. Em 2005, o projeto caiu nas mãos de Walter Salles e o roteirista porto-riquenho José Rivera, parceiro do brasileiro em Diário de Motocicleta.

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Escrito no final dos anos 40, On the Road, foi lançado nos Estados Unidos em 1957. Jack Kerouac é um dos principais expoentes da chamada Geração Beat, sendo incensado como a influência maior para a rapaziada dos anos 60, e toda a trupe que colocou a mochila nas costas e botou o pé na estrada. Com tradução de Eduardo Bueno e Antônio Bivar, o livro foi lançado tardiamente no Brasil pela editora Brasiliense, em 1984.

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A previsão é que as filmagens tenham início ainda no primeiro semestre desse ano.

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Pra pontuar nossa informação, abaixo a gente vê e ouve Johnny Depp recitando Kerouac (2006), em um especial pra TV americana.

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Tesouros desenterrados

19 de junho de 2009 4

kerouac & burroughs no final dos anos 40/Allen Ginsberg

Três obras da literatura beat ganham versão em português.


O ano de 1984 foi emblemático para a literatura beat no Brasil. Com 37 anos de atraso, On The Road, o clássico de Jack Kerouac, finalmente ganhava sua versão em português. Com tradução de Antônio Bivar e Eduardo Bueno, o livro deu o pontapé inicial na onda de publicações dos beats no país. A chamada geração beat é um termo usado tanto para descrever um grupo de escritores americanos, que vieram a se tornar conhecidos no final da década de 1950 e no começo da década de 1960, quanto ao fenômeno cultural que eles escreveram e inspiraram. Outros o chamam de beatniks, que seria uma mistura da palavra beat , no sentido de batida, beatitude , mais Sputnik, o primeiro satélite artificial da Terra lançado pela antiga União Soviética em 4 de outubro de 1957, exatamente um mês depois do lançamento de On The Road pela Viking, nos EUA. Ao longo dos últimos 25 anos, nomes como Allen Ginsberg, William Burroughs, Gregory Corso, Gary Snyder, Michael McClure e tantos outros escritores dessa turma da pesada já foram publicados no Brasil. Mas a elétrica tríade formada por Ginsberg, Burroughs e Kerouac sempre carregou o status de principais avatares dos beats.


Algumas das principais marcas da geração beat são a liberdade de expressão, a ausência de regras, o jazz como influência poética (mais precisamente o bop de Charlie Parker e Miles Davis), a temática sexual e o hedonismo. Um quarto de século depois do primeiro lançamento no país, três importantes e decisivos capítulos do cena beat do século 20 chegaram as livrarias brasileiras nos últimos meses: E os Hipopótamos Foram Cozidos em Seus Tanques, Visões de Cody e On The Road - O Manuscrito Original.


E os Hipopótamos Foram Cozidos em Seus Tanques, com seu estranho título, baseia-se num crime passional ocorrido de fato em Nova York, em 1944, às margens do rio Hudson: o assassinato de David Kammerer pelo adolescente Lucien Carr, ambos amigos de Burroughs e Kerouac. Agora, com os implicados falecidos, o livro pode finalmente vir à tona. Escrito em dupla, essa é a primeira obra acabada tanto de Kerouac, então com 23 anos, quanto do já trintão Burroughs. Nenhum dos dois, futuros fundadores da prosa beat norte-americana, tinha publicado livros ainda. A trama, aberta e flutuante, é centrada num punhado de jovens e curiosos personagens típicos da geração beat, desgarrados, sem grana no bolso, mas pouco inclinados ao trabalho convencional. Na época, o caso ganhou as manchetes dos jornais, e Lucien Carr (que posteriormente tornou-se um respeitado jornalista) acabou cumprindo pena de dois anos pela morte acidental de Kammerer. É no mínimo curioso, pois o fato é que a primeira aparição dos escritores foi nas páginas policiais.


Visões de Cody chega com a força de ser o melhor trabalho de Jack Kerouac, segundo biógrafos e `Kerouacólogos` de plantão. O livro foi publicado originalmente nos EUA em 1973, quase três anos após a morte do escritor, que também julgava essa ser sua obra prima. Cody retoma em ritmo próprio um estudo sobre Cody Pomeray, que, na realidade, é Neal Cassady, o mesmo herói Dean Moriarty de On The Road. Por uma imposição da editora americana, o autor não podia repetir os nomes de seus personagens On The Road, por isso os protagonistas que aparecem no livro ganharam novos nomes. Ao ler de Visões de Cody, quem conhece On The Road poderá reprisar por uma ótica mais ampliada alguns episódios. No Brasil, Visões de Cody ganhou uma devotada tradução de Guilherme da Silva Braga, que manteve a espontaneidade. Também não alterou, na versão em português, o tom caótico e desorientador do original em inglês. Na medida do possível, Braga aportuguesou os surtos datilográficos, as seqüências aliterativas, versos, trocadilhos, neologismos e demais improvisações que o caracterizam. Na época em que escreveu o livro (1951-1952),Kerouac (desempregado e com apenas um livro publicado, o fracassado The Town & The City) morava de favor no sótão da casa de Neal Cassady, em San Francisco. Outro fato curioso desse período é que Jack dividia a cama com Carolyn, a esposa de Neal , tudo isso, claro, com o consentimento velado do amigo.


O mercado editorial americano cochilou meio século, mas enfim lançou o manuscrito original de On The Road em setembro do ano passado. Em comparação, a editora gaúcha L&PM foi rápida no gatilho. On The Road - O Manuscrito Original não tem cortes e ganhou tradução de Eduardo Bueno e Lúcia Brito. A versão em português também inclui os quatro ensaios que dissecam as histórias e lendas que abarcaram e ainda orbitam a versão original do livro, escrito em apenas três semanas, em 1951. A versão original de On The Road foi datilografada em um único e longo parágrafo, com entrelinha simples, em folhas de papel vegetal, mais tarde coladas uma nas outras, formando um rolo de quase 37 metros de comprimento do que chamava de “prosa espontânea”. O escritor acreditava no poder de uma literatura que brotasse através de jatos do inconsciente, livre dos mecanismos usuais de edição. Acontece que, desde a época de seu lançamento, em 1957, há quem alegue que a pressão dos editores para tornar o livro mais palatável acabaria por diluir sua idéia inicial. O próprio Kerouac se manifestou profundamente insatisfeito com o empenho dos editores em obstruir sua escrita espontânea com uma infinidade de pontos e vírgulas desnecessários. Um único e gigantesco bloco textual sem nenhuma separação, pontuação esparsa, nomes verdadeiros dos personagens (a narrativa é toda calcada em personagens reais e na experiência do autor cruzando as estradas americanas de carona) e detalhes sexuais anteriormente omitidos são as novidades do manuscrito original. Na verdade, o livro nunca foi uma unanimidade. É famosa a definição de Truman Capote: “Kerouac faz datilografia e não literatura”. Mas apesar das críticas de muitos, On The Road se tornou a chamada “Bíblia” de uma geração e consequentemente um dos livros mais influentes da cultura pop dos últimos 50 anos. Suas idéias ecoaram com força desde as canções de Bob Dylan e Tom Waits, vazaram deliberadamente na escrita do dramaturgo Sam Shepard e tingiram a estrada tortuosa do cineasta Wim Wenders, só para falar de alguns nomes. E os Hipopótamos Foram Cozidos em Seus Tanques, Visões de Cody e On The Road - O Manuscrito Original podem ser lidos tanto por iniciados ou veteranos em literatura beat. Talvez Cody seja um livro um tanto mais intrincado para não acostumados na prosa kerouaquiana, mas o certo é que se tratam de importantíssimos registros para entendermos a cabeça desses malucos que mudaram tudo, os verdadeiros comandantes de uma das mais interessantes revoluções literárias do século passado.