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Posts com a tag "Jimi Hendrix"

Em apenas uma semana, álbum póstumo de Jimi Hendrix chega a segunda posição nas paradas da Billboard

14 de março de 2013 2

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"People, Hell and Angels", álbum póstumo do guitarrista norte-americano Jimi Hendrix, lançado na semana passada, subiu ao topo das paradas da Billboard em apenas uma semana. O LP/CD chegou a segunda posição vendendo a expressiva soma de 72 mil cópias, isso mais de quatro décadas após sua morte. A última vez que um disco de Hendrix havia chegado tão alto nas paradas foi em 1968, quando o clássico "Electric Ladyland" ficou semanas em primeiro lugar.

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Ouça People, Hell and Angels, faixa título do novo álbum de inéditas de Jimi Hendrix

28 de fevereiro de 2013 0

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Mais uma novidade sobre Jimi Hendrix nesta quinta-feira. Outra faixa da nova peça do catálogo do guitarrista foi disparada para audição. Trata-se da faixa título de "People, hell and angels", trabalho que será lançado na próxima terça-feira (5/3), que envolve novas raridades da obra de Jimi.

O LP/CD traz 12 faixas inéditas (ou takes alternativos de canções como "Hear My Train A Coming"), gravadas entre 1968 e 1969.

Ouça no link


Vinil de sete polegadas e pôster inédito de Jimi Hendrix serão lançados em abril

28 de fevereiro de 2013 2

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Itens estarão disponíveis no próximo Record Store Day

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Agora já tem data oficial. O Record Store Day desse ano, irá acontecer no dia 20 de abril. E nesse dia, como acontece a mais de meia década, novos lotes de tesouros musicais serão disponibilizados para fãs dos dois lados do Atlântico. Além da divulgação da data, a página oficial do evento acaba de divulgar o primeiro cartaz promocional com uma foto de Jimi Hendrix.

A imagem é do fotógrafo Ira Rosen e foi feita nos anos 1960, em uma pequena loja de discos, na Nova Inglaterra. O clique foi realizado no dia do lançamento de "Are You Experienced" (1967). Pessoas próximas ao artista relatam que Hendrix  adorava dar uma espiada nas  lojas de discos. Janie Hendrix, irmã do guitarrista, e principal detentora sobre os direitos autorais da obra de Jimi, foi a responsável por liberar o uso dessa imagem para o Record Store Day. Ela confirma essa paixão:

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"É totamente apropriado que uma imagem de Jimi Hendrix esteja no cartaz do evento. Ele era um fã de música e ávido colecionador de LPs”, afirmou em entrevista.

O pôster foi produzido numa edição limitada com apenas 5.000 peças. e mede 24 x36.  E atenção fãs do guitarrista, além do cartaz, também está previsto o lançamento de uma edição limitada, numerada de um compacto de sete polegadas  com “Hey Joe” no Lado A, e “Stone Free”, no Lado B. As duas músicas virão em versão mono, e ambas estavam indisponíveis desde o seu lançamento em 1966.

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Álbum com canções inéditas de Jimi Hendrix será lançado em 2013

23 de novembro de 2012 0

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ATENÇÃO fãs de Jimi Hendrix. Vem aí “People, Hell and Angels”', um disco nunca lançado pelo guitarrista norte-americano Jimi Hendrix que chegará às prateleiras em março de 2013.

A Informação foi publicada na revista Rolling Stone.

O álbum teria sido gravado entre 1968 e 1969 com músicas compostas para o disco "First Days Of The New Rising Sun" - o sucessor de"Electric Ladyland", último de sua carreira.

De acordo com a revista, as faixas revelam Hendrix experimentando instrumentos como metais, teclados, percussões e uma segunda guitarra.

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Dia do Baterista: semanário britânico elege as 10 Melhores Performances de Bateria da história

20 de setembro de 2012 10

Além do feriado farroupilha, esse dia 20 de setembro é também o Dia do Baterista. Todo mundo sabe que os ingleses adoram listas. E o semarário britânico UCR elencou as 10 Melhores Performances de Bateria da história do rock. São seis bateristas britânicos, três americanos e um canadense. Pela ordem deu: anos 60 (5), anos 70 (2), anos 80 (2), anos 90 (0), anos 2000 (1).

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10 – Toad – Cream, baterista: Ginger Baker (1966)

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09 – Fire – Jimi Hendrix Experienced, baterista: Mitch Mitchell (1967)

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08 – Aja – Steely Dan, baterista: Steve Gadd (1977)

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07 – Ticks and Liches – Tool, baterista: Danny Carey (2001)

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06 – My Generation – The Who, baterista: Keith Moon (1965)

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05 – 21st Esquizoid Century Man – King Krinson, baterista: Michael Giles (1969)

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04 – Karn Evil 9 – Emerson, Lake & Palmer, baterista: Carl Palmer (1973)

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03 – YYZ – Rush - baterista: Neil Peart (1982)

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02 – Hot For Teacher - Van Halen, baterista: Alex Van Halen (1984)

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01 – Moby Dick - Led Zeppelin, baterista: John Bonham (1969)

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Há 42 anos morria Jimi Hendrix

18 de setembro de 2012 5

Divulgação Artwork

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Se você esbarrar com o nome de James Marshall Hendrix (1942-1970) no topo de qualquer ranking de "o melhor guitarrista de todos os tempos", tenha certeza, caro leitor, que trata-se, sim, com toda justiça, do homem que revolucionou o instrumento. O título é mais do que merecido a ele, o canhoto Jimi Hendrix. A postura de palco, o figurino, as caras e bocas, a conotação sexual, o ativismo político com o punho cerrado ou dedo em "V", o jogo cênico de incendiar o instrumento, o herói da guitarra em sua essência e o melhor de tudo: o som! Hendrix, que morreu há 42 anos, em 18 de setembro de 1970, parecia controlar os incontroláveis corcoveios eletrificados de uma guitarra Fender Stratocaster, como um mago vindo de outro planeta ou dimensão.

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Sua cabeça funcionava como uma fábrica de riffs endiabrados. Entre seus superpoderes, ainda havia um diálogo sem precedentes com a microfonia. Vejo Hendrix, certas vezes, como um daqueles semideuses que tiveram a permissão de conviver entre nós por certo tempo, um controlador das tempestades.

Falando em esferas superiores, lembram das origens de Elvis Presley? O rock precisava de um branco que cantasse como um negro para ser legitimado. Pois Hendrix veio pegar de volta o trono no panteão do gênero. Se um branco (plebeu anglo-saxão) foi coroado como rei do rock, um negro (metade índio) seria para sempre o eterno rei da guitarra, símbolo máximo "desse tal de roquenrôu".

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Quando o norte-americano nascido em Seattle tomou a América de assalto no Festival de Monterey, em 1967, ele já era um nome de respeito na Grã-Bretanha. Antes, ironicamente, Hendrix já havia excursionado nos EUA com os Isley Brothers e com Little Richard. Mas passou batido e despercebido, trabalhando como um mero músico contratado.

Os ventos começaram a soprar a seu favor quando o músico e produtor Chass Chandler (ex-baixista do The Animals) o agenciou na Inglaterra. O espertalhão sabia que a música negra tinha um histórico de êxitos por lá. Visualizando o potencial de Hendrix, Chandler sugeriu a ele o visual cigano-hippie, decalcado direto da Carbaby Street, Meca da Swinging London na segunda metade dos anos 60. Mesmo sem ser um habitué da cena londrina, Hendrix conseguiu, por meio de Chandler, uma palinha com o Cream, de Eric Clapton, em outubro de 1966. Hendrix sacou do coldre Killing Floor, de Howling Wolf, e tocou parte dela com os dentes. Golaço! Logo, ele influenciaria o próprio Clapton, que adotaria visual parecido e um estilo de tocar mais relaxado. Depois, o Cream faria Sunshine of Your Love em homenagem a Hendrix.

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Divulgação Experience Hendrix

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Quando ele passou a ser a atração principal dos shows, contava com uma plateia formada por gente como os Beatles, os Stones, Pete Townsend (The Who), Jeff Beck (ex-Yardbirds e então no The Jeff Beck Group) e dezenas de outros guitarristas que babavam na fila do gargarejo e que também, consequentemente, passaram a repensar sua relação com o instrumento.

Em seguida, Hendrix gravaria álbuns e cairia na estrada com o baterista Mitch Mitchell e o baixista Noel Redding. Apenas um ano depois, voaria alto com sua guitarra em chamas e por versões não menos abrasivas de Bob Dylan e The Troggs no Monterey Pop (1967). A postura do artista sobre as questões raciais e a Guerra do Vietnã foi dada quando "bombardeou" a plateia do Festival de Woodstock (1969) com a versão de protesto do hino norte-americano. A sua Star-Spangled Banner continua sendo um dos eventos mais comentados da história da contracultura, da história da música e até da história americana.

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Pouco tempo depois, Hendrix deixaria de lado a psicodelia, quando emblematicamente dispensou sua banda branquela inglesa. Ele resolveu peitar o racismo de verdade ao admitir os negões Billy Cox e Buddy Miles, incorporando ainda mais groove, funk e sangue escuro na sua música. Ironicamente era criticado por ser um artista negro tocando para uma audiência branca. E o mais estranho é que parecia não se adaptar aos códigos culturais, causando desconfiança entre os "irmãos" com seu novo grupo não miscigenado. As mudanças de formação e a inconstância foram fatores marcantes no controverso e trágico epílogo dos últimos dias do músico.

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Divulgação Experience Hendrix
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No dia 18 de setembro de 1970, Hendrix chegou morto ao hospital em Londres. O legista atestou a causa como "inalação de vômito provocada por intoxicação de barbitúricos". Por não haver em seu sangue quantidade de drogas suficientes para matá-lo, levantou-se a hipótese de suicídio, tese rejeitada pelas pessoas que conviviam com Hendrix.

Já para quem acredita em teoria da conspiração, James "Tappy" Wright, ex-roadie de Hendrix, declarou em Rock Roadie, seu livro lançado em junho de 2009, que, na verdade, o músico americano foi assassinado por Michael Jeffery, seu último empresário, como parte de um esquema de seguro. Wright argumenta que, para o empresário, o guitarrista valeria mais morto do que vivo. A tragédia teria tido início nas primeiras horas do dia 18 de setembro de 1970. Foi quando uma gangue contratada por Jeffery invadiu o quarto do hotel onde Hendrix estava e o forçou a tomar vinho e pílulas para dormir. Quem endossa a afirmação é John Bannister, médico que tentou reavivar Hendrix na noite em que ele morreu. O que o surpreendeu mais no paciente é que ele estava encharcado de álcool. "A quantidade de vinho que estava sobre ele era extraordinária. Não somente ele estava com vinho nos cabelos e camiseta, mas seus pulmões e estômago estavam absolutamente cheios de vinho. Eu nunca vi tanto vinho em apenas uma pessoa", declarou Bannister. Wright diz ter descoberto a história durante um jantar com Jeffery. O empresário estaria bêbado no apartamento do ex-roadie, quando confessou ter assassinado o guitarrista. Apenas um mês depois, Jeffery morreria em um acidente aéreo, em 5 de março de 1973.

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Passados 42 anos da morte de Hendrix, o melhor modo de conhecê-lo ainda é ouvir sua discografia, produzida de forma meteórica em apenas meia década de carreira, e conferir em vídeo suas beatíficas aparições nos festivais de Monterey Pop (1967), Woodstock (1969) e até mesmo o desempenho "meio down" em Isle Of Wight (1970).

Uma pena ter partido tão cedo, aos 27 anos. Entre seus projetos futuros, estava um disco instrumental com o maestro/arranjador Gil Evans e uma parceria com o trompetista Miles Davis! Já pensaram? Quando lembro de Hendrix, sempre penso no cara como um operário do som. Era comum sua estada de 12 horas por dia dentro de um estúdio em busca do "som perfeito" (segundo relatos de Eddie Kramer, engenheiro de som). Em entrevistas, Hendrix disse que ouvia verdadeiras sinfonias em seus sonhos. Tanto que, em uma de suas últimas declarações, disse: "Eu gostaria de unir algo de Bach, Handel e Muddy Waters, do estilo flamenco (risos). Se eu conseguisse este som, eu estaria feliz.

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Curiosidades técnicas:

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Amplificadores: em seus primeiros dias, Jimi Hendrix usava um Fender Twin Reverb (equipamento que nunca abandonou nas gravações de estúdio). Mas na tranqueira do palco, a principal caixa de distorção de Jimi era uma Marshall (a preferida era a Plexi 1959 de 100 Watts). Em alguns casos, chegou a usar seis Marshall ligados em linha simultaneamente, mais um sétimo como monitor. Reza a lenda que o pessoal da técnica costumava ter dificuldades em manter seu equipamento funcionando em turnês, porque ele ligava tudo no máximo, sobrecarregando-os muito além dos limites, fato que frequentemente liquidava com a vida útil desses equipamentos

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Pedais de efeito: Wah-wah (Vox), Wah-wah Cry Baby (Jim Dunlop), Fuzz Face (Dallas Arbiter) e Univible (Univox). Jimi tinha o pé pesado e geralmente seus pedais também tinham vida útil limitada.*

Uma exclusividade: o engenheiro de som Roger Mayer desenvolveu para Hendrix a Octavia, uma máquina que dublava frequências com capacidade de mudá-las.*

Guitarras: as “mulheres elétricas” de Hendrix eram a Gibson Flying V preta (ele teve três modelos ao longo de sua carreira), uma Fender Jaguar e, especialmente, uma multidão de modelos Fender Stratocaster.

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Dicografia Selecionada:

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Os três primeiros discos de Jimi Hendrix foram relançados em 2010, além de First Rays of the New Rising Sun (compilação lançada originalmente em 1997).

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Are You Experienced (1967)

Axis: Bold As Love (1967)

Electric Ladyland (1968)

Band of Gypsies (1970)

Jimi Hendrix Blues (1994)

Valleys of Neptune (2010)*


+ sobre Hendrix:

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Biografia em HQ

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+ Vídeos:

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Entrevista: falando sobre a versão do hino americano (dublado)

Entrevista à Dick Cavett (sem legendas) /1969

Bleeding Heart - Live in NYC (com Jim Morrison)*

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Hound Dog

13 de agosto de 2012 0

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Há exatos 60 anos, no dia 13 de agosto de 1952, a cantora norte-americana Big Mama Thorton gravava "Hound Dog", tema composto pela (então) jovem dupla de compositores Jerry Leiber e Mike Stoller. A música, na versão de Elvis Presley, se tornaria um clássico do rock cerca de quatro anos depois. "Hound Dog" também ganharia versões de Jimi Hendrix, John Lennon, Wllie DeVille, Gene Vincent, Jerry Lee Lewis, Eric Clapton, entre outros.

Vamos ao take da Mamãezona.

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Também vale o registro lembrar do filme "Hounddog", de 2007, dirigido pela cineasta Deborah Kempmeier. A jovem atriz Dakota Fanning, na época com cerca de 12 ou 13 anos, canta sua versão da música.

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Nova biografia de Jimi Hendrix será lançada em novembro

21 de julho de 2012 0

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A Backbeat Books, especialista editora especialista em biografias de grandes nomes do rocka, anunciou o lançamento de Jimi Hendrix: The Ultimate Lyric Book, uma compilação de raridades que estavam guardadas no arquivo pessoal da família Hendrix.

O livro escrito por Janie Hendrix, irmã de Jimi, tem capa dura, 304 páginas com reproduções de manuscritos originais e imagens, na maioria ainda inéditos.

O lançamento está marcado para 13 de novembro, podendo ser adquirido por U$ 40 dólares no site da editora. A publicação ainda não tem previsão de lançamento no país.

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Miles Davis vira selo postal nos EUA e França

27 de janeiro de 2012 0

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Nomes da música mundial como Elvis Presley e os Beatles já tinha caído no álbum de filatelistas. Agora é Miles Davis, um dos maiores nomes da história do jazz norte-americano, quem irá receber uma bela homenagem no gênero. Em parceria com os Correios da França, os Correios dos EUA estão lançando uma série de selos dedicados à música em uma coleção que além de trazer Davis, também terá a cantora Edith Piaf.

Davis morreu em 1991, devido a uma combinação de derrame, pneumonia e insuficiência respiratória, e em 2006 foi incluído no Hall da Fama do Rock And Roll. Sim, apesar de ser um jazzista, Miles colaborou com a aceitação do rock na miscigenação ao jazz, basta ouvir o álbum Bitches Brew (1970) para sacar essa mistura. Na época, Miles desenvolveu seu som influenciado pelo contato com nomes como Jimi Hendrix e Carlo Santana. Nascia o fusion.

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Há 41 anos, morria Jimi Hendrix

18 de setembro de 2011 0

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É Pelé no futebol, Michael Jordan no basquete, Picasso na pintura, Niemayer na arquitetura, Gabriel Garcia Marques na ficção, Saramago na imaginação, Darcy Ribeiro na antropologia, Brizola no discurso político, Mandela na liderança política, Fred Astaire na dança, Chico Buarque na MPB, David Gilmour na melodia, Noel Rosa no samba, Bezerra da Silva na malandragem, Carlos Drumond de Andrade na crônica e Jimi Hendrix na guitarra.
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Hoje (18), faz 41 anos da morte de Jimi (18/09/1970), encontrado em um quarto de hotel em Notting Hill, Londres, sufocado pelo próprio vomito vermelho do vinho tinto, do qual havia abusado na noite anterior. Jimi é o grande herói, tanto de pessoas que já pisavam nesse planeta na década de 60 e 70, quanto de pessoas que ainda irão pisar.

Ele jamais será esquecido.*

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Texto por André Mont’Alverne via Blog De Rocha dupla esperta de Macapá - AP

Há 42 anos, começava o Festival de Woodstock

15 de agosto de 2011 4

Visão aérea de Woodstock/divulgação


Retrospectiva relembra os três dias do maior festival de rock de todos os tempos

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15 de Agosto é dia de o mundo relembrar o maior festival de todos os tempos. O evento aconteceu em uma fazenda na cidade rural de Bethel, Nova York, de 15 a 18 de agosto de 1969, e reuniu parte dos mais importantes artistas do cenário musical da época. Um dos grandes lances de Woodstock é o fato de que pela primeira vez, o público passa a ser protagonista em um evento pop, ganhando tanto destaque quanto os artistas. Para comprovar: basta ver o filme. O que seria de Woodstock sem toda aquela massa humana que causou um dos maiores congestionamentos da história de Nova York? Liberdade sexual e política, o espírito contestatório da época, o livre consumo de drogas ainda no viés messiânico e toda a apoteose hippie foi documentada durante os três dias de paz, amor e música (Peace, love & Music) - frase promocional que foi impressa nos cartazes de divulgação.


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o cartaz original Foto: reprodução


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Reprodução


Confira, em ordem cronológica, quem passou pelo palco na abertura de Woodstock.

Sexta–feira, 15 de agosto de 1969:


Ritchie Havens

Swami Sactchidananda

Country Joe McDonald

John Sebastian

Sweetwater

Bert Sommer

Tim Hardin

Ravi Shankar

Melanie

Arlo Guthrie

Joan Baez


Pontualmente às 17h, o primeiro dia de apresentações começa com o magnetismo de Richie Havens. Ele não estava na "rela" como o cara que faria a abertura. Isso aconteceu porque o Sweetwater, grupo destinado a fazer essa tarefa, continuava preso no monstruoso engarrafamento na estrada de acesso ao festival. Tim Hardim se trancou nos camarins e recusou-se a pisar no palco. Richie topou abrir os trabalhos! Sua mistura de folk & soul ganhou o público em canções como Freedom, que acabou se tornando um dos emblemas da carreira de Havens. Logo depois, o guru indiano Swami Sactchidananda, lançou sua benção nas quinhentas mil cabeças "ripongas". O Sweetwater não chegava, Country Joe McDonald foi convidado a fazer o seu debut como artista solo (ele só se apresentaria oficialmente no domingo com sua banda, pelo menos isso é o que estava no script). Com um violão emprestado a tiracolo, McDonald coloca o público pra cantar na música, I Feel Like I’m Fixing To Die, uma inteligente sátira a guerra do Vietnã. John Sebastian estava lá apenas para curtir. Seu nome não constava no cartaz. Chip Monk (gerente de palco e locutor oficial de Woodstock) perguntou a Sebastian se ele gostaria de entreter o pessoal com algumas canções. Ele topou. Com o violão de Tim Hardin, Sebastian fez sua parte como genuíno representante da geração flower power. Falando pausadamente entre uma música e outra, o músico conta histórias e projeta um mundo onde as pessoas vivem em tendas e são felizes. E da-lhe blá blá blá hippie! O público adora! Afinal o Sweetwater chega, não antes de John Sebastian ser ovacionado. A audiência curtiu essa leva inicial de atrações sem ter a mínima ideia do sufoco que rolava nos bastidores.


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O carismático Richie Havens


Nesse dia reservado ao folk, nomes desconhecidos ou de cunho secundário também se apresentaram. O próprio Sweetwater, Bert Sommer - ex-vocalista do Left Banke e Melanie estiveram lá apenas como tapa-buracos, praticamente aquecendo o pessoal antes dos grandes nomes. Ninguém reclamou, pois nessa mesma noite, não podemos esquecer-nos dos talentosos e ‘mucho-loucos’, Tim Hardin, (morto no início dos anos 80 de overdose) com seu folk poético e Arlo Guthrie (filho do lendário Woody Guthrie – um dos grandes ídolos de Bob Dylan). No filme, é muito engraçada a seqüência de imagens durante a execução de Comin’ Into Los Angeles. Intercalados com imagens de Guthrie, visivelmente "numa boa" e muito a vontade no palco, também são mostrados vários takes de público fumando marijuana a céu aberto, enquanto um policial observa a galera na maior tranqüilidade, chupando seu inofensivo picolé. A presença do simpático e carismático músico indiano Ravi Shankar, ajuda a manter o espírito transcendental do festival. A noite termina com a apresentação da cantora Joan Baez. Grávida de seis meses, a musa do folk de protesto, fala de seu marido, David Harris, um importante opositor da guerra do Vietnã, que na época estava preso. Entre várias canções, dispara pérolas como Drugstore Truck Driving Man, ode de Gram Parsons contra a caretice.


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No primeiro dia de festival. Sebastian, violão & voz.


Abaixo, dois momentos de Woodstock, na sexta, 15 de agosto de 1969. Primeiro Country Joe McDonald e seu coro de milhares de vozes, em I Feel Like I’m Fixing To Die. Depois veja o famoso "drug take" ao som de Arlo Guthrie, em Come Into Los Angeles.


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2º dia

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uma das imagens definitivas do festival/divulgação


Sábado, 16 de agosto DE 1969:


Quill

Keef Hartley Band

The Incridible String Band

Santana

Canned Heat

Mountain

Janis Joplin

Sly & The Family Stone

Grateful Dead

Creedence Clearwater Revival

The Who

Jefferson Airplane


Tarde de muito calor. O a abertura fica a cardo do desconhecido Quill, grupo apadrinhado por Michael Lang (um dos realizadores do festival), mas que acabou não empolgando. A plateia mostrou-se desinteressada com a mistura de blues, rock e pitadas de jazz. Em 40 minutos, eles saltaram do tablado. Na sequência chega o esoterismo da Incridible String Band, que deu uma arrefecida ainda maior nos ânimos. Naquele pasto escaldante de Bethel, foram a única banda a não dar bis nos três dias. Logo depois seria a vez dos britânicos da Keef Hartley Band, comandados pelo baterista Keef Hartley, músico egresso das fileiras do bluesman inglês John Mayall. Eles tinham recém lançado o elogiado álbum HalfBreed, e deram uma aquecida de leve na audiência.


reve

A aura & o carisma do Reverendo Sly


Mas a tarde começou a esquentar de verdade na apresentação da banda do guitarrista Carlos Santana. O músico vinha colocando as garras de fora no Filmore West, lendária casa de espetáculos do empresário Bill Grahan, em San Francisco. Curiosamente, ele e seus partners foram os primeiros artistas a encabeçarem o cartaz em uma noite no Filmore. Isso sem ter ao menos um disco lançado! No debut da banda na costa leste, eles praticamente enfeitiçaram a plateia com sua mistura de temas latinos, rock and roll e soul, uma somatória de estilos e promiscuidade musical que encontrou ressonância na Nação Woodstock. Prova disso é a perfomance da banda em Soul Sacrifice. Destaque para o jovem baterista Michael Shrieve. Santana deixou o festival consagrado.


carlos santana woodstock 69 Pictures, Images and Photos

Santana.


Mantendo a chama, logo depois chegou a vez de um dos bons representantes do blues branquelo. O Canned Heat fez um dos melhores shows do 2°dia, confirmando-os com um dos grandes nomes da cena dos anos 60. No filme, veja o vocalista Bear, sendo filado de seus cigarros por um fã que amistosamente invade o palco e bate um papo com o líder do Heat. Tudo isso no meio de um solo de guitarra! Na esteira vem o rock pesado do Mountain. O peso pesado da guitarra Leslie West se encarregou de lacrar o volume do amplificador. Temas como, Theme from Imaginary Western caíram como uma luva naquele início de noite.


janis

Janis, a mais querida das rockers.


Janis Joplin estava no epicentro para onde convergia o final daquela década: bebidas, drogas, música, sexo e talento. Favorita das multidões e dos músicos, a cantora começa ditando o tom da sua apresentação: “Como estão vocês... (...) Vocês estão doidões e tem água suficiente?“. Logo depois despejou no mar de rostos grande parte de seus clássicos.  Showzaço! Para manter os motores em alta rotação, nada melhor que a música negra do reverendo Sylvester Stewart à frente de sua banda Sly & The Family Stone. A barulheira mais alegre do festival. Quem não se emocionou no filme com a melhor tradição "pergunta e resposta", ao estilo dos cultos de igreja em I Wanna Take You Higher. Quem vem depois? Simplesmente uma das mais queridas bandas da América, que infelizmente teve um azar danado no festival. O Grateful Dead foi atrapalhado por problemas técnicos, incluindo um pedaço do chão defeituoso e também dois dos integrantes da banda - Jerry Garcia e Bob Weir, afirmaram levar choque quando se encostavam aos seus instrumentos. Em resumo: a performance do Dead foi segregada a versões piratas dos registros, tanto no filme, quanto na trilha sonora.


who

The Who. Uma das sensações da 2° noite.


Madrugada de domingo, sob os holofotes, uma das bandas mais populares da época, o Creedence Clearwater Revival. Infelizmente os problemas técnicos que assolaram o Dead continuaram com John Fogerty e os seus. Eles não se importaram e dispararam sua coleção de hits. Um sucesso atrás de outro. Com o público em ponto de bala, o The Who entra no palco as 4 da matina e solapa todo o resto. Um dos melhores momentos daqueles 3 dias de som. Tocaram praticamente toda a ópera rock Tommy e lá foi pedrada. Foram mais de duas horas de espetáculo, em uma das maiores apresentações de todo o evento. Como resultado, O Jefferson Airplane entra no palco com o sol nascendo, passado das 6 horas da manhã. A vocalista Grace Slick saudou a platéia dizendo: "Ok, amigos, vocês já viram os grupos pesados; agora vocês verão música maníaca da manhã!” O show foi curto, direto e eficiente. O rock lisérgico da velha Frisco foi o final perfeito para uma noite daquelas.

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3° dia

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cerca de 500.000 mil pessoas estiveram lá/Henry Diltz

Domingo, 17 de agosto de 1969:


Joe Cocker & The Grease Band

Country Joe & The Fish

Ten Years After

The Band

Blod, Sweet & Tears

Johnny Winter

Crosby, Stills, Nash & Young

Paul Butterfield Blues Band

Sha-Na-Na

Jimi Hendrix


Chegamos ao último degrau da escalada woodstockiana. A prova de resistência passaria pelo seu capítulo mais rigoroso. Os eventos do domingo acabariam atrasando a agenda do festival em várias horas. Ao nascer do sol do dia seguinte, na segunda-feira,  os concertos ainda continuariam apesar da maioria do público já ter ido embora. Voltando ao início do 3°dia, Joe Cocker e a Grease Band sobem ao palco às 14 horas. O tempo começava a fechar assustadoramente anunciando um temporal (veja na foto abaixo). Falando do show, bom... Eis um dos momentos mais sublimes de todo o festival. Cocker ainda não era conhecido nos Estados Unidos. Isso antes daquela tarde. “Ele deve ter tido uns três enfartes quando cantou With A Little Help From My Friends", declarou Dave Bell, um dos produtores do filme que seria lançado em 1970. O tema em questão era uma reinvenção do ábum Sgt Peppers dos Beatles. Virou clássico absoluto! Além de ter inventado o Air Guitar (uma simulação imaginária de como tocar guitarra), o desleixado, rouco e audacioso cantor inglês deixou a multidão boquiaberta com sua mistura de soul, rock, blues e sabe-se lá mais o quê.


cocker

Antes da chuva: Cocker e a Grease Band. Eles arrasaram.


Final do primeiro show e a chuva vem com tudo! Por longas duas horas, o torrencial aguaceiro virou um dos acontecimentos mais marcantes da tarde de domingo. A chuva foi tirada de letra pela moçada, que aproveitou para relembrar a infância, chapinhando na lama. De início se tentou afastar a chuva com a força do pensamento positivo, todo mundo gritando “No rain! No rain!”. Depois, o jeito foi se aliar a ela, brincando de tobogã e cantando como selvagens. No álbum Woodstock há dois registros disto: no disco I, o improvisado Canto da chuva; e no II, a multidão entoando em coro o refrão Let The Sunshine In (Deixa o sol brilhar!), da peça Hair.


woodstock

A galera na chuva.


18h00min, os equipamentos parecem okay, enfim, o palco dá sinais que novamente está seco, ou quase isso. Começa a apresentação de Country Joe & The Fish. É importante dizer que muita gente começou sua debandada pra casa depois que o terreno virou um lamaçal. Quem aguentou o tranco assistiu uma banda disposta a flertar com várias correntes musicais e combinações. Depois veio a massa sonora do guitarrista Alvin Lee e o seu Ten Years After. Com recriações de material básico do rock, rhythm & blues e muito peso. O set começa com uma versão chumbada de Good Morning, Little School Girl. E foi seguindo... Lenha em cima de lenha! Com a platéia eletrocutada, a explosão sonora atinge seu ápice em Going Home, último som do list. A canção já era empolgante no disco ao vivo Unleaded, mas 0 desempenho em Woodstock elevou o nível de excitação, entusiasmo e pura energia a proporções inimagináveis. Quem não se lembra da cena em que Alvin Lee se despede com um aceno da multidão, levando uma melancia as costas? Falando em frutas, entrar depois de um momento desses, seria o verdadeiro abacaxi a ser descascado pelo The Band.


band

O Band no palco.


Embora Bob Dylan tenha recusado o convite de tocar em Woodstock, muita gente achava que ele podia dar uma de Bob Dylan e aparecer. E o momento perfeito para isso, seria quando a banda que o acompanhou na sua última turnê, em 1966, estivesse no palco. Essa expectativa fez eco ainda mais reberberante ao longo do 3º dia. Mas como sabemos, não aconteceu. De qualquer forma, o Band, banda que o acompanhava na época, era uma presença legítima no festival. Afinal, assim como Dylan, eles moravam em Woodstock. O quinteto entra no palco às 22h30min e logo de cara cativa a multidão com aquela velha receita caseira de rock tipicamente americano. No final das contas, Bob não fez tanta falta assim e o The Band teve o seu momento de glória aquela noite. Emocionante foi assistir Crosby, Stills & Nash mandando ver no clássico Suite: Jude Blue Eyes. Nos primeiros instantes, o público já delira. “Muito obrigado, caras”, reverberou a voz de Stills pelo superequipamento do festival, ao final da execução. “A gente precisava disso. Estávamos com o rabo entre as pernas. Esta é a segunda vez que nos apresentamos em público. Na esteira, ao fim da parte acústica, veio chumbo grosso com a sequência elétrica do espetáculo. No palco, a presença da quarta potência do recém formado quarteto. Neil Young entrou de canto e tasca de cara o rock turbinado Sea Of Madness. No ano seguinte o novo grupo lançaria dois álbuns fantásticos.


csn

CSN, Young entraria no palco na parte elétrica.


O Blood Sweet & Tears tinha status de ser uma das grandes bandas de 1969. Sua passagem pela noite de domingo era muito esperada. Mas o público não entrou no clima no blues elétrico & jazz com camadas de metais. Tudo no lugar, tudo perfeito, mas eles pareciam mornos, sem empolgação. O nome de Johnny Winter começava a circular com propriedade no final daquela década. Acompanhado do brother Edgar (em duas músicas), Winter estava na ponta dos cacos. Johnny Winter Progressive Blues Experiement, obra gravada em 1968, em Austin, no Texas, era o seu cartão de visitas. Recém saído da gaveta, desse LP ele dispara,  Mean Town Blues, marca registrada do albino do blues em suas apresentações. Seguindo no mesmo trilho blueseiro, o veterano gaitista branquelo de Chicago, Paul Butterfield, coloca sua harmônica pra roncar nos alto-falantes. Everything`s Gonna Be All Right entrou com méritos na a trilha sonora do disco. O Sha Na Na e sua sátira ao rock dos anos 50 causou certa estranheza com coreografias descompassadas e uma bagunça premeditada no palco. É quando então, senhoras e senhores, chegamos ao grand finale dos 3 dias e noites de paz, música & amor.


hendrix

O melhor de todos.


Manhã de segunda-feira, Jimi Hendrix toca para cerca de trinta e cinco mil resistentes espectadores. O guitarrista tá de bem com a vida. Quase 9 da manhã, o público restante se aglomera em frente ao palco e vibra com a "volumêra" batendo no peito. O músico aos poucos vai destrinchando um hit atrás do outro. Chega um momento que a guitarra de Hendrix se transmuta no grito de socorro dos soldados americanos no Vietnã. O tema em questão, Star-Spanged Banner, não passa de uma reinvenção lisérgica do hino americano. Soava (e ainda soa) como um tiroteio, como helicópteros, como metralhadoras fuzilando inocentes em um campo de batalha. Jimi levantou a bandeira branca e comandou o toque de recolher do evento. No final do set, quando vemos o filme, a cena lembra uma terra de ninguém com andarilhos vagando num mar de lixo.


É difícil fazer um resumo de algo tão monstruoso e que ainda baliza a indústria de entretenimento dos nossos tempos. Impossível não colocarmos um marco zero: antes de Woodstock, depois de Woodstock. O mundo nunca mais seria o mesmo, mas o espírito do festival insiste em permanecer. Um sentimento que resiste, parece bater asas e permanece revigorado quando assistimos ao filme, ouvimos a trilha-sonora, ou quando nos deparamos com relatos de quem esteve lá.


end

Fim de festa.


A Nação Woodstock precisa ser lembrada como um fenômeno de inocência, apesar da venda aberta de drogas e de ser possível? “Ficar doidão só respirando sentado”, como um estudante admitiu alegremente, e noticiou o New York Times. Logo depois, em dezembro de 1969, viria o desastroso concerto organizado pelos Stones no circuito de Altamont, na Califórnia. Antes disso, 5 dias antes, Sharon Tate, atriz e mulher do cineasta Roman Polanski foi assassinada em sua casa por seguidores de Charles Manson, pregador que transitava em um ambiente flower power. Para muitos, essa foi a pá de cal no sonho hippie. Mas quando falamos de Woodstock, acima de tudo, pense no festival como um acontecimento de paz, amor, solidariedade e música da melhor qualidade. E que som!


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Gibson elege os 10 melhores covers de todos os tempos

13 de janeiro de 2011 7

Divulgação Experience Hendrix#

Essa é pra quem gosta de listas. Peguei a notícia no blog Collector’s Room.  O site oficial da Gibson elegeu os 10 covers que superaram as suas versões originais.

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Confira abaixo as canções selecionadas na lista da Gibson (cover e original):

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(1)

Jimi Hendrix Experienced - All Along the Watchtower (ouça um trecho do tema original de Bob Dylan)

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(2)

Steve Ray Vaughan - Texas Flood (ouça o tema original de Larry Davis)

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(3)

Van Halen - You Really Got Me (ouça o tema tocado pelos Kinks)

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(4)

Jeff Buckley - Hallelujah (ouça o tema por Leonard Cohen, autor original).

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(5)

Jeff Beck - Cause We´ve Ended as Lovers (ouça o tema de Stevie Wonder interpretado pela cantora soul Syreeta)

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(6)

Eric Clapton - I Shot the Sheriff (ouça o número original de Bob Marley)

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(7)

Johnny Cash - Hurt (ouça a canção composta por Trent Reznor pela interpretaação do Nine Inch Nails)

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(8)

David Bowie - Sorrow (original dos The McCoys). Essa canção também rendeu uma chupada esperta em Sílvia, música da banda baiana Camisa de Vênus.

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(9)

Metallica - Am I Evil? (original do Diamond Head)

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(10)

Dweezil Zappa - Stayin´ Alive (ouça o tema original dos Bee Gees)

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A única bola fora (na minha opinião) fica por conta dessa versão do filho de Frank Zappa para o clássico dos Bee Gees. Mas a lista tá bacana. Na minha 'rela' entrava essa: The Rolling Stones - Not Fade Away (ouça o tema original de Buddy Holly).

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Buddy Guy, vida criativa aos 74

07 de dezembro de 2010 0


Divulgação Jive Records
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Além dos clássicos lançados ao longo dos anos 60 e 70, e de LPs disparados pelo tradicional selo Alligator, como o dueto com o gaitista  Junior Wells em Alone & Acustic (1991) -  meu álbum preferido de Buddy Guy é um disco obscuro lançado em 2001, chamado Sweet Tea. Pouca gente gostou desse álbum. Eu o acho genial. Nesse trabalho, Guy nunca soou tão amargo, tão virulento e pesado. Depois dessa pataço, o músico americano resolveu segurar a mão no não menos tenso, porém acústico Blues Singer (2003), um libelo em homenagem aos pioneiros do blues. Na sequência vieram álbuns médios como Bring ‘em In (2005) e Skin Deep (2008). É quando chega ao mundo Living Proof (2010), um trabalho que nos mostra o quanto pode existir vida criativa aos 74 anos.

No CD temos o velho blueseiro fazendo uma mescla de tudo aquilo que ele sempre soube fazer: bons vocais, guitarras corrosivas e inspiradas, pequenas passagens com violões de aço aqui e ali, além da participações de peso - B.B. King e Carlos Santana. Eis um dos últimos gigantes do gênero que ainda caminha com propriedade pelo planeta. E ele faz um barulho de respeito.

Abaixo, você ouve a canção abre-alas do novo álbum.


Imagine Jimi aos 68

27 de novembro de 2010 0

Divulgação Experience Hendrix#

Se estivesse vivo, nesse sábado, 27 de novembro, Jimi Hendrix chegaria aos 68 anos anos. O guitarrista, morto há exatos 40 anos, é uma daquelas unanimidades incontestáveis da história do rock. Quem não colocar Jimi como n° 1 de qualquer lista dos melhores guitarristas de todos os tempos, precisa ser internado.   

>>> Saiba mais sobre a história de Jimi Hendrix, veja vídeos  >>>

>>> Veja o novo clipe de Bleeding Heart >>>

A novidade mais recente em relação ao músico americano é que um novo documentário irá mostrar a performance do guitarrista em duas noites no Royal Albert Hall, em Londres (1969). De acordo com Janie Hendrix, irmã de Jimi e uma das responsáveis pelo seu espólio, o filme foi montado utilizando imagens dos shows no tradicional palco britânico, mais material capturado em sua turnê pela Europa nesse mesmo ano.

O que será que Jimi Hendrix estaria fazendo aos 68 anos? Buenas... Aqui no blog, relembre Jimi Hendrix, em alguns de seus momentos sublimes.

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Documentário inédito de Jimi Hendrix pode chegar aos cinemas em 2011

19 de novembro de 2010 1


Divulgação site oficial JH#
Um novo documentário de Jimi Hendrix mostrará a performance do guitarrista em duas noites no Royal Albert Hall, em Londres (1969).
De acordo com Janie Hendrix, irmão de Jimi e uma das responsáveis pelo seu espólio, o filme foi montado utilizando imagens dos shows mais material capturado em sua turnê pela Europa nesse mesmo ano.
"Havia cerca de quatro câmeras que seguiam Jimi e sua banda por toda a Europa, assim como os dois shows no Royal Albert Hall", disse Janie a Billboard.
Ela acrescentou que as imagens mostram Jimi e todo seu staff "saindo de trens, aviões e automóveis, assinando autógrafos, com muitas imagens do backstage, e até mesmo em seu apartamento”.

Além de ser disponiblizado em DVD e trilha sonora (CD, LP e download), existe a possibilidade do documentário ganhar as telas dos cinemas. O certo é que só teremos conhecimento do pacote completo em 2011.

Jimi Hendrix, um super-herói dos quadrinhos

15 de agosto de 2010 2

Bill Sienkiewicz. Reprodução

 

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Todo fim de semana no blog, teremos um post sobre quadrinhos e graphic novels. Para isso, quem dá as caras e destribuirá as cartas por aqui será Paulo Chagas, editor de arte do Diário de Santa Maria e Diário online. Quem quiser falar diretamente com PC pode mandar um e-mail para paulo.chagas@diariosm.com.br ou acompanhe o cara no blog Pomada Elétrica. Seja bem vindo ao mundo dos quadrinhos!

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Lembro que quando li Elektra Assassina , isso em 1986, minha cabeça pirou. Aquelas quatro edições que mais tarde mandei encardenar e que foram compradas com a moeda da época, o Cruzado eram impressionantes. Independente do roteiro dinâmico (feito por outra fera: Frank Miller), a arte quebrava com qualquer coisa publicada até então. Dos quadrinhos emanava arte pura, quase abstrata às vezes. As imagens eram compostas por desenhos que misturavam estilos e até mesmo colagens e xerox eram usadas por seu criador, Bill Sienkiewicz. É dessa época também uma edição de Demolidor onde o Personagem Rei do Crime era desenhado como um gordão muito redondo e cruel.

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Lá por 1990 ainda consegui adquirir uma adaptação feita por Sienkiewicz para a grande obra do escritor Hermann Melville, Moby Dick.

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Divulgação
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Mas o grande sonho era poder ter a biografia de Jimi Hendrix desenhada pelo artista americano. Para se ter uma ideia da qualidade dessa publicação, Will Eisner foi conselheiro criativo da edição. Há quatro anos consegui realizar esse sonho de consumo. Numa viagem, achei uma edição em espanhol. E as expectativas se revelaram correspondidas. Não há uma página sem uma surpresa visual. O roteiro relata com sensibilidade a vida de Hendrix e apesar da mídia impressa não ter o áudio como elemento narrativo a impressão é que a música e os solos de guitarra estão lá. A admiração pelo trabalho de Bill Sienkiewicz é tão grande no mercado que uma página original de Voodoo Child está à venda na internet por até nove mil dólares!

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Saca o conteúdo da HQ do Hendrix!

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Chuva de outono

20 de abril de 2010 4

Foto: Márcio Grings

 

Acordei com o barulho da chuva. Vento. Como minha cabeça só pensa em música (quase o tempo todo), comecei a lembrar de algumas canções que tem a chuva como tema. A primeira que veio a lembrança foi a monumental The Rain Song, do Led Zeppelin. Tem um tema do Fred Neil muito bom e desconhecido para muitos, Little Bit of Rain. Bateu o recuerdo de Rainy Day, Dream Away do Jimi Hendrix. Pensando em temas da nossa língua mãe, gosto de Depois da Chuva do Bebeto Alves, e Chove Chuva do Jorge Ben Jor – essa é uma daquelas que quer queiramos, ou não, não dá pra não lembrar. Curto muito Rain dos Beatles, um som que saiu na segunda metade dos anos 60, em compacto. Mas a minha preferida é com certeza Buckets of Rain do Bob Dylan.

 

Mas como Dylan é assunto sempre recorrente aqui no blog, vou pontuar esse post com uma faixa maiúscula do disco Magician’s Birthday (1971) da banda inglesa Uriah Heep. Temos apenas o vocalista David Byron e o tecladista Ken Hensley na jogada. Nome do som... Rain. Nada mais propício pra esse dia cinzento de outono.


A foto lá de cima foi clicada hoje de manhã. É do Liquidâmbar lá de casa. Prenúncio do inverno com cara de chuva. Ah lembrei de outras duas... Have You Ever Seen The Rain do Creedence Clearwater Revival e It's Rainning Again do Supertramp! São tantas, mas o meu desejo é que o calor vá embora e amanhã possamos celebrar uma quarta fria ao som de Here Comes The Sun.

 

 

Colaborou Stefanie Silveira

Eddie Kramer – o mago da engenharia de som

31 de março de 2010 0

Divulgação Blue Heaven Studios

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Durante a gravação de um álbum, o engenheiro de som é uma das peças fundamentais para que as coisas funcionem plenamente quando dermos o PLAY no CD, Mp3 ou LP. É ele que registra detalhe por detalhe as idéias dos músicos, desde o processo embrionário de uma canção, até os retoques finais, sendo que às vezes esse importante profissional pode participar até mesmo das finalizações daquilo que foi registrado, incluindo, mixagem & masterização, e consequentemente a produção de um álbum. Sem falar em todo aquele clima de camaradagem que sempre rola nos estúdios, lembrando que esse caras vez ou outra pagam de psicólogos para algum ou outro artista em crise.


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Keith Richards dos Stones. Foto: Eddie Kramer/divulgação Polydor

Além de apertar os botões em mesas de som, trabalhando para artistas como Led Zeppelin, Rolling Stones, Beatles, Peter Frampton, Kiss, Joe Cocker, Johnny Winter, Buddy Guy, David Bowie. Eddie Kramer (hoje com 69 anos) tornou-se amigo de Jimi Hendrix, e foi um dos grandes responsáveis pelo aprumo técnico dos registros do talentoso guitarrista americano ao longo de sua curta, mas produtiva carreira. Quando surge algum novo projeto envolvendo a obra de Hendrix – o nome do sul-africano, sempre é lembrado para capitanear a parte técnica dessas reedições.


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Jimi por Eddie. Foto: Eddie Kramer/divulgação Universal


É o caso de Valleys of Neptune, disco que foi editado em 2010, um tablado perfeito onde podemos perceber porque Eddie Kramer ainda é referência quando o assunto é engenharia de som. Ouça o CD no carro ou na sua casa: - parece que o áudio de ‘Valleys’ foi capturado semana passada, apesar das gravações baterem na marca de quatro décadas.

Outro detalhe: Muita gente não sabe, mas o velho Eddie também é um bom fotógrafo. Entre os artistas que ele clicou no palco, além de Hendrix, Kramer também caiu na estrada com sua câmera a tiracolo fotografando os Stones, Led Zeppelin, Albert King, entre outros.


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Uma das fotos de Kramer na estrada. Foto: Eddie kramer/divulgação WEA

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Links:

Fotografia:

Site oficial

Morrison Hotel Gallery

Engenharia de som:

Blue Heaven Studios


Abaixo, assista Kramer falando sobre seu trabalho. E depois, relembre vários números de Jimi Hendrix dirigidos no estúdio pelo lendário engenheiro de som.



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