Paul McCartney completa 70 anos
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Não parece irônico Paul McCartney estar chegando aos 70 anos? Esse sujeito que poderia ser seu avô, e ganhou a vida como cantor, compositor etc. e tal e que é um dos gênios da música do nosso tempo, ainda gosta de fingir que não passa de um mero mortal como qualquer um de nós. O fato é que, para muitos de seus fãs, Macca é eterno. Mas ele também tem direito de cometer os seus errinhos. O ídolo da música mundial errou feio numa famosa previsão em forma de música. Ele tinha 25 anos quando escreveu “When I’m Sixty-Four” (Quando eu tiver 64 anos), e a visão caricatural de um típico velhinho inglês arrancando ervas daninhas no pátio de um chalé na Ilha de Wight não condiz com a irrequieta, ativa e ainda jovial figura desse Sir.
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Ao contrário de John e George, e como sobrevivente, Paul nunca se importou de carregar o legado Beatle como emblema da carreira e dos shows que ainda realiza. Pelo contrário: ele faz questão de deixar muito claro o quanto tem orgulho de sua história com um dos Fab Four. Paul é um dos grandes estadistas do rock, ativista e vegetariano convicto, uma coroa que ainda acredita no amor, um namorador, um quebrador de regras, e acima de tudo, o músico responsável pela trilha sonora da minha e da sua vida! E a produção não para. Tanto que ele acaba de lançar um novo álbum: “Kisses On The Bottom”, uma colcha de retalhos que resgata canções que embalaram sua juventude.
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Um desafio: escolha a sua canção preferida de Paul. Apenas uma. Pode ser um rock mais embalado, uma balada, uma daquelas músicas engraçadinhas (bobinhas, caçoaria Lennon), mas tem que ser só uma! Difícil, não é? E se formos para o território da palavra? Escolha uma letra ou apenas um trecho de qualquer som em forma de poesia. Só uma é brabo. Claro, o homem tem centenas de canções e poemas musicados que poderiam ser emoldurados e colocados em muitas paredes.
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Diz a sabedoria popular que, em nossas vidas, precisamos plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho, para que assim, quem sabe, conseguir deixar a nossa marca no planeta. Eu arremato: se você gosta de música, acrescente mais um item: é preciso assistir a um Beatle ao vivo para sacar a plenitude das coisas. Tanto que, você nunca esquecerá aquele 7 de novembro de 2010, a noite em que assistiu Macca bem de pertinho, em Porto Alegre. No momento em que ele subiu ao palco, ainda nos primeiros acordes de “Venus and Mars”, lágrimas despencaram de seus olhos, não é? Um sorriso surge agora no seu rosto. Longa vida, Paul.
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