James McCartney, 35 anos, filho de Paul e Linda McCartney lança nesta terça-feira (21/05) seu primeiro álbum, intitulado “Me“. E claro - James chamou o papai para lhe dar uma mão na gravação de seu disco. O músico já havia feito algumas contribuições em trabalhos da carreira de Paul. Apesar de ser seu primeiro álbum completo, James também já havia lançado 2 EPs, "Available Light" e "Close At Hand".
Confira o tracklist de "Me":
01. Strong as You
02. Butterfly
03. You and Me Individually
04. Snap Out of It
05. Bluebell
06. Life's a Pill
07. Home
08. Thinking About Rock & Roll
09. Wisteria
10. Mexico
11. Snow
12. Virginia (faixa bônus)
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Abaixo, veja o filho do ex-beatle em apresentação solo acústica no último mês de abril.
O registro que narra a excursão americana daquele ano está sendo relançado em uma variedade de formatos no próximo dia 28 de maio. A mais emocionante delas é um box set (3 CDs, um DVD), um box set versão De Luxe que vem com um disco bônus de áudio, um programa de TV da época intitulado “Wings Over the World", além de quatro livros com memórias daquele tour, com fotos e memorabilia. Compre aqui.
A nova versão do álbum lançado na época em vinil triplo, segue o ritmo das campanhas dos já reançados “Band on the Run” e “Ram”, sendo supervisionado pessoalmente por McCartney. Você pode ouvir os resultados deste concurso versão ao vivo de "My Love", n º 1 nas paradas em 1973, canção gravada originalmente no álbum “Red Rose Speedway”.
Eis uma palinha da versão remasterizada de “My Love”.
O filme de Paul McCartney “Rockshow”, que documentou a turnê do Wings de 1976 vai ser lançado em Blu-ray e DVD em 10 de junho de 2013.
“Rockshow” foi filmado em Kingdome em Seattle, e era originalmente uma versão reduzida do show. Nunca foi distribuído em DVD (além de algumas cenas no DVD The McCartney Years), no entanto, foi lançado em 1980 9em VHS), e mais tarde em laserdisc, além de circular na rede em versões piratas.
Outra boa nova é que esta nova edição em Blu-ray (e DVD) vai apresentar pela primeira vez o concerto completo, totalmente restaurado do filme original de 35 mm, com som remixado e remasterizado, em edição 5.1 surround (139 minutos). Pelo que parece o Blu-ray e DVD não vai fazer parte da próxima edição Deluxe de "Wings Over America".
Além disso, “Rockshow” também chegará aos cinemas em Maio.
Confira o primeiro trechinho do musical liberado pelo site oficial de PM. Maybe I'm Amazed.
Confira informações atualizadas sobre a venda de ingressos
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Todo mundo já sabe. Três cidades brasileiras vão receber o ex-beatle Paul McCartney com sua nova turnê “Out There!”. No mês de maio, o músico inglês se apresenta no dia 04, no Mineirão (Belo Horizonte), 06, no Serra Dourada (Goiânia), e 09, no Castelão (Fortaleza).
Todas as informações sobre a venda de ingressos no link
O comando das operações das apresentações no país é da Planmusic Entretenimento dirigida pelo empresário Luiz Oscar Niemeyer, também responsável, por exemplo, pelo lendário show no estádio do Maracanã, em 1990.
Paul McCartney se apresentará no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, no dia 4 de maio.
O Secretário da Cultura do Estado de Goiás, Gilvane Felipe, confirmou a notícia nesta terça-feira (12) através do Twitter.
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Na semana passada, os produtores da turnê de McCartney fizeram uma vistoria no estádio e nos hotéis locais, aprovando as condições para o show inédito no Estado. A iniciativa é do governo goiano com patrocínio de empresas privadas. Além do show em Goiânia, também está confirmado o show do ex-beatle em Belo Horizonte (03/05), no estádio Magalhães Pinto.
Outro clássico do rock de tirar o chapéu será lançado no próximo Record Store Day. No dia 20 de abril, Paul McCartney vai colocar nas prateleiras uma edição limitada do EP de 12 polegadas de uma versão ao vivo de "Maybe I’m Amazed", tema lançado originalmente em 1976, no álbum triplo "Wings Over America".
O single chegou à posição número 10 das paradas americanas em 1977.
O Record Store Day também gerou especulação de uma reedição de "Wings Over America” e de um relançamento do DVD de" Rockshow ", filme-concerto que registra a mesma turnê norte-americana do álbum. Há alguns meses, Scott Rodger, manager de McCartney, disse que "Wings Over America" seria reeditado em LP/CD em algum momento de 2013. Nenhuma data foi anunciada oficialmente.
Após surpreender bilhões de pessoas ao redor do mundo com o improvável encontro no palco do concerto 12-12-12, realizado na última quarta-feira, em Nova York, em prol das vítimas do Furacão Sandy, Paul McCartney, Dave Grohl, Krist Novoselic e Pat Smear liberaram a versão de estúdio da inédita "Cut Me Some Slack".
Como especulado, a faixa será lançada como trilha oficial de Sound City, documentário produzido e dirigido pelo líder do Foo Fighters. O longa estreará no Festival de Sundance, em fevereiro, e deve chegar aos cinemas mundiais ainda no próximo ano.
Lançada no Brasil uma das mais ácidas biografias sobre o Rei dos Beats
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Um pontapé nos colhões. Essa foi a sensação que tive quando finalizei a leitura de “Jack Kerouac - King of the beats” (tradução de Robert Muggiati, Cláudio Figueiredo e Beatriz Horta, José Olympio Editora, 420 páginas), livro que disseca a vida do chamado Rei dos Beats. De Barry Miles, antes já conhecia “How Many Years From Now”, biografia de Paul McCartney e “Primórdios”, relato dos primeiros anos do Pink Floyd. E Miles sempre foi um cara muito bem relacionado. Amigo de McCartney (trabalhou como diretor da Zapple, selo de música experimental da Apple, que era dirigido pelos Beatles), foi amigo de Allen Ginsberg e William S. Burroughs, que também ganharam biografias pela ótica dele, e escreveu livros sobre Frank Zappa, Charles Bukowski, além de seu livro de memórias, “In The Sixties”. Ele é um craque no cortado. Antes dessa biografia, li a escrita por Ann Charters, considerada a mais devotada das biógrafas de JK. E o livro de Charters é apaixonante, cuidadoso e preciosista com seus relatos. No entanto, sempre me soou como um tributo de uma fã.
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Já o livro de Miles me deixou impressionado com a desconstrução do mito promovida pelo autor. Em nenhum momento ele amacia os deslizes cometidos pelo biografado. Miles dedicou muitas páginas para demonstrar a covardia de Kerouac em não assumir uma filha legítima, radiografa a bissexualidade e fala de sua trairagem com os amigos, opina sobre sua incapacidade em nunca assumir uma relação normal com nenhuma mulher, escancara seu antissemitismo e racismo e principalmente do envolvimento edipiano com a mãe, que segundo o autor, beirava o incesto.
Veja o Trailer de "Na Estrada", adaptação às telas de "On The Road", o mais famoso dos livros de Kerouac.
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Claro que os seus escritos (viagens e "viajadas") também são dissecado(a)s. E Miles louva o conteúdo e a forma de livros como “On The Road”, “Visões de Cody” e “Vagabundos Iluminados”, também enaltece a revolução promovida por essas publicações e seu amor pelo jazz. A Geração Beat surge triunfal através de dezenas de relatos, entrevistas, assim como sua decadência como movimento é esmiuçado nas últimas páginas. “Jack Kerouac - King of the beats”, acaba de forma abrupta, com os últimos dias de Kerouac em 1969, quando o Rei dos Beats morreu de desgosto e de tanto beber, como um precoce velho senil e reacionário.
Ouça entrevista com o jornalista, escritor e tradutor Eduardo Bueno, falando sobre a adaptação às telas de "On The Road". Clique no link
Sempre é difícil quando nos deparamos com a (suposta) verdade nua e crua, e é justamente essa a sensação que temos ao concluir a última linha do livro. De qualquer forma, nada pode apagar a genialidade de um dos mais celebrados escritores do século XX. Recomendo.
Acaba de ser divulgado pelo site oficial de Paul McCartney um vídeo que mostra os bastidores da apresentação do ex-beatle na abertura dos Jogos Olímpicos de Londres.
É estimado que mais de 1 bilhão de telespectadores tenham assistido Paul cantar “Hey Jude”.
Não parece irônico Paul McCartney estar chegando aos 70 anos? Esse sujeito que poderia ser seu avô, e ganhou a vida como cantor, compositor etc. e tal e que é um dos gênios da música do nosso tempo, ainda gosta de fingir que não passa de um mero mortal como qualquer um de nós. O fato é que, para muitos de seus fãs, Macca é eterno. Mas ele também tem direito de cometer os seus errinhos. O ídolo da música mundial errou feio numa famosa previsão em forma de música. Ele tinha 25 anos quando escreveu “When I’m Sixty-Four” (Quando eu tiver 64 anos), e a visão caricatural de um típico velhinho inglês arrancando ervas daninhas no pátio de um chalé na Ilha de Wight não condiz com a irrequieta, ativa e ainda jovial figura desse Sir.
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Ao contrário de John e George, e como sobrevivente, Paul nunca se importou de carregar o legado Beatle como emblema da carreira e dos shows que ainda realiza. Pelo contrário: ele faz questão de deixar muito claro o quanto tem orgulho de sua história com um dos Fab Four. Paul é um dos grandes estadistas do rock, ativista e vegetariano convicto, uma coroa que ainda acredita no amor, um namorador, um quebrador de regras, e acima de tudo, o músico responsável pela trilha sonora da minha e da sua vida! E a produção não para. Tanto que ele acaba de lançar um novo álbum: “Kisses On The Bottom”, uma colcha de retalhos que resgata canções que embalaram sua juventude.
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Um desafio: escolha a sua canção preferida de Paul. Apenas uma. Pode ser um rock mais embalado, uma balada, uma daquelas músicas engraçadinhas (bobinhas, caçoaria Lennon), mas tem que ser só uma! Difícil, não é? E se formos para o território da palavra? Escolha uma letra ou apenas um trecho de qualquer som em forma de poesia. Só uma é brabo. Claro, o homem tem centenas de canções e poemas musicados que poderiam ser emoldurados e colocados em muitas paredes.
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Diz a sabedoria popular que, em nossas vidas, precisamos plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho, para que assim, quem sabe, conseguir deixar a nossa marca no planeta. Eu arremato: se você gosta de música, acrescente mais um item: é preciso assistir a um Beatle ao vivo para sacar a plenitude das coisas. Tanto que, você nunca esquecerá aquele 7 de novembro de 2010, a noite em que assistiu Macca bem de pertinho, em Porto Alegre. No momento em que ele subiu ao palco, ainda nos primeiros acordes de “Venus and Mars”, lágrimas despencaram de seus olhos, não é? Um sorriso surge agora no seu rosto. Longa vida, Paul.
Faltam pouco mais de duas semanas (18 de junho) para o aniversário de 70 anos de Paul McCartney. No entanto, a Rolling Stone francesa é o primeiro veículo de grande porte a chamar a atenção para a data. O ex-Beatle está na capa da edição francesa da revista. A publicação presta homenagem ao artista em uma longa matéria que contempla grande parte de sua longa carreira, além de trazer uma lista com 70 grandes canções de Macca. É só o início. O mês de junho vai estar repleto de homenagens pelos quatro cantos do planeta.
Poucos dias antes de retornar ao Brasil, Paul McCartney acaba de disparar em seu site oficial o videoclipe de “My Valentine”, ‘single’ de seu mais recente álbum, "Kisses on the Bottom". O videoclipe estrelado pelos atores Johnny Depp e Natalie Portman, foi dirigido pelo ex-Beatle. No vídeo a dupla representa a letra da música por sinais e gestos. "Kisses on the Bottom" possui 14 canções tradicionais que o pai de Paul costumava tocar no piano e que ele escutava sentado sobre o carpete de sua casa em Liverpool.
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Além dos covers, o álbum contém duas faixas compostas pelo músico, "My Valentine", que conta com participação de Eric Clapton e "Only Our Hearts". Para a primeira exibição do vídeo, Macca realizou um evento na loja da filha, a estilista Stella McCartney. Compareceram à estreia Orlando Bloom, Zooey Deschanel, Jane Fonda, Dave Grohl, Joan Jett, Chris Martin, Gwynet Paltrow, Amy Smart, Gwen Stefani, Kristen Stewart e Reese Witherspoon, entre outros.
Ainda sobre o clipe, há também uma versão solo só com Johnny Depp (clique aqui) e outra apenas com Natalie Portman (clique aqui).
A versão divulgada como a oficial você vê logo abaixo.
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Paul McCartney voltará ao país com "On the Run", turnê que passará por Recife (21/04) e Florianópolis (25/04).
Depois de 30 dias de férias, nesta quarta-feira (18) estou de volta ao blog, à coluna e à Itapema. Em primeiro lugar agradeço a Ana Bittencourt, que comandou muito bem a programação da rádio, esta plataforma que o caro leitor agora lê, o nosso estimado blog e a coluna do DSM. Uma constatação: sempre que saio da rotina, retorno aos velhos LPs de minha casa. Ouvi muito Pink Floyd e Led Zeppelin. Com isso, redescobri Syd Barret e voltei a louvar Jimmy Page. Esse resgate passa pela leitura atenta de três livros: Pink Floyd – Primórdios (saiba mais clicando aqui), Whola Lotta Led Zeppelin, de Jon Bream e Guia do Led Zeppelin, de Nigel Williamson. Falando em livros, acabei de ler a nova biografia de Paul McCartney, de Howard Sounes, jornalista americano que antes havia escrito sobre Dylan e Bukowski. A leitura se mostrou reveladora, e, principalmente, me chamou a atenção por expor as fragilidades e dúvidas de um artista genial, mas que, no entanto, surge tão humano como cada um de nós.
E pra finalizar esse breve relato sobre minhas férias, também estive envolvido por quase duas semanas no processo de gravação de um LP da Jack of Hearts, banda a qual sou um dos integrantes. O disco deve ser lançado em setembro e, além do álbum, haverá um livro, cerveja e outros elementos que completarão o pacote.
O ex-beatle Paul McCartney ganhou um novo site contendo trechos de toda a discografia do músico via streaming. O anúncio foi feito pela HP. O site foi desenvolvido em pela própria HP em parceria com a MPL Communications, editora de McCartney que administra seu acervo.
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Chamada de "livraria digital", a página reúne informações de álbuns antológicos, como RAM, composto em parceria com a ex-mulher de Paul, Linda, até o mais recente Kisses on the Botton. Na página dedicada a Sir Paul, os fãs ainda encontrarão por lá letras, fotos, coleções pessoais, peças publicitárias, blogs, além de informações extras associadas às canções. Vale a pena.
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Você pode conferir a página de Paul McCartney no site da HP clicando nesse link. Enjoy!
Final de ano é ótimo para fazer balanço. Artistas e gravadoras fazem seus cálculos para saber quanto cada um faturou. Sir Paul McCartney já passou a régua em 2011. Ao todo, foram 29 milhões de libras (mais de R$ 80 milhões), faturamento quase duas vezes maior que seus rendimentos no ano anterior.
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Segundo o jornal The Sun, o ex-beatle aumentou sua conta bancária em 16 milhões de libras em 2010. Nesse ano, sua fortuna era estimada em R$ 1.3 bilhão, fazendo de McCartney uma das pessoas mais ricas do Reino Unido. No entanto, o inglês se deu como salário apenas R$ 3 milhões em 2011, muito menos do que os quase R$ 20 milhões pagos a si mesmo no ano passado.
Nesta segunda-feira (19), foi liberada para membros premium do site de Paul McCartney, a audição de “My Valentine”. A nova canção conta com a participação de Eric Clapton e estará presente no próximo álbum do beatle, que sai em 2012. A música já circula em sites de compartilhamento e você pode ouvi-la neste link.
“My Valentine” e a faixa “Only Our Hearts” são as únicas inéditas de McCartney presentes no disco. O restante são regravações que o inspiraram na juventude e que vieram a influenciar os Beatles, segundo ele.
O novo álbum, que será lançado no dia 7 de fevereiro, chama-se Kisses On The Bottom e também conta com as participações especiais de Stevie Wonder e Diana Krall. A gravação foi feita nos estúdios Capital de Los Angeles, Nova York e Londres ao longo de 2011 e a produção é de Tommy LiPuma.
Leia trecho da entrevista de Paul McCarteney à revista
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Peguei essa no blog do Eduardo Badfinger. Para a edição que relembra os dez anos do falecimento de George Harrison, a tradicionalrevista inglesa Mojo, colocou o jornalista Michael Simmons de frente com o ex-colega de banda de Harrison, Paul McCartney. Tema: a vida musical em comum de Paul e George. Além disso a edição de novembro da revista disponibilizará um CD com vários artistas revisitando a obra do chamado "Quiet Beatle".
Segue abaixo é a tradução de uma compilação divulgada pela revista.
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MOJO: Louise Harrison (irmã de George) me disse que os pais dela os ensinaram a confiar nas pessoas, e que quando George era jovem, ele confiava demais nos outros. Ela deu a entender que isso o tornou vulnerável. Isso procede?
PAUL MCCARTNEY: Eu diria que ele estava mais para leal. Vulnerável? Acho que não. A irmã mais velha dele o veria de modo diferente de seus colegas de rua da época. Então depende do que ela esteja falando. Se fosse em relação a golpistas, ele com certeza não confiaria e os reconhecia de cara. Mas ele era um amigo muito leal; qualquer pessoa da qual ele gostasse tinha sua lealdade. Mas havia muita coisa na qual ele não confiava. Ele era muito ligeiro. Ele tinha olho clínico para a falsidade.
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MOJO: Anos atrás, dizia-se que John Lennon referia-se a George como ‘o garoto’ quando os Beatles começaram e que John o tratava como tal. Quanto tempo isso durou?
PAUL: Durou provavelmente alguns anos. Só por causa da idade dele, em um grupo de homens que cresceram juntos, particularmente durante a adolescência – a idade conta. No caso de John, que era três anos mais velho que George – isso significava muito. John ficava meio envergonhado por ter meio que um ‘moleque’ à sua volta, apenas porque isso acontece em um grupo de caras. Durou pouco. Ficou particularmente perceptível quando George foi deportado de Hamburgo (em novembro de 1960) por ser menor de idade. Além disso, quando ele entrou para o grupo, ele era um menino com rosto de criança. Eu me lembro de apresentá-lo a John e pensar, "uau, há uma diferença de idade". Não vinha muito de minha parte porque eu estava no meio. Mas à medida que crescemos, parou de fazer diferença. E esse tipo de diferença some sozinho.
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MOJO: Tenho curiosidade sobre o processo de George no estúdio. Você se lembra de algum momento mais marcante quando George tenha colaborado com algo ou tenha feito uma música deslanchar?
PAUL: Ah sim, com certeza. Muitos. Eu pensaria imediatamente em uma música minha ‘And I Love Her’, que eu levei pro estúdio praticamente terminada. Mas George colocou o "do-do-do-do" (canta o riff característico) que é uma grande parte da música. Você sabe, o riff de abertura. Isso, para mim, fez uma diferença gritante na música e seja lá quando eu a toque agora, eu me lembro do momento em que George fez isso. A canção não seria a mesma sem ele. Eu acho que muitos dos solos dele tinham muita personalidade e davam cara aos discos. Ele não soava como nenhum outro guitarrista. Bem no começo, nós éramos muito jovens e não pensávamos de maneira profissional. Nós só éramos garotos sendo levados através dessa terra maravilhosa do ramo musical. Nós não entendíamos como rolava – algo que me deixa feliz porque eu acho que isso significaria que estávamos fingindo algo. Então acabamos fazendo coisas que as pessoas depois imitariam ao invés de nós fingindo algo porque nos disseram para fazê-lo. No começo, tudo era muito vibrante. Eu me lembro de ir a testes na (gravadora) Decca e cada um de nós ter se saído muito bem, você sabe. Estávamos em um pub depois tomando algo e meio que desacelerando e saindo daquela euforia, mas ainda estávamos bem animados com aquilo. E eu me lembro de estar sentado no bar com George e isso acabou sendo algo engraçado para nós anos depois. Eu dizia, (em um tom de voz impressionado) "Quando você cantou ‘Take Good Care of My Baby‘ (Goffin & King), foi incrível cara!" Eu não tenho certeza se nós dizíamos ‘cara’ ou até mesmo ‘incrível’ naquela época, mas… foi um momento especial e tornou-se algo entre eu e ele.
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MOJO: George tocou um violão clássico com cordas de nylon em "And I Love Her". Eu me lembro de George ter curtido muito o trabalho de Andrés Segovia por um tempo. Você se lembra disso?
PAUL: Eu acho que "por um tempo" é a fase de progresso. Nós nos apaixonamos pela guitarra e não fazíamos diferença de tipo. Podia ser um violão espanhol, um violão clássico. Poderia ser um Gretsch, uma Fender, uma Gibson. Nós meio que amávamos todas. Era como um sonho, era como andar pela fábrica do Papai Noel. Havia uma forte ideia de maravilha para nós. Eu me lembro muito bem de estar no bar da mãe de Pete Best – o Casbah em West Derby em Liverpool – e George veio e abriu essa caixa longa e retangular. Nós não teríamos imaginado que havia uma guitarra ali porque na época você não via essas caixas longas e retangulares que agora são perfeitamente normais. Nós tínhamos visto estojos em forma de violão. E ele abriu essa caixa comprida e ali estava uma… não tenho certeza se era uma Fender. Eu acho que era uma réplica, uma cópia barata. Mas cara, era bem bonita! Tinha uma aparência tão gloriosa. Momentos como aquele eram muito especiais. Nós estávamos apaixonados pela guitarra, seja lá de que tipo fosse.
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George e eu fazíamos esse lance, que é o lance J.S. Bach. Eu acho que se chama Fuga ou algo do tipo (ele canta ‘Bourrée’ de Bach em Mi Menor). Nós não a sabíamos inteira, mas aprendemos o comecinho. Nós inventamos o final. O que gostávamos nele era que era mais difícil do que as coisas que estávamos tocando, era parte de nosso desenvolvimento, porque eram duas linhas trabalhando uma contra a outra. Você tem a melodia (cantarola) e daí você tem meio que um baixo trabalhando contra. Eu digo às plateias que foi aquilo que me deu a introdução de "Blackbird". Não são as mesmas notas, mas eu peguei o estilo da melodia de baixo e a melodia aguda no mesmo trecho de guitarra e fiz a canção "Blackbird" a partir daquilo. Eu claramente lembro de George e eu sentarmos fazendo nossa própria versão da obra de Bach. Era meio que uma coisa de farra: era algo para mostrar que nós não éramos apenas unidimensionais. Era um lance para nos exibirmos. O que quero dizer é que sim, nós sempre nos ligamos em violonistas clássicos. Eu era um grande fã de Juliam Bream – que era um músico erudito bretão – e eu acho que George também era.
Nós usávamos qualquer coisa na qual pudéssemos pôr as mãos atrás de ideias. Outra música muito influente era uma de Chet Atkins que tentamos aprender chamada ‘Trambone’. Essa é meio country. E é a mesma coisa – tem dois lances rolando. Você tem uma linha de baixo/grave e uma de agudos; Nenhum de nós realmente dominou isso exceto por um cara chamado Colin Mantley do Remo Four (banda contemporânea de Merseybeat). Para nós aquilo era o ponto alto do show, quando Colin tocava esse instrumental. Mas o que eu digo é que todas as coisas adoráveis eram muito excitantes e nós as assimilamos em nossa música. Então nós com certeza não éramos esnobes.
E segue a onda de leiloar "de tudo" relacionado aos Beatles. Depois da carta de Paul McCartney encontrada dentro de um livro, a pergunta é: quanto você pagaria para ter um dente de John Lennon?
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Pois a casa de leilões Omega Auctions declarou à BBC que esse curioso item vai a leilão no dia 5 de novembro, na Inglaterra. Por enquanto, a feliz proprietária da raridade é Dot Jarlett, ex-empregada do músico. Dot conta que ganhou o souvenir do próprio Lennon, que decidiu dá-lo de presente (hã??) para a filha da funcionária, uma pequena fã dos garotos de Liverpool. Junto com o dente, virá uma declaração assinada por Dot Jarlett..
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Mas esse não é o primeiro item de Lennon que a Omega Auctions leiloa. A jaqueta que o cantor usou na capa do disco Rubber Soul (1965) também já foi arrematada por lá. E no último mês de agosto, foram leiloados um chapéu e um óculos que pertenceram a Lennon.
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Agora, o famoso dente deve ser vendido por no mínimo 10 mil libras, aproximadamente R$ 28 mil. Alguém tem interesse?
Na última segunda-feira, em Liverpool, na Inglaterra, um funcionário de uma pequena loja de artigos usados tirou a sorte grande. Ele descobriu, dentro de um velho livro, um documento raríssimo. Trata-se de uma carta assinada por Paul McCartney, datada de 12 agosto de 1960. No manuscrito, o ex-baixista dos Beatles, responde a um anúncio de jornal, publicado por um baterista desconhecido que procurava uma banda para tocar. Em reposta, Paul oferece uma audição para o cargo de baterista do quarteto. A notícia foi divulgada pelo jornal americano Houston Chronicle.
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Entre as exigências, o candidato deveria ter disponibilidade imediata para viajar e oferecia o pagamento de 18 libras por semana para as despesas. O prazo de contratação era de dois meses. De acordo com o jornal, a carta foi escrita pouco antes dos shows dos Beatles em Hamburgo, na Alemanha. Na época, o baterista do fab four era Pete Best, que acabaria demitido e substituído por Ringo Starr dois anos depois. Ainda segundo a fonte, Sir Paul não foi procurado para falar sobre o destinatário da carta, e sabe-se que não se tratava de uma carta para Ringo Starr, que nessa época tocava em uma outra banda de Liverpool, a Rory Storm and The Hurricanes. Ringo ingressaria na banda cerca de dois anos depois.
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Agora, o documento será leiloado pela loja Christie’s no dia 15 de novembro. O valor de venda pode chegar a R$ 20 mil.
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Leia o conteúdo da carta na íntegra:
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“Caro Senhor,
Em resposta ao seu anúncio no Echo, na noite de quarta-feira, nós gostaríamos de te oferecer um teste para a posição de baterista no grupo. Você vai, no entanto, precisar estar livre para uma viagem para Hamburgo (despesas pagas 18 libras por semana aproximadamente por dois meses).
Se te interessa, bata no clube Jacaranda, Slates St. e pergunte por qualquer membro dos Beatles, Alan Willians, ou deixe uma mensagem, começando quando estiver disponível.
O colaborador do site da Itapema, cronista do DSM e locutor/apresentador da Rádio Gáucha SM, Márcio Grings, nasceu no dia que Jimi Hendrix fazia seu último show. Nessa mesma semana, Janis Joplin dava seu último suspiro na capa da revista Rolling Stone. Nessa temporada, Elvis era o rei dos palcos em Vegas e o Led Zeppelin tomava de assalto a América. Nesse ano, Syd Barret já tinha pirado faz tempo e os Mutantes ainda eram a melhor banda brazuca, enquanto isso, Dylan ainda estava criando galinhas em Woodstock e o Grateful Dead acabara de vender a alma para a música country.
No despertar da nova década, Lennon decretara o fim do sonho, e poucos meses antes, Jack Keroauc tinha bebido sua última garrafa de vinho