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Posts com a tag "The Rolling Stones"

Led Zeppelin IV - álbum faz 40 anos e volta a pontuar na Billboard

19 de novembro de 2011 3

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Conheça as histórias por trás das canções

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No último dia 8 de novembro chegamos aos 40 anos do lançamento de um dos álbuns mais celebrados da história do rock mundial. E tem muita gente se ligando na data. Essa semana ele voltou a figurar no TOP 200 da revista Billboard (isso não acontecia há mais de 20 anos).  Led Zeppelin IV não é apenas considerado o melhor LP do Led Zeppelin, como também se tornou um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos (os últimos números contabilizados beiram quase 40 milhões de cópias comercializadas em todo mundo).

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O trabalho foi capturado em Headley Grange (overdubs e mixagens foram feitos no Basin Street Studios, Island Studios,  e finalizações no Olympic Studios, em Londres e no Sunset Sound Studios, Los Angeles, além de um retoque final do bom e velho Abbey Road Studios na capaital inglesa), uma casa transformada em estúdio localizada em East Hampshire, na Inglaterra, um lugar idílico (construído em 1795), onde várias bandas de rock gravaram álbuns importantes do gênero, entre elas o Humble Pie, Bad Company e o Genesis.  Jimmy Page, Robert Plant , John Paul Jones e John Bonhan se mudaram para lá em janeiro de 1971, mês em que o inverno inglês estava se manifestando da forma  mais intensa e rigorosa. O aquecedor central da casa da década vinte se mostrou ineficiente para combater os dias e noites geladas por lá. No final das contas o alto astral da residência e o bom momento da banda solidificaram as gravações e toda a feitura do trabalho, assim como o processo foi cercado de acasos felizes. A engenharia de som ficou a cargo de Andy Johns (que um anos depois trabalharia em outro clássico, Exile On Main Street, dos Stones).

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Em "It Might Get Loud" Page relembrou algumas histórias na lendária casa-estúdio.

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A posterior foto da capa mostra um velho eremita dobrado pelo feixe de galhos que carrega nas costas.  Quando abrimos a capa do LP, podemos ver algumas casas antigas, e além dela, um edifício, símbolo da modernidadena Grã-Bretanha dos anos 70. O quadro foi comprado em uma loja de quinquilharias em Reading, Berkshire, por um roadie do Led. Na capa ela está pendurada em uma parede que está descascando, dentro de uma casa parcialmente demolida. Na capa não temos o nome da banda, algo ousado para a época (o Pink Floyd fez isso uma no antes com Atom Heart Mother, o LP da vaca), e além disso, cada um dos integrantes do LZ escolheu um símbolo cabalístico para sí. Tá lá no encarte e em milhares de camisetas nos quatro cantos do mundo.

Vamos as canções:

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Black Dog - Abrindo o Lado A temos uma criação baseada em um riff de John Paul Jones desenvolvido depois de ouvir “Tom Cat”, canção de Muddy Waters que saiu no álbum “Electric Mud (1969). “Black Dog” tem em sua origem em uma brincadeira que buscava homenagear um cão labrador que perambulava pelo quintal de Headley Grange. O tema repleto de mensagens subliminares ganhou letra de Robert Plant que demonizava entre outras coisas, força sexual de uma  “mulher de pernas grandes (big-legged woman)”  e a luxúria masculina.

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Rock and Roll – Tudo começou quando durante um ensaio Bonhan brincou em cima da abertura de “Keep A-Knocking” de Little Richard. E como que surgido do nada, Jimmy Page emendou o riff que conhecemos hoje. Em uma noite a canção estava pronta. A letra foi escrita por Plant.

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The Battle of Everymore – Outra letra de Plant. Essa foi inspirada do livro “O Senhor dos Anéis” (uma das paixões do vocalista), também em uma história militar da idade média e na mitologia celta. Para cantar em dueto no tema, Plant teve a ideia de convidar Sandy Denny, uma das vozes do grupo inglês Fairport Convention. Funcionou. Enquanto o vocalista desenrola os eventos da história, Denny surge como uma resposta do povo que participava das batalhas, uma voz que incitava as pessoas a se desfazer de suas armas. Um folk épico que virou marca registrada da banda.

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Stairway To Heaven – Plant conta parte da história de como surgiu a música: “Jimmy e eu sentamos em frente da lareira, o ambiente era incrível”, ele lembrou anos depois. “Eu estava segurando um lápis e um papel, e por algum motivo estava muito de mau humor. Então, de repente, minha mão estava escrevendo as palavras “There’s a lady who’s sure all that glitters is gold / and she’s buying a stairway to heaven”. Eu fiquei lá sentado e olhei para as palavras e quase caí. A letra, ele explicou, “falava de uma mulher que conseguia tudo o que queria sem dar nada em troca”. Page compôs a base do som em alguns minutos com um cigarro preso entra as cordas junto da cravelha. Em contas recentes (2009), “Stairway To Heaven” havia sido tocada mais de 5 milhões de vezes nas rádios americanas.

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Misty Mountain Hop – a influência de Tokien (autor de "O Senhor dos Anéis) sobre Plant também está presente no momento mais pop do álbum. No tema que abre o Lado B do vinil, são estabelecidos laços alegóricos entre a nação hippie, da qual o cantor se considerava membro devoto, e os heróis mitológicos do Hobbit. Na verdade a letra tira inspiração de uma batida policial atrás de drogas e o conseqüente desejo de fugir de algum lugar “over the hills where the spirits fly”.

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Four Sticks – Foi baseada em uma ideia de Page de criar uma música em cima de um raga indiano. John Bonhan criou o solo de bateria batucando em latas de cerveja vazias, isso logo depois de assistir um concerto do baterista Ginger Baker com a Ginger Baker’s Airforce.

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Going To California – Essa sempre será a minha preferida do álbum. Um hino de louvor a estrada e devotada homenagem de Page e Plant a cantora canadense Joni Mitchell. Um dos LPs  que rolavam insistentemente no toca-discos de Headley Grange era “Ladies of The Canyon”, lançado por Joni em 1970. Plant disse depois “quando você se apaixona por Joni Mitchell você realmente precisa escrever sobre ela”.

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When The Levee Breaks – uma velha canção de Memphis Minnie McCoy e Kansas Joe McCoy que a banda reinventou com uma mantra hinótico rock-blues, que ultrapassa de longe a original, gerando uma obra completamente nova. A grande diferença ficou a cargo da bateria. Gravada com dois microfones Beyer M160 no saguão da casa, batixado de “Galeria dos Trovadores”, esse take acabou definindo o som de bateria dos anos 70. O hall possuía a altura de cercade três andares e por isso, assemelhava-se ao som de uma catedral. A harmônica de Plant também empresta cores blueseiras ao tema. Jimmy depois descreveu como uma de suas mixagens favoritas, especialmente o momento perto do climax, quando "tudo começa a se mexer, menos a voz, que permanece estacionada".

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Fontes: Quando os Gigantes Caminhavam sobre a Terra e A Arte no Rock.

Veja o novo clipe de Tom Waits

09 de novembro de 2011 0

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"Satisfied" foi dirigido pelo filho de Bob Dylan e tem Keith Richards na guitarra

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O novo disco de Tom Waits já ganhou status de um dos melhores álbuns do ano. Satisfied é a canção escolhida para figurar como primeiro vídeo de Bad as Me, que foi lançado no último dia 21 de outubro. O clipe foi dirigido por Jesse Dylan, filho mais velho do homem. Jesse já dirigiu clipes de Tom Petty, Elvis Costello e Lenny Kravitz.

Em "Satisfied"  Waits tem um convidado muito especial na guitarra: Keith Richards, dos Rolling Stones. A canção é um blues raivoso e hipnótico, carregado pelo riff de Keith. Até dá os ares de Satisfaction dos Stones, ainda mais quando o ouvimos cantar: “I said I will have satisfaction”.

‘Tá massa o clipe. Todo em P&B

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A história de um símbolo do rock

29 de outubro de 2011 1

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"Língua-logo" dos Rolling Stones chega aos  40 anos de sua criação

Os Rolling Stones são responsáveis por uma das marcas mais conhecidas do rock mundial. A grande boca vermelha com a língua para fora é o logotipo oficial da maior (e a mais antiga) banda de rock'n'roll  do planeta. Ela surgiu pela primeira vez na capa interna do álbum Sticky Fingers (1971), em um desenho de proporções razoáveis. Em versão menor, mas igualmente impactante, serviu como novo selo da Rolling Stone Records, pelo qual foi lançado o LP.

Apesar de ter criado a icônica capa com o jeans e o zíper, Andy Warhol, o legendário artista pop norte-americano, não foi o criador do logo, trabalho do artista plástico londrino John Pasche. É ao mesmo tempo a língua mostrada para desafiar a autoridade, um símbolo de pintura sensual e uma ótima apresentação da boca tão característica de Mick Jagger. Conseguiu se transformar em marca registrada dos ingleses, e além disso, chama a atenção em todos os níveis imagináveis e, ainda assim, foi redefinida centenas de vezes por artistas gráficos que trabalharam para os Stones depois, conservando a integridade artística que Pasche lhe conferiu, com a singularidade de seu objeto.

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"Em 1969, o escritório dos Stones telefonou para o Royal College of Art, em Londres, e perguntou se teria um aluno de design gráfico que pudesse criar o cartaz da turnê européia de 1970", Pasche lembrou em uma entrevista. "Eles recomendaram meu nome, e no dia 19 de abril de 1970 Jo Bergman, que dirigia o escritório da banda na época, me escreveu para confirmar que eles pretendiam me contratar para para criar o cartaz do próximo tour. Eu estava no meu último ano de curso e fiquei orgulhoso quando Mick apareceu na faculdade para ver minha apresentação final de curso, pois esse trabalho, que estava entre os expostos, acabaira sendo usado no cartaz da digressão. Algum tempo depois, encontrei Mick novamente e ele me pediu para criar um logotipo ou símbolo para o selo do novo álbum. Recebi 50 libras pelo projeto e demorei uma semana para realizar o trabalho".  Um ano depois, Pasche receberia mais 200 libras como reconhecimento da banda pelo seu trabalho.

Ainda segundo o artista, a ideia do conceito do projeto da língua era representar três elementos: a atitude contestatória da banda, a boca de Mick e as conotações sexuais agora óbvias dos Stones. E Pasche se deu bem em sua criação. Eis um símbolo que passou no teste do tempo e continua na ativa como poderoso símbolo da banda.

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Fonte: A Arte do Rock, Companhia Editora Nacional

Ouça: Rolling Stones liberam para audição canção inédita de 1978

24 de outubro de 2011 0

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Dentro do Box box especial que relança no mercado o álbum Some Girls (1978), os Rolling Stones acabam de divulgar a primeira música inédita do projeto. Trata-se “No Spare Parts”. A canção puxada por violão e slide, tem aquela pegadinha country que nos arremete a temas como Far Away Eyes, canção irmã de Some Girls, como também remonta o lado country de Exile On Main Street (1972). O velho esquema Mick no vocal principal, Keith nos backings. Uma delícia. O box será lançado nos EUA e UK no próximo mês de novembro (21).

Ouça o som.

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Nova publicação explora rivalidade entre Beatles e Stones

29 de agosto de 2011 8

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Escrito a quatro mãos pelos críticos musicais americanos Jim DeRogatis e Greg Kot - The Beatles vs. The Rolling Stones (194 pgs, capa dura, Editora Globo) é uma verdadeira enciclopédia musical. O livro parte da sacada inicial de explorar a rivalidade entre as bandas, e lança a pergunta: Qual a melhor banda de rock’n’roll de todos os tempos? Beatles ou Stones? Há quase meio século os fãs dos dois grupos debatem para tentar provar quem está à frente. Dê uma sacada no livro clicando aqui.

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Para dar subsídios à discussão – como também, colocando lenha seca na fogueira, o texto é escrito em forma de diálogo entre os dois autores. Em oito capítulos, eles travam batalhas de argumentos sobre cada um dos músicos, suas composições mais famosas, a discografia e carreira de cada grupo. A obra é recheada de fotos históricas (algumas raras), cartazes de shows, memorabília, capas de discos e buttons das bandas. Na capa, há uma holografia de um disco de vinil: conforme se manuseia o livro, aparece uma imagem dos Beatles ou dos Stones.

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Há ainda uma detalhada linha do tempo que mostra a trajetória das bandas e os principais acontecimentos do mundo entre os anos de 1962 e 1971. Quanto ao veredicto final, os autores deixam a decisão para o leitor.

Diversão garantida!

Rolling Stones para colecionadores

12 de agosto de 2011 1


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Dois boxes em edições limitadas e numeradas trazem CDs, LPs, litografias, livro de fotografias, e outros ítens da banda inglesa
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Atenção fãs dos Rolling Stones! Se você curte a trupe de Mick & Keith e aprecia aquelas edições especiais limitadas, fique ligado em dois itens que já estão disponibilizados para venda em sites e lojas especializadas.
O primeiro petardo trata-se de uma edição especial em formato de boxset (ou mala) chamado 1972 S.T.P. (Stones Touring Party) - "Deluxe Road Case Set" Aí você me pergunta: O que temos nesse pacote?
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•  CD Exile On Main Steet (1972) + 10 faixas inéditas
• Edição dupla em LP 180
• Litografia do pôster original do Tour de 1972, assinado pelos integrantes da banda.
The Rolling Stones - 1972 North American Hardcover, livro do fotógrafo Bob Gruen, focalizando uma apresentação no Madison Square Garden, em NYC. Na publicação, Gruen captura a banda no ponto alto da turnê, revelando os Stones no palco e também em momentos intimistas.
Camiseta usada por Mick Jagger durante o tour - exclusiva para esta edição
• 2 réplicas de passes para o backstage
• 8 conjuntos de réplicas dos ingressos de vários concertos da turnê
Além de outros mimos e réplicas stonianas, ao custo de U$ 500 até U$567 (dependendo do site).
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O segundo item batizado de Rolling Stones Super Deluxe - BAND SIGNED - Lithograph Set ft. Chrome Hearts Jewelry custa a bagatela de U$ 2.500 (a venda apenas no site oficial dos RS) traz uma luxuosa caixa também em edição limitada. No pacote, 3 litografias impressas em alta resolução (no chamado padrão museu) tamanho (36 "x 24"), numeradas e assinadas por Mick, Keith e Charlie. Perfeita para quem gosta de enquadrar e colocar na parede da sala.
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No vídeo abaixo veja os Glimmer Twins e banda em ação no Tour de 72.

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Ronnie Wood terá seu programa de TV em 2012

31 de julho de 2011 0

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Enquanto os Rolling Stones não confirmam uma nova turnê milionária, o guitarrista Ronnie Wood investe em outras atividades. Ele terá seu próprio programa na TV, chamado The Ronnie Wood Show. O programa tem previsão de estreia para fevereiro de 2012, segundo informou o semanário britânico NME. O programa irá ao ar pelo canal Sky Arts e será uma espécie de continuação do que Ron faz em seu programa de rádio na Absolute Radio, que lhe rendeu prêmios como Personalidade Musical do Ano no Sony Radio Academy Awards, no início deste ano. "Eu me diverti tanto fazendo meu programa de rádio e tive muito sucesso com meus prêmios recentes. Agora ele vai pra TV para dar ao público uma chance de ver o que acontece nos bastidores", disse o guitarrista.

Veja o vídeo de RW recebendo o prêmio da Sony Radio.

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Antes dos Stones, Ronnie Wood já baixista do Jeff Beck Group, e guitarrista dos Faces (as duas bandas ele teve a companhia do vocalista escocês Rod Stewart). Após a saída de Mick Taylor dos Stones em 1974, Wood foi seu substituto natural no disco Black and Blue, sendo que além de ter cruzado com a trupe de Mick & Keith muitas vezes ao longo dos anos, o guitarrista já  havia tocado com a banda em 1973, no hit "It's Only Rock 'n' Roll (But I Like It)", canção que foi gravada inicialmente no estúdio particular de Ronnie.

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Aqui no blog você relembra Ronnie Wood no Faces (1973).

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Fonte: Revista Rolling Stone

Parabéns, Mick Jagger! 68 anos de vida e meio século de rock and roll

26 de julho de 2011 1

Alguém tem dúvida de que o Rock and Roll não seria o mesmo sem Mick Jagger? Hoje, dia 26 de julho, é aniversário desse maratonista do rock. Michael Philip Jagger, chega aos 68 anos com fôlego de sobra. Durante cinco décadas consecutivas,  o homem que ditou moda no rock, catalizou parte do espírito no gênero em suas performances de palco e ainda compôs ao lado de Keith Richards, dezenas de clássicos, não dá sinais de parar as máquinas. Tanto que o líder dos Rolling Stones ainda encontra tempo para pensar em novos desafios, como o Super Heavy, projeto que também inclui Joss Stone, Damien Marley, A. R. RahmanDave Stewart – e que estreia em CD no dia 20 de setembro.

Entretanto, é com os Stones, banda que o velho e bom Mick Jagger completa 50 anos de carreira em 2012, que o blog rende sua homenagem!

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Um vídeo por década.

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60

70

80

90

2000


Bem antes de Alan Freed cunhar o termo "rock and roll" tudo começou com eles

13 de julho de 2011 6


Divulgação Sony

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Este post nasceu de uma provocação do amigo Arnaldo Recchia.

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Pesquise nos livros, procure nos filmes e documentários ou pergunte aos seus camaradas mais antenados. Sempre que falamos em origens do rock and roll, onde tudo começou - quem levantou os alicerces do gênero, aonde diabos pode ter sido encontrada a tal Pedra da Roseta, ou afinal, - quem é o verdadeiro pai da criança rock, as respostas podem ser as mais diversas. Mas caros amigos tenham certeza - somente uma resposta pode ser verdadeira. Como diria Muddy Waters: “O blues teve um filho, e o nome dele é rock and roll”. Sim minhas crianças, bem antes de Elvis chacoalhar os quadris, e Bill Haley reinventar o hillbilly, ou de qualquer outro branquelo apresentar a certidão de nascimento (falsa) do gênero mais popular do planeta, o leite materno do rock já havia tocado o solo sagrado do delta do rio Mississipi. Coube aos negões (ex-escravos semi escravizados pelo capitalismo ainda guri) propagar as boas novas com seus violões, harmônicas e spirituals, vociferando lamentos e códigos secretos de um vernáculo que tomaria conta dos Estados Unidos na segunda metade da década de 1950.

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Muitos dizem que o verdadeiro pai da 'child rock', foi Robert Johnson, bluesman supostamente nascido em 8 de maio de 1911, em Hazlehurst, Mississipi, que morreu em 1938, aos 27 anos, num puteiro qualquer do delta, isso depois de emborcar uma garrafa de bourbon envenenada por um marido ciumento. É, a mítica do rockstar suicida, do músico mambembe que seduz as mulheres com seu violão (ou seria uma varinha mágica?), todo esse lance começou com caras como Johnson. Lembra da lenda do blueseiro que precisa fazer um pacto com o diabo em uma encruzilhada para obter êxito como instrumentista? Sim, essa história de vender a alma ao capeta também surgiu com o homem, assim como alguns trejeitos, cacoetes, e toda a linhagem musical (fraseado) que iria enlouquecer os ingleses no início da década de 60, quando finalmente suas 29 canções foram (re)descobertas por sujeitos como Brian Jones, Eric Clapton e Peter Green. A chamada invasão britânica que tomaria de assalto os EUA no início dos anos 60, teve origem com a absorção do blues pelos ingleses. Daí surgiria bandas como  Animals, Rolling Stones, Yardbirds, Fleetwood Mac, e tantas outras, diretamente influenciadas pela música negra americana. Era o blues negro voltando a sua terra natal pela mão (voz) dos brancos.
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Mas além do diabo, Robert Johnson também teve outros mestres. Talvez um deles tenha sido o violeiro anônimo que W.C Handy encontrou no início do século XX, dedilhando seu baleado violão numa estação de trem em Nova Orleans. Afinal, St Louis Blues, o primeiro blues gravado na história teria surgido dessa epifania. Já segundo musicólogos como o cineasta alemão Win Wenders, o rock pode ter dado o pontapé inicial ainda antes de Johnson, levando em conta que por volta de 1930, Skip James já tirava de seu piano ou violão um som tão endiabrado quanto seus colegas de classe. Só que a música de Skip fora engolida pela Grande Depressão, e assim, nunca receberia um único centavo pelas suas gravações, que praticamente não venderam na época. Em conseqüência disso, o músico colocou a viola no saco e para poder pagar o leite das crianças, virou um pastor da Igreja Batista. A ironia é que graças aos relançamentos em LP no início dos 60, I’m So Glad uma das canções de Skip, três décadas e ½ depois foi reinventada pelo power trio Cream, nata do virtuosismo inglês daqueles tempos, banda que tinha Eric Clapton como guitarrista. Essa releitura pagou parte das contas do bluesman em seus últimos dias. Skip acabou morrendo de câncer em um hospital de Washington DC. Hoje é considerado um dos gênios máximos do gênero.
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Mas há sim o tempero anglo-saxão na salada de influências absorvidas pelos músicos que começavam a formatar aquilo que seria chamada de rock and roll. O que seria do rock sem Hank Williams, um artista country com temperamento autodestrutivo, que além de revolucionar a música country com suas letras repletas de histórias de amores fracassados, trouxe uma dose significativa de inteligência para o cenário caipira do meio oeste. Ele e sua filosofia errante de andarilho, a atitude punk, e uma completa ausência de preocupação com a imagem do artista popular. O anti-star Hank vendia ao público irreverência e falta de compostura como a estampa de um heroísmo visionário. O bordão: “Morra jovem, seja eternamente belo”, parece ter caído como uma luva na lenda que se formou em torno de si. O fim da estrada chegou quando foi encontrado morto no banco de seu cadilac, em decorrência do abuso de bebida e boletas, asfixiado pelo próprio vômito na noite do reveillon de 1953. Ele tinha só 29 anos.
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Voltamos a 1950, ano que segundo alguns historiadores teria germinado o primeiro produto consistente de toda essa mistureba. Rocket 88, um foguete sonoro impulsionado pela dupla Ike Turner e Jackie Brenston. Nada pode ser mais rock and roll que essa música. Só que Turner e Breston eram dois negões segregados as rádios de rhythn and blues e race records, não existia possibilidade de sucesso comercial na América branca e repleta de preconceitos raciais e idiotices seculares. Sam Philips, o cara que gravou Rocket 88, implorou aos céus: “Oh, Deus! Dê-me um branco com voz de negro!”.
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Sam, que também era dono da Sun Records, uma pequena gravadora de Memphis, Tennesse, viu seu sonho se materializar num caipira chamado Elvis Aaron Presley. Um jovem branco (e bronco), ingênuo, esquisito aos olhos de um americano médio, ele e suas roupas coloridas e seu cabelo estiloso. Foi durante uma sessão nos estúdios da Sun, em uma tarde igual a tantas outras, entediado entre uma tentativa e outra de encontrar ‘o som’, que o cantor e alguns músicos contratados por Phillips dariam os primeiros passos no rumo certo. Elvis começou a improvisar ao violão em cima de uma música que ouvira no rádio várias vezes, That’s All Right Mama, um tema do bluesman Arthur “Big Boy”Crudup. Só que Elvis colocou em sua versão uma pitada da irreverência de Hank Willians, um bocado de trejeitos vocais e semi-falsetes ao estilo dos cantores de blues, e uma dose cavalar de intuição e confiança (ou desconfiança) no taco. Assim, oficialmente para muitos, nasceria o bicho ‘rock and roll’. Gênero assim foi batizado pelo DJ e agitador cultural Alan Freed, o mesmo cara que poucos anos depois estaria envolvido no Escândalo da Payola (o famoso jabá).
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Em poucos anos Elvis seria coroado como rei do rock. Título que seria contestado, mas nunca revogado. Talvez o rock and roll tenha mesmo começado da forma que falei, talvez não, talvez alguém discorde de parte desse relato, provavelmente sim. Há omissões importantes, talvez equívocos. Eu acredito que a mesma história pode ser contada milhares de vezes, sempre de uma forma diferente da outra. Ou como diria o lendário Professor Gaivota, personagem de Joseph Mitchel no livro – O Segredo de Joe Gold “a verdadeira história do mundo ainda não foi contada”. A lenda continua a ser relatada (escavada) e o rock sempre necessitou de lendas para sobreviver.
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Skip James pra encerrar.
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13 álbuns para ouvir em alto e bom som no Dia Internacional do Rock

13 de julho de 2011 5

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Essa lista é minha. Totalmente afetiva. Tratando-se de rock and roll, eis 13 discos que sempre terão um lugar de luxo na estante lá de casa. Todos mudaram minha vida. Anos 60 (4),  anos 70 (8), anos 80 (zero!!!) e anos 90 (01).

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The Beatles – Revolver (1966)

The Beach Boys – Pet Sounds (1966)

Bob Dylan – Blonde On Blonde (1966)

The Band  - Music From The Big Pink (1968)

Led Zeppelin – IV (1971)

The Rolling Stones – Exile On Main St (1972)

Deep Purple – Machine Head (1972)

Elvis Presley – Live At Madison Square Garden (1972)

Secos & Molhados (1973)

AC/DC – Jailbreak (1974)

Neil Young – On The Beach (1974)

Eric Clapton – 461 Ocean Boulevard (1974)

Bob Dylan - Time Out Of Mind (1997)


Leitores da revista Rolling Stone elegem as 10 Melhores Capas de todos os tempos

16 de junho de 2011 34

Reprodução#

News que colhi no blog do Ricardo Seelig. Mais uma eleição da Rolling Stone norte-americana com os seus leitores. Desta vez, os caras perguntaram quais seriam as melhores capas de discos de todos os tempos. O resultado é até meio óbvio, e apenas ratifica o quão impregnadas no inconsciente coletivo estão algumas das capas mais iconográficas de todos os tempos.

O placar ficou Inglaterra 7x3 EUA. Os Beatles tiveram três capas na relação e o Pink Floyd duas. Em 1992 a revista havia publicado uma lista das 100 Melhores Capas de Todos os Tempos eleitos por vários artistas e colaboradores. O primeiro lugar das duas listas bateu.

Vejam abaixo quais são as 10 melhores capas de discos de todos os tempos, segundo os leitores da Rolling Stone EUA:

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01. The Beatles – Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967)

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Divulgação EMI

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02. Pink Floyd – Dark Side of the Moon (1973)

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Divulgação EMI

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03. Nirvana – Nevermind (1991)

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Divulgação Universal

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04. Beatles – Abbey Road (1969)

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Divulgação EMI

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05. The Clash – London Calling (1979)

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Divulgação Epic

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06. The Rolling Stones – Sticky Fingers (1971)

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Divulgação Virgin Records

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07. The Beatles – Revolver (1966)

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Divulgação EMI

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08. Bruce Springsteen – Born to Run (1975)

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Divulgação Sony Music

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09. Pink Floyd – Wish You Were Here (1975)

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Divulgação Sony Music

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10.Velvet Underground – The Velvet Underground and Nico (1967)

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Divulgação Polydor

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Se essa eleição fosse feita pela RS nacional (e com artistas brasileiros), sem dúvida essa capa aí debaixo estaria no TOP 10.

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Secos & Molhados (1974)

Divulgação Universal
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E se desse pra esticar a lista gringa, eu metia na 'rela' + essas duas.

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* Crosby, Stills and Nash (1969)

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Divulgação Warner Music*

* Lucifer's Friend (1973)

*Divulgação Repertoire Records*

Ah, e pra você que está chiando com a ausência da sua capa preferida, mande por comentário a sua sugestão. Na sequência rola um novo post da LISTA dos leitores aqui do blog.


Pode chiar valendo!!!

Bill Clinton e Keith Richards são vistos em restaurante de NYC

09 de junho de 2011 2

Reprodução site TMZ

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Nessa terça-feira (07), o ex-presidente norte-americano Bill Clinton e o guitarrista dos Rolling Stones Keith Richards foram fotografados deixando um restaurante em Nova York. Eles participaram de um evento beneficente promovido pelo multimilionário Steve Bing. No jantar, também estavam presentes Hillary e Chelsea, respectivamente, esposa e filha do ex-presidente. A refeição ficou a cargo do renomeado Chef Mario Batali.

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Segundo uma fonte, Clinton e Richards sentaram juntos à mesa, e aparentemente pareciam se divertir muito. Foi o que noticiou o The New York Post.

Será que Bobby Keys foi demitido e os Stones estão precisando de um saxofonista? E você, o que você acha? Qual seria o tema do bate-papo entre Bill Clinton e Keith Richards?

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Lembre-se que Clinton também é amigo de Jagger, sendo que o ex-presidente até já apresentou show dos Stones. Tá lá na abertura de Shine A light? The Times They Are A-Changing, man!

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According To The Rolling Stones, a biografia definitiva dos Stones

08 de junho de 2011 0

Divulgação Cosac Naif#

Por Ricardo Seelig

According to the Rolling Stones é uma espécie de Santo Graal para os fãs dos Stones. Biografia oficial do grupo, construída a partir dos depoimentos dos próprios Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts, conta a história da “maior banda de rock de todos os tempos” com uma riqueza de detalhes até então inédita.

O livro, em formato grande (30x22 cm) e com capa dura, traz nada mais nada menos que 328 fotos espalhadas por suas 360 páginas! Lançado no Brasil pela editora CosacNaify, According to the Rolling Stones é considerado pelos fãs e pelos estudiosos do grupo como o mais completo livro já produzido sobre a banda e uma espécie de Anthology do grupo, em uma alusão ao projeto que passou a limpo a carreira dos Beatles durante a década de 90.

A ideia para a publicação surgiu em 2002, durante as comemorações pelos 40 anos de carreira do conjunto. Os organizadores da obra, Dora Loewenstein (filha do Príncipe Rupert Loewenstein, que administrou as finanças dos Stones por mais de três décadas) e Philip Dodd contaram com a preciosa ajuda de Tim Rice (ele mesmo, o eterno letrista e parceiro de Elton John em dezenas de canções) e Rob Bowman (estudioso canadense especializado em rock, blues e soul) nas rodadas de entrevistas que deram origem à obra. O resultado é um texto franco, transparente e rico em detalhes e, principalmente, diferenciado por trazer a opinião dos próprios Stones sobre todos os períodos de sua longa história.


Divulgação CN

Da paixão inicial pelo blues ao envelhecimento na estrada, Mick, Keith, Ron e Charlie não têm papas na língua para falar sobre qualquer assunto. É delicioso viajar ao lado da banda através da década de 60, quando o pop e o rock estavam mudando o mundo e os Stones eram um dos principais protagonistas dessa transformação. Um dos pontos mais legais do livro está justamente nesse período, com Jagger e Richards relembrando como era a sua relação com os “rivais” Beatles. Resumindo: uma aula prática sobre a história do rock, cujos professores são dois dos seus principais personagens.

Os anos setenta, período em que o grupo redefiniu – ao lado de Led Zeppelin, diga-se de passagem – o conceito de banda de rock com seus excessos, loucuras e egos sem limites, são outro destaque de According to the Rolling Stones. São dessa época as histórias mais fantásticas e surreais da carreira da banda, várias delas alguns dos pontos mais inacreditáveis da história do rock, como a orgia infinita da famosa turnê de 1972 – cujos alguns dos momentos mais picantes foram eternizados no famoso documentário Cocksucker Blues, proibido pelo grupo -; o suposto caso de Mick Jagger com Margaret Trudeau, esposa do então primeiro-ministro do Canadá – na verdade quem pegava a moça era Ron Wood, mas, em represália, a barra pesou para Keith, que foi flagrado com cocaína e preso no país -; e a insana gravação do álbum Exile in Main Street em uma mansão francesa que era um antigo abrigo para nazistas, com um Keith Richards entupido de doses industriais de heroína liderando a banda na concepção de um de seus melhores discos.

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O que torna o livro único é a franqueza com que a banda fala dos mais polêmicos assuntos, sem fugir da discussão em nenhum momento. Do desgaste e gradativo afastamento de Brian Jones, que culminou com a saída do guitarrista pouco antes de sua morte prematura, passando pela produtiva fase com Mick Taylor e o afastamento de Bill Wyman, o quarteto não se furta de comentar nada. O que chama a atenção, contudo, é o proposital pouco foco dado a Wyman em todo o livro.
As fotos que compõe According to the Rolling Stones – 328, para ser mais exato -, são um banquete para os fãs. De imagens raras de Mick e Keith ainda crianças até flagrantes atuais, a viagem visual proporciada é inebriante. Há uma fartura de fotos raras e pouco conhecidas do grupo, e também dos integrantes da banda em momentos mais íntimos, acompanhados de seus familiares. Essa epopeia visual, aliada à força do texto, transforma o livro em uma obra fundamental para os fãs dos Stones e do rock em geral.
Completando, estão espalhados por todo o livro vários depoimentos de pessoas próximas ao grupo. Nomes como Ahmet Erregun (um dos fundadores da gravadora Atlantic), o produtor Don Was e a cantora Sheryl Crow falam da sua relação pessoal com a banda, em testemunhos interessantíssimos.
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Os 12 capítulos de According to the Rolling Stones formam um dos documentos mais completos já publicados a respeito dos Stones e, consequentemente, sobre a própria história do rock and roll e em como ele mudou a sociedade nos últimos cinquenta anos. Há uma verdade desconcertante em cada página da obra, o que a torna muito mais verdadeira do que poderia se supor de uma biografia oficial.

According to the Rolling Stones será seu companheiro por vários dias e proporcionará divertidíssimos e ricos momentos a quem se aventurar por suas páginas. Leitura obrigatória e, mais do que isso, extremamente prazerosa.

Um investimento certeiro, que vale muito a pena!


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Há 48 anos Stones lançavam sua primeira gravação comercial

07 de junho de 2011 0


Reprodução compacto Decca#
Gravada em 10 de maio de 1963, o primeiro single dos Rolling Stones foi lançado comercialmente em 07 de junho do mesmo ano. Tratava-se de um remake de uma canção de Chuck Berry, músico que, por muitos anos, exerceria uma forte influência em Keith Richards.
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Os Stones tocaram a canção ao vivo no Thank Your Lucky Stars, um popular programa da TV inglesa. Antes da gravação, um dos produtores do programa sugeriu a Andrew Loog Oldham, empresário dos Stones na época, que ele se livrasse do vocalista da banda.
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Bom, como sabemos, Andrew não se livrou de Mick.

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Charlie Watts, o mais discreto dos Stones chega aos 70 anos

02 de junho de 2011 5

Divulgação site ofcial CW#


Como tem gente que fala bobagem nessa vida de música. Quer ouvir uma delas? Ok! “Ringo Starr é um baterista medíocre”. Você já ouviu isso de algum Zé Mané uma dezena de vezes, não é? Tenho certeza. Outra baboseira que dia desses um cara me disse com extrema convicção é que Charlie Watts não passava de um baterista mediano. Quase atirei um copo de cerveja na cara do sujeito. Sério!

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O baterista dos Rolling Stones chega aos 70 anos nessa quinta-feira (02). O mais discreto e elegante dos Stones foi o último a integrar a formação clássica do grupo. Em contraponto, Charlie já ta nessa trip de banda de rock há quase 50 anos! Ele, Mick e Keith – os três mosqueteiros que restaram dos dias iniciais da banda. Logo ele, um cara que nem é tão ligado assim no som do grupo. “Rock and roll não tá com nada”, a voz interior de Charlie deve proclamar em seu íntimo uma frase desse naipe. Charlie, um amante do jazz, um ilustrador e designer de mão cheia, um homem que curte os ternos bem cortados e a imponência e vivacidade dos cavalos árabes.

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Charlie Watts, o anti-rocker, o mais idiossincrático dos Stones, o homem que venceu um câncer e largou o crivo porque sua abstinência maior era fiicar longe da estrada. Charlie Watts, um baita baterista. Dono de uma técnica toda sua, peculiar. Um barato sacar seu milimétrico atraso na batida, detalhe que deixa Keith Richards fissurado. "Essa é a cama que me deito", disse Richards em sua biografia sobre a segurança de tocar com um cara como ele. Charlie, um daqueles heróis das entrelinhas de uma canção - um eterno e confiável coadjuvante que segura a onda na cozinha, enquanto os amigos exibidos derrubam o rango na sala. Bem na frente das visitas!

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Senta a ripa, Charlie!

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Life em áudiolivro: Keith, Johnny e Joe contam tudo

25 de maio de 2011 0

Divulgação Hachette #

Terceira notícia de hoje que pipoca no blog envolvendo os Stones. É que recupero um lançamento do último mês de novembro que passou batido por aqui, mas repercutiu legal lá fora. Trata-se da versão de Life, biografia do guitarrista Keith Richards em áudiolivro. Na narrativa dos fatos - em frente ao microfone temos Johnny Jack Sparrow Depp, o músico e ator Joe Hurley e claro, o próprio Richards contando todos os detalhes de uma vida repleta de acontecimentos. São 21 horas e 56 minutos (20 CDs) de histórias e revelações que deram a publicação o status de Melhor Áudiolivro do ano pelos clientes do tradicional site de vendas Amazon. E de bônus o pacote ainda inclui um vasto arquivo de fotos em PDF. O valor de venda é $17.85 (aproximadamente R$30,00).

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Segue um trechinho com Hurley e Depp.

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Gangsters do punk rock elegante

08 de abril de 2011 0

Divulgação Facebook SD*

Tem um amigo meu, Homero Pivotto (Opinião Produtora) que vive me falando do Social Distortion. Lembro em especial de uma vez que ganhei uma carona no seu fusquinha. Som no talo e  Social Distorcion tocando uma versão mais rapidinha de UnderMy Thumb dos Rolling Stones. Não me apaixonei mas caiu bem naquele início de tarde.

Mas valeu!  Conheci a banda americana nessa boleia.

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Também descobri uma versão bacana de Ring Of Fire do Johnny Cash.

Esse me deixou mais aceso.

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Recentemente a banda americana que segundo o Homero - faz um “punk rock elegante e com atitude” – lançou o elogiado álbum Hard Times And Nursery Rhymes. A nova sacada dos caras é um curta-metragem. O filmezinho batizado de Machinhe Gun Blues foi inspirado em um som do último CD, e mostra os membros da banda como assaltantes de banco na Califórnia em plena década de de1934.

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E pra finalizar, está acontecendo uma votação para escolher uma entre as 10 cidades pré-selecionadas, que irão receber o avánt-premiere de Machine Gun Blues e ainda uma apresentação de graça do ‘Distortion’.

Confere aí o trailer de divulgação.

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+ detalhes clicando aqui.

Keith Richards cria camiseta para ajudar vítimas do Japão

03 de abril de 2011 0

Divulgação site oficial KR*

Keith Richards entrou no rol dos artistas que tomaram iniciativas bacanas para ajudar as vítimas da catástrofe no Japão. O guitarrista dos Rolling Stones colocou à venda em seu site oficial uma camiseta que terá toda a receita revertida para as vítimas do terremoto e tsunami. A imagem que estampa a T-shirt básica unisex foi baseado em uma foto tirada por Claude Gassian na perna japonesa (1990) da turnê do álbum Steel Wheels (1989).

Para comprar a sua e contribuir, clique aqui. A peça custa $29.99.

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Legal, Keith!

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Grammy 2011: Mick Jagger fará homenagem a Solomon Burke

03 de fevereiro de 2011 0

Divulgação site oficial SB#

Mick Jagger vai fazer sua estreia na premiação do Grammy 2011. O líder dos Rolling Stones vai participar da cerimônia anual do "In Memoriam", que este ano fará uma homenagem a Solomon Burke, o chamado Rei do Rock ‘N Soul ou Big Soul, falecido em outubro passado. Jagger será acompanhado por Raphael Saadiq e banda.

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Vale lembrar que os Stones apreciavam a música de Burke, e o citavam como uma de suas grandes influências no início dos anos 60. Tanto que, o álbum Rolling Stones n°2 (1965) abria com uma versão de Everybody Needs Somebody To Love, música de Solomon Burke que 15 anos depois ganharia uma nova releitura no filme Os Irmãos Cara-de-Pau (1980), de John Landis.

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O maior mérito artístico do cantor e compositor americano, que também era reverendo - foi ter sido o cara que promoveu a união promíscua entre a música negra religiosa e a sexualidade do soul, introduzindo o catecismo gospel no gênero.

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A cerimômia de premiação acontece no próximo dia 13 de fevereiro, em Los Angeles, Estados Unidos.

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Divulgação site oficial Grammy

Os filhos de Jim Dickinson com as chaves do reino do som

28 de janeiro de 2011 0

Divulgação Songs Of The South#

Além de cantor, pianista e produtor musical renomado, Jim Dickinson foi um daqueles homens de confiança de muitas cobras criadas da música americana e britânica. Só pra citar três empregadores do músico, ele  foi sideman do guitarrista Ry Cooder e colaborou com os Stones na virada dos 60 pros 70, além de ter participado de Time Out of Mind (1997), um dos melhores álbuns da carreira de Bob Dylan. Suas raízes musicais sempre estiveram arraigadas na música sulista americana e suas variantes. Dickinson morreu ano passado, mas sua família seguiu no ramo musical. Dois de seus filhos, Luther (guitarrista e vocalista) e Cody (baterista e tecladista), formam o núcleo do North Mississipi All-Stars, uma das melhores bandas de blues rock dos EUA nos últimos dez ou quinze anos. Com a ajuda do baixista Chris Chew, o som do NMAS mergulha na música negra de raiz pentatônica, soul, country e gospel, isso sem esquecer de chumbar o produto final com doses venenosas de peso setentão.

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Divulgação Songs Of The South

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Acredito que esse lance do patriarca dos Dickinson ter batido as botas mexeu com os irmãos, pois em Keys to the Kingdom (lançamento agendado para o próximo dia 01/02), eles se voltaram para as influências paternas. Falo disso, porque se fizermos uma comparação desse CD com Hernando, álbum lançado pelo trio há exatos três anos, percebemos que a rapaziada meteu o pé no freio e entrou de cabeça nesse lance de raízes caipiras. Inclusive, muitas vezes o peso foi deixado de lado, e dessa forma, surgiram canções mais afinadas com o mítico som do sul dos Estados Unidos.

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Deste modo a temática das músicas fala de revolta (This A Way e Jumpercable Blues) e resignação (How I Wish My Train Would Come , Hear the Hills). Ao longo do caminho há colaborações de peso, como a da veterana cantora Mavis Staples (The Meeting) e de Ry Cooder, ex-partner do papai dos irmãos. (Ain't No Grave). O bluesman Alvin Youngblood Heart é outro nome gráudo que dá as caras, e completando o cast temos o tecladista Spooner Oldhan, escolado colaborador da soul e country music. Entre as canções revisitadas, destaque para Stuck Inside A Memphis Blues Again (Bob Dylan) e This A Way (Woody Guthrie). No frigir dos ovos a crueza sonora característica do North Mississipi All-Stars ainda permanece intacta, mesmo que agora a direção tenha mudado, eles estão no caminho certo, afinal, as chaves do reino (The Keys to the Kingdom) ainda estão sob  a tulela do trio.  Depois é só dar a ignição e partir para a estrada como banda de abertura da Band Of Joy de Robert Plant.  De algum lugar papai Jim deve observar orgulhoso.

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