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Patrimonialismo

10 de março de 2013 0

A paralisação dos servidores da Celesc, esta semana, teve adesão de 90% dos funcionários da companhia, em Itajaí. Mas o que me chamou atenção foram as justificativas para cruzar os braços: os trabalhadores querem o fim da influência político-partidária na administração da empresa e a manutenção da Celesc como empresa pública. Ou seja, uma reivindicação que nunca será atendida. Se fosse por questões salariais, talvez, mas esse pedido, especialmente, é impossível. Por quê? Porque vivemos no Brasil e é impossível dissociar totalmente a administração de uma empresa pública dos interesses político-partidários. Seria mais fácil conseguir um aumento de 50% nos salários do que vermos esse pedido atendido. Vivemos em um País com resquícios do patrimonialismo, herança de nossa problemática colonização. Isso faz toda diferença. Usar funções públicas para obter enriquecimento pessoal era prática comum durante o período colonial.

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