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Marinho

07 de abril de 2013 0

Há duas semanas, Itajaí perdeu um dos seus barbeiros mais famosos. Faço esse registro somente agora porque soube do fato esta semana. Uma pena, pois teria ído prestar minha homenagem a ele. O seu Marinho, como era conhecido, era um barbeiro que vivia de cara fechada, não abria o sorriso facilmente, nem dava bom dia ou boa tarde de pronto. Odiava cortar o cabelo de crianças e deixava isso muito claro. Mas era, sem dúvida, um sujeito de muito coração. Marinho era de uma época em que não era o barbeiro que conquistava o cliente, mas o cliente que conquistava o barbeiro. Quando isso ocorria, se tornavam amigos. Cortou o cabelo de políticos, de gente famosa, de gente simples, de muitos itajaienses ao longo de várias décadas. Foi personagem do Jornal de Santa Catarina, há alguns anos, quando uma famosa estátua de um coelho que encantou gerações foi transferida para a praça que fica em frente à Igreja Matriz. As paredes da barbearia estampavam fotos das netas que vivem na Europa. O volume alto da TV ou do rádio eram características predominantes no estabelecimento, mas não incomodavam ninguém. Marinho vai fazer falta.

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