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Operação para conservar tubarão-baleia custará R$ 60 mil

12 de junho de 2013 4

Foto: Rômulo Porthos/Divulgação/Museu Oceanográfico

A operação para expor no Museu Oceanográfico da Univali o tubarão-baleia que encalhou no domingo na Praia de Perequê, em Porto Belo, custará R$ 60 mil. A universidade precisou investir na compra de uma piscina e em 35 mil litros de formol diluído para manter a integridade do animal _ que, se tudo correr bem, será o maior peixe conservado no mundo.

O valor será coberto por projetos de pesquisa, já que a peça é valiosa: segundo o pesquisador Jules Soto, curador do museu, está é a segunda vez que um tubarão-baleia inteiro encalha no Brasil. O primeiro foi em 1984, no Rio de Janeiro. Na época, as tecnologias de pesquisa não eram tão avançadas, o que aumenta a importância científica do gigante. Ainda de acordo com ele, há hoje no mundo apenas um exemplar de tubarão-baleia empalhado, que é mantido no museu do condado de Suffolk, em Nova Iorque. O animal, coletado na década de 1930, hoje está sem a pele original.

Cuidados

O trabalho de conservação inclui a aplicação de produtos químicos para conservação dos olhos e da pele, para que não percam as características nem a cor. Ontem, o animal teve as vísceras retiradas e parte do material foi separado para ser usado em pesquisas.

Foi a primeira vez que o conteúdo estomacal de um tubarão-baleia foi analisado no Atlântico Sul, e os pesquisadores descobriram que ele come copépodos por aqui _ o mesmo tipo de pequenos crustáceos dos quais se alimenta em outras partes do mundo.

Descobriu-se, também, que o tubarão-baleia tinha hemorragia interna. Sinal de que se machucou antes de morrer, o que reforça a hipótese de que seja o mesmo exemplar que havia enroscado em uma rede de pesca de emalhe na terça-feira da semana passada.

O tubarão passará os próximos 30 dias imerso em formol, que vai estancar a decomposição. A expectativa é que o exemplar esteja pronto para exposição na inauguração das novas instalações do Museu Oceanográfico da Univali, ainda este ano.

Uma das maiores dificuldades no recolhimento do tubarão-baleia, no domingo, foi encontrar equipamento adequado _ como uma cinta larga, para não machucar o animal. Soto diz que, como era final de semana, a maioria das transportadoras que tinham como executar o trabalho não atenderam ao telefone, o que atrasou em algumas horas a operação.

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comentários

Comentários (4)

  • afonso diz: 12 de junho de 2013

    deve ter muito dinheiro sobrando para gastar com cadaveres de baleia ,enterra isto ,ou paguem do bolso de voçes.

  • junior diz: 12 de junho de 2013

    temos coisa mais importante para fazer com 60 mil o tubarao depois de morto nao vale nada a pesquisa serve para que para saber o que ele come

  • Elza A. diz: 12 de junho de 2013

    o que reforça a hipótese de que seja o mesmo exemplar que havia enroscado em uma rede de pesca de emalhe na terça-feira da semana passada…..
    ESTE TIPO DE REDE NÃO É PROIBIDA NÃO?
    MATA MONTES DE ANIMAIS E FICA POR ISSO MESMO? JÁ ERA HORA DAS S PESSOAS CRESCEREM E DEIXAREM DE SER MONSTROS.

  • Edson Moraes Lessa diz: 13 de junho de 2013

    Aquela víscera que se vê em primeiro plano, é o fígado do tubarão. Ao contrário de outros peixes que têm bexiga natatória para regular a flutuação, no tubarão é a concentração de óleo do fígado (por isso é que são assim, enormes) que os fazem boiar ou afundar. Se for verdade que será o único do mundo a ser conservado, vale o investimento. Esse Museu Oceanográfico terá referencia global e certamente será muito visitado por curiosos e pesquisadores. Parabéns pela iniciativa. Sucesso a todos.

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