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Pela preservação da Praia Grossa

06 de agosto de 2013 1

Foto: Rafaela Martins, BD

A Câmara de Vereadores de Itapema recebeu um projeto de lei de iniciativa popular que pede a preservação da Praia Grossa e da Ponta do Cabeço. A proposta está acompanhada de mais de duas mil assinaturas, e sugere a abertura de uma unidade de conservação.
A área é alvo de um processo de licenciamento ambiental para construção de um hotel e condomínio. Passou por audiências públicas e por um estudo do Núcleo de Apoio do Ministério Público, que levantou uma série de questões _ entre elas, o fato de existirem no local pelo menos uma espécie de planta (palmiteiro) e uma de ave (maria-da-restinga) ameaçadas de extinção.
O projeto de construção, de acordo com a Fundação Ambiental da Área Costeira de Itapema (Faaci), prevê ocupação de 20% da área e a preservação do restante do terreno, de mais de 400 mil metros quadrados.

Se o projeto de lei de iniciativa popular passar pela Câmara, estará proibido qualquer tipo de degradação ambiental na área da Praia Grossa.

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comentários

Comentários (1)

  • Rafael Baumgartner diz: 9 de agosto de 2013

    Retificação. Sou membro ativo do Movimento em Defesa da Praia Grossa e da Ponta do Cabeço e afirmo que existem outras espécies ameaçadas de extinção (cutia, duas espécies de peixes recifais, duas espécies de anfíbios, etc).
    Além disso, essa estimativa de ocupação está totalmente fora da realidade. A empresa sempre disse que preservaria mais do que 50% (dizendo que ocuparia pouco mais de 30% da vegeração), mas, para chegar a esse cálculo, incluíram todas as áreas de APP, como se fossem áreas “construíveis”, mas preservadas por eles. Ou seja, para a análise da área “preservada” devem ser desconsideradas as áreas de APP, como determina a lei e a lógica mais elementar. Nesse caso, com certeza o empreendimento chega à beira de 50%, que seria o máximo a ser desmatado, SE NÃO HOUVESSEM ESPÉCIES AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO. Nesse caso, a lei é clara: É VEDADA A SUPRESSÃO DA VEGETAÇÃO. Nem 50%, nem 20%, é 0% de ocupação. É por isso que estamos lutando e não vamos aceitar que esses empreendedores distorçam os fatos!

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