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Reconhecimento internacional

24 de fevereiro de 2014 2
Foto: Marcos Porto / Agencia RBS

Foto: Marcos Porto / Agencia RBS

Quem vê a pose do bonitão aí na foto pode até pensar que ele tem uma rotina tranquila, mas na prática o dia a dia de Ice é bem mais agitado do que o da maioria dos cachorros. O labrador de quatro anos e meio de idade é um cão de busca e resgate do Corpo de Bombeiros de Itajaí, e acaba de ganhar uma certificação internacional de nível avançado.

O reconhecimento veio em Córdoba, na Argentina, onde Ice e o dono dele, o cabo Evandro Amorim, participaram da certificação da Internationall Rescuedog Organization (IRO), que tem sede na Áustria, é subordinada à ONU e rege o trabalho de cães de busca e resgate em todo o mundo.

Na prova, Ice precisou encontrar três vítimas em no máximo 40 minutos, dentro das regras estabelecidas, e depois disso passar por teste de obediência e destreza. Apenas mais dois cachorros de Santa Catarina também conseguiram a aprovação, um de Curitibanos e outro de Xanxerê.

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado é referência nacional na atividade de busca e resgate com cães, tendo como comandante o Major Walter Parizotto em Xanxerê. A corporação catarinense também é a única do Brasil em que os animais precisam das certificações para aí sim poder atuar em ocorrências. O objetivo de Ice e do cabo Amorim agora é passar em uma prova operacional da IRO, prevista para ocorrer em 2015 na Colômbia, que tornará a dupla apta a trabalhar em qualquer lugar do mundo em missões internacionais.

Ice pertence à terceira geração de uma família de cães de resgate, vinda de Xanxerê, no Oeste. Ele está com o cabo Amorim desde os dois meses de idade, e desde então vem sendo treinado para atuar em buscas e resgate. Depois de muita preparação, o trabalho pôde começar efetivamente quando o labrador completou dois anos de vida. De lá para cá ele, que hoje é o único cão habilitado para esse tipo de serviço na região de Itajaí, já atuou em 14 ocorrências de busca rural (pessoas perdidas na mata), busca urbana em escombros, soterramento (caso do Morro do Baú, por exemplo) e subaquáticas (como cadáveres em rios).

- O relacionamento com ele é o melhor possível. É um cão dócil, que não morde, adora brincar e se dá muito bem com crianças. Tenho uma filha pequena e eles fazem de tudo junto. É um companheiro – diz o cabo Amorim.

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comentários

Comentários (2)

  • Daniel diz: 24 de fevereiro de 2014

    Belo trabalho!
    Parabéns ao profissional que dedica seu tempo, seja no serviço ou de folga, para treinar o seu cão.
    Quem os conhece sabe da integração que existe entre o bombeiro e o cão.Realmente uma parceria de muito sucesso, que demanda MUITA dedicação do Cb Amorim, em prol da nossa comunidade.

  • Schell diz: 24 de fevereiro de 2014

    Não entendi: quer dizer que o cão não pertence ao corpo de bombeiros, mas, sim, é de propriedade de um dos soldados-bombeiro? Ele trabalha como voluntário? Sendo pago, o pagamento vai para quem, para o soldado que o possui? Ele passa recibo? Não há licitação? Como os pagamentos entram na contabilidade dos bombeiros? Sei lá, esquisito, no mínimo.

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