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Câmara aprova redução na exigência de escolaridade para assessorar vereadores em Camboriú

06 de março de 2014 12

A Câmara de Vereadores de Camboriú aprovou em primeira votação em sessão extraordinária, na noite de quarta-feira, uma alteração à legislação que diminui a exigência de escolaridade dos assessores parlamentares, de Ensino Médio para Ensino Fundamental.

O projeto levou a assinatura de todos os vereadores da casa, com exceção do presidente, Márcio Aquiles da Silva (PSC), e da vereadora Jane Steffen (PSDB), que votou contra apesar de ter assinado a proposição.

Silva diz que, até 2012, era exigido apenas que os assessores fossem alfabetizados. Na época, um projeto de lei alterou a exigência para Ensino Médio. A redução de escolaridade é avaliada pelo vereador como um “retrocesso”.

_ Acho que uma pessoa só com o Ensino Fundamental pode fazer o trabalho de campo, mas para a elaboração de projetos, acho que não tem condições _ disse.

A proposta terá que passar por nova votação, na terça-feira, antes de ser sancionada.

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comentários

Comentários (12)

  • João Leitte diz: 6 de março de 2014

    Engraçado… Para ser um funcionário concursado, você faz concurso, exames médicos, testes de aptidão, apresenta inúmeros diplomas, passa por processos de avaliação… Retrocesso é o mínimo que se pode dizer, pois um assessor parlamentar precisa ter as condições mínimas para executar um função tão importante…. É vergonhoso mesmo, os vereadores não tem mais nada pra fazer em Camboriú?

  • Antonio Naschenweng diz: 6 de março de 2014

    E para a “alaboração” de reportagens, “tme” algum requisito?

  • Nelci Medeiros diz: 6 de março de 2014

    Concordo com o Sr João Leitte. Tanta exigência para um concursado, mas para comissionados não precisa nada. Fica a pergunta: qual o critério?

  • Flávio Czepelski diz: 6 de março de 2014

    Se nem o vereador precisa porque o assessor vai precisar ? diploma não constrói caráter não, e tem muita gente que tem diploma ,porque colou em todas as provas!!!!

  • Thompson Bittencourt diz: 6 de março de 2014

    Está cada vez pior! Educação! é essa a culpa do país está assim, jogado as traças, com corrupção, violência, etc.. Leis como essas contribuem ainda mais para isso, desestimulam quem estuda trabalha e batalha, o minimo exigido para cargos como esse deveria ser curso superior, ainda mais para assessorar vereadores, que as vezes não tem pouca escolaridade, pelo menos quem auxilia deveriam ter ensino superior completo, contribuindo de forma efetiva a realização do “trabalho” dos edis. A Republica “Bolivariana” do Brasil não está nem aí para educação do seu povo. Veja por exemplo a restituição do IR referente a gastos com educação, a maioria dos países desenvolvidos restitui integramente o valor gasto, enquanto aqui, apenas uma pequena parte do gasto é restituída. Enquanto a educação não for base para o desenvolvimento da nação, tudo vai ficar como está. Sei que vão dizer que o investimento em educação no país é grande, mas veja profundamente esses dados e notem onde está alocado a maior % desse valor; No ensino superior, isso é importante, mas como a massa vai chegar ao superior se não há investimento no fundamental e médio? DESABAFO! Pensem antes de votar.

  • Schell diz: 6 de março de 2014

    Ora, ora e ora, qualquer assessor (para não ser “aceçor”) deve ter o mesmo nível de escolaridade exigido dos funcionários regulares via concurso. O restante, apenas politicagem da pior qualidade. E, sabem as ostras, se educação na altera o caráter das pessoas (e, mesmo assim, um vereador o contrata: empata), pelo menos lhe dá o mínimo do necessário conhecimento para exercer a função: pelo menos não tropeçará nas vírgulas e nas contas.

  • Tiago diz: 6 de março de 2014

    Bom, aparentemente, os parlamentares se viram com dificuldade de nomear os assessores, que tanto fizeram campanha na época de eleição e depois acabou faltando aquela retribuiçãozinha toda especial. Como viram que uma boa parte não tinha o ensino médio, viram-se obrigados a diminuir a escolaridade (nunca vi isso na minha vida). Ensino fundamental, como o nome diz, traz aprendizado bem superficial, básico. E é mais ou menos isso que a população de Camboriú terá daqui pra frente. Um serviço bem meia boca, pago pelo povo. De certo os supletivos da cidade lotaram de desesperados de ter o diploma de ensino médio.

  • Renato diz: 6 de março de 2014

    Este é o Brasil….Onde quem é pago para administrar o Brasil não precisa de estudo e quem faz concurso para Gari precisa……Sr. Flávio Czepelski infeliz seu comentário, diploma não constrói caráter, mas constrói gente preparada para administrar e comandar este pais com dignidade, claro que sempre tem suas exceções que deve ser o seu caso…….Num país dos Tiririca da vida esta é só mais uma aberração…….

  • Leandro diz: 7 de março de 2014

    Sinceramente, enquanto muitos ficam nos bancos universitários, após trabalharem o dia todo, poucos levam a vantagem de serem apadrinhados por vereadores corruptos (não que seja o caso de Camboriú), mais a aprovação deste projeto, é um desrespeito com profissionais, que passam quatro, cinco, ou mais anos para fazerem uma graduação, uma pós, um mestrado. Enfim creio que seja um desserviço este projeto dos vereadores. Um desrespeito com a educação, fadada ao fracasso neste país miserável. Enquanto tramita no congresso a PEC do diploma para jornalistas, os vereadores fazem o que fazem.

  • Diana diz: 7 de março de 2014

    Atitudes como estas apenas desincentivam o povo a estudar, e pelo que o político demonstra é isso mesmo que eles querem, povo sem cultura, não sabe reivindicar seus direitos, e assim fica bem mais fácil deles (políticos) manipular. Acorda Brasil!!!!!!!!

  • felipe siqueira diz: 7 de março de 2014

    A Educação é o que faz uma nação crescer de forma correta. Mas a culpa não são dos vereadores, a culpa é nossa, que só sabemos reclamar, e não tomamos atitude. Quantos aqui já passaram pelo menos um e-mail para um vereador, ou deputado em que depositaram seu voto de confiança? Então eles vão continuar fazendo isso. Aumentar o cabide de empregos para pessoas despreparadas.

  • Barraram o retrocesso | Guarda-sol diz: 11 de junho de 2014

    […] Ensino Fundamental. A proposta, que de início levava a assinatura da maioria dos parlamentares, chegou a ser aprovada em primeira votação, em março, e desde então aguardava a volta ao plenário _ quando foi, por fim, rejeitada (mas […]

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