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Sem solução para o Herbário

17 de março de 2014 7
Foto: Lucas Correuia/Especial/Arquivo

Foto: Lucas Correuia/Especial/Arquivo

Oito construtoras já procuraram a direção do Herbário Barbosa Rodrigues, em Itajaí, para propor a construção de um edifício no terreno da instituição, que fica na Avenida Marcos Konder. O negócio só não foi fechado porque, segundo Jurandir de Souza Bernardes, um dos administradores do Herbário, ainda não foi apresentado um projeto que a direção considerasse vantajoso. Enquanto isso, o casarão da década de 1940 segue com destino incerto.
O casarão do Herbário não é tombado pelo patrimônio histórico, mas faz parte da história da cidade.O terreno foi doado pelo município à instituição, que agora quer vendê-lo alegando que, caso contrário, não vai conseguir se manter.

O impasse poderia ser resolvido se instituição e município entrassem em acordo. Se é de espaço o que o Herbário precisa, o poder público poderia ceder um local mais apropriado e dar novo destino à charmosa construção. Mas a direção do Herbário se mostra relutante em sair do terreno.
Um inquérito tramita na 10ª Promotoria de Justiça de Itajaí, que aguarda parecer técnico do Centro de Apoio de Informações e Pesquisas do Ministério Público sobre a construção para decidir que medidas serão tomadas.

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comentários

Comentários (7)

  • Hytajahi 100 Wiaportuaria diz: 17 de março de 2014

    Aqui em Itajai as construtoras sempre ganham, Pra que preservar? o que interessa é o lucro obtido… basta olhar ao redor e constatar…

  • Joao Leitte diz: 17 de março de 2014

    aproveitem e derrubem a Igreja Matriz, o Mercado Publico e o Museu;;;;;

  • DRS diz: 17 de março de 2014

    Não só Itajai… aqui em Blumenau tbm derrubam casarões históricos não tombados (mas históricos) para dar lugar a prédios… isso a todo momento.

  • Marcelo diz: 17 de março de 2014

    Tive o prazer de dias atrás visitar essa instituição que à muito tempo tinha a curiosidade de entrar. Me deparei com um senhor muito simpático e orgulhoso de toda a coleção em que a intituição no passar desses anos coletou que não é por menos, inclusive há grandes relíquias como livros da época imperial.
    Mas o que me deixou triste foi saber que não só as construtoras é que são “culpadas” numa possível demolição do prédito, mas sim a própria instituição que alega que para eles, a casa não passa de um simples depósito e que está com espaço saturado, realmente tudo lá dentro é bem apertado e não há mais espaço pra nada, porém será realmente necessário derrubar uma construção tão bela e antiga só para criar mais espaço? pois se o espaço é o problema porque não em outro lugar?
    Na minha opinião o prédio deveria urgentemente ser tombado com patrimônio histórico e a prefeitura seder um novo prédio à instituição afim de suprir sua demanda.
    Mas o problema é que desse jeito ninguém irá lucrar.. e quem perde mesmo com toda essa história é a população que aos poucos vê uma cidade praticamente sem história.

  • guilherme silva diz: 18 de março de 2014

    Triste em ler uma matéria assim, e ver a história de Itajaí se esvaindo entre as grandes torres.

  • humberto santos diz: 18 de março de 2014

    Esta conversa mole já ouvi outras vezes,,, Itajaí está ficando para nós, os papa-siri nativos, totalmente descaracterizada com prédios se amontoando como capim por todos os cantos da cidade. Aliás, de capim nossos mandatários conhecem muito bem pois, as ruas estão cheias deste vegetal. Falando do herbário que é o lugar próprio para os nossos e nossas amigas verdes (árvores, arbustos e coisas afim) se é que realmente estão querendo trocá-lo para a construção de mais um edifício pergunto; porque não vendem as igrejas, os templos, o Porto de Itajaí, o estádio do Marcílio Dias – este mesmo não faria falta nenhuma à cidade, a Prefeitura – e tudo o que nela habita, etc, etc e tal.

  • SILVIA diz: 18 de março de 2014

    É bem triste de ver como não tem respeito algum pelo histórico nestes paises do nosso Cone sul…Cuba, Perú,México;em nossa América e Espanha, França, Italia, Suiça.. todos os países da Europa e do chamado “primeiro mundo”, sabem que na história da suas construções também é guardada a memória do passado , absolutamente necessária para vivenciar o presente.
    Lamentável que sejam hipervalorizadas as “coelheiras de luxo”, que isolam e destinam o ser humano a viver na individualidade, onde tem mais valor que uma pessoa de terno e gravata cuide dos interesses materáis,do que uma casa com espaço suficiente para que uma família possa se reunir e comemorar.
    Formas de ver a vida…critérios e valores tergiversados por uma sociedade que se diz muito “civilizada”…eu, continuo preferindo sentir cantar os pássaros nas árvores perto da minha janela, poder por as mãos na terra , e ter como passeio de final de semana um lugar com história e muito verde,em troca de dar um rolé no shopping…Cada um sabe da sua vida,de seu conforto,mas cabe as autoridades preservar o que é bem coletivo,respeitando a memória e a identidade cultural da cidade…

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