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Queda no mercado de luxo

31 de março de 2014 1
Foto: Fernando Carnevali/Especial

Foto: Fernando Carnevalli/Especial

Os problemas de infraestrutura encontrados pelos turistas nos primeiros dias do ano em Balneário Camboriú estão refletindo diretamente no mercado imobiliário da cidade, em especial no concorrido ramo dos apartamentos de luxo. O alerta veio da Associação dos Corretores de Imóveis da cidade (ACIBC) durante a última reunião do Conselho Municipal de Turismo (Comtur). Marlon Olsen, presidente da entidade, diz que há proprietários e investidores colocando imóveis à venda em função de problemas como falta de água e de mobilidade na cidade. Segundo ele, já é aguardado pelo setor um desaquecimento das vendas nos próximos meses, em relação aos anos anteriores. O motivo não é difícil de descobrir: quem tem dinheiro para um imóvel na avenida Atlântica poderia investir em qualquer cidade no mundo.

Olsen diz que Balneário está vivendo reflexos de uma falta de planejamento histórica. A ACIBC já havia alertado o município para a possibilidade de prejuízos em outubro do ano passado, quando entregou um parecer dizendo que o desenvolvimento da infraestrutrura urbana era muito aquém do crescimento da construção civil. Deu no que deu.

A entidade quer que o município faça estudos de impacto de vizinhança antes de aprovar qualquer obra. É algo para ser discutido a fundo no plano diretor.

A preocupação da ACIBC é justificada: a cidade tem nada menos do que 2.400 corretores de imóveis. Em todo o Estado, são 15 mil.

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comentários

Comentários (1)

  • Schell diz: 31 de março de 2014

    Histórica falta de planejamento e não como colocado, prezada Colunista.
    Interessante essa colocação da referida associação de corretores que, sabem as tainhas, vivem do que vendem (e como vendem). Pelo que entendi, primeiro ficam felizes com as “grandes e altas” construções, depois, querem que a municipalidade, ou seja, seus residentes, arquem com os custos decorrentes em relação à vizinhança e à mobilidade? Qual a razão para – por exemplo – se recusarem a vender tais imóveis que impactam negativamente um e outro dos pontos elencados? Com certeza os ditos empreendedores iriam pensar duas vezes antes de elevarem seus “elefantes”.

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