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Sobre futebol e violência

14 de abril de 2014 1

Sempre gostei de cobrir os jogos do Marcílio Dias. Muitas vezes, me chamava atenção mais a torcida do que a partida –  que até podia estar morna no campo, mas nunca nas arquibancadas. É bonita de ver a paixão do marcilista, e é por isso que cenas como as que se viram no sábado, com agressões ao presidente da FCF e ao cinegrafista Fabiano da Silva, são inadmissíveis. Tristes. Vergonhosas.

Futebol e violência não são sinônimos e jamais deveriam ser. A indignação frente a um resultado, não importa qual for, não pode ultrapassar o senso de civilidade. Quando se perde a razão, a motivação perde o sentido.
A violência no futebol caminha junto com a intolerância. Não toleramos maus resultados. Não toleramos injustiças numa partida. Não toleramos o outro.

Em meio à emoção de um jogo, vemos pais de família travestirem-se de vândalos. Acabam prejudicando o time de coração.
Não foi a primeira vez e o estádio Hercílio Luz não é o primeiro a presenciar confusões desse nível. Mas precisamos lutar para que tenha sido o último.

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comentários

Comentários (1)

  • Paleska Vopozuda diz: 14 de abril de 2014

    O futebol, assim como os demais esportes, é benéfico para a sociedade, enquanto atividade desportiva; mas quando o esporte vira negócio, parece que acontece o efeito contrário: ao invés de ser modelo de bom exemplo para jovens, o excesso de idolatria, a corrupção, as transações milionárias, a ostentação mostrada pelos jogadores e a violência fazem desta atividade desportiva um mau exemplo mundial…

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