Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Vacina gratuita e desprezada

12 de maio de 2014 0

Dois anos atrás, o deputado estadual Neodi Saretta (PT) apresentou uma indicação ao Governo do Estado para que disponibilizasse gratuitamente a vacina contra a gripe para todos os catarinenses. A justificativa era de que o número de mortes causadas pelos vírus influenza havia voltado a subir.
Vereadores também fizeram o mesmo pedido pelo Estado, com o apoio de entidades de classe _ devidamente negado sob a justificativa de que a definição sobre quem será vacinado ou não cabe ao Ministério da Saúde, que fornece as doses.

Nem faz tanto tempo assim. O que torna ainda mais injustificável a baixa procura das populações consideradas de risco pela vacina. Na região, quase 40% dos pacientes que poderiam imunizar-se de graça não o fizeram.

Pode ter faltado uma campanha mais forte ou mais informações sobre os efeitos da vacina. O fato é que as doses, aplicadas gratuitamente em quem precisa, não saem de graça: são compradas com dinheiro público. Nas clínicas particulares, cada aplicação custa em média R$ 70.

No ano passado, segundo dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive), 453 pessoas foram diagnosticadas com alguma das formas de influenza em Santa Catarina. A região de Itajaí dividia com Jaraguá do Sul e a Grande Florianópolis o maior número de casos. Até setembro de 2013 haviam sido contabilizadas 37 mortes por gripe A ou B _ as que a vacina previne _, incluindo três casos na região, em Balneário Camboriú, Penha e Porto Belo.

O Ministério da Saúde prorrogou por tempo indeterminado a vacinação. Ainda dá tempo de reverter o jogo.

Comente e compartilhe

comentários

Envie seu Comentário