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Exemplo na prevenção

06 de julho de 2014 2

A prefeitura de Itajaí enviou à Câmara de Vereadores de Itajaí um projeto de lei para tornar a coordenação de Defesa Civil um cargo independente de nomeação política. A proposta é evitar que a função sirva como “moeda de troca” entre partidos, como ocorre com muitos cargos de confiança.

A Defesa Civl de Itajaí está hoje entre as melhor estruturadas no Estado. Alexandre Sampaio, gerente de Operações de Assistência Humanitária da Defesa Civil estadual, diz que a profissionalização tem se mostrado diretamente relacionada à frequência e ao volume de estragos que cada município enfrenta.

Não por acaso Itajaí está, junto com Blumenau, Criciúma e Rio do Sul, entre as cidades que são exemplo de prevenção em Santa Catarina.

Por aqui, 10 agentes fazem o trabalho com o apoio de especialistas como geólogo, engenheiro civil e ambiental. Recentemente os profissionais deram início a um mapeamento de todas as áreas de risco da cidade – incluindo alagamentos e deslizamentos de terra. O resultado vai ajudar não só a melhorar o serviço de prevenção, mas também a evitar assentamentos em locais impróprios.

O município é o único na região a integrar o programa Cidades Resilientes, do governo federal, que faz parte da Estratégia Internacional para a Redução de Desastres (EIRD), da Organização das Nações Unidas (ONU).
Por telefone

Além do telefone 199, que funciona 24 horas, 365 dias por ano, a Defesa Civil de Itajaí também instituiu mensagens gravadas, que informam sobre a situação dos rios em épocas de chuva. O órgão trabalha agora na organização de um protocolo para disseminação das informações sobre enchentes para a imprensa, com a intenção de agilizar a chegada dos dados à população.
O órgão tem ainda serviço de SMS que, por enquanto, atinge apenas moradores da região da Murta. Através de mensagem no celular eles ficam sabendo se há chuva, maré alta e necessidade de sair de casa. O serviço deve ser expandido em breve para o bairro Nossa Senhora das Graças.

Não tem desculpa

Embora as cheias e deslizamentos sejam as ocorrências mais comuns na região, secas, derramamento de produtos perigosos e ameaça à estrutura de construções também estão entre as atribuições da Defesa Civil. Por isso é tão importante que as cidades estejam preparadas.
No ano passado o Estado ofereceu treinamento para os gestores e distribuiu kits básicos com TVs, GPS, laptop, câmeras fotográficas e capas de chuva.
Alexandre Sampaio, da Defesa Civil estadual, diz que não há motivo para um município catarinense não ter estrutura mínima. Ainda assim, há na região cidades em que o canal direto com o órgão é difícil para a população e onde os bombeiros acabam tomando as responsabilidades integralmente para si.

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comentários

Comentários (2)

  • Mario diz: 7 de julho de 2014

    Ok, parabéns!!! Porém precisamos ir além. Temos serras, montanhas, muitos rios, mar, muita água, chuvarada, La niña, El niño, o catatau.

    Concretamente, gostaria de ver o que os órgãos técnicos, as autoridades de todos os níveis, as universidades cheias de estudiosos sentados em suas sinecuras, já fizeram para evitar desastres. Precisamos, com certeza de mais canais extravasores, barragens, ou coisas que as sumidades engenheiras devem saber melhor do que eu.

    Ficam se orgulhando de construir caixas de abelhas altíssimas em Balneário, mas não vejo debate sobre obras de grande alcance social para evitar as inundações no estado. E fora as chuvaradas, inundações, temos também, ao contrário, épocas de secas terríveis.

    Não acredito que tenhamos que viver como beduínos nômades, carregando tudo em caçambas ou para o seegundo andar dos vizinhos, a cada chuvarada. Itajaí nõ pode se consolar de alagar “só” 50%!

  • Alexandre Argolo Messa Sampaio diz: 20 de agosto de 2014

    Estimado Mário,

    Em nosso estado, estão em andamento diversas obras. Desde a Sobre-elevação de barragens existentes, limpezas e melhoramentos nas calhas de rios, relocação de famílias de áreas de risco com a devida disponibilização de residências em locais seguros. terminamos de construir e instalar o radar meteorológico mais preciso do país na cidade de Lontras, que nos dará uma precisão muito grande na hora da previsão e de alarme para um evento climático. Trabalhamos continuamente nas ruas, com campanhas de conscientização e barreiras de fiscalização do transito de produtos perigosos. As universidades, embora não sejam suas funções precípuas, comumente são parceiras nas ações de planejamento em defesa civil.
    Entendo sua agonia em relação aos efeitos danosos que todas as cheias que o rio Itajaí e outros rios, provocam em nosso Estado. No entanto contornar uma questão cuja origem remonta a ocupações anteriores a própria existência de instituições como a Defesa Civil, é uma tarefa hercúlea, que demanda tempo, recursos financeiros e um doloroso processo de convencimento daqueles que instalaram-se em verdadeiras planícies de inundação que são as margens dos rios. Estamos Trabalhando. Gostaria de convidá-lo a não só conhecer, mas acompanhar de perto, todas as obras de intervenção, e processos de prevenção e respostas aos desastres desenvolvidos em nosso Estado. Estamos a disposição aqui na Secretaria de Estado da Defesa Civil, em Florianópolis. será um prazer recebê-lo. sampaio@cbm.sc.gov.br

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