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Posts do dia 11 julho 2014

Bacia de evolução a perigo

11 de julho de 2014 2
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

A região passou perto de perder o prazo para licitação da nova bacia de evolução e atrasar mais uma vez as obras, que devem começar só no ano que vem. Isto porque o convênio entre Estado e Porto de Itajaí, que deveria ter sido formalizado até 4 de julho, devido ao período eleitoral, não foi assinado pelo governador Raimundo Colombo.
Diante da possibilidade de um novo impasse nas obras, consideradas essenciais para a economia da região, o governo decidiu licitar a obra sozinho, sem a parceria do porto, que ficará com o acompanhamento técnico dos trabalhos.

O problema ocorreu porque, embora o Estado tenha previsto a obra de R$ 129 milhões no pacote do Pacto por Santa Catarina, com recursos do BNDES, a empreitada não estava na dotação orçamentária para este ano. Não seria possível, portanto, fazer o convênio com o porto – mas não há impedimento para o governo licite a obra sozinho.
Murilo Flores, secretário de Estado da Infraestrutura, disse que a obra não entrou no orçamento de 2014 porque, diferente do que havia sido previsto, o projeto e o licenciamento ambiental não ficaram prontos em 2013 (ambos foram entregues este ano).

A expectativa agora é que o Estado dê conta de lançar o edital de licitação até o próximo mês, conforme era previsto pela superintendência. Murilo Flores garante que a obra está entre as mais importantes do Pacto por SC, e os prazos, agora, serão cumpridos.

Uma confusão atrás da outra

Não é a primeira vez que a obra é alvo de impasse. Em junho descobriu-se que o recurso havia entrado no pacote de financiamentos do Pacto por SC no Banco do Brasil, e não no BNDES. O processo precisou ser refeito às pressas e a previsão de início das obras, que era para este ano, ficou para 2015.
A nova bacia de evolução, que será aberta na região do Saco da Fazenda, possibilitará a entrada de navios maiores e mais carregados nos terminais de Itajaí e Navegantes, que juntos correspondem à 2ª maior movimentação de cargas conteinerizadas no país, e a maior no Estado.

Duas etapas

O Estado considera duas hipóteses para licitar a bacia de evolução: via Secretaria de Desenvolvimento Regional ou Secretaria de Infraestrutura. As obras financiadas pelo Estado são apenas a primeira parte da obra.
A segunda, avaliada em R$ 170 milhões, foi incluída no pacote de investimentos da Secretaria Especial de Portos (SEP) para o ano que vem. Como um trabalho é atrelado ao outro, o atraso da licitação no Estado pode, eventualmente, prejudicar a execução da segunda etapa.

Previsão de perdas

A estimativa do Complexo Portuário era que, sem as obras da bacia de evolução, as perdas chegassem a R$ 30 milhões mensais a partir do próximo ano, com queda de aproximadamente 75% no movimento de navios. Recentemente a superintendência do Porto de Itajaí voltou atrás nas previsões e deixou de mensurar o prejuízo em números: a preocupação é com a credibilidade perante o mercado.

Balneário Camboriú lança viral para comemorar o aniversário

11 de julho de 2014 6

Balneário Camboriú pode estar virando cinquentona no dia 20 de julho, mas ainda tem jeito de menina. Foi o que inspirou o vídeo comemorativo do aniversário, com cara de clip e vocação para viral na internet.

Produzido pela agência 1Click Comunicação para a prefeitura, o vídeo é embalado em um rap composto pelo rapper local Diogo Veiga. As imagens trazem não apenas a Balneário praia, conhecida pelos turistas, mas também a cidade que os moradores conhecem, mais urbana. Cenas mostram, por exemplo, a produção do gigantesco painel em grafite que está sendo feito na Martin Luther. Afinal, arte de rua é, também, a cara de BC.

 

 

Tatiana Kinoshita, jornalista da agência, diz que a opção pelo videoclipe foi para popularizar o uso da webTV da cidade. O vídeo tem tradução em inglês para que rode o mundo.

A previsão é que, a partir de agora, a cidade passe a lançar dois vídeos institucionais por mês.

Arara "seca" argentinos em Itajaí

11 de julho de 2014 16
Fotos: Rafaela Martins

Fotos: Rafaela Martins

 

Uma arara que vive numa casa à beira do mar na Praia Brava, em Itajaí, virou atração nesta sexta-feira depois que fugiu e se empoleirou num carro argentino. Não demorou para que o veículo fosse cercado por curiosos com câmeras nas mãos, a quem o animalzinho alegrou ao dizer um sonoro “oi”. Ave-símbolo do Brasil, a arara-secadora não queria sair de cima do carro _ nem quando a dona chegou para buscá-la.

 

Só depois de muitas tentativas o bichinho foi levado embora. Para o dono do carro, que não se identificou, foi um bom sinal. Ele disse à repórter fotográfica Rafaela Martins, responsável pelo clique, que o pássaro estava mostrando apoio brasileiro à seleção dos hermanos, que disputa a final da Copa do Mundo neste domingo.  Será mesmo?!?

 

 

PS: Até 17h37, o blog havia publicado que a ararar da foto era uma arara-azul. Na verdade, trata-se de uma arara canindé.

Made in Litoral

11 de julho de 2014 1
Foto: Rafaela Martins

Foto: Rafaela Martins

 

As gigantescas réplicas da Estátua da Liberdade que são instaladas em frente às lojas Havan são produzidas em Itajaí e Balneário Camboriú. A da foto, feita em aço, concreto e fibra, foi clicada pela repórter fotográfica Rafaela Martins num posto de gasolina à margem da BR-101, em Balneário, e aguardava viagem para Palmas, no Tocantins.

Daqui da região já saíram 27 estátuas para todo o país – mas não antes de um minucioso trabalho: para que virem uma cópia fiel do monumento norte-americano, as imagens ganham pintura feita com cor reproduzida em laboratório, que imita o desgaste natural da estátua original.

O transporte das gigantes é um capítulo à parte. Devido às dimensões das estátuas, o transporte depende de licença do Dnit. O deslocamento é feito com prancha e carros batedores.

 

"Devo apoiar Balneário" - entrevista com Edson Piriquito

11 de julho de 2014 6

Depois de uma tentativa frustrada de concorrer a governador, Edson Piriquito considera pela primeira vez sair do PMDB. Ontem, o prefeito de Balneário Camboriú reuniu-se mais uma vez a portas fechadas com a cúpula do partido no Estado para negociar seu apoio à reeleição de Raimundo Colombo. Decisão que, segundo ele, vai demorar a fazer. Em entrevista à coluna, antes do encontro, Piriquito revelou os motivos de seu descontentamento: disse que a cidade é preterida pelo governo do Estado e admitiu até a hipótese de se filiar ao partido dos eternos rivais, o PSDB.

 

Foto: Rafaela Martins

Foto: Rafaela Martins

Houve formatura de novos policiais militares e a região de Balneário Camboriú ficou com 15 deles. Outras cidades, com menos violência, ficaram com mais. Está faltando representatividade política?
O Estado tem discriminado Balneário Camboriú e a região. Sou do partido do vice-governador, eles me querem como coordenador regional dessa campanha, mas estou muito chateado. Não é possível que o governo do Estado desmereça tanto uma região como a nossa. Será que é por falta de força política? Temos deputado em Itajaí, em Balneário Camboriú. Temos prefeitos que têm uma relação com o governo, que reivindicam, mas que acabam não levando. O instrumento de pressão, será que está sendo bem exercido? Agora eles querem nosso apoio político. Partidariamente me obrigo a ajudá-los, mas tenho minha posição pessoal. Como vou trabalhar na campanha de um governador que não me dá um centavo para manter um hospital aberto?

O governo anunciou esse repasse. Não veio?
Ficou tudo no vale-esperança. Tiveram a competência de não pagar o convênio assinado da ponte da Vila Real. Eram R$ 3,2 milhões, aprovados pela regional. Acabei a ponte e não veio até hoje nenhuma parcela. Tive que tirar dinheiro de outra obra para poder destinar o recurso.

E a redução do Centro de Eventos?
Sorte nossa que elaboramos o projeto no município, fomos à reunião com o ministro Gastão Vieira e conseguimos garantir o repasse de R$ 55 milhões do governo federal. Graças a esse repasse o Centro de Eventos vai sair. Se não houvesse, ficaríamos sem o Centro de Eventos de novo. O projeto é retangular, elaboramos com 38 mil m² e o governo do Estado teve dificuldade para fazer o orçamento do total. Tiveram que reduzir o tamanho e dividiram em duas etapas, o que eu achei muito inteligente. Desde que se assumam as situações, tudo bem. Só que a gente fica sabendo pela imprensa, pelas conversas de corredor.

O senhor teve desavença com o governador?
Eu sou apoiador, Eduardo Pinho Moreira é meu padrinho político. Na primeira vez em que concorri à prefeitura, em 2004, o PMDB estava sob intervenção por parte do governador Luiz Henrique da Silveira. Não queriam me deixar ser candidato, peitei essa situação e quem me avalizou foi dr. Eduardo. Criamos um laço muito forte, quase todos os dias nos falamos, e ele não consegue resolver os meus problemas.

O senhor vai sair do PMDB?
Eu tenho um compromisso com Balneário Camboriú. Com os partidos são acordos políticos. Não desejo sair do PMDB. Agora, se o PMDB não me dá a condição que necessito para apresentar à sociedade o que ela precisa… Por que saí da Amfri? Porque a Amfri não resolve os problemas regionais como se propõe. É uma entidade privada, que trabalha com dinheiro público. Estou deixando de enviar à Amfri R$ 2 milhões por ano e não perdi nada com isso. Não sou obrigado a ficar num formato que não fui eu que criei. Com o partido, se ele para de se identificar com a sociedade, se ele não dá as condições, por que vou ficar preso?

A hipótese é considerada então…
Eu considero o que for para fazer com que o projeto venha a se tornar realidade. Eu desejo? Não. Paulo Bauer me visitou esta semana e adorei a conversa que tive com ele, quer que eu assuma a campanha dele. (O senhor considerou a conversa?) Considerei não, considero. Meu entendimento político-partidário não pode ser maior do que a atenção para o cidadão.

O senhor pode apoiar Paulo Bauer?
Devo de fato apoiar Balneário Camboriú. A discussão (com LHS) poderá ser decisiva. Vão me dar um vale-esperança de novo? Se tenho divergência pessoal com Colombo, com Eduardo, com Luiz Henrique? Muito pelo contrário. Tenho divergência hoje com o PSDB. Mas se o PSDB passar a dar as garantias que não tenho com o grupo ao qual pertenço, vou ter que refletir. Se o PT me der essas garantias, vou ter que refletir. Reafirmo que não quero sair do PMDB, não estou botando ninguém na parede, mas quero saber o que faço nesse cenário. Tentei ser governador porque eu tinha um projeto, porque não estava contente com o modelo de gestão. Não tive merecimento para ser candidato, não tive competência para conquistar a vaga internamente. Houve um movimento muito forte do LHS, que mostrou a força que tem. Os vale-esperanças naquela ocasião foram todos renovados, só que não aconteceram.