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Longe da estabilidade

15 de julho de 2014 3
Foto: Marcos Porto / Agência RBS

Foto: Marcos Porto / Agência RBS

Com a dragagem concluída em outubro de 2013, a Praia Central de Balneário Piçarras já apresenta os primeiros sinais de erosão apenas nove meses depois do fim das obras – jogando literalmente por terra a promessa de 70 anos de estabilidade. A explicação, conforme a prefeitura, está nos seguidos projetos mal executados na recuperação da orla em gestões anteriores.

No mais recente deles, iniciado em 2012, deveria ser depositado perto de 1 milhão de m³ de areia para engordamento, mas os recursos garantidos deram para apenas metade da obra. No fim, um estudo da prefeitura apontou que a empresa responsável – que garante ter cumprido o contrato – colocou cerca de 140 mil m³ a menos de areia do que tinha sido acertado.

Enquanto o impasse continua, inclusive com denúncia do governo municipal ao Ministério da Integração, o pagamento à empresa não foi finalizado e a administração da cidade vai contratar outra análise para descobrir onde está o problema e entender como e por que a erosão recomeçou tão rapidamente. A ideia é trazer o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), do Rio de Janeiro, para fazer a análise e apontar soluções.

Ainda não se fala em valores, mas o certo é que a obra, já na casa dos milhões, vai ficar ainda mais cara.

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comentários

Comentários (3)

  • Miguel José Teixeira diz: 15 de julho de 2014

    Lamentável ver a outrora charmosa e elitista Piçarras jogada às traças.
    É o dinheiro do contribuinte sendo levado pela maré de incompetência dos administradores públicos.

  • Geoengineer diz: 15 de julho de 2014

    Questão simples de deslocamento de banco de areia somada ao fato de local onde não possui mais restinga a fim de conservar o processo de movimentação (onshore-offshore) das extintas dunas. Resumindo, o processo antes natural de despejamento e dispersamento de areia por ação de vento e maré comprometeu-se; Provavelmente aliado à construção dos molhes.

    Acredite, é necessário apenas consultar a opinião de um geo-engenheiro sapiente, mas se não for possível tenho certeza que o Ten. Cel Mocellin ficará feliz em ajudar, assim como eu, sem receber “honorários” exorbitantes.

  • Rogério Salvagni diz: 16 de julho de 2014

    Eu já havia falado sobre isso com minha família desde a primeira pedra que colocaram do molhe. Esse molhe está errado.
    Deveria ser paralelo à praia, como uma barreira e não perpendicular como foi feito.
    Na forma perpendicular ele não tem efeito algum. Tenho dito !
    Em tempo: vejam outras cidades no Brasil e no mundo, inclusive Argentina, como proteger suas praias e seus portos.

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