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"Sem bacia de evolução, estaremos fadados à cabotagem"

10 de agosto de 2014 1
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

Entrevista: Ricardo Arten, superintendente da APM Terminals

Houve um novo entrave nas obras da bacia de evolução, que agora serão licitadas pelo Estado. Qual o reflexo no mercado?

A cada dia que atrasa, menos crescemos. No ano que vem, os armadores já trarão para o Brasil navios de 366 metros. Nossa expectativa é que até o fim de agosto o edital esteja na rua, para iniciar a obra o mais tardar em janeiro. A partir daí são seis meses para a primeira fase da obra, que possibilitará a entrada de navios de 344 metros. A segunda é a que possibilitará navios de 366. Essa segunda etapa custará R$ 280 milhões e está na Secretaria Especial de Portos.

Há preocupação de que o governo não cumpra com os prazos?

Sempre preocupa, mas o governo entende que a economia depende da operação do Complexo. A APM Terminals é a empresa que mais contribui com ISS para a cidade de Itajaí.

O que ocorre se tivermos novos atrasos?

Cada sling, como chamamos o serviços, tem três rotas para a Ásia. Duas já não vêm para cá por causa do tamanho dos navios. Seriam no mínimo mais oito navios por mês se já tivéssemos a bacia. A bacia de evolução não é apenas importante, é vital. A pressão dos armadores é grande. Se não conseguirmos (a obra) no início do ano que vem estaremos fadados à cabotagem, e cabotagem não traz prosperidade a ninguém.

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comentários

Comentários (1)

  • Bacia de evolução | Guarda-sol diz: 12 de agosto de 2014

    […] * “Sem bacia de evolução, estaremos fadados à cabotagem”, diz superintendente da APM … […]

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