Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Autorização para demolição da fábrica de papel deveria ter passado pelo Conselho de Patrimônio

18 de agosto de 2014 7
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

A demolição repentina da centenária fábrica de papel da Barra do Rio, em Itajaí, deverá ter novas implicações esta semana. O prédio havia sido declarado “bem notável” pelo município. Por isto, além da Secretaria de Urbanismo, os proprietários precisavam também da autorização do Conselho de Patrimônio da cidade antes da derrubada.

Presidente da Fundação Genésio Miranda Lins, Antônio Carlos Floriano diz que o assunto será discutido pelos conselheiros e não descarta implicações judiciais no caso.

Na manhã desta segunda-feira a assessoria do promotor Luis Eduardo Couto de Oliveira Souto informou que ele deverá instaurar inquérito para apurar a legalidade da demolição do prédio.

A multa aplicada pela prefeitura de Itajaí pela falta de autorização da Secretaria de Urbanismo para a derrubada foi de R$ 3,8 mil.

Tombamento atrasado

A fábrica de papel de Itajaí já havia sido alvo de um processo de tombamento histórico no Conselho de Patrimônio, há mais de seis anos. Na época, os conselheiros perderam o prazo para conclusão do processo, que é de 180 dias, e a ação expirou.

Recentemente dois novos pedidos de tombamento haviam sido feitos, pela vereadora Anna Carolina Martins e pelo secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Luiz Carlos Pissetti. Um projeto corria na prefeitura para tornar a fábrica desativada um centro cultural, mas o valor do imóvel, avaliado em R$ 30 milhões, inviabilizou a ideia

 

Comente e compartilhe

comentários

Comentários (7)

  • Miguel José Teixeira diz: 18 de agosto de 2014

    Lamentável, sob todos os aspectos.
    Demoliu-se parte da história da NOSSA QUERIDA ITAJAÍ.

  • Paulo Roberto diz: 18 de agosto de 2014

    COMO PUNIÇÃO AO PROPRIETARIO DEVERIAM DESAPROPRIAR O TERRENO PARA USO PUBLICO E TRANSFORMÁ-LO EM UMA PRAÇA, OU PARQUE PARA COMUNIDADE. ASSIM PELO MENOS ESTE EMPRESARIO NÃO TERIA LUCRO COM ESSE ASSASSINATO A NOSSA HISTÓRIA.

  • Itajaí sem Fiscal de Controle Urbano diz: 18 de agosto de 2014

    algum cumpadre do jb vai construir no local, pediu pro secretario de urbanismo e o fiscal fechar os olhos e taca-lhe o pau na demolicao no fim de semana… alguem ira ganhar muito dinheiro com isso e nao sera eu… secretaria de urbanismo de Itajaí – soltou o maço, levou o carimbaço….

  • William diz: 18 de agosto de 2014

    Infelizmente, é a força do dinheiro contra a identidade e a história de um povo! Agora ficaremos limitados às fotos, aos videos e às lembranças. Não há mais a possibilidade de visualizarmos materialmente a nossa história. Uma lástima!
    Deveria existir uma forma legal de obrigar o proprietário a reconstruir com os mesmos tijolos, técnicas etc., algo como foi feito em alguns países para reconstruir prédios depois da segunda guerra mundial. Também deveria existir uma lei que proibisse fazer qualquer coisa nesse imóvel maior do que 5% que ele pode fazer agora, ou seja, algo que desestimulasse a proceder da forma que vimos.
    A responsabilidade não é só do proprietário, mas dos políticos que não tomam as atitudes necessárias. Será que é tão difícil de entender que todo o patrimônio histórico material do município que ainda não foi tombado será demolido? Lógico, a responsabilidade pela manutenção cara de um imóvel desses é exclusivamente do proprietário, ou seja, isso não funciona.
    O pior é que existe uma solução, que é a transferência do potencial construtivo e isso não é ideia mirabolante, pois já funcionou em outros municípios. Assim, poderíamos permitir que o proprietário ganhe o valor de mercado do imóvel, que o município ganhe, que a sociedade ganhe e que associações ganhem.

  • Bruno diz: 19 de agosto de 2014

    Como a “burrocracia” do nosso governo deixa as coisas muito lerdas e ainda perdem o prazo para concluir o processo de tombamento histórico, não adianta chorar sobre o leite derramado; que deem as devidas multas prevista em lei e torçamos para que um novo empreendimento venha a modernizar o local!

  • Ministério Público pede explicações a órgãos públicos sobre demolição da fábrica de papel | Guarda-sol diz: 19 de agosto de 2014

    […] inquérito instaurado pelo promotor de Justiça Luis Eduardo Couto de Oliveira Souto para investigar a legalidade da […]

  • joca tolledo diz: 19 de agosto de 2014

    O proprietário está certo! O bem é dele, o tombamento só iria deixar mais dívidas e desviar dinheiro público . Por que o custo da restauração sairia dos cofres públicos invés de colocar em um prédio caindo aos pedaços deveriam investir no Centro Integrado de Saúde de Itajaí pois a obra está se arrastando há um bom tempo.

Envie seu Comentário