Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

E agora?

19 de agosto de 2014 3
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

Itajaí perdeu uma de suas mais icônicas construções antigas. A fábrica de papel era ponto de referência, lugar conhecido por qualquer peixeiro que se preze. A exemplo de tantas outras edificações que fizeram parte da história da cidade, virou pó.

Há dois motivos para a preservação ficar em segundo plano. De um lado, falta incentivo público a quem resolve manter em pé um imóvel histórico. O único benefício é isenção de IPTU, e se deixar o prédio deteriorar o dono responde na Justiça.

Por outro, há uma resistência histórica (olha o tracadilho!) dos empreendedores em desprezar o que é antigo, em declarar inservível aquilo que ficou velho.

Perdemos tempo em não ter feito o tombamento histórico, cujo processo já havia começado 10 anos atrás. Mas perdemos, principalmente, parte importante de nossa memória. E um povo sem memória, quiridu, é um povo sem história.

Comente e compartilhe

comentários

Comentários (3)

  • E agora? Ninguém será punido, como sempre!!! diz: 19 de agosto de 2014

    o prefeito e o secretario de urbanismo nao sabem de nada, ninguem viu, ninguem sabe…. os proprietarios vao pagar uma multinha e utilizar o imovel para venda ou faturar alto com a construcao civil… neste momento, estao todos atras das suas mesas, rindo de tudo isso, e a vida sem memoria segue…..soltou o maço, leva o carimbaço….

  • Lauro Raphael Dutra diz: 20 de agosto de 2014

    Itajaí possui duas fundações que tratam da preservação e proteção do patrimônio histórico:
    FUNDAÇÃO GENÉSIO MIRANDA LINS e FUNDAÇÃO CULTURAL DE ITAJAÍ.
    O que fazem seus SUPERINTENDENTES e seu corpo técnico?
    Omissão e prevaricação no exercício de suas funções…
    A história se repete, é só verificar as inúmeras construções históricas que já não existem mais.
    Mas, seus salários vem todo mês…
    Lauro Raphael Dutra

  • MARCELO IVO MELO VANDERLINDE diz: 21 de agosto de 2014

    Sem dúvidas a culpa maior é do Executivo Municipal, tal qual aconteceu aqui em Itapema com o Morro do Castelinho.

Envie seu Comentário