Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Manobras (quase) no escuro

25 de agosto de 2014 2
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

Os últimos anos foram agitados no Itajaí-açu. O rio foi dragado, sofreu uma enchente, em 2011, e as consequências de pelo menos outras duas cheias no Alto Vale. Mas as cartas náuticas usadas para o plano de manobras dos navios que adentram o canal de acesso ainda têm data de 2009, o primeiro ano após a catástrofe de 2008 (quando o calado, obviamente, sofreu as consequências da correnteza e do depósito de sedimentos que desceram junto com o rio.

Embora a movimentação do embarcação seja definida pelos práticos (que sobem a bordo e definem a manobra de entrada e saída de cada navio), o comandante, que é quem melhor conhece os pormenores do navio, também precisa ter sua versão do plano para ter condições de trocar informações com a patricagem.

Como a carta náutica está mais do que desatualizada, as informações que o comandante têm em mãos são, digamos assim, capengas.

O Porto de Itajaí faz batimetrias mensais no canal de acesso e, garantem os diretores, entregam esses novos dados à Marinha, que é o órgão responsável pela elaboração das cartas. O documento é feito de acordo com exigências internacionais e leva em conta levantamentos hidrográficos, sondagens e leituras de marés.

No Centro de Hidrografia da Marinha, ninguém soube precisar se uma nova carta será feita em breve para garantir a segurança de navegação no segundo maior porto do país.

Comente e compartilhe

comentários

Comentários (2)

  • iNCOMPETENCIA, DE NOVO diz: 25 de agosto de 2014

    O que dizer sobre este assunto? um jogo de empurra – empurra, a marinha nao soube precisar, uma informacao importantissima pra navegacao, mais;uma vez empurrando com a barriga,coisas do Brasil…. e a Via Portuaria, cade?

  • Gabriel diz: 25 de agosto de 2014

    Notar que no caso de Porto Belo, a capital catarinense de Transatlânticos, a ultima atualização da carta náutica é de 1974.

Envie seu Comentário