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Presidente da Infraero diz não ter recursos para desapropriações em Navegantes

09 de setembro de 2014 12
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

A reunião de representantes da região de Navegantes com a autoridades da aviação, em Brasília, terminou em clima de frustração. O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, disse que a empresa pública não tem previsão de recursos para pagar os R$ 110 milhões que ainda faltam no cronograma de desapropriações do plano de ampliação do Aeroporto Ministro Victor Konder.

O montante corresponde a 30% da área total da ampliação. Outros 70% já foram desapropriados e aguardam a transferência de propriedade da prefeitura de Navegantes para a União.

O ministro-chefe da Aviação Civil, Moreira Franco, afirmou que os recursos para a obra, propriamente dita, estão garantidas e que a ampliação de Navegantes faz parte do Programa de Aviação Regional do governo federal. Sugeriu que os prefeitos reúnam-se com o governador de Santa Catarina para discutir a extensão das obras e os custos previstos para a desapropriação dos terrenos.

A comitiva de empresários e prefeitos da região, que incluiu os presidentes das associações empresariais de Navegantes e Itajaí, Osmari Castilho Ribas e Eclésio da Silva, além dos prefeitos Jandir Bellini (Itajaí), Roberto Carlos de Souza (Navegantes), Rodrigo Costa (Itapema), Ana Paula da Silva (Bombinhas) e Leonel Martins (Balneário Piçarras), fez outra sugestão ao ministro. Querem saber da possibilidade de readequar o projeto para que caiba nos 70% de área desapropriada.

Moreira Franco prometeu uma viagem a Navegantes assim que a transferência dos terrenos pela prefeitura estiver formalizada, o que deve demorar 60 a 90 dias.

A Secretaria de Aviação Civil (SAC) deve receber nesse período o Estudo de Viabilidade Técnica (EVT) da empresa responsável pelo projeto, analisar e passar ao Banco do Brasil para liberar o estudo preliminar, que é o que vale para dar início à licitação.

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comentários

Comentários (12)

  • Leonardo Souza diz: 9 de setembro de 2014

    Não tem como assinar um feed desse blog?

  • Noris Santana diz: 9 de setembro de 2014

    Isso se deve a berla bancada de Santa Catarina que não colocou “EMENDA” NO ORÇAMENTO. Esses escrementos é o que mandamos para Brasilia.

  • Rafael Fernando Silveira diz: 9 de setembro de 2014

    Nao podemos desistir. Com a transferencia de propriedade dos 70 % o panorama se altera. Um novo projeto, pouco menor e recente, seria a solucao Ideal para esta burocracia que se arrasta ao longo dos anos. Vamos torcer para que realmente a transferencia se realize em 90 dias.

  • Fernando Inacio diz: 9 de setembro de 2014

    Políticos da região da foz do Itajaí – parabéns pela incompetência!!!! Uma região de polo turístico e industrial, arrecada fortunas ao governo federal e não tem força política para NADA! Br 470 parada, perdendo o aeroporto que está 20 anos nessa situação!

  • Carlos Alberto diz: 9 de setembro de 2014

    R$110 milhões para os 30% restantes? Gostaria muito de saber se estão cobrando indenizações no valor do metro quadrado construido em Balneário Camboriú pois fazendo uma regra de três simples, o total em desapropriações seriam R$366,7 milhões. Francamente, esses valores não podem corresponder apenas às desapropriações, ou então estão todos sem noção.

  • Dilvo Casagranda diz: 10 de setembro de 2014

    Uma região pólo turístico, com 2 portos de reelevada importância sócio econômica, ter que aceitar aeroporto menor por falta de recursos (110 milhões), uma vergonha, uma falta de consideração. é só priorizar investimentos, recursos existem… vamos lá reage povo e autoridades.

  • Rafael Fernando Silveira diz: 10 de setembro de 2014

    Os 70 % desapropriados ja sao suficientes. Novas desapropriacoes causariam muitos problemas desnecessarios.

  • Clóvis Roberto diz: 10 de setembro de 2014

    Realmente: 110 milhões de reais para desapropriar 30% da área total de terra objetivando erguer o projeto? Vale considerar uma pequena analogia. A fábrica da BMW que está sendo erguida em Araquari – SC terá aproximadamente 500 mil metros quadrados de área construída; algumas dezenas de robôs; gerará centenas de empregos diretos e milhares indiretos e produzirá por volta de 30 mil veículos Premium anualmente. Custará a mesma em torno de 500 milhões de reais. É possível que os valores destas desapropriações para o projeto de ampliação do aeroporto de Navegantes estejam “um pouco” superfaturados. Alguém está levando uma boa “bolada” e ainda assim não demonstram competência para iniciar o projeto.

  • Fernando diz: 10 de setembro de 2014

    Clovis e Carlos, acham que essas terras estão superfaturadas? Conhecem a cidade? Sabe que esses terrenos estão ao lado da BR 470, menos de 1km do porto, perto da 101? Sabe o quanto as empresas logísticas querem esses terrenos? Sabem que esses 30% “Superfaturados” estão num decreto de utilidade publica para utilização do governo a mais de 20 ANOS sem poder construir uma parede num terreno que é seu??? Que estamos ha 20 anos sendo enrolados por superintendentes da Infraero, deputados, prefeitos, secretários… Para fins de conhecimento de vocês, foi feito avaliação por 3 empresas diferentes para fins de licitação mais um perito legal para avaliar essas terras, e te garanto, o valor não está fora do preço de mercado. Imagine você com imóveis ha mais de 20 anos sem poder fazer nada, mas o carnê de IPTU vem cada ano mais salgado…

  • Rafael Fernando Silveira diz: 11 de setembro de 2014

    Nao ha mais necessidade desses 30 %. Sera comprovado no atual projeto. Passando a posse dos 70 % das terras ja quitadas para a Uniao a Infraero tem soberania na duplicacao e modernizacao da pista e do terminal.

  • Parece piada | Guarda-sol diz: 10 de novembro de 2014

    […] mês após terem recebido a informação de que a Infraero não tem orçamento para concluir as desapropriações necessárias, e terem ouvido do ministro-chefe da Aviação […]

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