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Punição é branda para os envolvidos com fraudes em importações

17 de setembro de 2014 1
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

O gigantesco aparato para o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em Itajaí, na manhã de terça-feira, levam a crer de que os indícios de crime tributário e uso do serviço público para concessão de benesses estão sendo tratados com a seriedade que merecem. E estão. O problema está na dificuldade de punir quem se envolve nos esquemas criminosos.

Entre as pessoas presas na terça-feira havia empresários que, segundo a Polícia Federal, já haviam sido detidos em 2006 por fraudes em importações. Mesmo assim, continuavam inseridos no mesmo tipo de negócio.

Desta vez a polícia conseguiu que a Justiça concedesse uma medida cautelar afastando todos os alvos da investigação das atividades de importação. A medida, que parece tão óbvia em se tratando de suspeita de fraudes, não era prevista por lei oito anos atrás, quando ocorreu a primeira operação.

Desta vez, a previsão é de que as multas cheguem a R$ 50 milhões. Mas nunca há garantias de que todo o montante seja pago, graças a um sem-fim de recursos – motivo pelo qual a polícia pediu o bloqueio de bens à Justiça.
É necessária uma legislação mais severa para coibir crimes tributários e garantir que longos trabalhos de investigação e de coleta de provas não venham a morrer na praia.

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comentários

Comentários (1)

  • Com desconto | Guarda-sol diz: 17 de setembro de 2014

    […] de produtos de decoração de São Paulo está entre as que, segundo a polícia, integravam o esquema de fraudes descoberto em […]

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