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Com presença de ministro, Governo do Estado lança edital das obras da bacia de evolução

18 de setembro de 2014 4
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

A rápida passagem do ministro dos Portos César Borges por Itajaí nesta quinta-feira marcou a assinatura de uma das mais importantes obras de infraestrutura já feitas no Complexo Portuário. O compromisso era do Estado, que lançou o edital de licitação e vai pagar pela primeira etapa das obras, orçadas em R$ 130 milhões _ mas a presença do ministro serviu como um lembrete de que, para chegar ao objetivo de movimentar navios de até 366 metros por aqui, será preciso também o comprometimento do governo federal.

O Termo de Cooperação assinado pelo governador em exercício, desembargador Nelson Schaefer Martins, e a superintendência do Porto de Itajaí garantirá o alargamento do canal e a abertura de parte da nova bacia de evolução, com 480 metros de diâmetro, o que vai possibilitar operações com navios de até 335 metros de comprimento com 48 de boca. Serão retiradas as guias correntes do molhe Sul junto ao Saco da Fazenda, retirada de parte dos espigões transversais do molhe norte (groins) e dragagens da área da nova bacia e para o alargamento do canal de acesso. A intenção é que as obras iniciem em janeiro do ano que vem.

Já a segunda fase, com recursos de mais R$ 208 milhões, previstos no orçamento de 2015 da União, vai garantir ao Complexo Portuário uma bacia de 530 metros de diâmetro, com capacidade para operar navios de até 366 metros de comprimento e 51 de boca. A segunda etapa também prevê a realocação do molhe norte, possibilitando que o canal de acesso fique com a largura de 220 metros.

A definição da nova bacia envolveu estudos de última geração, com modelagens matemáticas e simulações de navegação em equipamentos de alta tecnologia, elaborados por empresa holandesa e acompanhados de perto pela praticagem. Os estudos foram contratados pela Portonave e APM Terminals, que operam no Complexo Portuário.

Para o diretor-superintendente da APM Terminals Itajai, Ricardo Arten, a nova bacia de evolução irá resultar em um incremento de 70% na movimentação da APMT. “Isso nos torna ainda mais competitivo diante dos demais terminais de Santa Catarina”. Já o diretor superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, a nova bacia de evolução é uma obra necessária para a continuidade do Complexo Portuário de Itajaí. “Sem a obra, os portos perderão linhas e toda a economia da região será prejudicada. Por isso, a importância do lançamento dessa licitação”.

O Complexo Portuário do Itajaí movimentou 74,28% da corrente de comércio catarinense e 3,59% do comércio exterior brasileiro no ano passado. Os números tendem a apresentar moderado crescimento neste ano. Também está entre os 120 maiores portos do mundo e ganhou cinco posições na edição de 2014 do World Top Container Ports, ranking publicado anualmente pela publicação britânica Container Management. Com 1.120,627 TEUs (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) operados em 2013, o Complexo catarinense passou da 108ª posição, na edição de 2013, para a 103ª posição, neste ano. No ranking nacional, o Porto Organizado de Itajaí está atrás apenas do Porto de Santos.

 

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comentários

Comentários (4)

  • Jsackson Fávero diz: 18 de setembro de 2014

    Curioso é que a na audiência pública a grande maioria se mostrou contrária a obra, no entanto, pouco interessa a opinião da população, pelo que vemos, o fato é que enquanto não cobrarmos eficiência na coleta e tratamento de esgoto, recomposição da mata ciliar, daqui 10 anos teremos que gastar mais 300 milhões devido ao assoreamento dos cursos hídricos, mas porque prevenir se gastamos mais remediando ?

  • Obras atrasadas, pra variar diz: 18 de setembro de 2014

    claro, os navios maiores começaram a ir pra outros portos, ou seja, se nao fizerem estas obras o complexo portuario perde muito, já deveria ter feito 10 anos atras, nao fazem mais que a obrigacao, afinal, se nao cuidarem dos portos as duas cidades vao a falencia, pois nao temos turismo e as industrias vao para araquari e outras regioes do estado….

  • Jackson Fávero diz: 19 de setembro de 2014

    De nada adianta a obra sem condicionantes, o prometido de rede coletora de esgoto ou a prevenção correta seria recompor mata ciliar para evitar o assoreamento do canal novamente, o que fazemos, contratamos empresa “amiga” para fazer a obra, sem levar em conta o resultado da audiência pública, aonde a grande maioria dos presentes foi contrário a obra, mas o que importa a opinião da população em audiência pública ? também posso apostar que ninguém questionou sobre isso, é muito triste, depois muitos não entendem o enriquecimento ilícito de gestores públicos

  • Fiesc de olho | Guarda-sol diz: 21 de setembro de 2014

    […] Cezar de Aguiar, disse que a entidade deverá fazer o acompanhamento dos trâmites do projeto da nova bacia de evolução para garantir que complexo portuário mantenha a capacidade de atender à indústria […]

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