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MPSC envia inquérito da Operação Trato Feito ao Tribunal de Justiça

07 de novembro de 2014 2

O Ministério Público de Santa Catarina divulgou nesta sexta-feira à tarde que o inquérito que levou à Operação Trato Feito será remetido à Procuradoria-Geral de Justiça em Florianópolis. O motivo foi ter sido “identificado o possível envolvimento, nas situações investigadas, de um agente público com foro privilegiado”.

Embora o MPSC não tenha confirmado nomes, o prefeito Edson Piriquito (PMDB) se manifestou através de nota à imprensa durante a tarde, em que afirma considerar “natural a possibilidade de ser chamado para prestar depoimento, por ser esta uma investigação de grande porte envolvendo muitas pessoas”.

Piriquito afirmou que todos os pedidos do Ministério Público estão sendo atendidos. “Não compactuo com eventuais irregularidades e confio no  trabalho da Justiça” disse o prefeito.

Em nota oficial, o MPSC explicou que casos que envolvem foro privilegiado exigem que a investigação seja feita pelo Procurador-Geral de Justiça. Os processos judiciais, como os de busca e apreensão e de prisões realizadas durante a operação, também são enviados do Fórum da Comarca para o Tribunal de Justiça.

Operação Trato Feito

O GAECO realizou a operação Trato Feito em 15/9, para cumprir 11 mandados de prisão temporária, três mandados de prisão preventiva, 29 mandados de busca e apreensão em residências, órgãos públicos e empresas, além de uma decisão judicial de suspensão das funções de um agente público. Os mandados foram cumpridos nos municípios de Balneário Camboriú, Camboriú, Joinville, Jaraguá do Sul, Guaramirim, Araquari, Florianópolis, Porto Belo e Tijucas.

As investigações abrangem crimes de corrupção passiva e ativa, advocacia administrativa, peculato, tráfico de influência, fraudes em licitações, associação criminosa, dentre outros delitos. As investigações abrangeram obras realizadas na cidade de Balneário Camboriú. Também foram identificados crimes relacionados a facilidades concedidas no licenciamento a empresas de construção civil, com envolvimento de empresários e servidores públicos, bem como mudanças na legislação que beneficiaram obras no setor privado de empresas de construção civil.

 

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comentários

Comentários (2)

  • Luis diz: 8 de novembro de 2014

    É Moeda Verde pra todo lado. A máfia imobiliária patrola camaras de vereadores, prefeituras, secretarias de obras, fiscalizações de todos os níveis. A construção civil é a maior corruptora nas cidades, È só ver onde mais e de forma mais desregulada cresce e comparar com o crescimento patrimonial de prefeitos/vereadores/secretários municipais, fiscais etc… Quem não sabe? Apenas a receita federal, o TCE, o MPE… Esses, nunca sabem de nada, inocentes.

  • CPI das Licitações é prorrogada para que vereadores tenham acesso ao inquérito da Operação Trato Feito | Guarda-sol diz: 9 de dezembro de 2014

    […] na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú para apurar as suspeitas levantadas pela Operação Trato Feito teve o prazo de conclusão prorrogado por mais 30 dias. O motivo é que, um mês após instaurada a […]

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