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Pesquisadores da Univali descobrem primeiro registro de fósseis da Era do Gelo em SC

07 de novembro de 2014 4
Divulgação, Museu Oceanográfico da Univali

Divulgação, Museu Oceanográfico da Univali

Pesquisadores do Museu Oceanográfico Univali divulgaram a descoberta inédita de diversos fósseis da chamada “Era do Gelo” no litoral sul de Santa Catarina. Esta é a primeira vez que esse tipo de fóssil é descoberto no Estado.

Dentre as descobertas a que mais chamou atenção dos pesquisadores foi a do lestodonte (Lestodon armatus), da família Mylodontidae _ a preguiça-gigante. Considerado bastante raro, até então, no Brasil, havia registros deste animal apenas no Rio Grande do Sul e um em São Paulo, localizado em 1973.

_ Era mais comum na Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul, chegando a 4 m de altura e mais de 3 toneladas! Era um animal herbívoro e as presas eram bem desenvolvidas apenas nos machos, justamente para a defesa _ explica Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico.

Segundo ele, os fósseis são originários de uma formação geológica denominada “Sistema Laguna-Barreira Pleistocênico” e possuem características iguais aos encontrados no Rio Grande do Sul, datados de mais de 30 mil anos.

Para facilitar a identificação dos fósseis o Instituto Cultural Soto, parceiro da Univali, adquiriu uma réplica de esqueleto completo da preguiça-gigante. A peça, inédita no Brasil, foi produzida no Uruguai com base no esqueleto original que se encontra no Museu de História Natural de Montevidéu.

A réplica ficará em exposição aberta ao público no saguão da biblioteca central da Univali de Itajaí pelas próximas duas semanas, das 8h às 22h.

Parceria 

Os fósseis encontrados em Santa Catarina foram coletados através de um projeto apoiado pela Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM), da Marinha do Brasil, com redes de arrasto de pesca, entre Laguna e Passo de Torres.

São difíceis de classificar, pois os ossos estão isolados dos esqueletos (avulsos) e geralmente danificados. Até o momento, porém, foram indentificadas quatro espécies, que incluem, além do lestodonte, também o gliptodonte (tatu gigante), o mastodonte (tipo de elefante) e o toxodonte (parecido com um hipopótamo.

Apesar de serem todos de animais terrestres, o especialista esclarece que naquele tempo aquela região da costa de Santa Catarina era uma área seca, de planície, com o nível do mar bem mais baixo do que o atual.

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comentários

Comentários (4)

  • Estudando fósseis diz: 7 de novembro de 2014

    quem sabe, estudando os dinossauros saberemos a origem dos políticos corruptos e incompetentes… Aqui em Itajaí estamos ainda na pré historia, não temos ferrovias, duplicação de rodovias, viadutos e via portuária…. Mas em compensaçào temos uma prefeitura com cargos comissionados em excesso, alugueis de carros e imoveis em excesso, desperdicio de luz, agua, papel e um monte de bocas alugadas….

  • bento da silva diz: 8 de novembro de 2014

    Muito interessante esta matéria, gostei muito.gostaria de receber mais informações sobre o assunto.No aguardo at. bento.

  • Renato diz: 8 de novembro de 2014

    Em qual região dá costa Catarinense foi encontrado?

  • Outras descobertas diz: 9 de novembro de 2014

    Em alguns aspectos, ainda estamos na pré-história: enquanto outros países há décadas investem em sustentabilidade, desenvolvendo formas para o ser humano gastar menos água no seu dia a dia, aqui deixaram para pensar nisso agora, com a falta de água em diversas regiões do país… O governo, como sempre, mostra mais uma vez sua péssima gestão, pois não consegue fiscalizar o desmatamento na Amazônia e em outros lugares, não fiscaliza quem limpa calçadas com excesso de água, e demora para consertar vazamentos…. Mas é super eficiente em criar impostos, taxas, pedágios e emitir licenças ambientais para quem pode pagar, pois se uma pessoa quiser fazer uma casinha simples, exigem vários documentos e muitas vezes não liberam a licença – mas, para as grandes construtoras e imobiliárias liberam até o corte de um morro (exemplo: MORRO CORTADO). Não quero nem falar na falta de alternativa no transporte coletivo (TREM, VLT, CARROS ELÉTRICOS, falta de planejamento urbano (VIADUTOS, VIA PORTUÁRIA, ALARGAMENTOS DE VIAS)… Portanto, se não estamos na idade da pedra, pelo menos uns 50 anos atrasados e com pouca chance de mudar….

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