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Juiz de Itajaí lança programa para reduzir mágoas entre patrões e empregados em ações trabalhistas

16 de dezembro de 2014 3
Foto: Divulgação TRT

Foto: Divulgação TRT

 

“Sentença de juiz não tira mágoa”.

A frase é do juiz Leonardo Fischer, da 2ª Vara do Trabalho de Itajaí, que criou o projeto Ouvir é o Canal. A ideia é humanizar as demandas trabalhistas escutando o que têm a dizer trabalhador e patrão: o que motivou o processo, mágoas e decepções.

Pautas especiais de conciliação são trabalhadas uma sexta-feira por mês, com o auxílio de advogados e juízes aposentados no papel de conciliadores voluntários.

_ Minha experiência como magistrado tem mostrado, ao longo dos anos, que as pessoas entram quietas e saem caladas das audiências. Mas o fato é que quem busca o Judiciário tem uma necessidade imensa de falar, ser ouvido, independente de ganhar ou não a ação _ argumenta o magistrado.

De acordo com Fischer, em grande parte dos casos o que acaba motivando uma ação trabalhista é um sentimento de mágoa, decepção, frustração, que precisa ser externado pelas partes. A conciliação, segundo ele, seria um resultado natural desse processo:

_ Mais importante do que o acordo é que a pessoa perceba que o Judiciário se inteirou do problema dela e deu a atenção devida quando ela resolveu buscar seus direitos _ afirma.

Atuam como conciliadores voluntários na 2ª VT de Itajaí Fábio Cedilhe do Nascimento, presidente da Comissão de Assuntos Trabalhistas da OAB-SC, a advogada Emília Aparecida Petter e os juízes do trabalho aposentados Ricardo Jackson D’Almeida e Neide Consolata Folador. 

Das 25 audiências realizadas até agora no projeto, 21 terminaram em acordo.

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comentários

Comentários (3)

  • Rodrigo diz: 16 de dezembro de 2014

    De nada adianta isso enquanto as leis trabalhistas não forem mais duras para os empregadores…de que adianta um empregador prometer diante de um “juiz” que cumprirá a sentença por ele imposta, se ele nunca irá cumprir o acordado ? Tem inumeros casos por aí…ta na hora de penas mais duras, como até mesmo a cadeia pra muitos empregadores que deixam centenas a ver navios e na penúria !!!

  • Antônio diz: 16 de dezembro de 2014

    Parabéns a este Juiz. Estadista. Porem, enquanto não modernizarem a legislação trabalhista vai continuar a farra de malandros, espertalhões e gananciosos “trabalhadores”, que nunca esqueceram a famosa Lei de Gerson – de levar vantagem em tudo. Malandros que embora saibam que a causa tem um valor X colocam um valor 10 vezes maior para poder extorquir um “acordo”, e fazer com que o outro advogado cobre uma comissão maior. As vezes parece que trocam figurinhas. Também parece que as vezes querem diferenciar um trabalhador do outro. Tem um que chega na loja as 08:00 e sai ao meio dia. Tem outro que chega as 07:30, e nunca sai antes da 20:00. Este segundo o trabalhador que é o dono da loja. Tem um que tira trinta dias de férias por ano. Tem direito a seguro-desemprego. Tem outro que passa a vida sem tirar férias. Nem tem direito a seguro-desemprego. Tem um que tem que pagar para se defender na “justiça do trabalho”. Tem outro que tem tudo de graça. Isso é Justiça?
    Obrigado.
    Antônio

  • Larissa diz: 16 de dezembro de 2014

    Muito legal a ideia! Já fui empregadora, hoje sou colaboradora, conheço ambos os lados por isso, afirmo com convicção que será um ótimo projeto. Parabenizo a atitude do Juiz!

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