Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Avançam negociações sobre a lista de espécies de peixe em extinção

16 de fevereiro de 2015 3

O setor pesqueiro de Itajaí comemora o avanço das negociações em torno da lista de espécies ameaçadas em extinção. O presidente do Sindicato dos Armadores e Indústria da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), Giovani Monteiro, esteve na última semana no Ministério da Pesca, em Brasília, e afirma que há a possibilidade de que as cerca de 60 espécies com interesse comercial fiquem liberadas por mais um ano.

Esse possível acordo parece desagradar o Centro de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul (Cepsul), que fez o estudo das espécies. Em nota de esclarecimento divulgada sexta-feira, detalha a metodologia da pesquisa e classifica como “não verdadeira” alegação de que a proibição definida na portaria publicada em dezembro inviabilizaria a atividade pesqueira catarinense.

De onde veio a conclusão

O Cepsul afirma que a norma indica 98 espécies marinhas ameaçadas de extinção. Desse total, 57 teriam interesse comercial e 22 delas seriam classificadas como vulneráveis, o que ainda permite o uso sustentável. Então, o texto revela que levantamento feito pelo centro, a partir de boletins produzidos pela Univali com apoio do Ministério da Pesca, governo estadual e Sindipi entre 2008 e 2012, apontou que esses peixes correspondem a menos de 2% do total desembarcado na região Sul e Sudeste no período.

::: Leia todas as notícias sobre polêmica lista das espécies consideradas em extinção

Comente e compartilhe

comentários

Comentários (3)

  • Jackson diz: 16 de fevereiro de 2015

    O que fica no ar são, quais as contra partidas dos nobres pescadores quanto ações para repor os estoques que eles retiram do mar ? porque não se manifestam quanto ao impacto da obra do canal de evolução ? porque não se manifestam sobre a quantidade de esgoto lançado diariamente nos estuários do Itajaí ? estuários que são berçários naturais de todas as espécies aquáticas ? Pesca intensiva necessita obrigatoriamente reposição intensiva, criação de alevinos e outros manejos

  • Joao diz: 16 de fevereiro de 2015

    Jackson… isso que vc é verdade, não a luta contra o esgoto lancado ao mar, a mexida em bocas de barras, afundamento de canais de barras e onde estão jogando os lixos que saem do fundo desse porto, como pneus, garrafas pets dentre outras coisas, Mais eu tiro, pelo o que ouço, na barra de Itajai, tão soltando todos os detritos do rio, e com isso o camarão para nós melhorou, mais eles tem que não só rever a lista de peixe que tem que ser mexida e sim na frota, que era pra ser mais controlada, ter mais fiscalização. no mar é um lugar sem lei, todo mundo pode fazer o que querer.

  • Emiliano diz: 16 de fevereiro de 2015

    Caro Jackson, lembra da extinção dos estoques de vieiras (Pecten ziczac) na década de 70, com exploração irracional de 20 mil toneladas deste molusco bivalvo? Lembra da pesca predatória de 9 mil toneladas de pitú (Metanephrops rubellus) ? E, a pesca desordenada de tubarões só para retirar as aletas (galhas)? Caldo de galinha e bom senso faz bem para evitar o efeito masking politic.

Envie seu Comentário