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Por que paramos?

28 de fevereiro de 2015 3
Foto: Marcos Porto/Agência RBS

Foto: Marcos Porto/Agência RBS

O impacto do movimento dos caminhoneiros chegou na sexta-feira ao motor da economia da região. Ao comprometer a operação nos terminais portuários, levantou a velha questão de nossa dependência umbilical do transporte rodoviário.

Há décadas tentamos resolver o problema da mobilidade e do alto custo com o transporte de cargas usando medidas “tapa-buracos”. Não atacamos com profundidade e vontade o âmago do problema.

Se reduzirmos o foco apenas para os últimos anos, veremos uma ferrovia para transportar carga vinda do Oeste que teima em não sair do papel e uma hidrovia no Itajaí-Açu cujos estudos de viabilidade parecem caminhar a passos de tartaruga. Até parte da movimentação de cargas do aeroporto de Navegantes chega por via rodoviária, já que o terminal tem limitações.

Sem entrar no mérito das reivindicações dos caminhoneiros, que sofrem – bem sabemos – com estradas em péssimo estado, jornadas extenuantes e ganhos reduzidos. Nem dos transportadores, que arcam com o alto custo desse modelo de transporte (mais caminhões, piores estradas, mais consertos. Além do alto preço do combustível). Mas não podemos depender de apenas um modal de transporte para movimentar a economia.

Ou usamos o episódio como lição para um futuro melhor planejado ou estaremos fadados, cada vez mais, à lentidão.

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comentários

Comentários (3)

  • Joao Barcelos Tomé diz: 1 de março de 2015

    O desabastecimento de matéria prima em alguns setores, fruto da paralisação dos motoristas de transporte rodoviário de cargas é o reflexo do sucateamento dos modais de transporte no Brasil. O fluvial inexiste, o ferroviário tornou-se inoperante, os portos estão comprometidos além de sua capacidade máxima de operação e o aéreo não decola por falta de aeroportos. Resta tão somente o modal rodoviário, com estradas, na grande maioria em condições ruins ou péssimas e uma frota de caminhões com idade avançada. E as consequências são conhecidas: adquirir um caminhão novo não é para qualquer um e manter o que tem em condições de segurança e trafegabilidade tem um custo alto em manutenção. Na ponta do arco iris está o governo com seu imenso pote, aguardando o ouro escorrer para dentro. E essa ação gera revolta e insatisfação, pois se o governo nada faz para melhorar os modais de transporte, por que tem que ter sempre a maior fatia do bolo ? .

  • Samuel Batista dos Santos diz: 1 de março de 2015

    A ferrovia que liga Curitiba – Paranaguá, que é passeio turístico, foi construida no século 19 , com pás e picaretas. Hoje, com toda moderna tecnologia, só a má-vontade política explica a ausência de obras daquela natureza.

  • Jackson diz: 2 de março de 2015

    Apenas lembrando que nossas rodovias estão em péssimo estado devido justamente ao excesso de peso dos mesmos caminhoneiros, juntamente com a falta de fiscalização nas obras, as quais as empreiteiras usam material de péssima qualidade, reduzem inclusive as espessuras de asfalto por hora contratado, pavimentação que deveria durar 8 anos, duram apenas 1.

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