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Ministério da Agricultura descumpre força-tarefa para liberação de cargas em Itajaí

31 de março de 2015 5
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

A promessa do Ministério da Agricultura feita ao presidente da Associação Empresarial de Itajaí, Eclésio da Silva, de que seria mantido um regime de força-tarefa na fiscalização de cargas dentro do Porto de Itajaí até que sejam nomeados mais quatro profissionais para a cidade, não está sendo mantida. Nas últimas duas semanas o reforço, que vinha ocorrendo desde novembro, não aconteceu.

O resultado é que as datas de fiscalização foram reduzidas de quatro pra duas vezes por semana, o que pode afunilar as liberações e provocar atrasos. Passam pelos fiscais da agricultura todas as cargas que tenham procedência animal ou vegetal _ e isto inclui qualquer contêiner que contenha palets de madeira, por exemplo.

O reforço na fiscalização da Anvisa, que também é demanda antiga do trade portuário, também deve demorar. Troca de comando na agência, em Brasília, deve fazer com que as negociações para dobrar de quatro para oito o número de fiscais em Itajaí volte à estaca zero.

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comentários

Comentários (5)

  • Adriana Muniz diz: 31 de março de 2015

    A Ministra Katia Abreu já disse que pretende resolver o déficit de fiscais federais agropecuários com a terceirização da inspeção sanitária de produtos de origem animal. Assim ela acha que mata dois coelhos com uma só cajadada, agrada os frigoríficos, principalmente a JBS, que há tempos vem tentando acabar com o SIF e maquia a falta de fiscais. A ministra se esquece que nem todos os fiscais são veterinários que trabalham na inspeção. A falta de um fiscal agrônomo no Porto de Itajaí já é folclórica. A solução mais óbvia seria nomear os excedentes do último concurso do Ministério da Agricultura, mas a ministra prefere fazer de conta que o problema não existe. A ministra foi escolha da cota pessoal da presidente Dilma e vai ter que cooperar com o ajuste fiscal, no entanto a máquina pública não pode parar. A fiscalização do MAPA tem que ser feita por ser exigência de acordos comerciais bilaterais com os países importadores. Espero que ela faça mais e prometa menos.

  • nathan diz: 31 de março de 2015

    Está faltando vontade política por parte do governo federal, o Ministério da Agricultura fez concurso a pouco tempo e chamou pouquíssimos candidatos, não deu nem para amenizar o déficit histórico de fiscais nos portos, chega a ser vergonhoso saber que ocorre fiscalização apenas 2 vezes na semana em um porto do tamanho do de Itajaí, deveria ser 24hrs/dia, 7 dias por semana.

  • Márcio diz: 6 de abril de 2015

    Assusta a negligência do governo com o setor que ainda mantem o Brasil econômicamente respirando.
    Toda a vantagem competitiva que temos no setor agrícola dissipa-se na falta de infraestrutura e na ausência do execussão das prerrogativas que cabem ao governo (p. ex. Fiscalização).
    Enquanto isto centenas de concursados qualificados estão esperando no cadastro de reserva.

  • Bastos diz: 9 de abril de 2015

    não sei até onde a má vontade politica vai interferir na segrurança alimentar e econômica do Brasil, os mercados europeus, americano e asiáticos são bastante exigentes quanto a sanidade e fitossanidade dos produtos, não sei se o governo está esperando estourar um surto de alguma doença ou praga, para conserta a porta arrombada… faltam fiscais agropecuários em todos os portos e aeroportos..

  • Thiago Scalia diz: 9 de abril de 2015

    O pior de tudo é a falta de diálogo da Ministra e principalmente da sua Secretária Executiva, que se recusa em receber os candidatos excedentes. Preferem fechar os olhos e deixar um concurso de 11 milhões de reais vencer sem aproveitamento do cadastro de reserva para logo abrirem uma licitação e o país ter que pagar mais R$11.000.000,00. Enquanto isso os exportadores que aguardem a liberação de suas cargas nos portos…o Brasil deixa de exportar e gasta com outro concurso! O Dr. Eclésio já está sendo enrrolado desde a gestão do Antonio Andrade que prometeu resolver a situação. Pelo que sabemos Dr. Euclésio o problema persistirá por muito tempo, pois ainda ontem a Secretária Executiva disse ao vice presidente da CNA que o MAPA não tem interesse em nomear os excedentes.

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