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“O Brasil tem que ter seu time na Volvo”, diz CEO da competição, Knut Frostad

16 de abril de 2015 0

Foto: Marcos Porto/Agência

O norueguês Knut Frostad conhece como poucos o mundo da vela. O CEO da Volvo Ocean Race, responsável por organizar a maior competição de vela do planeta, é também um velejador da mais alta estirpe. Correu edições da regata, inclusive no histórico Brasil 1, barco em que dividiu espaço com Torben Grael. Em entrevista à coluna, falou sobre a evolução do esporte em Itajaí e a necessidade de um barco brasileiro na competição.

Havia na última edição a possibilidade de um barco luso-brasileiro. Ainda há chance disso acontecer?
Sim, são tempos difíceis na economia do Brasil, então acredito que precisamos de velejadores brasileiros que impulsionem as oportunidades. Agora temos Bochecha, que está se tornando uma estrela, as pessoas o reconhecem. Isso nos dá oportunidade de construir algo novo. Mas acho que o Brasil tem que ter o próprio time, uma equipe só brasileira. Mudamos muito a regata, então os custos estão muito mais baixos. O barco custa10 milhões de euros, a serem pagos em dois anos.

O país teve grandes velejadores, e por um tempo não tivemos estrelas com a mesma popularidade. A nova geração pode suprir essa falta?
É possível, com certeza. Não é tão fácil ser um Torben Grael, que tem medalhas olímpicas, é uma lenda. Mas acho que temos que começar a trabalhar desde cedo, e sei que há pessoas no Brasil interessadas em que isso aconteça. Para as empresas que patrocinam é uma grande oportunidade de serem conhecidas em todo o mundo.

Itajaí tem interesse em receber o barco Brasil 1 para expor. Ainda existe essa possibilidade?
O barco foi usado na largada em Alicante, e sabemos que há planos de construir um museu aqui. Costumo dizer que se tivermos um barco brasileiro, um barco catarinense, traremos o Brasil 1.

Algo mudou na interação de Itajaí com a vela desde a última vez?
Há mais crianças velejando, mais atividade. Isso é muito positivo, e gostaríamos de ver acontecer mais. Com a marina, acredito que Itajaí terá um grande impulso para a vela.

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