Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Governador vai ao Rio de Janeiro pedir permanência de unidade da Petrobras em SC

28 de abril de 2015 6
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

O governador Raimundo Colombo (PSD) vai liderar uma comitiva que segue na quinta-feira para o Rio de Janeiro para tratar do fechamento da Unidade de Exploração e Produção Sul (UO-Sul) em Itajaí. Um dia antes, reúne-se com autoridades e o empresariado local para traçar a estratégia de abordagem.

A informação foi oficializada nesta segunda-feira durante a audiência pública organizada em conjunto pela Câmara de Vereadores de Itajaí e a Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Com plenário lotado, deputados, vereadores e o prefeito Jandir Bellini (PP) ouviram os argumentos da estatal, trazidos pelo gerente-geral da Unidade de Exploração e Produção da Bacia de Santos (UO-BS), Osvaldo Kawakami.

Coube ao executivo, que já ocupou cargo de comando da Petrobras em Itajaí, comunicar que, para a empresa, a unidade do Sul, operando apenas o navio-plataforma FPSO Cidade de Itajaí, é pequena demais para a estrutura que tem:

_ É como ter um general para cuidar de algo que um tenente poderia estar cuidando _  disse.

Em audiência, deputados criticam decisão da Petrobras de deixar Itajaí

Kawakami garantiu a manutenção das operações portuárias e aéreas e repetiu mais de uma vez que a decisão de transformar a UO-Sul em um Ativo de Produção, subordinado a Santos, foi estritamente empresarial e atende às novas premissas da companhia _ muito embora a unidade de Itajaí seja a de melhor custo-benefício, com uma média de R$ 58 milhões ao ano por funcionário, e seja 5ª melhor posicionada em produção no país, empatada ou à frente de unidades como Amazonas, Sergipe-Alagoas, Rio Grande do Norte-Ceará e Bahia.

Os argumentos foram rebatidos, um a um, por Silvaney Bernardi, representante da Federação Única dos Petroleiros, que afirmou tratar-se de decisão política, motivada por uma possibilidade de reação menos barulhenta em Santa Catarina do que em outros locais onde a Petrobras mantém suas unidades.

Bernardi classificou a tomada de decisão repentina da empresa como “autoritária e truculenta”, e afirmou que a perda de acervo técnico, com a saída de metade dos 70 funcionários que hoje atuam diretamente na UO-Sul, é um “prejuízo estratégico fenomenal” para o Sul do país.

_ Um Ativo de Produção não é nada. É migalhinha caindo da mesa. A UO-Sul se paga e muito bem, com potencial enorme de crescimento.

Prospecção
A categoria defende que além de bons resultados a UO-Sul tem possibilidade de alavancada de negócios a curto prazo com o início da operação de uma bacia no Paraná, recentemente leiloada, e da possível incorporação da Bacia de Pelotas (RS) às operações da Petrobras _ que estariam, pela lógica, subordinadas à UO-Sul.

Para o empresariado presente ficou a impressão de que a motivação para a desativação da unidade de Itajaí foi, de fato, mais política do que técnica.

_ Do ponto de vista empresarial, não faz sentido _ disse o presidente da Associação Empresarial de Itajaí, Eclésio da Silva.

Comente e compartilhe

comentários

Comentários (6)

  • Adriano diz: 28 de abril de 2015

    É lamentável que isto vá acontecer em Santa Catarina. Comprovadamente somos mesmo o “ZERO” da 101. Santa Catarina não tem expressividade nenhuma no cenário político!

  • Clara diz: 28 de abril de 2015

    Não traz sequer a copa, nem olimpíadas, vai trazer a Petrobrás? Enquanto SC continuar a eleger esses políticos fraquíssimos, sem representatividade e moles, mais fácil que o Acre ganhe. Enquanto isso passamos vergonha com a nossa ponte e o nosso aeroporto.

  • roberto diz: 28 de abril de 2015

    Afinal, porque a Petrobras não faz questão de manter um único e barato escritório cuidando de seus interesses na região Sul?
    Isso está cheirando ENTREGUISMO. Estão preparando o terreno para entregar a empresa assim como o FHC fez com a Vale.
    Mais uma vez o sul do Brasil é deixado de lado pelo governo federal.
    Arrecadamos e repassamos muito e o retorno é insignificante. Temos que pedir esmola.

  • Gustavo diz: 28 de abril de 2015

    O discurso incoerente dos privatistas do neoliberalismo tupiniquin:

    Ora criticam que o suposto aparelhamento político da Petrobrás prejudicou a empresa…blábláblá… Para que conste: – Todos os diretores da Petrobrás envolvidos na LavaJato são funcionários de carreira da empresa;

    Ora reclamam que uma decisão empresarial da Petrobrás que prejudica economicamente SC necessita de uma ação política do Estado.

    Proposta de exercício dialético: – Se a Petrobrás aceitar a reivindicação política de Colombo e, em função disso, houver prejuízo econômico à empresa… de quem seria a culpa? Colombo deveria ser incluído na LavaJato?

  • Andrade diz: 28 de abril de 2015

    O dilema das empresas públicas não deveria ser entre a economia e a política, como no comentário acima, mas entre o interesse público e o privado. A Petrobrás poderia tomar uma decisão política que favoreça economicamente o estado de Santa Catarina, não vejo problema nisso (os acionistas de empresas públicas sabem deste risco, mas também podem ser beneficiados por decisões igualmente políticas, faz parte do jogo do mercado). Outra coisa é fazer como FHC quando era presidente, que sabotava as empresas públicas para forças as privatizações. Lembram que FHC colocou o próprio genro, David Zylbersztajn, no comando da Agência Nacional do Petróleo? Mas é claro que ele demitiu o genro quando ele se divorciou da filha.

  • MARIO diz: 29 de abril de 2015

    Se devido a boa infra estrutura e logística as empresas privadas estão vindo em massa para Sta Catarina, fugindo do caos que é São Paulo e cidades como Santos, porque a Petrobras quer fazer o caminho inverso?

Envie seu Comentário