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Galeria de fotos: Clara a caminho de se tornar uma legítima representante da Savana

08 de maio de 2015 8
Fotos: Lucas Correia, Especial

Fotos: Lucas Correia, Especial

 

Ela já não se parece mais com um gatinho. Aos quatro meses, Clara, a primeira leoa-branca nascida no Brasil, no zoo do Beto Carrero World, começa a apresentar os primeiros traços selvagens. Consegue urrar feito um animal grande e ainda brinca, mas suas mordidas e arranhões agora deixam marcas.

::: Assista reportagem em vídeo sobre a transição de Clara para a vida selvagem

Depois do tratamento VIP que recebeu nos primeiros dias de vida, a leoazinha agora entrou na fase de transição e, aos poucos, deixa de lado o convívio com os humanos para se tornar uma legítima representante da Savana Africana.

 

As pequenas mudanças vão afastar Clara, pouco a pouco, dos carinhos que a cercaram ao nascer. Os cuidados, com direito a brinquedos infantis e mamadeira, podiam parecer exagerados ao filhote de um animal selvagem, mas garantiram a sobrevivência da leoazinha. Como a mãe se afastou assim que ela nasceu, não havia leite para oferecer ao bebê e nem o calor necessário da leoa adulta: coube aos veterinários e biólogos do parque suprir esse papel.

Tentar manter a bebê Clara junto aos animais adultos que vivem no recinto dos leões brancos logo após o nascimento seria assinar sua sentença de morte. Mas, conforme ela ganha peso, tamanho e confiança, é possível que ocorra a aceitação.

Em dois meses a leoazinha, que já tem 10 quilos, deve ganhar um recinto só para ela, onde poderá ser vista pelos visitantes do parque. A intenção de Fedullo é tentar, então, inserir Clara aos poucos no espaço dos demais leões brancos, onde estão seu pai e sua mãe.

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comentários

Comentários (8)

  • marina diz: 8 de maio de 2015

    Clara é só mais uma constatação do quão nefasta é a interferência do homem na natureza: manter animais em cativeiro, em zoológico, é tao anti-natural que até a fertilização, procriação e maternagem são afetadas nestes recintos.
    Qual animal viveria bem em um recinto artificial e cativo? certamente nem os humanos, que inventaram essa modalidade e lucram com isso!

  • Suco diz: 8 de maio de 2015

    Marina, com certeza a vida de um animal selvagem é na natureza, lógico e óbvio, mas hoje em dia nós “humanos” não respeitamos mais essa natureza mesmo e se essa leoazinha não estivesse sobre a proteção do zoológico, ela poderia estar morta por caçadores ou em cativeiro numa casa para ser vendida pelo mercado negro, ou morta para ser usado o pêlo branco, a pata, as unhas em feitiçaria por muitos africanos por exemplo… então pelo menos vamos dar graças a Deus que essa pequena está bem e saudável nessa vida indigna, mas pelo menos ela está viva.

  • Junior diz: 8 de maio de 2015

    Marina, como um animal rejeitado pela mãe sobreviria na Natureza, neste caso um zoo tem o papel de procriar pois “Esses animais eram caçados como troféus. Na década de 70 foram perseguidos por caçadores. Há muitos anos que não temos relatos de leões brancos na natureza. Acredita-se que existam cerca de 300 animais sob cuidados humanos”.

  • Lilian diz: 8 de maio de 2015

    Clara é muito linda. Parabéns a toda a equipe que vem salvando e tentando não deixar que nossos animais sejam extintos.

  • Suco diz: 8 de maio de 2015

    poxa vida, meu comentário não foi postado… mas vou repetir..

    Marina, realmente é muito triste animais selvagens viverem confinados em zoológicos ou santuários de proteção animal, como o próprio nome sugere, ele é selvagem e o lugar é na natureza solto, mas mais triste ainda é o próprio homem, nós “humanos” destruirmos a natureza e tudo aquilo que nele vive, inclusive esse tipo de leão. Se a Clara não estivesse num zoo, ela poderia estar morta por caçadores que só tem a ganância de matar um leão para ter como troféu, morta por carniceiros que iriam querer sua pelagem, patas, unhas para feitiçaria, isso acontece em rituais africanos, ou confinada em algum lugar horrível, sujo, imundo, sem condição de higiene para ser vendida no mercado negro por milhares de dólares, euros e afins para monstros gananciosos…. Então vamos dar graças a Deus que essa linda leoa por mais que tenha sido rejeitada pela mãe teve boas pessoas ao redor para cuidar e fazer com que ela cresça saudável e tenha uma vida, feliz ou não, não sabemos, mas que viva e muito tempo…

  • marina diz: 8 de maio de 2015

    Sim, depois que o mal está instalado tem que se contentar em remediar.
    O zoológico é um atenuante.
    O abandono de recém nascidos em cativeiro é uma consequência da condição artificial a que estão submetidos, bem como a dificuldade para a procriação.
    Clara é um produto dessa artificialidade: não foi reconhecida como um igual, foi rejeita!

  • Mari diz: 8 de maio de 2015

    Parabéns à equipe que salvou este animal lindo… há animais feios em extinção, mas como são feios, ninguém liga mesmo!

  • José Daniel Luzes Fedullo diz: 8 de maio de 2015

    Nos meus 37 anos atuando como médico veterinário de zoológico eu cheguei a conclusão que essas instituições são hoje, no mundo todo, grandes Arcas de Noé à espera de dias melhores. Graças aos zoos e criadores conservacionistas muitas espécies de animais foram salvas da extinção e puderam regressar aos seus ambientes de origem. Tenho muito orgulho de poder contribuir com o meu pequeno trabalho para esta causa. A leoa Clara está sendo para mim motivo de muito orgulho, pois é o primeiro exemplar nascido no Brasil. Apesar de muitas pessoas acharem que o “cativeiro” é nefasto eu digo que só se consegue a reprodução quando temos animais devidamente ambientados, bem alimentados e livres de estresse. Este é o objetivo do Parque Beto Carrero e de toda nossa equipe;

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