Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

"A Dalçoquio vinha num processo de desgaste", diz o novo comandante da empresa

01 de junho de 2015 2

Claudio Ribeiro da Silva Neto, o novo comandante da Dalçoquio, falou com exclusividade ao blog sobre a aquisição da empresa. O executivo, que assumiu a operação há cerca de 10 dias, veio de São Paulo para Itajaí com a missão de dar competitividade à transportadora.

Esclareceu que o novo proprietário da empresa é um dos sócios da Tomé Transportes, de São Bernardo do Campo (SP), que comprou a Dalçoquio em parceria com investidores. Por questões contratuais, os nomes dos novos proprietários e o valor do negócio continuam em sigilo.

::: Leia mais sobre a venda da empresa

Havia crise na Dalçoquio?
A empresa já vinha num processo de desgaste financeiro há uns cinco anos. A capacidade de investimento vinha muito limitada há uns 20 anos.

Existe dívida?
Não é só uma dívida, é uma questão operacional. Quando você não consegue capacidade de retorno você não consegue alavancar para fazer o necessário. É um ciclo vicioso, porque você não investe, seus equipamentos deterioram, geram mais manutenção, você fica fora de contratos que exigem equipamentos mais novos e fatura menos. Faturando menos você não consegue investir, seus equipamentos ficam mais velhos, e assim vai indo. Na verdade, em função da estrutura de capital da empresa ela vinha muito amarrada sem conseguir fazer investimentos.

Foi a própria Dalçoquio que ofereceu a venda?
Foi uma pessoa em comum, que nos apresentou a oportunidade, e depois a gente veio a conhecer o antigo acionista e acabou chegando nesse entendimento de maneira rápida. A negociação começou em fevereiro e foi concluída em março.

A equipe está mantida?
Um dos fatores que nos levou a decidir por esse investimento foi termos enxergado na equipe da Dalçoquio uma qualidade muito boa, capaz de reverter e nos ajudar nessa reestruturação da empresa uma vez que a gente traga know-how. A empresa tinha uma crise em sua primeira linha de gestão que era grave, tinha conflitos. Então imaginamos que com profissionalismo, com uma gestão mais racional, a gente consiga com esse mesmo corpo operacional, logicamente que com uma ou outra mudança, mas com esse mesmo corpo de colaboradores, atingir os resultados que esperamos, porque identificamos nessas pessoas muita qualidade.

O mercado do Sul é estratégico para a empresa?
O mercado no Brasil hoje é nacional. Você precisa ter atuação em larga escala, não só regional, para conseguir extrair valor da operação. A Dalçoquio já é uma empresa que tem uma atuação forte no Sul, também no Centro-Oeste, e agora está iniciando atuação na região Nordeste. O que a gente espera é ampliar essa penetração para conseguir cada vez mais extrair valor e rentabilidade.

A intenção é manter a matriz da empresa em Itajaí?
Sim, a intenção não é fazer nenhuma mudança a curto prazo. A sede da empresa é em todos os locais onde estão os clientes dela, e a gente tem operação no Brasil inteiro. Se perguntar onde está o poder de decisão, é onde estão os clientes. Sem dúvida que a gente tem uma estrutura de manutenção muito significativa em Itajaí. Mas a gente também tem estrutura de manutenção em filiais no Brasil inteiro. Se perguntar se a ideia é diminuir a estrutura de manutenção aqui e crescer em outro Estado? Não, não é. Tem todo um know-how já adquirido aqui, a nossa atuação na região Sul ainda é mais representativa do que no restante do país, então faz sentido manter essa estrutura de manutenção forte. A ideia não é mudar. Mas também não fechamos a possibilidade de amanhã depois ter essa administração feita em outro lugar. O importante é que a estrutura principal de colaboradores continua aqui em Itajaí. Pelo menos no cenário de curto e médio prazo. Viemos para reforçar esse nome que é de grande predominância aqui na região, e nossa intenção é dar condições que esses colaboradores já não vinham tendo há alguns anos, para que eles possam exercer e maximizar seu retorno para a companhia.

Comente e compartilhe

comentários

Comentários (2)

  • daniel diz: 2 de junho de 2015

    Mais uma empresa que está indo embora de itajai….
    È a crise chegando e as megas engolindo as pequenas…
    E o governo não incentiva as empresas a ficarem por aki….
    A proxima é a gdc a petrobras e outras….

    Cambada de sem vergonhas esse governo fdp.

  • elton diz: 2 de junho de 2015

    Olha caso essa roubalheira e escândalos quase que diários e os quais envolvem praticamente todas os setores,mais precisamente na politica;teremos uma crise sem precedentes em nosso Estado,empresas como a Dalçoquio sendo vendidas,outras fechando suas portas,pequenos comerciantes igualmente fechando ou pela onda de assaltos e impunidade,prejuízos irreparáveis,altos impostos e ou por falta de incentivos;quem perde somos nós,ah isso sem falar que outros estados estão encaminhando estrangeiros para SC,nada contra eles ,mas se aqui com nossos catarinenses as coisas rumam pra desemprego e a crise Nacional sendo já uma realidade,as perspectivas futuras não são NADA animadoras!!!!

Envie seu Comentário