Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Itajaí de braços abertos

15 de junho de 2015 0
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

A senhorinha que completa hoje o 155º aniversário tem coração de mãe. Não fosse assim, não teria tão bem recebido e abrigado tantos filhos vindos de longe. Foi ingrata para com seus primeiros habitantes, mas serviu de lar para os açorianos, os alemães que colonizariam o Vale do Itajaí, para os japoneses e os refugiados angolanos, na década de 1970, e mais recentemente haitianos e senegaleses.

Sem contar o fluxo de migração interna que atraiu brasileiros de todos os cantos do país.

Talvez tenha sido essa mistura de povos o segredo de Itajaí para a impressionante capacidade de se reinventar. A cidade que transformou seu porto madeireiro no complexo que responde pela segunda maior movimentação de contêineres no país, que expandiu a pesca além dos limites de território e alçou o título de maior polo pesqueiro brasileiro, sobreviveu às enchentes e às intempéries.

Dizem os entendidos que Itajaí sempre foi uma cidade de novidades. Pelo porto chegavam produtos que o Brasil, então bastante fechado para o comércio exterior, mal conhecia. Talvez por isso, o itajaiense é um povo marrento: diferente de alguns vizinhos, o peixeiro demonstra pouco o orgulho que tem de sua terra. Decerto, porque se acostumou a querer sempre mais e melhor – pensamento que, de fato, faz a cidade ser o que é.

O que movimenta Itajaí não são os imensos navios que adentram o Itajaí-Açu, mas a força de vontade e a capacidade de transformação dos itajaienses. Neste aniversário, o melhor presente para esta senhorinha seria uma dose constante de inquietação, que a eleve sempre mais alto, e um pouco mais de apreço por sua história.

Comente e compartilhe

comentários

Envie seu Comentário