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Disputa entre terminais: Linha que corresponde a 40% da movimentação do porto pode deixar Itajaí

17 de junho de 2015 12
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

A possível saída da mais importante linha movimentada pela APM Terminals acendeu o alerta em Itajaí. A linha asiática, que corresponde a cerca de 40% de toda a movimentação do Porto de Itajaí, está em negociação com outros terminais. Em busca de melhores custos de atracação parte dos seis armadores que compõem o serviço teriam optado pela Portonave, em Navegantes.

O assunto, que até então era tratado como boato no meio portuário, ganhou força depois que os vereadores Thiago Morastoni (PT), Osvaldo Mafra (SD) e Clayton Batschauer (PP) reuniram-se com a superintendência do porto em busca de respostas. A troca poderá trazer a Itajaí um grande impacto em arrecadação e geração de trabalho: a estimativa é que mil empregos diretos sejam afetados com a saída da linha.

A vantagem de Navegantes seria o custo operacional. O mesmo contêiner custa em média R$ 300 para atracar em Itajaí e R$ 230 para atracar em Navegantes. Como a negociação é entre os terminais, que não falam sobre o assunto, o que a superintendência pode fazer é acompanhar o jogo comercial. Mas o superintendente Antônio Ayres dos Santos Junior já discutiu o assunto previamente com o governador Raimundo Colombo (PSD) e deve entregar a ele um dossiê sobre a situação.

Navegantes utiliza a mesma estrutura de acesso de Itajaí, que tem a manutenção paga pelo governo federal. A Portonave tem custos menores de pessoal porque contrata a própria mão-de-obra, enquanto que em Itajaí, que é área pública arrendada, a contratação ocorre via Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO). A APM Terminals também enfrenta dificuldades para ampliação e aguarda, ainda, resultado sobre a possibilidade de assumir a operação dos berços 3 e 4, que estão em reforma.

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comentários

Comentários (12)

  • Geovane Carlos diz: 17 de junho de 2015

    Primeiro, ‘linha corresponde a 60%’ ou ‘corresponde a 40%’? Qual a informação precisa, correta? Notar que na página inicial do site informa uma porcentagem e na matéria informa outra.

    Segundo, quando se diz “Navegantes utiliza a mesma estrutura de acesso de Itajaí, que tem a manutenção paga pelo governo federal” não procede, pois foi a Portonave que custeou os estudos de engenharia, meio ambiente e viabilidade técnica-econômica necessários para a obra de dragagem do canal de acesso. Foi a Portonave quem investiu e executou a Via Portuária de Navegantes. As obras pagas pelo Governo Federal (duplicação da BR 470, conclusão da via portuária de Itajaí e a reconstrução do cais do Porto de Itajaí) até hoje não saíram do papel, não estão sendo executadas ou se quer parece que foram pagas. Concordo com a opção dos seis armadores de optarem por Navegantes, pois como propriamente dito, além do custo operacional, eles têm a garantia da execução, eficiência e competência do serviço prestado e no final de tudo, que ganha com esta competitividade somos nós, os cidadãos contribuintes, com uma melhor oferta de preços e produtos, na geração de emprego e investimento dos tributos arrecadados no município onde o terminal está sediado.

  • Geovane Carlos diz: 17 de junho de 2015

    Primeiro, ‘linha corresponde a 60%’ ou ‘corresponde a 40%’? Qual a informação precisa, correta? Notar que na página inicial do site informa uma porcentagem e na matéria informa outra.

    Segundo, quando se diz “Navegantes utiliza a mesma estrutura de acesso de Itajaí, que tem a manutenção paga pelo governo federal” não procede, pois foi a Portonave que custeou os estudos de engenharia, meio ambiente e viabilidade técnica-econômica necessários para a obra de dragagem do canal de acesso. Foi a Portonave quem investiu e executou a Via Portuária de Navegantes. As obras pagas pelo Governo Federal (duplicação da BR 470, conclusão da via portuária de Itajaí e a reconstrução do cais do Porto de Itajaí) até hoje não saíram do papel, não estão sendo executadas ou se quer parece que foram pagas. Concordo com a opção dos seis armadores de optarem por Navegantes, pois como propriamente dito, além do custo operacional, eles têm a garantia da execução, eficiência e competência do serviço prestado e no final de tudo, quem ganha com esta competitividade somos nós, os cidadãos contribuintes, com uma melhor oferta de preços e produtos, na geração de emprego e investimento dos tributos arrecadados no município onde o terminal está sediado.

  • Renato diz: 18 de junho de 2015

    Há alguns anos já correm notícias sobre o alto custo do Porto de Itajaí. Por ser um terminal público, se torna refém de várias forças (Ogmo, sind. dos estivadores, Sid. dos transportadores de cargas, caminhoneiros, políticos da situação e oposição) que não abrem mão de absolutamente nada. O porto acaba ficando num enorme cabo de guerra, sendo o resultado de tudo isso alto custo, falta de investimento etc etc etc…

  • Jacinto Ferrado diz: 18 de junho de 2015

    uma coisa obvia, estava demorando para acontecer… do outro lado do rio, gestao eficiente, sem cabide de empregos, custo menor, via portuaria, infraestrutura condizente, equipamentos modernos… em Itajaí o porto depende de picuinhas politicas – ah, nao ganhei muito voto aqui, vou me vingar – por isso as coisas nao acontecem aqui… dai ficam 2 berços parados, via portuaria parada, deixam o porto com poucos fiscais sanitarios… coincidencia? ou perseguiçao?

  • Jean Carlos diz: 18 de junho de 2015

    Mais uma vez a mídia querendo jogar a culpa nos trabalhadores portuários, para blindar os erros administrativos e comerciais do patronal pexeiro, e o povo desinformado cai como patinho ao ponto de querer protestar … LAMENTÁVEL!!!

  • Paulinho Marietta Nafoto diz: 18 de junho de 2015

    nao esquenta, se o porto falir, temos os milhoes oriundos da atividade turistica em Itajai….

  • Marco Antônio Benaci diz: 18 de junho de 2015

    Ainda bem que estão dispostos a permanecer ali do outro lado. Mas tenham certeza de que se nada for feito p/ atrair os importadores, estes procurarão terminais que além de melhores preços, tbém ofereçam mais agilidade na liberação de cargas. Ou seja: é tudo uma questão de custos.

  • Onésioo diz: 18 de junho de 2015

    O mais nojento e absurdo é ver político querendo RESPOSTAS? QUE RESPOSTAS CARAS PÁLIDAS? São 21 vereadores e não tem UM sequer que tenha um projeto ou que inicie uma discução sobre a ampliação do terminal, sobre como auxiliar a iniciativa privada na parte estrutural, como facilitar a vida da iniciativa privada para que a mesma possa investir no terminal! Só querem respostas E NÃO TEM NINGUEM PARA TRABALHAR EM FAVOR DO PORTO E QUEM OPERA o mesmo. Vergonha!

  • Rubens diz: 18 de junho de 2015

    Caro Onésio….os vereadores não fazem nada simplesmente porque nem tem idéia do que estão fazendo ali…caem de paraquedas no cargo e sabem mudar nomes de ruas, solicitar lombadas, solicitar título de cidadão itajaiense, e discutir se tem vida em Marte ou não….ah…ia me esquecendo…também sabem colocar eleitores em cargos no porto, na prefeitura, nas secretarias, etc….é pra isso que pagamos os altos salários deles….ok ?

  • 21 INAPTOS diz: 19 de junho de 2015

    NA CAMARA CABIDE DE VEREADORES, TUDO TRANQUILO, NINGUEM SE MEXE… DEPUTADO FEDERAL, SENADOR, PREFEITO, NINGUEM TOMA DECISOES PARA REVERTER ESTA SITUAÇAO… E NOS AQUI PAGANDO O PATO…. O QUE IMPORTA EH MAQUIAR A CIDADE COM REGATA MILIONARIA E CALÇADA DE OURO DA BEIRA RIO… E A MARINA DOS MILIONARIOS? TUDO LEGAL….

  • Domenico diz: 27 de junho de 2015

    É uma questão de disparidade regulatória. A Portonave dilui custos para cada navio a mais que recebe. Ou seja: quanto mais servicos operar, mais barato sera seu custo de operacao, afinal seus empregados e seus porteineres ja estao ali. Eles nao precisarao pagar 23 trabalhadores portuarios avulsos por equipamento que ira operar neste navio e nem precisarao pagar por carga movimentada deste navio. Eles largam de 0. É o mesmo principio da linha de produção. Enquanto isso, o Porto de Itajai ja larga de um custo operacional que é calculado por operação: mão de obra avulsa e tarifa paga por carga movimentada. Se para movimentar 11.000 conteineres o custo da APM ficará em 100,00 o conteiner, ela nao tem como fazer um preco abaixo deste. Ou ela empata ou, pelo principio do capitalismo, ela lucra.
    Em resumo, o governo foi tao incompetente no marco regulatorio que ele nao preciu que o porto publico ja sairia com este deficit de custo operacional se tornando menos competitivo que um privado.

  • Cidadão Itajaiense diz: 29 de junho de 2015

    Outra questão é o trânsito e mobilidade dentro da cidade que é uma vergonha ! há quatro anos moro na cidade e não vejo nenhuma melhoria no trânsito além de “canteiros de flores” ! Acorda povo itajaiense …sejamos mais exigentes !

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