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Projeto prevê cobrança de pedágio ambiental em Balneário Camboriú

19 de junho de 2015 13
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

Um projeto protocolado pelo vereador Claudir Maciel (PSD) prevê a criação de uma política de desenvolvimento sustentável para a região da Interpraias, em Balneário Camboriú. A proposta fala em ações de preservação ambiental, saneamento básico, incentivo à pesca artesanal e às manifestações culturais, e o mais importante: abre espaço para a criação de uma Taxa de Preservação Ambiental (TPA)para custear a segurança e políticas que conservem o meio ambiente.

A definição de valores de cobrança e a isenção a moradores dos bairros que compõem a APA Costa Brava fica reservada à prefeitura.

 

Em janeiro a possibilidade de uma taxa semelhante à TPA de Bombinhas já havia sido levantadas pelos moradores da região das praias agrestes nas redes sociais. A motivação não era preservação, mas a indignação com a falta de segurança e infraestrutura nos bairros.

Praias de encher os olhos como Estaleiro e Taquaras não têm água encanada (!) nem sistema de esgoto e convivem com os mesmos problemas pelos quais também passam outras praias da região, como o lixo largado em qualquer lugar, a falta de respeito dos baladeiros e pouca polícia.

Na época, dissemos aqui no blog que no fundo, ao defender que se cobre entrada em espaço público (algo bem questionável do ponto de vista da liberdade de ir e vir), o que se faz é estender aos outros problemas que, sozinhos, parecemos incapazes de solucionar. Balneário já tem algo que falta em Bombinhas: uma polpuda arrecadação. É uma questão de saber onde aplicar.

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comentários

Comentários (13)

  • João Carlos diz: 19 de junho de 2015

    Vão acabar com o turismo na região.
    O turista não polui, quem polui são os beach-clubs e restaurantes da região e deles não cobram nada.

    João Carlos

  • Becker diz: 19 de junho de 2015

    É nessa hora que me pergunto para que vereadores?
    O dinheiro que será investido em um centro eventos, que alias não sei pra que??? deveria ser aplicado primeiro para solucionar os problemas da região (ex) agreste, que de agreste não tem mais nada tamanho as edificações e comércio no local.
    Estão brincando com a população, só pode.

  • Celso diz: 19 de junho de 2015

    Quem deve pagar essas taxas ambientais são as construtoras que transformaram BC num paredão de pedra. Estão a destruir nosso litoral com a exploração imobiliária e não fazem nada para impedir esse desastre ambiental.

  • Danilo diz: 19 de junho de 2015

    Ta aí um vereador que soma NADA pra cidade…tinha q ter peito de levar adiante projetos bons para o município que são barrados pelos interesses de alguns empresários….. começou a modinha do pedágio ambiental.

  • RAGE diz: 19 de junho de 2015

    Se ao invés de construir uma passarela com elevador no valor de 30 milhões investissem no que realmente interessa, não precisaria criar mais taxa!! Quem mora na região central terá que pagar para visitar uma região agreste?!! Isso é ridículo, essa palhaçada que ocorre em Bombinhas abriu um precedente enorme, agora qualquer cidade pode recorrer a esse “artificio”… Esse país é uma piada mesmo… O povo paga pela incopetencia dos seus governantes…

  • Guilherme diz: 19 de junho de 2015

    caça níquéis, pagamos impostos pelo saneamento básico…PALHAÇADA

  • rogerio diz: 19 de junho de 2015

    O vereador se preocupa com uma política sustentável para a região da Interpraias enquanto a construção de edifícios vão sufocando o centro da cidade… Lamentável!

  • rogerio diz: 19 de junho de 2015

    O vereador se preocupa com uma política sustentável para a região da Interpraias enquanto as construções dos edifícios vão sufocando o centro da cidade… Lamentável!

  • Marcos diz: 19 de junho de 2015

    E a isenção para quem trabalha na região da interpraias todos os dias como ficaria? Vergonha essa proposta em um município tão rico.

  • Marcos diz: 19 de junho de 2015

    E a isenção para quem trabalha para a prefeitura de Balneário Camboriú na região da interpraias todos os dias e mora em outro município como ficaria? Vergonha essa proposta em um município tão rico.

  • Tatiana diz: 19 de junho de 2015

    “o que se faz é estender aos outros problemas…” concordo. Praias são espaços públicos e Balneário está longe de não ter verba para cuidar da água encanada e de preservação ambiental.

  • Marcelo diz: 19 de junho de 2015

    O seu último parágrafo define bem o que penso: então o povo tem que pagar a mais para ter aquilo que é obrigação do poder público prover? Onde estão nossos direitos? E, principalmente, para onde estão indo nossos impostos?

  • Jackson diz: 20 de junho de 2015

    é o verdadeiro faz-me rir, a APA esta sendo formada com conselho gestor e plano de manejo adequado, sendo assim é totalmente equivocado tal projeto, ainda, estaremos sugerindo para o conselho da APA que cobre por seus serviços ambientais, no caso, como sumidouro de gases estufa dos grandes emissores, sendo assim este projeto é mais um engodo, mas é bastante curioso, pois muitos vereadores e inclusive prefeitos, se quer conhecem do que falam, como é o caso de saneamento básico, não conhecem a política nacional para o assunto, mas querem legislar sobre o tema ! Inclusive, é bem possível que a APA possua recurso hídrico suficiente para se manter, não precisando ser enviado da ETA da EMASA.

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