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Linha asiática decide trocar o Porto de Itajaí por Navegantes

22 de junho de 2015 4
Foto: Lucas Correia, Especial

Foto: Lucas Correia, Especial

 

Foi batido o martelo: segundo informações do próprio terminal de Navegantes a linha asiática ASAS, responsável por 40% da movimentação de cargas no Porto de Itajaí, passará a operar pela Portonave. Os últimos detalhes estão sendo acertados e a previsão é que a mudança efetiva das atracações ocorra em meados de agosto.

Nesta segunda-feira, em reunião para discutir a competitividade do Complexo Portuário, o diretor-superintendente da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, reiterou que não haverá nenhuma mudança na proposta contratual apresentada aos armadores. Mas se comprometeu a dividir com os acionistas o pedido da autoridade portuária para que haja, pelo menos, uma divisão de cargas entre as duas margens do Itajaí-açu.

Castilho defendeu que, se não tiver propostas atrativas no mercado, o Complexo estará fadado a perder cargas nas duas margens. Disse que assim como há preocupação com reflexos sociais da mudança da linha em Itajaí, há também preocupação em lNavegantes, onde o terminal está entre os maiores empregadores do município.
Maurício Medeiros de Souza, representante da Antaq, afirmou durante o encontro que a luta deveria ser por melhorias de condições de competitividade dentro do próprio porto.

Lembrou, com razão, que “tem muito mais gente para tirar dinheiro daqui” e disse que o problema “não deveria ser visto com lupa”, em referência à necessidade de sustentabilidade de negócios no porto.

::: “A APM Terminals não irá deixar Itajaí” – entrevista com Ricardo Arten,

A reunião terminou com a proposta da superintendência do Porto de Itajaí de novo encontro entre a diretoria da APM e da Portonave com o Sindicato das Agências de Navegação Marítima e Comissárias de Despachos (Sindasc) para minimizar prejuízos. E com o anúncio de que o superintendente Antônio Ayres dos Santos Junior vai a Brasília para tentar, mais uma vez, incluir os berços 3 e 4 no contrato de arrendamento da APM Terminals e estender o prazo da concessão, que termina em sete anos.

Números diferentes

O fato é que os modelos de custeio entre os dois terminais são diferentes. Embora um estudo encomendado pela própria Antaq tenha concluído que a diferença no custo de operação de terminais privados e públicos arrendados no país é mínima, dados de 2013 apresentados pelo conselheiro administrativo do porto, Marcelo Salles, mostraram que as despesas operacionais da APM Terminals chegara, a quase o triplo das da Portonave.

A preocupação do setor com o esvaziamento do Porto de Itajaí é a perda de recursos da autoridade portuária, que, por força de lei, é a responsável pela manutenção das condições de acesso e segurança do complexo. Embora os navios que atracam em Navegantes também paguem a chamada tabela 1, que corresponde ao uso de infraestrutura aquaviária, o restante do recurso utilizado nessa manutenção vem, de fato, de Itajaí.

Hoje, nem mesmo se quisessem os terminais privados poderiam executar esses serviços sozinhos. Seria ilegal.

Sem saia-justa

Apesar de ter conquistado a maior linha a operar em Itajaí, que corresponde a mais de 10 mil TEUs, Osmari de Castilho Ribas diz que não haverá saia-justa na composição do Complexo Portuário: “Os clientes são do mercado”, justifica.

Embora os impactos diretos em arrecadação para Itajaí ainda não tenham sido calculados, a expectativa é que a cidade tenha uma perda significativa no recolhimento de ISS com a saída da ASAS.

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comentários

Comentários (4)

  • Paulo Roberto diz: 23 de junho de 2015

    A soberba de nossos administradores aliada a incapacidade de gestão portuária esta fazendo Itajai afundar. A maior economia do estado esta afundando. Acredito que deveria haver uma operação conjunta para resgatar o que o porto era antigamente. Uma nova licitação de arrendamento com preços mais competitivos, aliada a mudança da lei em que obriga os portos a ter mão de obra do sindicato impedindo a contratação pela CLT, alem de redução de cargos comissionados não so no porto como então todos os setores municipais. Podem dizer o que quiser, mas na minha opinião o OGMO tem grande responsabilidade em tudo que vem acontecendo, acho que esta na hora de mudar isso, pois o maior cabide de empregos é o OGMO.

  • Joel diz: 23 de junho de 2015

    Caro Bertson, nem cogita essa possibilidade de terminal de grãos por aqui. A cidade ficaria infestada com ratos, pombos, restos de soja e milho jogados nas ruas, bi-trens trancando o transito e os navios tipo breakbulk, que dependendo das condições climáticas podem levar até 10 dias para completar a carga, também estimulam a instalação de uma zona em cada esquina. Itajaí é uma cidade limpa, ajeitada e não precisa mais disto. A importação, devido o dólar alto, encolheu prá todos. Esse negocio de progresso econômico a qualquer custo é coisa medieval. Itajaí também paga o preço de, no embalo do comercio internacional, ter desprezado a pesca. abs.

  • André calcmann diz: 24 de junho de 2015

    Primeiro Beto Alonso, regule suas palavras para não estar sendo acionado na justiça! Segundo quando o trabalhador portuário deixava o coro no cais e ganhava uma micharia,ninguém queria trabalhar! É fácil falar quando está bom né! O trabalhador portuário e responsável por muito da economia da cidade, ou VC não lembra da época da enchente ?

  • Paulo Roberto diz: 29 de junho de 2015

    Na época da enchente em que o porto foi destruido e nao tinha trabalho, e ficarampedido ajuda pra todo mundo???
    Quem ja precisou dos serviços do OGMO dentro do porto sabe muito bem o que é a falta de vontade para trabalhar, temos que ficar implorando para um serviço ser executado e ainda por cima com muita avaria.
    DEVERIAM MESMO ACABAR COM O OGMO PARA UM SERVIÇO DE QUALIDADE.

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