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Escavações arqueológicas revelam tesouro escondido no Palácio Marcos Konder, em Itajaí

22 de junho de 2015 0
Foto: Marcos Porto

Foto: Marcos Porto

 

Uma delicada operação de resgate da história de Itajaí está ocorrendo ao redor do Palácio Marcos Konder. Escavações arqueológicas, iniciadas há cerca de duas semanas, buscam fragmentos que ajudem a contar como a região central da cidade já foi um dia. O trabalho, coordenado pelo arqueólogo Darlan Cordeiro, que dirige o Museu Etno-Arqueológico, foi autorizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e será feito em duas fases, abrangendo toda a área ao redor do museu.

A escavação foi permitida pelo órgão federal – que detém a posse de qualquer sítio arqueológico – depois que a direção do Museu Etno-Arqueológico apresentou uma série de fragmentos de louça e moedas do século 19 que foram encontrados durante a abertura de uma valeta de contenção, feita para segurar a umidade do prédio no início da obra de restauro, no ano passado.

Com a autorização em mãos, foram feitas mais de 20 demarcações na lateral do Palácio, que estão sendo minuciosamente avaliadas.

Nesses primeiros dias de trabalho, mais de três mil fragmentos de louças, moedas e munição antiga já foram encontrados e o arqueólogos sequer chegaram ao trecho onde há mais material enterrado, que fica em frente ao camelódromo. Por ali, o trabalho começa em 30 dias.

A primeira hipótese levantada pelos pesquisadores era de que os materiais estivessem em algumas casas antigas que foram demolidas para dar lugar ao Palácio, construído na década de 1920. Mas dada a grande quantidade de fragmentos, é possível que o local abrigasse um “lixão” – segundo Darlan, era comum haver depósitos de lixo no Centro das cidades. Fragmentos semelhantes  foram achados há alguns anos na região central de Porto Alegre (RS).

Entre os pedaços de louças encontrados há belos exemplares de porcelana inglesa padrão Willow, que era muito usada dois séculos atrás. Todo o material coletado será catalogado e passará a fazer parte do acervo histórico da cidade.

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